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Bebê morto de pais evangélicos ‘ressuscita’ após orações no Paraná

Médicos dizem que não há uma explicação científica

Por Amanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

Um milagre moveu uma cidade do interior do Paraná nesta última semana. Uma recém-nascida filha de pais evangélicos, voltou à vida, três horas depois de haver sido dada como morta. O caso aconteceu no Hospital Doutor Lincoln Graça,

em Joaquim Távora.

 

  • bebê ressuscita
    (Foto: YouTube/Natela190)
    Bebê Yashmin Gomes volta à vida 3 horas depois de ter sido dada como morta, em , em Joaquim Távora, Paraná. Terça, 9 de julho de 2013.
 

De acordo com o pastor da Igreja Avivamento Bíblico, onde os pais frequentam, a avó da garota lhe telefonou para pedir orações depois que ela foi informada que a criança havia ido a óbito.

“Fui para lá para consolar a mãe, fizemos a oração e, juntos, oramos para que Deus desse o consolo ou a vida da criança de volta. Ele escolheu a segunda”, comemorou, de acordo com o Banda B.

Yashmin Gomes nasceu com 2,6 quilos, de parto normal no início da última terça-feira. Seu pulmão parou de funcionar depois que seu cordão umbilical foi cortado. Ela foi decretada morta e colocada em uma capela do hospital para ser levada à funerária.

Após três horas aproximadamente, sua avó materna, Elza Silva, chegou com a dona da funerária, Rosilis Marinello Ferro, para levá-la, quando perceberam que Yasmin começou a dar sinais de vida.

“Foi uma emoção muito grande. Eu tremia e nem conseguia falar de alegria”, descreveu Rosilis.

 

A notícia foi espalhada, mas enfrentou a resistência das enfermeiras, que acreditaram que os movimentos seriam espasmos. Entretanto, a bebê já teria aberto seus olhos.

A fotógrafa Jenifer da Silva Gomes, 22 anos, mãe da criança soube da notícia e creditou isso a um milagre de Deus.

“Milagres não têm explicação. As coisas acontecem como Deus quer. Se fosse da vontade dele que nossa filha partisse, nós aceitaríamos, mas deve haver algum propósito maior nisto tudo”, afirmou.

O pastor da igreja também afirmou que o caso se trata de um milagre. “Acreditamos na soberania de Deus. Nada acontece sem que ele queira. A fé da família com certeza contribuiu para essa nova vida da Yasmin.”

Os médicos do hospital afirmam que tentaram reanimar a criança, porém sem êxito. “Foi tentado reanimar essa criança por 40 minutos, eu e o Dr. Deucino, e não houve êxito a reanimação. Foi usada adrenalina, foi intubada essa criança. Não houve êxito alguma na reanimação”, afirmou um dos médicos

“Explicação científica eu não tenho. (…) Todo mundo viu, essa criança estava em óbito…Não tem explicação”.

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‘Estou vivo por um milagre’, diz sobrevivente do Carandiru

 

Jacy Lima de Oliveira tinha 27 na época da invasão da polícia.
Preso como suspeito, ele entrou com ação contra o Estado.

Giovana SanchezDo G1 SP

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O ex-detento e atual pastor evangélico Jacy de Oliveira onde era o Pavilhão 9 do Carandiru, hoje um parquinho infantil do Parque da Juventude (Foto: Flavio Moraes/G1)O ex-detento e atual pastor evangélico Jacy de Oliveira, no lugar que, segundo ele, se localizava o Pavilhão 9 do Carandiru – hoje um parquinho infantil do Parque da Juventude (Foto: Flavio Moraes/G1)

Jacy Lima de Oliveira afirma lembrar todos os detalhes daquele 2 de outubro de 1992. As imagens, o cheiro, e, principalmente, os gritos. "Foi um inferno na Terra, estou vivo por um milagre", lembra o ex-presidiário da antiga Casa de Detenção e sobrevivente do massacre que deixou 111 mortos, quando há 20 anos a polícia de São Paulo invadiu o pavilhão 9 da penitenciária após um início de rebelião.

