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Oração tem efeitos sobre o cérebro e traz benefícios: “Fé e ciência estão conversando”, diz neurocirurgião

Publicado por Tiago Chagas – gnoticias – em 19 de agosto de 2015

Oração tem efeitos sobre o cérebro e traz benefícios: “Fé e ciência estão conversando”, diz neurocirurgiãoO poder da oração, para quem crê, é real e proporciona resultados perceptíveis, e já há algum tempo, a ciência vem trazendo embasamento para essas convicções, com descobertas a respeito do funcionamento do cérebro humano.

O programa Encontro com Fátima Bernardes, na TV Globo, abordou esse tema recentemente e o neurocirurgião Fernando Gomes explicou como o cérebro funciona durante os momentos de oração, mostrando que áreas ligadas à concentração e a emoção ficam ativadas.

“A fé a ciência estão conversando. Está diferente. Trabalhos neurocientíficos mostrando como trabalha o cérebro durante a oração já mostraram que algumas áreas como o lobo frontal, que está relacionado com a concentração e a atenção e a parte emocional do cérebro – o sistema límbico – ficam mais funcionantes durante a oração. E ao mesmo tempo, o que é interessante, a parte posterior do cérebro, a região parietal, que é responsável por termos entendimento do meio-ambiente, da dimensão do nosso corpo físico, do tempo, se silencia”, destacou Gomes.

O vídeo com as explicações do médico está repercutindo de forma intensa nas redes sociais, com milhares de compartilhamentos.

Gomes chamou atenção para as descobertas científicas nessa área que comprovam que a oração exerce efeito positivo sobre pessoas internadas em estado grave. Um levantamento constatou que pacientes que receberam orações de amigos, parentes ou até mesmo desconhecido tiveram menos complicações do que pacientes nas mesmas condições clínicas, mas que não receberam apoio espiritual.

Para assistir ao vídeo com as explicações, acesse este link.

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Rir é o melhor remédio

Veja.com

Mayana Zatz

Genética

 

Rir é o melhor remédio

Dizem que há muita sabedoria nos ditados populares. Esse é um bom exemplo. Todo mundo concorda que uma das melhores coisas na vida é dar umas belas gargalhadas. E em grupo melhor ainda, mesmo porque o riso é contagioso e um fator de agregação social. Todos nós já passamos por situações onde rimos às vezes até as lágrimas e muitas vezes não sabemos nem o porquê. A explicação biológica para a sensação de bem estar advinda do riso seria a liberação de neurotransmissores, em particular a endorfina. De acordo com um estudo recente publicado noProceedings of The Royal Society, não é o prazer intelectual associado ao humor, mas sim o ato físico de dar risadas que seria o responsável por esse efeito. A pesquisa, realizada por Robert Dunbar junto com cientistas do Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, comprovou que é quando damos gargalhadas que liberamos endorfinas, aquele mesmo neurotransmissor que liberamos durante o exercício físico, principalmente corridas de grande distância. Além da sensação de bem estar, um dos conhecidos efeitos da endorfina é também aumentar o limiar da dor.

Como saber se liberamos endorfinas?
As endorfinas são produzidas pelo sistema nervoso central (SNC), mas não é possível medi-las no sangue porque elas não atravessam a barreira hemato-encefálica (do cérebro para o sangue). Uma maneira indireta de analisar a liberação de endorfinas é através do seu papel anestésico, ou seja, medir o nosso limiar a dor. Essa propriedade pode ser muito potente. Não é raro ouvir casos de pessoas que sofreram uma fratura durante uma maratona ou perderam as unhas do pé e só perceberam depois da corrida. E foi isso que os pesquisadores avaliaram para concluir o que acontecia como consequência do ato de rir: a tolerância à dor antes e depois do experimento.

Como foi feita a pesquisa?
Sem entrar em muitos detalhes, os cientistas dividiram os voluntários em diferentes grupos que assistiam três tipos diferentes de vídeos: cômicos (tais como Os Simpsons, Friends, South Park ou de comediantes conhecidos), neutros (tais como histórias sobre treinamento de cães ou de golfinhos) e filmes positivos mas não cômicos (geralmente relacionados com a preservação da natureza). Todos os voluntários eram submetidos a um experimento (uma cinta de gelo em torno do braço) e media-se quanto tempo eram capazes de tolerar a dor. Como a tolerância à dor é muito individual, cada um dos participantes foi analisado antes e depois de assistir ao vídeo. E o resultado foi surpreendente. Os indivíduos que haviam visto os filmes cômicos e dado boas gargalhadas tinham aumentado significativamente a sua resistência à dor. Viva os Doutores da Alegria, aqueles profissionais fantásticos cujo papel é exatamente esse: provocar o riso em crianças doentes em hospitais.

Gargalhadas ao invés de exercicio físico?
Para os preguiçosos de plantão – que são contra qualquer tipo de exercicio aeróbico e não usufruem do prazer da endorfina – essa também é uma excelente alternativa. É claro que há outros benefícios associados à atividade física além da liberação desse neurotransmissor. Mas se você é daqueles que odeia se exercitar, junte uma turma de amigos bem humorados e dê umas boas gargalhadas. Aproveite suas férias e ria muito.

Boas festas e um 2012 super feliz, querido leitor.

Por Mayana Zatz