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IGREJINHA PEQUENA

Autor Desconhecido

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Muitos templos de hoje são tão grandes que ofuscam a Glória de Deus

O povo de Deus tem seus privilégios, e as vezes não sabe aproveitar da benção da sua benção.

Este povo tem um Deus zeloso de suas vidas, um “superprotetor”. Este termo, ainda que apenas coloquial, nos dá uma definição de “paizão”: aquele que está protegendo sempre o seu povo.

E para não haver nenhuma dúvida, o povo como filho, tem seu momento de desobediência, uma palavra onomatopéia, que mostra dureza até na sua pronuncia.

No deserto o povo não podia ficar sem um lugar onde buscar a Deus, e para isso Moisés, outro que, como bom pastor e cuidador das vidas que Deus lhe havia entregado, criou a tenda da revelação. Que marketing lindo! Já nos dias de Moisés, se fosse hoje muitos estariam usando esta tenda para diversas “falcatruas” travestidas de evangelho, tal como as que a mídia está cheia: “Casa de Deus, o ponto certo da sua fé”, “ Tenda da revelação, onde o milagre sai na hora”, “Não precisa milagres, venha para a casa da revelação”, “ Tenda da fé, onde você se revela”.

É claro que estou sendo exagerado, mas nós temos na TV uma igreja que fala em nome de Jesus e no momento em que os “abençoados” dão os seus testemunhos ele dizem assim:

“Depois que eu conheci a igreja… Minha vida mudou. Depois que eu conheci o missionário… Minha vida não é mais a mesma!”

Hipocrisia total.  A igreja, o missionário, o pastor, nenhum homem tem poder para mudar a vida de ninguém.  O muito que conseguem, é com seus conselhos melhorar a vida, mas mudar, jamais. Se fosse assim, a psicologia era a solução ideal para a humanidade.

Moisés criou o primeiro templo, ainda que móvel. Era o lugar onde estava o Deus da benção:  “E todo aquele que buscava ao Senhor saía à tenda da revelação.”

Lugar de Oração, de consagração. Ali se ouvia Deus falar, a glória de Deus enchia toda a casa. Quem tinha interesse de buscar a Deus ia para a tenda da revelação.

Engraçado o povo. Por mais idólatra que era, pois o próprio Deus disse que “porquanto és povo de cerviz dura;” V. 3, obstinado, duro na queda, quando queria alguma coisa, nem que ficassem no prejuízo, eles faziam e acabou, não estavam nem aí.

Este povo não quis venerar esta casa como objeto de adoração, mas sabiam que era um lugar especial, tão especial que Deus falou com o grande líder Moisés por diversas vezes. Foi ali que Moisés falava face a face com o Senhor; não que ele visse o rosto de Deus.  Isso não acontecia. Mas a expressão face a face, é no sentido literal.

O próprio Deus se sentia a vontade naquele lugar e Moisés se sentia tão bem lá dentro que falava com Deus como se assim o estivesse de frente um para com o outro.

Foi lá que Moisés clamou  a Glória de Deus. Ele queria a glória de Deus.  E que promessa gloriosa Moisés teve, quando Deus lhe disse que ele a veria!

Que lugar tão especial era este, sem aparência, sem pisos importados, som de última geração, cadeiras almofadadas e separadas, lugares marcados, belos luminosos. Nada de suntuosidade, nada de luxo, mas lugar onde a Glória de Deus se revelava.

Muitos templos de hoje são portentosos, mas sua riqueza ofusca a nossa visão e não conseguimos enxergar a Glória de Deus. Que saudade da minha igrejinha pequena!

 

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Igrejas crescem em qualidade ou quantidade?’

 

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     Após ter lido a opinião de um leitor chamando os evangélicos de “Exércitos de alienados e fanáticos” o pastor e autor Ciro Sanches Zibordi refletiu em torno do grande crescimento numérico da Igreja evangélica no Brasil.