"Eu sobrevivi, eu vi a história, eu pisei em sangue que dava quase na canela, e isso não é exagero, não! Ouvi gritos que até hoje ecoam na minha mente", contou Jacy ao G1, em uma entrevista feita no Parque da Juventude, construído após a implosão dos pavilhões do Carandiru e inaugurado em 2003. "Quando venho aqui eu me sinto livre, feliz de estar vivo. E me sinto também muito triste por saber que aqui morreu muita gente, e que os crimes estão impunes. Na verdade isso aqui é um tapete em cima de um grande montão de sujeira."

carandiru: 20 anos

O massacre ficou conhecido internacionalmente, e até agora nenhum réu foi preso. Todos respondem ao processo em liberdade – e nenhum ficou ferido na ação. Alguns se aposentaram e outros morreram antes mesmo de serem julgados.

Jacy foi para o maior presídio da América Latina aos 27 anos, suspeito de um roubo a uma mansão no Morumbi – que alega não ter participado. "Eu vivia uma vida de criminalidade, muita droga, era um desespero, mesmo. Mas quando eu estava no auge do crime e da droga, achei por bem procurar um trabalho".

Segundo ele, um irmão achou um bico de auxiliar de pedreiro e ele aceitou. Quando chegou lá, viu que um outro ajudante era da mesma quadrilha que ele participava. Segundo Jacy, que na época era conhecido como "mineirinho", pela origem do estado vizinho, o companheiro de gangue organizou o assalto, mas sem chamá-lo. "Fiquei 11 meses e quatro dias preso. Nesse tempo fui seis vezes ao Fórum. Nunca provaram nada contra mim nesse caso."

Jacy entrou com uma ação contra o Estado na Justiça por ter ficado preso sem condenação e, segundo ele, ganhou em primeira e segunda instâncias, e agora aguarda a liberação da indenização. O atual pastor evangélico, e pai de dez filhos, publica neste mês um livro com seu relato do massacre. O título será exatamente esse: "Eu sobrevivi para testemunhar o massacre do Carandiru".

Biblioteca do Parque da Juventude foi construída, segundo Jacy, no lugar do Pavilhão 2, onde era feita a triagem dos presos do Carandiru (Foto: Flavio Moraes/G1)Biblioteca do Parque da Juventude foi construída, segundo Jacy, no lugar do Pavilhão 2, onde era feita a triagem dos presos do Carandiru (Foto: Flavio Moraes/G1)

O começo: rebelião no Pavilhão 9
Jacy conta que naquele 2 de outubro era o seu dia de fazer a comida na cela. Ele saiu para procurar óleo antes do fim do período de banho de sol, e quando descia as escadas viu uma aglomeração estranha no segundo andar, uma briga entre presos.

"Quando decretaram a rebelião, a gente estava esperando a hora, porque automaticamente o Choque ia entrar. Aí começaram a quebrar tudo. Tocaram fogo em toda papelada da justiciária, quebraram os espelhos da barbearia, quebraram os canos de esgoto e aquela água de fezes começou a desaguar dentro do pavilhão", disse.
"Quando foi 18h, se viu pela televisão as aglomerações no portão. Só que não só entrou o Choque, entrou o Gate [Grupo de Ações Táticas Especiais] e a Rota [Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar]. Na minha concepção, eles entraram para matar, não para apaziguar, acabar com a rebelião."

‘Matança
"Eu tive um privilégio, que tenho pra mim como um milagre, porque muitos que passaram ali, como eu, morreram a facada, a tiro a queima roupa na cabeça. Eu passei no corredor da morte duas vezes. Descendo em direção ao patio e voltando. Subiram na minha frente umas 80 pessoas e eu ouvi o grito da morte delas."

Sidney Sales: 'Eu não acredito na Justiça" (Foto: Giovana Sanchez/G1)Sidney Sales: ‘Eu não acredito na Justiça’
(Foto: Giovana Sanchez/G1)

Jacy acredita que os mortos foram muito mais do que os oficiais 111. "Até hoje tem família procurando os filhos no sistema carcerário", diz ele.

Outro sobrevivente concorda com Jacy: os números reais de mortos seriam bem maiores. Sidney Sales estava no quinto andar do Pavilhão 9 quando começou a rebelião, e conta que na hora que os policiais chegaram, ele estava abaixado, rezando junto com outros presos.

