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Mais Prisões e Bíblias Apreendidas no Irã

 

Por Portas Abertas|

IRã (2º) – Cristãos no Irã estão enfrentando com uma crescente onda de hostilidades, vindas das autoridades do país islâmico. A Christian Solidarity Worldwide (CSW) recebeu relatos de que um pastor foi preso pela segunda vez, no dia 17 de agosto.

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(Foto: Reuters)

Nos últimos dias, ouviram-se relatos sobre a crescente pressão sobre a comunidade cristã em território iraniano.

“Mathias” Abdolreza Haghnejad, um pastor da Igreja Evangélica do Irã, teria sido novamente detido pelas autoridades iranianas em Rasht, enquanto fazia uma visita pastoral. Sua família não sabe por que ele foi preso nem seu paradeiro.

O Pastor Haghnejad fora preso anteriormente, em 2006. No início deste ano, ele foi acusado de atividades contra a ordem e detido pelas autoridades, junto com outros dez membros de sua denominação. Foi liberado quando as autoridades retiraram as acusações.

No mês passado, um homem cristão e uma mulher foram detidos no Irã. O homem foi liberado, mas a mulher, Leila Mohammadi, continua presa e acredita-se que está encarcerada na prisão de Evin.

O diretor jurídico da CSW, Andrew Johnston, disse: “é vital, para a República do Irã, que ela acabe com essa prática de encarcerar pessoas simplesmente com base em sua fé, pois isso é uma clara violação do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP)”.

“Aqueles que, como o pastor, foram presos ou acusados e julgados em tempo hábil, foram liberados. Todos os detidos devem ter o direito de ter um contato com suas famílias e advogados.”

No início deste mês, as autoridades confiscaram 6.500 bíblias, que seriam enviadas à província de Zanjan. Johnston disse que as últimas detenções e as ideias contra os cristãos são “extremamente preocupantes”.

Fonte: Christian Today

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Muçulmanos Usam Pretextos para Destruírem Igrejas

 

Por Portas Abertas|

INDONéSIA (48º) – Militantes islâmicos, que são suspeitos de incendiar três igrejas domésticas na província de Sumatra este mês, talvez tenham tomado tal atitude por motivações políticas, disseram alguns líderes cristãos.

Uma multidão de muçulmanos queimou os locais de encontro da Igreja Protestante Batak Karo (GBKP) e da Igreja Pentecostal da Indonésia (GPDI), em 1º de agosto, além de uma Igreja Metodista da Indonésia, no dia 2 de agosto, todas no distrito de Kuantan Singingi.

O líder da GBKP, Sahan Tarigan, disse que havia cerca de 100 pessoas em motocicletas que foram até a igreja, às 11 horas do dia 1º de agosto. Eles atiraram pedras, ameaçaram os membros da igreja com facas e, finalmente, jogaram gasolina no templo, incendiando a igreja. Não houve vítimas.

“Não sabemos de onde eles vieram, mas certamente não temos nenhum problema com a população local”, disse o líder à rádio. “Aqueles que queimaram a igreja não são os moradores que vivem ao nosso redor.”

Tarigan disse que a casa onde a igreja se reunia era da GBKP há quase três anos e que os moradores da região nunca se opuseram a qualquer culto ali. Ele disse que não sabe por qual razão os muçulmanos incendiaram as igrejas. Segundo informações, a igreja não tinha autorização de funcionamento e o barulho que ela fazia incomodava muito os muçulmanos, que jejuam durante o dia, em razão do Ramadã.

Mas o secretário-executivo da Comunhão das Igrejas na Indonésia, Jeirry Sumampow, disse suspeitar de motivos políticos. Nas eleições que ocorreram em abril, as igrejas no distrito de Tengah Kuantan apoiaram o candidato que venceu. “Na época das eleições, houve muita tensão, porque os cristãos declararam abertamente apoio ao candidato vencedor”, disse ele.

Sumampow disse lamentar que a polícia estivesse agindo de forma lenta para reagir e investigar os ataques dos dias 1 e 2 de agosto, o que contribuiu para que uma terceira igreja fosse atacada depois

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Após sete anos grupo consegue abrir igreja, mas sofre para mante-lá

CRISTIANISMO AMEAÇADO

 

     Cristãos protestantes, incluindo turcos, azeris, afegãos, curdos e iranianos, abriram uma igreja doméstica na província oriental de Van, na Turquia. O pastor local disse que existem mais de 100 locais de culto alugados por todo o país.
    Um grupo de protestantes em Van finalmente conseguiu abrir uma igreja doméstica na província oriental, após sete anos de luta com as autoridades locais. No entanto, muitos na congregação continuam preocupados com a retórica hostil dos funcionários.
     “Eles nos veem como pessoas que enganam o povo e têm uma agenda secreta”, disse recentemente Vahit Yildiz, um dos anciãos da igreja, ao jornal Hürriyet Daily. “Não é apenas o conceito de missão que causa preconceito, mas também os conceitos de ‘casa de oração’ e ‘igreja doméstica’. A razão fundamental atrás do medo é a retórica empregada por alguns dos líderes (do país), o que nos entristece profundamente, além do preconceito formado junto ao povo”.
     Pouco tempo depois que a igreja foi inaugurada, Mustafá Bilici, adjunto do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) de Van, disse: “É uma grande imprudência abrir, nas sociedades muçulmanas, novas igrejas que são como fantoches das atividades sionistas”.
     Tachando os comentários de Bilici de “infelizes”, Yildiz disse que o único desejo da congregação, composta de turcos, azeris, afegãos, curdos, iranianos e outros, era a liberdade de culto.
     “Nossas portas estão abertas para qualquer pessoa que queira nos conhecer”, disse o dirigente. O grupo havia se reunido em uma casa de dois andares por sete anos e tinha apelado às autoridades locais muitas vezes para obter uma licença, para que a casa seja reconhecida como um local de culto.
      “Devido à falta de prédios de igrejas suficientes e à recusa [das autoridades] em conceder uma Licença de Designação Religiosa, existem mais de 100 grupos domésticos e locais de culto alugados por toda a Turquia”, disse Yildiz.
     Yildiz também observou que os clérigos cristãos têm sido atacados e ameaçados na Turquia Oriental nos últimos anos, destacando o assassinato de Andrea Santoro, um padre italiano morto em Trabizonda em 2006, e os assassinatos na Editora Zirve, em Malatya, em 2007. “É curioso que incidentes [esses] têm acontecido nas províncias orientais. Por esta razão, estamos sendo muito cuidadosos”, disse.
     “O terreno está sendo preparado para ataques similares, enquanto a verdade perpetradora permanece resguardada e as penalidades judiciárias não são aplicadas. Ninguém terá coragem de cometer ataques tão abomináveis, se o mecanismo judiciário funcionar como deve”, disse Yildiz.
     A menos que tais medidas sejam implantadas, os cristãos do leste continuarão se reunindo nas igrejas domésticas, apesar dos ataques e das ameaças, observou Yildiz.
     “Estamos travando uma grande luta nesse sentido. Nosso verdadeiro propósito nesta luta é adotar uma atitude aberta e transparente para com ambos os governos locais, bem como para com nosso estado”, disse.

Data: 5/8/2011 08:30:00
Fonte: Portas Abertas/Cpad News