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PASTORES OU MERCENÁRIOS?

LIDERANÇA

 

O mercenário vê vir o lobo e abandona as ovelhas e foge

Por: Rodolfo G. Montosa

     "O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa.  O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas." João 10.12, 13.

     Minha infância foi marcada por uma grande estabilidade no ministério pastoral da igreja que participo até hoje. Meu pai, que é um ancião, sempre lembra que teve somente dois pastores ao longo de sua vida. Essa permanência tem muitas vantagens ao pastor e às ovelhas.

     Para as ovelhas, o pastor torna-se uma referência de amizade em qualquer tempo. O relacionamento é mais amplo e alcança mais de uma geração. Elas podem ser acompanhadas desde o nascimento de um filho até a perda de um ente querido, passando pelos eventos de casamento, comemorações e muitos desafios ao longo da vida. As histórias não foram simplesmente relatadas por uma das partes, mas vivenciadas em conjunto. As ovelhas realmente passam a conhecer a voz do seu líder pastor.

     Para o pastor, as ovelhas não são um rebanho estranho e imprevisível. A direção de Deus para seu rebanho pode ser aplicada sem pressa e sem pressão, pois não está com as malas prontas para ir cuidar de outro aprisco. O tempo também revela com mais precisão o caráter das pessoas que cuida. Aquela aparente santidade não é mascarada ao longo de muitos anos. Por outro lado, o semblante carrancudo não assusta mais, pois os anos mostraram um coração capaz de atos de justiça e piedade. O pastor realmente passa a conhecer a voz de suas ovelhas nos detalhes da tonalidade.

     Mas é claro que nem tudo são flores. Os muitos anos no mesmo lugar podem acomodar ambos os lados e transformar tudo em uma relação superficial e sem efeito. Mesmo correndo o risco desse tipo de problema, é melhor que o atual modelo que vemos nas igrejas. Na maioria das igrejas um pastor não fica mais do que três anos, o que impossibilita conhecer em profundidade as ovelhas e desenvolver um relacionamento sadio.

     Mas o que mais me incomoda é a facilidade com que os pastores deixam seu rebanho em busca de alguma outra atividade que os satisfaça. A dificuldade de um pastor deixar seu rebanho deveria ser a mesma de um pai deixar sua casa. Mas parece que os vínculos do amor e de uma vida de aliança não têm se enraizado. Quer seja da parte do pastor, ou das ovelhas, a conexão relacional não tem ultrapassado tapas nas costas, diálogos que não se aprofundam, interesses que não alcançaram o nível de altruísmo.

     Certamente um dos motivos é a perda da força da vocação ministerial. Outras demandas ocupam e desesperam o pastor. Seus números não aparecem como do pregador eletrônico, suas finanças não suprem as necessidades da família, suas expectativas ficam frustradas por não se tornar conhecido e reconhecido. Qualquer que tenha sido o motivo desse desvio de rota, minha palavra é que se volte ao primeiro amor do chamamento ao ministério pastoral e mantenha nutrido o sonho e alegria de fazer tudo como que ao Senhor.

     Erram os líderes da igreja local que trocam de pastores como se troca de roupa. Afinal, estão em busca de um pastor ou de um mercenário? Erram os pastores que mudam de igreja como que descontentes em busca de algo melhor. Afinal, são pastores ou mercenários levados pela melhor oferta?

     site: www.institutojetro.com

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Pastores americanos comentam a “alegria” do povo pela morte de Osama Bin Laden

 

Citando versículos bíblicos eles tentam justificar suas emoções diante da notícia

Pastores americanos comentam a “alegria” do povo pela morte de Osama Bin Laden

Pastores americanos deram suas opiniões sobre a população ter se alegrado com a morte do inimigo número um dos Estados Unidos, Osama Bin Laden, que teve a morte confirmada pelo Presidente Barack Obama na noite do domingo, 1º de maio.

Para o pastor Jonh Piper, Deus está meio feliz e meio triste pela morte do terrorista. O líder da Igreja Batista de Belém em Minneapolis disse em um blog do ministério Desejando Deus que as emoções de Deus são complexas.

Citando versículos bíblicos ele mostra que Deus não tem prazer com a morte de um ímpio porque ele deseja que ele se converta dos seus caminhos e viva (Ezequiel 18: 23,32). Em outra citação ele lembra, porém, que Deus tem prazer no julgamento e morte dos malfeitores (Ezequiel 5:13 e Provérbios 1: 25 e 26).

