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CASAMENTO GAY PODE SER APROVADO

 

Projeto de Sergio Cabral tramita no STF com suposto apoio de Dilma

De forma discreta, quase silenciosa, tramita no Supremo Tribunal Federal, o órgão máximo do poder judiciário brasileiro, um processo movido pelo governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral que pede mudanças na lei do casamento para que homossexuais também possam se casar judicialmente. O pedido do governador foi feito em 2008 e é simples: ele pede que os funcionários homossexuais do Estado do Rio possam se casar para que se equipare direitos dados a casais heterossexuais (pensão, previdência, auxílio moradia, financiamentos especiais…). Ao propor tal processo, Sergio Cabral sabia que caso o Supremo aprovasse seu pedido, automaticamente todos os brasileiros gozariam da decisão, já que decisões do Supremo são válidas para todo território nacional sem possibilidade de recurso. O pedido está em fase final de conclusão e será votado em plenário no mês de fevereiro. E, melhor de tudo, a chance de ele ser aprovado é praticamente certa.

O relator do processo é o ministro Carlos Ayres Britto. Ele está finalizando seu parecer, que terá 32 páginas, sobre o assunto, em suas férias. Na real, o Ministro Carlos está usando o silêncio de suas férias para cuidar especificamente deste processo, porque, claro, é favorável a ele. Seu parecer será apresentado aos outros ministros do Supremo em fevereiro próximo, assim que as férias da Corte terminar. O parecer do Ministro será favorável ao casamento gay. É esta informação que corre nos corredores do Supremo. Se confirmada, no texto que o ministro redige atualmente ele expõe os motivos pelos quais acredita que o casamento gay deve ser permitido no Brasil. Também norteia o voto de outros ministros. É como se Carlos Ayres Britto fosse defensor do SIM, um advogado de defesa do casamento gay na mais alta corte do país.

É o voto dos outros ministros que decidirá se o casamento passará a ser permitido ou não no país _o voto do Ministro Carlos vale tanto quanto cada um dos outros votantes. Ok, mas vários dos outros dez ministros do Supremo já se posicionaram a favor da matérias em outras ocasiões, como a Minsitra Ellen Grace. Além disso, o próprio Ministro Carlos Ayres Britto, conhecido por sua discrição, deixou sub-entendido que o casamento tem grandes chances de ser aprovado no Supremo, já que em decisões recentes e isoladas, o Tribunal sinalizou ser favorável à causa. "É um caso em que não tenho prognóstico. Quem sabe teremos uma bela surpresa?”, disse Carlos dias atrás.

É práxis entre os Ministros não darem entrevistas sobre assuntos ainda não votados, como é o caso agora. O que Carlos diz com essa frase faz alusão a dezenas de Tribunais regionais de primeira e segunda instância espalhados pelo país que já permitiram que homossexuais se casassem. Há decisões do tipo em praticamente todos os estados do Brasil, em especial nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Essas decisões todas são levadas em conta na decisão dos Ministros do Supremo.

Carlos Ayres Britto disse ainda que “se a tese _do casamento gay_ for consagrada, pega todo mundo”, isso significa que caso o STF julgue procedente o pedido do governador do Rio de Janeiro, eu, você e todos nós poderemos nos casar.

Dilma a favor

Nos bastidores do Supremo a aposta é que a maioria dos ministros siga esse entendimento. E tem mais: o Planalto da presidente Dilma mostra-se favorável ao tema. A Advocacia Geral da União, encaminhou parecer ao STF defendendo a posição do governo favorável ao reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo. O texto oficial enviado pelo Planalto do governo Dilma aos Ministros lembra que a Constituição protege a dignidade da pessoa humana, a privacidade, a intimidade, e proíbe qualquer forma de discriminação.

Data: 20/1/2011 08:33:50
Fonte: Pride

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Encontrando Bianca: O vídeo do MEC para crianças contra homofobia.

 

http://www.youtube.com/watch?v=Oonog6fJe_U&feature=player_embedded

Quero deixar bem claro, antes de mais nada, que eu pessoalmente não tenho nada contra homossexuais. Tenho inclusive alguns amigos que se encaixam nesta categoria. Mas daí para incentivar crianças pequenas a serem homossexuais, isto é uma questão muito diferente.
"Encontrando Bianca" é um dos vídeos que integram o "kit contra homofobia" que o MEC planeja enviar para seis mil escolas de ensino médio de todo o país no ano que vem. Ele foi exibido durante seminário sobre o tema na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados no início deste mês.
Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.
O trecho do debate incluindo o vídeo "Encontrando Bianca" pode ser visto abaixo. Este vídeo  foi divulgado pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) em seu canal no YouTube. "Esse kit tem título de combate à homofobia mas, na verdade, é um estímulo ao homossexualismo,
um incentivo à promiscuidade", disse Bolsonaro durante o encontro.
O resumo da história: "um menino chamado Ricardo de 9 anos entra no banheiro da escola e, observa seu coleguinha fazendo xixi,ele se sente atraido pelo coleguinha e declara seu amor por ele. Na sala de aula, a tia o chama pelo nome, Ricardo, mas ele retruca, meu nome é BIANCA. No final estimula as crianças a assumirem sua identidade homossexual, e, a cartilha afirma que esta é uma atitude correta a ser tomada dentro de sala de aula."
Em Campo Grande, sob o comando do presidente da Câmara, Paulo Siufi (PMDB), vereadores querem proibir a distribuição do kit .
Enquanto isto vemos de todos os lados uma artilharia contra o deputado, o acusando de homofóbico e inclusive que estaria sugerindo a violência contra homosexuais. Eu sou da opinião que cada um, dentro do limite do bom-senso é claro, educa seus filhos da maneira como quiser. Agora querer se intrometer na educação alheia e tentar mostrar quão bom é ser gay, e que isto é normal já foi longe demais. Querer calar críticos usando o adjetivo de homofóbico é a mesma coisa que chamar aqueles que denunciam Israel como anti-semitas.

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