"Policial invadiu e pediu para todos nós tirarmos a roupa e, quando saímos, já existiam diversas pessoas estiradas no chão. Descemos até o primeiro andar e pediram para ficar com a cabeça entre as pernas. Ali, por volta de umas duas ou três horas, os policiais mandaram que os detentos retornassem a suas celas. E quando eu estava nessa fila um policial bateu no meu ombro. Eu pensei que ele tirar a minha vida, mas foi justamente quando ele me pediu para carregar alguns cadáveres."

Sidney disse, num depoimento dado na última sexta-feira (28) em um encontro de movimentos sociais em São Paulo, que carregou cerca de 35 cadáveres. Quando percebeu que um dos corpos que carregava era justamente de um preso que fazia o mesmo que ele, entendeu que aquilo se tratava de "queima de arquivo" e fugiu para dois andares superiores. Lá, conta que encontrou mais três policiais que lhe mostraram um molho de chave e disseram que ele teria uma única chance de sobreviver: se a chave que escolhessem abrisse a cela à sua frente. "Quando ele cata aquela chave, eu recito o salmo 91, e quando ele bate a chave e torce, o cadeado abre, e milagrosamente eu entro pra dentro daquela cela."

Emocionado, Sidney contou que voltou para a criminalidade e para as drogas depois do massacre, quando foi transferido para a penitenciária de Mirandópolis e depois liberto. Anos depois, em uma troca de tiros com uma gangue rival, foi baleado e ficou paraplégico. Na cadeira de rodas, foi preso novamente em um assalto e convertido à igreja evangélica dentro da cadeia. Hoje, Sidney é coordenador de um centro de reabilitação de jovens viciados em drogas. Autor do livro "Paraíso Carandiru", ele ajuda no tratamento de 120 pessoas em uma chácara, em Jundiaí. "O sistema carcerário me fez uma pessoa qualificada para o mundo. Tento reverter a sequela que o Estado me deixou, fazendo o que o Estado não fez."

MILAGRE : Médicos consideram vida de bebê dado como morto no ventre

   Um bebê que foi considerado morto ainda no ventre de sua mãe, e que após o parto, passou a respirar e se movimentar, completou um ano de vida e tem atraído a atenção da mídia internacional.De acordo com informações do jornal inglês Daily Mail, os médicos haviam orientado a mãe, Alex Jones, de 21 anos de idade, a preparar o funeral do bebê, pois durante exames pré-natais, os batimentos cardíacos do bebê não haviam sido detectados. Porém, assim que o parto foi concluído, o bebê, chamado de Cohan, o bebê passou a respirar e movimentar os dedos.

  Os médicos e enfermeiras classificaram o fato como um “verdadeiro milagre”, e Cohan, agora com um ano de vida, passou a ser chamado como “bebê milagre”.Cohan nasceu com apenas 800 gramas, e precisou passar cinco meses na incubadora, lutando contra infecções e tendo seus batimentos cardíacos monitorados. Nesse período, o bebê foi alimentado por uma sonda, para ganhar peso e se fortalecer.

  A mãe, que mora na cidade de Merthyr Tydfil, no sul do País de Gales, afirmou que mesmo com o bebê respirando, os médicos achavam que ele não sobreviveria: “Quando eles me entregaram, todos ficaram chocados, pois ele estava respirando. Ninguém estava preparado para isso. Mas, mesmo assim, deram-lhe pouca chance de sobreviver”, contou.

  Durante a festa de aniversário do “bebê milagre”, Alex Jones contou que diversas memórias vieram à tona, e que o sentimento é de felicidade: “O aniversário de Cohan trouxe de volta muitas memórias, apesar de estarmos todos muito felizes de vê-lo. É difícil de explicar. O que eu passei, com o nascimento e esperando para descobrir se Cohan sobreviveria – que era o momento mais terrível e perturbador da minha vida. Mas agora, com seu primeiro aniversário,  depois de tudo que aconteceu, me sinto tão feliz…”, relatou a mãe.

   A mãe ressalta a luta do bebê pela vida: “Ele sorri. Ele é um bebê muito feliz e um menino que realmente lutou por sua vida. É um alívio vê-lo sorrindo. Até mesmo os médicos não conseguem acreditar o quão bem ele está agora”, comemora.