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O DIVÓRCIO E O NOVO CASAMENTO.

O divórcio e o novo casamento

Aqui estão as transcrições das principais passagens bíblicas mencionadas no estudo, extraídas da tradução Almeida Revista e Atualizada (ARA), que é amplamente utilizada em estudos teológicos formais pela sua fidelidade aos textos originais.

1. O Padrão Original da Criação

Gênesis 2:24

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”

2. O Divórcio no Antigo Testamento

Deuteronômio 24:1-4

“^1 Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado nela coisa indecente, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de sua casa;
^2 e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem;
^3 e se este último homem a aborrecer, e lhe lavrar termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir da sua casa ou se morrer este último homem, que a tomou por mulher,
^4 seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o Senhor; assim não farás pecar a terra que o Senhor, teu Deus, te dá por herança.”

Malaquias 2:16

“Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, guardai-vos em vosso espírito e não sejais infiéis.”

3. Os Ensinamentos de Jesus no Novo Testamento

Mateus 19:3-9

“^3 Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao homem despedir sua mulher por qualquer motivo?
^4 Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher
^5 e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?
^6 De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
^7 Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar-lhe carta de divórcio e despedi-la?
^8 Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração, Moisés vos permitiu despedir vossa mulher; mas não foi assim desde o princípio.
^9 Eu, porém, vos digo: quem despedir sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério].”

Mateus 5:31-32

“^3^{1} Também foi dito: Aquele que despedir sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.
^3^{2} Eu, porém, vos digo: qualquer que despedir sua mulher, a não ser por causa de relações sexuais ilícitas, a expõe a cometer adultério; e o que casar com a repudiada comete adultério.”

Marcos 10:11-12

“^1^{1} E ele lhes disse: Quem despedir sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela.
^1^{2} E, se ela despedir seu marido e casar com outro, comete adultério.”

Lucas 16:18

“Quem despedir sua mulher e casar com outra comete adultério; e quem casar com a mulher despedida pelo marido comete adultério.”

4. Os Ensinamentos do Apóstolo Paulo

1 Coríntios 7:10-15

“^1^{0} Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido
^1^{1} (se, porém, se separar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o seu marido); e que o marido não deixe a esposa.
^1^{2} Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a dispense;
^1^{3} e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em morar com ela, não dispense o marido.
^1^{4} Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do irmão crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos.
^1^{5} Mas, se o descrente se separar, que se separe; em tais casos, não fica sujeito à servidão tanto o irmão como a irmã; Deus vos chamou a viver em paz.”

Romanos 7:2-3 (Passagem correlata mencionada na primeira visão)

“^2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o marido morrer, desobrigada fica da lei do marido.
^3 De sorte que, vivendo o marido, será considerada adúltera se se unir a outro homem; mas, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.”

DIVORCIEI-ME E CASEI NOVAMENTE E AGORA?

Esta é uma das perguntas mais angustiantes e frequentes feitas por pessoas que já passaram pela dor de uma ruptura familiar e, hoje, reconstituíram seus lares. Muitas carregam um peso de culpa, questionando se estão vivendo em pecado permanente ou se há restauração diante de Deus.

Para encontrar paz e direção, é preciso olhar para a situação através do equilíbrio entre a santidade da Lei e a grandeza da Graça divina.

1. Compreenda que o passado não pode ser reescrito

O primeiro passo fundamental é reconhecer que o tempo não volta. Desfazer o segundo casamento atual para tentar retornar ao primeiro, na maioria das vezes, gera ainda mais caos, dor e sofrimento (especialmente se houver filhos da nova união).

A própria lei bíblica em Deuteronômio 24:1-4 desaconselhava o retorno ao primeiro cônjuge após a mulher ter se vinculado a outro homem, visando proteger a dignidade das relações. Deus nos chama a partir do lugar onde estamos hoje, e não de onde gostaríamos de estar.

2. O divórcio não é o “Pecado Imperdoável”

Embora as Escrituras mostrem que o divórcio aponta para uma quebra do ideal criacional de Deus, a teologia bíblica é categórica: não existe pecado que o sacrifício de Jesus na cruz não possa perdoar, exceto a blasfêmia contra o Espírito Santo (a rejeição deliberada e final da graça).

Se o divórcio ou o novo casamento ocorreram fora das exceções bíblicas claras (como infidelidade ou abandono), e houve erro, a resposta do Evangelho nunca é o desespero, mas sim o arrependimento e a confissão. 1 João 1:9 diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” Uma vez perdoado, o peso da condenação deve ser deixado para trás.

3. Santifique a união atual

Se você está em um novo casamento, a ordem bíblica agora é zelar com fidelidade absoluta por esta nova aliança. O fato de o início de uma história ter sido complexo ou doloroso não significa que Deus não possa abençoar o presente e o futuro dela.

• Faça dar certo: Dedique-se a fazer deste casamento um reflexo do amor de Cristo pela Igreja (Efésios 5:25).

• Aprenda com o passado: Avalie com maturidade os erros cometidos na primeira relação para não repeti-los na atual.

• Busque a paz: Na medida do possível (e onde for saudável), busque estar em paz com o antigo cônjuge e garanta que os filhos do primeiro casamento sejam amados, integrados e protegidos de conflitos.