     Em seu blog, o pastor da Igreja Assembléia de Cordovil, RJ, escreveu que os evangélicos entusiásticos proclamam, “Em breve, o Brasil será predominantemente evangélico.” Mas ele diz que prefere ser “mais realista do que triunfalista.”

     Para ele, há um número crescente de evangélicos que constam das estatísticas, “mas nunca viveram um Cristianismo genuinamente bíblico.”

     “Ser Cristão, hoje, é ter privilégios e direitos; é ser senhor, e não servo; é encarar a obediência como uma virtude descartável,” disse ele.

     Pastor Ciro demonstra sua preocupação citando uma publicação da Veja de 1994 que diz: “Está surgindo no país uma versão moderna, mais liberal e classe média do crente tradicional … esse novo evangélico é da pesada….”

     “Temos valorizado extremamente a contextualização do Evangelho,” disse ele.

     “Agimos como se fosse imperioso aculturar a nossa mensagem,” diz ele e critica o fato de “adaptar a mensagem do Evangelho à presente realidade.”

     Segundo ele, esse é o argumento baseado na interpretação forçada de 1 Coríntios 9:22, “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” E questiona, é “o Evangelho que muda culturas, ou estas que mudam aquele?”

     Falando sobre o público a ser alcançado, Ciro diz que os jovens estão sendo priorizados em detrimento de outros “públicos,” e urge que o Evangelho deve atingir todos, não somente a juventude.

     “Sabemos que é necessário atrair os jovens e adolescentes para o caminho do Senhor. Mas, e os velhos? E as crianças? Todas as pessoas são almas preciosas para Deus.”

     Mencionando Mateus 5:13-16 e Filipenses 2:5, ele diz que quanto mais “nos igualarmos aos incrédulos, tanto mais será difícil os evangelizarmos. Não havendo identidade, nos tornamos imperceptíveis.”

     O pastor enfatizou que o evangelho deve ser transmitido da maneira como as pessoas precisam ouví-lo e que seguir a Jesus não é apenas deter “título de Cristão.”

     “Quando o Senhor chamou seus discípulos, disse a cada um: ‘Segue-me’ (Mt 8:22; Lc 5:27; 9:59; Jo 1:43), pois Ele não queria ter fãs,” disse ele afirmando que muitos o seguiram maravilhados por seus milagres, mas que depois o abandonaram, citando João 6:22-71.

     A linguagem utilizada também é algo que o preocupa, explicando que a Bíblia ensina a ter uma “Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós (Tito 2.8).” Entretando ele advertiu que às vezes, “pronunciamos impropérios até em cima do púlpito.”

     Com relação a música, Ciro comentou que a música secular erotizante “entrou com facilidade em nossos templos.”

     “Algumas canções ditas cristãs sequer mencionam o nome de Jesus, e outras, não bastasse isso, possuem letras do tipo ‘quero sentir você me tocar,’ reforçadas por melodias voluptuosas.”
“Com a ascensão da chamada música gospel, o exibicionismo entrou em cena. Nossos púlpitos viraram palcos, e os cantores passaram a ser vistos como astros,” disse ele.

     O pastor e autor tem esperança na união dos Cristãos em torno do “Evangelho da cruz, em prol de uma Igreja cheia do Espírito, avivada, perseverante na sã doutrina e mantenedora dos princípios verdadeiramente Cristãos.”

     E deixou a sua pergunta ao final: “Ou será que já nos conformamos com este mundo?”

Data: 14/3/2011 09:44:00
Fonte: Christian Post

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Muçulmanos incendeiam e saqueiam igrejas cristãs na Indonésia

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um grupo de muçulmanos indonésios incendiou e depredou igrejas cristãs e enfrentou a polícia nesta terça-feira, em meio a uma onda de violência religiosa no maior país islâmico do mundo.

Dois dias depois de um grupo de muçulmanos ter linchado até a morte três membros de uma pequena seita islâmica, uma multidão de muçulmanos furiosos atearam fogo a dois templos cristãos e saquearam um terceiro na cidade de Temanggung, no centro da ilha de Java, segundo a polícia.

