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Israel realiza maior exercício de guerra de sua História

 

Guila Flint

De Tel Aviv para a BBC Brasil

Crianças participam de treinamento em abrigo de escola israelense (Reuters)

Sirenes já soaram em todo país às 11h da manhã

Israel realiza nesta quarta-feira o exercício de guerra mais abrangente já feito no país, prevendo um cenário em que grandes cidades seriam atacadas por mísseis disparados a partir de Líbano, Síria, Irã e Faixa de Gaza.

Pela primeira vez na história das simulações de guerra do país – realizadas anualmente – membros do governo participam do treinamento, se abrigando em um bunker nuclear, recentemente construído na região de Jerusalém.

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De acordo com o jornal Yediot Ahronot, o bunker se encontra em um lugar secreto, escavado embaixo de montanhas próximas de Jerusalém, e foi construído de forma a ser "imune" a ataques de mísseis e de armamentos não convencionais, inclusive nucleares.

O novo bunker também conta com meios de comunicação considerados como os mais avançados do mundo.

Neste exercício, pela primeira vez as autoridades utilizariam redes de telefonia celular para alertar os habitantes do país a entrar em abrigos antiaéreos, com o soar das sirenes.

O treinamento inclui o soar de duas sirenes de alarme, uma às 11h e outra às 19h (horário local), que seriam ouvidas em todas as regiões do país.

De acordo com o vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnay, o objetivo é treinar a população a correr para os abrigos, tanto em locais de trabalho como em residências.

Para Vilnay, o exercício realizado em Israel "é o maior treinamento desse tipo no mundo inteiro".

"Na próxima guerra o setor civil se tornará uma frente de batalha em todos os aspectos", afirmou o ministro, acrescentando que o objetivo principal do exercício é aperfeiçoar a coordenação entre órgãos públicos civis e militares.

Mísseis químicos

Entre os cenários considerados estão a eventualidade de ataques com mísseis químicos contra cidades israelenses, a explosão de aviões de caça em áreas residenciais e a necessidade de evacuar rapidamente milhares de civis de áreas ameaçadas.

Em caso de ataques químicos, piscinas públicas serão utilizadas para atender pessoas contaminadas por substâncias tóxicas.

A reportagem da BBC Brasil esteve na rua Allenby, uma das principais de Tel Aviv, quando a sirene das 11h soou.

Apesar do chamado, a maioria das pessoas continuou a andar normalmente, e donos das lojas não correram para abrigos antiaéreos.

A maioria afirmou que nem sabia para onde deveria correr se houvesse um perigo real.

Nos centros das grandes cidades de Israel, as construções são antigas e os prédios não possuem abrigos antiaéreos.

Indagado sobre a reação das pessoas que não correram para os abrigos, o ministro Vilnay respondeu que "o mais importante é lembrar as pessoas da possibilidade de um ataque maciço contra Israel e estimulá-las a pensar em quais lugares se abrigariam no caso de um alarme verdadeiro".

De acordo com as avaliações dos serviços de Inteligência de Israel, o grupo xiita libanês Hezbollah, assim como Síria e Irã, têm milhares de mísseis prontos para lançar contra as cidades israelenses.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, também teria centenas de mísseis com o alcance de cerca de 60 quilômetros, que poderiam atingir as cidades do sul e do centro de Israel.


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Protesto entre Síria e Israel deixa pelo menos 20 mortos e 325 feridos

5/06/2011 – 16h13

 

DA EFE, EM JERUSALÉM

Pelo menos 20 manifestantes sírios e palestinos morreram neste domingo e outros 325 ficaram feridos por disparos de soldados israelenses quando tentavam atravessar a fronteira entre Síria e Israel, segundo a televisão estatal síria, durante o 44º aniversário da Guerra dos Seis Dias de 1967, conhecido no mundo árabe como a Naksa (ou "dia da derrota").

Os fatos mais violentos ocorreram neste meio-dia na fronteira entre Israel e Síria, quando um grupo de manifestantes tentou atravessar a divisa para entrar em Golã, território que o Estado judeu ocupou dos sírios na disputa relembrada neste domingo.

A televisão síria mostrou imagens de centenas de cidadãos que se concentraram junto à fronteira com bandeiras palestinas e que em alguns pontos conseguiram retirar a cerca de arame farpado que separa ambos países chegando a passar para o lado controlado por Israel.

Os participantes do protesto, muitos deles palestinos, se reuniram no início do dia na chamada "colina dos gritos", contígua com a localidade Drusa de Majdal Shams, nas ocupadas Colinas do Golã, onde pela tarde também se registraram distúrbios.

Porta-vozes do Exército israelense disseram que seus soldados, milhares dos quais se encontravam mobilizados na zona, "efetuaram disparos ao ar e advertências verbais" para impedir que os manifestantes se aproximassem à divisória.

Quando os concentrados se aproximaram da cerca, abriram fogo contra as extremidades inferiores, agregaram as fontes militares.

Fontes médicas sírias disseram que vários internados foram vítimas de disparos diretos e que alguns feridos estavam em estado grave.

As forças israelenses empregaram gás lacrimogêneo e mandaram atiradores de elite próximo do alambrado que separa ambos territórios.

Cerca de 12 simpatizantes com a causa palestina morreram nas fronteiras de Israel com a Síria e Líbano em 15 de maio, dia que os palestinos e o mundo árabe qualificam da "nakba" (tragédia) que marca para eles a criação do Estado de Israel, em 1948.

Há 44 anos se iniciou a denominada Guerra dos Seis Dias, na que Israel ocupou a Península do Sinai e a Faixa de Gaza ao Egito, as Colinas do Golã à Síria, e Cisjordânia e Jerusalém Oriental à Jordânia. Os soldados dispersaram a concentração com gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e balas de borracha, em um enfrentamento que durou pelo menos três horas. Houve dois feridos graves palestinos e outros 37 com ferimentos leves, segundo a agência Ma’an.

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Autoridade Palestina aceita proposta de conferência

 

Organização vai a Paris, em julho, para tentar reviver as negociações de paz com Israel; governo israelense ainda não respondeu ao convite

04 de junho de 2011 | 15h 13

Agência Estado

A Autoridade Palestina aceitou neste sábado, sem condições, o convite feito pela França para comparecer a uma conferência em Paris, em julho, para tentar reviver as negociações de paz com Israel. O governo israelense ainda não respondeu ao convite.

Nabil Abu Rdeneh, assessor do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que os palestinos estão preparados para enviar representantes à conferência de Paris e estão à espera das reações dos governos de Israel e dos EUA. O convite foi feito na última quinta-feira pelo ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, durante visita ao Oriente Médio.

A Autoridade Palestina tem se recusado a retomar conversações com Israel devido à insistência do governo israelense em continuar a promover a construção de assentamentos exclusivamente para judeus em terras palestinas. Ao mesmo tempo, os palestinos vêm se preparando para pedir que a Assembleia Geral da ONU, que se reúne em setembro, reconheça um Estado palestino mesmo que nenhum acordo de paz com Israel tenha sido alcançado.

Há duas semanas, o presidente dos EUA, Barack Obama, tentou atrair os palestinos de volta às conversações com Israel ao propor que as fronteiras de Israel anteriores à Guerra dos Seis Dias, de 1967, deveriam servir de base para futuras negociações para o estabelecimento de um Estado palestino. Embora essas sejam as fronteiras reconhecidas pela ONU e também tenham sido a base de todas as conversações de paz realizadas até agora, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeitou qualquer possibilidade de aceitar a proposta de Obama. As informações são da Associated Press.



Tópicos: Autoridade Palestina, Proposta, Conferência, França, Internacional, Geral