“Minha sugestão é que a morte e a miséria do ímpio é dentro e dele mesmo e não um prazer para Deus,” escreve Piper. “Deus não é um sádico. Ele não é malicioso ou sanguinário. A morte e o sofrimento por si só não é o Seu deleite.”

Já o pastor Steven Furtick da “Elevation Church” ficou feliz com a morte do terrorista acusado das mais de 3000 mortes causadas pela queda das Torres Gêmeas de Nova Iorque em 11 de setembro de 2009.

“Eu SIM lamento a morte = A morte generalizada que a vida de Bin Laden causou. Hoje, devemos celebrar o sacrifício e vitória de nossas tropas,” escreveu o pastor em seu Twitter.

Outros pastores consideraram a comemoração como dar continuidade ao ciclo de violência.  ”Será que estamos aprendendo alguma coisa, ou simplesmente girando no ciclo de violência?” Questionou o pastor Brian McLaren.

Outro pastor que resolveu comentar sobre o assunto foi Greg Laurie da Harvest Christian Fellowship, em Riverside, Califórinia, que disse no programa de rádio Um Novo Começo que não lamenta o assassinato de Bin Laden.

Lendo Mateus 5:38-42, Laurie enfatizou que os ensinamentos do Sermão da Montanha se aplicam a crentes e não são a norma para reger uma sociedade.

“Deve um Cristão ser um pacifista completo? Não devemos nunca nos defender?” perguntou Laurie durante o programa. “Não, não existe um lugar para a auto-defesa. Há um lugar para manter-se firme.”

Para ele os soldados americanos são servos de Deus que estão fazendo o bem e citando Romanos 13 ele diz aos ouvintes que devem obedecer as autoridades e o governo que foram instituídos por Deus. “Ele não carrega a espada. Ele é um servo de Deus e do agente da ira para trazer a punição para o que faz errado,” disse o pastor sobre os soldados.

Fonte: Gospel Prime

Com informações The Christian Post

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Líderes de igrejas pedem investigação na violência pós-eleições

NIGÉRIA

 

     Líderes cristãos estão pedindo uma investigação em razão das violências políticas das quais igrejas e casas de cristãos estão sendo alvos. Um pastor disse que os atentados islâmicos foram premeditados devido à eleição de um presidente cristão.
     O pastor Emmanuel Nuhu Kure, do ministério Throneroom Trust, que fica no estado de Kaduna, declaradamente disse que o componente religioso da violência política não deveria ser descartado.
     Os cristãos estão sofrendo muitas baixas no centro-norte do estado de Kaduna depois que o candidato muçulmano à presidência Muhammudu Buhari perdeu as eleições no último dia 16 de abril para Goodluck Jonathan, um cristão. Primeiro, os revoltosos muçulmanos disseram que as eleições foram fraudulentas, embora observadores internacionais tenham elogiado o processo em diversas pesquisas, afirmando que foi o melhor desde 1999.
     “Como os combatentes muçulmanos foram cuidadosamente em silêncio até os muros da catedral anglicana e até a casa do pastor batista Yoruba, colocaram fogo e depois atiraram sem se deparar com nenhuma resistência? Será que isso não foi premeditado ou planejado?”, diz o pastor Kune.
     Cerca de 300 cristãos foram mortos em Kaduna, e 14 mil estão fugindo de suas casas após ataques islâmicos.
     “A violência é política e religiosa; nossas igrejas e propriedades são os principais alvos de destruição pelos perpetuadores dessa violência,” diz o presidente da Associação Cristã da Nigéria (CAN), Peter Jatau.
     A violência aumentou em alguns estados do norte com protestos de jovens muçulmanos seguidos de tumultos, atacando principalmente os cristãos. Alguns retaliaram. Não existem dados confiáveis do total de cristãos mortos, pois os líderes das igrejas não conseguem determinar ao certo; alguns que foram dados como mortos reaparecem depois nos campos de reassentamento.
     A população da Nigéria chega a mais de 158 milhões e é divida entre 51,3% de cristãos que vivem principalmente no sul, e muçulmanos, que somam 45% da população e ficam ao norte. As porcentagens podem ser menores, pois mais de 10% da população vive na prática de religiões tribais, de acordo com a Operation World.

Data: 6/5/2011
Fonte: Portas Abertas