4. Foque na Redenção e no Fruto Espiritual

O apóstolo Paulo nos lembra em Gálatas 6:1-2 sobre a importância de restaurar os que foram surpreendidos em alguma falta com espírito de brandura. Deus é especialista em trabalhar com cacos e reconstruir histórias.

Sua vida atual deve ser pautada pelo fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Uma família reconstruída que vive em oração, baseada na Palavra e no amor mútuo, glorifica a Deus e testemunha o poder regenerador da Graça.

Pr. Ângelo Medrado

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Casamento, Divórcio ou Repúdio.

 

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Vemos em Deuteronômio 24, 1 e 2,“Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa.2 Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem,

A situação encontrada em Mateus 5:31,32 “Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério”. e Marcos 10.4,”

E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar. que provocou uma celeuma ao depararmos com uma divorciada que conseguiu a assinatura consensual de seu divorcio com seu marido o que a deixou muito feliz e com liberdade para casar-se de novo.

Agora quem casasse com ela não cometeria adultério.

Haveria contradições nos dois textos bíblicos? Não. Como explicar isso:

“E saindo de sua casa, poderá ir e casar-se de novo.” (Dt 24:2). Logo a permissão ao divórcio foi concedida e a mulher poderia casar-se novamente, anulando tudo o que havia acontecido antes.

Em 1 Timóteo 3:2 vemos que: “o ministro(Pastor) seja irrepreensível e marido de uma só mulher”.

O entendimento que temos, nesse caso, imediatamente, é que aquele que se casou depois de um primeiro casamento, não pode ser ministro.

Isso não pode ser considerado como verdade porque aqui é autorizado o divórcio e o entendimento deve ser outro do que o aplicado hoje em dia em diversas denominações.

O apóstolo Paulo, em outros trechos diz: “É bom que o ministro seja marido de uma só mulher”. Poderíamos entender aqui que existia a possibilidade da bigamia, muito embora Jesus Cristo fosse favorável à monogamia.

É necessário que essas denominações religiosas revejam esse assunto para não cometerem o erro de induzir seus pastores e líderes a viverem na situação de repúdio.

O divórcio é plenamente aceitável pelos ensinamentos bíblicos de Jesus Cristo.

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Em Lucas 16:17, 18 vemos que: “todo aquele que repudiar a sua mulher e se casar como outra, adultera”.

A pergunta feita pelos fariseus a Jesus Cristo foi a de que seria lícito ao homem repudiar sua mulher? (Marcos 10:2).

A resposta de Cristo foi: O que mandou Moisés? Eles responderam: “Moisés permite dar a carta de divórcio” (apostasion)  e repudiá-la (apoluose)” (Mc 10:4).

Entretanto, em Deuteronômio 24:1-2, nos diz que a mulher que recebia carta de divórcio poderia ir casar-se com outro.

A Bíblia fala de um só divórcio: o de Deus (Jr 3:8-18). 8 E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu. (Falando à nação)

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Entendamos: Carta de divórcio e Repúdio são duas situações bem diferentes

O que ocorre é que algumas traduções, erroneamente, foram entendidas com o mesmo sentido:

Divórcio: Interpretamos assim: “O que se casa com divorciado comete adultério”. Mas não é assim.

O divórcio é a separação completa do casamento. A anulação completa dando a liberdade à mulher e ao homem a casarem-se novamente.

O Repúdio em grego é “apoluse”, do radical “Apoluo” significa deixar de lado, abandonar, tomar outra atitude deixando de lado a primeira sem negociação, repudiar, marginalizar.

A palavra grega para divórcio é “apostasion”: que significa “Carta (ou seja conta paga) de divórcio”, que dava liberdade para a mulher. Cancelar o que havia sido feito.

O repúdio é também o período e estado que acontece entre a separação e o ato de receber a carta de divórcio.

Era assim que os homens procediam ao aborecer sua mulher, cito aqui a situação ocorrida com  o esposo da mulher samaritana, que ainda estava presa a seu marido, Jesus Cristo se referiu a seu estado civil.

Era comum entre os homens desprezarem sua esposa e casarem-se com outra, ficando aquela presa à sua lei, não podendo casar-se.

Muitos maridos tomavam essa atitude e a lei judaica que ordenava o divórcio não era cumprida (Dt 24:1,2), porque custava para o marido alto preço.

O repúdio era a saída, mas escravizava a mulher.

Jesus ensinava a fim de libertar a mulher ou o homem do jugo da escravidão do repúdio (Lc 16:17, 18), afirmando que aquele que se casasse com a mulher ou o homem repudiado, ou em repúdio cometia pecado de adultério.

A mulher era então escravizada, repudiada, marginalizada, sem direitos, sem nenhum tipo de recurso para sobreviver deveria ter a carta de divórcio e liberdade para casar-se com outro homem (Dt 24:1,2).

O repúdio não lhe permitia obter a carta de divórcio em suas mãos.

Em Mateus 5:32, Jesus utilizou as duas palavras várias vezes, e proibiu o repúdio definitivamente, dizendo que aquele que casar-se com o(a) repudiado(a) cometia adultério, com isso Jesus ensinara aos fariseus a necessidade de agirem em prol da liberdade e evitarem a poligamia.

Deus os abençoe neste dia.

 As inserções fotográficas foram obtidas junto à internet e inseridas pelo autor do site,06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.