Os fatos ocorreram durante confrontos com a polícia quando o grupo reclamava a pena de morte para um cristão condenado por blasfêmia contra o islã.

Slamet Riyadi/AP

Estátua de Jesus Cristo quebrada por ataque a igreja cristã em Temanggung, em Java Central, Indonésia

Estátua de Jesus Cristo quebrada por ataque a igreja cristã em Temanggung, em Java Central, Indonésia

Eles exigem a pena de morte para Antonius Bawengan, 58, cristão condenado a cinco anos de prisão por distribuir panfletos considerados ofensivos ao islamismo.

"Hoje [terça-feira] foi o auge do julgamento. A multidão gritava que ele deveria ser condenado à morte ou ser entregue ao público", afirmou Djihartono, porta-voz da polícia provincial de Java Central.

Os manifestantes gritavam "morra, morra" do lado de fora do tribunal, e "queimem, queimem" ao seguirem em direção às igrejas, em uma região de Java onde muçulmanos e cristãos convivem pacificamente. Uma escola católica também foi vandalizada.

Os cerca de 1.500 manifestantes também atiraram pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e tiros de advertência para o alto. Uma viatura da polícia foi queimada em meio à confusão, que começou em frente à corte e se espalhou pelas ruas do bairro.

O mais recente episódio de violência religiosa na Indonésia –geralmente citada como exemplo de país pluralista– coincide com um aumento da pressão sobre o governo para que combata o extremismo e reforce seu compromisso com a diversidade.

A Constituição indonésia garante liberdade religiosa, mas grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a violência contra minorias –incluindo cristãos e ahmadis– só aumentaram desde 2008.

Organizações como a Anistia Internacional indicam que a intolerância está em alta na Indonésia, país de 240 milhões de habitantes, dos quais 80% são muçulmanos.

AHMADIS

Nesta segunda-feira, a imprensa indonésia divulgou um vídeo com imagens fortes, que mostram como membros de um movimento religioso minoritário são linchados por uma multidão de muçulmanos sem que a polícia intervenha.

As imagens foram filmadas no domingo em um povoado no oeste de Java, onde mais de 1.000 pessoas, armadas com machados e pedaços de pau, atenderam à convocação de organizações islâmicas para impedir uma reunião da seita dos ahmadis em uma casa particular. Três membros do movimento religioso morreram, segundo a polícia.

AFP

Imagem de vídeo que mostra ataque de multidão de muçulmanos a grupo religioso minoritário na Indonésia

Imagem de vídeo que mostra ataque de multidão de muçulmanos a grupo religioso minoritário na Indonésia

Os ahmadis, movimento pacifista, contam com 500 mil fiéis na Indonésia, onde mais de 80% da população é muçulmana.

Eles acreditam que Maomé não foi o último profeta do islã e dizem que Mirza Ghulam Ahmad, que fundou a seita na Índia no século 19, foi um sucessor e messias.

Um decreto do governo, adotado em 2008 devido à pressão de movimentos islâmicos, proíbe os ahmadis de propagar sua fé.

"Este brutal ataque contra fiéis ahmadis reflete o contínuo fracasso do governo indonésio em proteger as minorias religiosas de perseguições e ataques e em responsabilizar os responsáveis por estes crimes", destacou Donna Guest, diretora da Anistia Internacional para a região do Pacífico Asiático.

Scot Marciel, embaixador americano em Jacarta, divulgou um comunicado nesta terça-feira "lamentando a violência". "Encorajamos o governo indonésio a continuar incentivando a tolerância e protegendo os direitos de todas as comunidades", afirmou.

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, condenou o linchamento dos ahmadis no domingo, mas defendeu a lei de 2008 que proíbe a seita de propagar sua fé. Esta legislação é usada por grupos radicais muçulmanos para justificar os ataques contra membros da minoria religiosa.