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China proíbe toda forma de pregação online por estrangeiros

Os novos regulamentos proíbem o trabalho missionário virtual, educação religiosa e conteúdo de pregação.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE ANADOLU AGENCY
Presidente da China, Xi Jinping. (Foto: Foreign, Commonwealth & Development Office/Flickr)
Presidente da China, Xi Jinping. (Foto: Foreign, Commonwealth & Development Office/Flickr)

A China lançou novas diretrizes para regulamentar o que chama de “serviço de informação religiosa online” por estrangeiros, proibindo-os de qualquer forma de pregação online.

A informação foi dada pela mídia local na terça-feira (21), especificando que as medidas entrarão em vigor a partir de 1º de março de 2022. O relatório que especifica as novas regras foi redigido por cinco departamentos chineses, alegando que o objetivo é “garantir a liberdade de crença religiosa”.

Mas, de acordo com o diário Global Times, indivíduos e organizações estrangeiras não estão autorizados a compartilhar informações religiosas online na China.

Sobre  as novas diretrizes

As novas diretrizes foram formuladas pela Administração Nacional de Assuntos Religiosos, Administração do Ciberespaço da China, Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, Ministério da Segurança Pública e Ministério da Segurança do Estado.

Conforme as novas regras, qualquer organização ou indivíduo chinês deve enviar uma inscrição aos departamentos de assuntos religiosos das províncias, e a pregação online deve ser conduzida por grupos religiosos, templos e igrejas com uma licença específica.

Antes, eles podiam pregar online por meio de seus próprios sites especializados na Internet, aplicativos ou fóruns aprovados por lei, agora são obrigados a se registrar com seus próprios nomes.

Além disso, as novas medidas proíbem organizações ou indivíduos de fazer trabalho missionário online ou de oferecer educação religiosa, treinamento ou publicação de conteúdo de pregação.

A transmissão ao vivo ou a gravação online de uma cerimônia religiosa é proibida, e indivíduos e organizações não estão autorizados a arrecadar fundos para fins religiosos de forma online.

Como os cristãos vivem na China

O maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo — representando praticamente um quinto da população mundial — tem se apresentado cada vez mais hostil aos cristãos.

O Partido Comunista defende sua identidade cultural para se manter no poder. Tudo o que é percebido como uma ameaça pelos líderes ditadores é combatido com firmeza e, muitas vezes, com violência. Faz parte desse cenário as restrições na internet, nas mídias sociais e nas organizações não governamentais.

Ocupando o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas, a China tem combatido o cristianismo de forma declarada, embora sempre debaixo de um discurso baseado na “liberdade religiosa”.

Em apenas três anos, o país subiu 26 posições na lista que analisa os países que mais perseguem cristãos no mundo. Ou seja, está ficando cada vez mais difícil para a Igreja na China tentar se alinhar à ideologia oficial.

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Cristãos de Hong Kong se preparam para enfrentar perseguição religiosa vinda da China

Líderes cristãos e membros de igrejas estão temerosos de que Hong Kong se torne uma região como qualquer outra da China, onde o comunismo oprime as expressões de fé.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CBN NEWS
Protestos contra a Lei de Segurança Nacional (e a favor da democracia) em Hong Kong geraram muitos conflitos entre cidadãos e policiais nas ruas. (Foto: CBN News)
Protestos contra a Lei de Segurança Nacional (e a favor da democracia) em Hong Kong geraram muitos conflitos entre cidadãos e policiais nas ruas. (Foto: CBN News)

O pastor americano Butch Tanner diz que Hong Kong mudou dramaticamente nos poucos anos em que está atuando no território autônomo, localizado no sudeste da China.

“Hong Kong, como seus habitantes a veem, é um lugar totalmente diferente do que era há dois anos”, disse Tanner à CBN News durante uma entrevista.

Tanner mudou-se do Texas para Hong Kong em 2017 para liderar a Igreja Batista Internacional de Kowloon.

Então, em junho de 2019, protestos antigovernamentais eclodiram devido a uma polêmica lei de extradição, mergulhando a cidade em meses de caos e derramamento de sangue.

Em meio a esse caos, a igreja de Tanner se tornou um lugar de cura.

“Tínhamos, na verdade, policiais e manifestantes que se reuniam em nosso prédio, oravam juntos e cantavam juntos”, disse Tanner.

Os protestos já cessaram, mas o medo agora paira sobre o futuro da cidade, à medida que o controle da China sobre Hong Kong aumenta, seis meses após a imposição de uma nova lei de segurança nacional.

“Nós temos muito medo em Hong Kong, entre as pessoas, há muito medo de que as coisas não se acalmem ou que não fiquem perto do normal que costumavam ser”, observou Tanner.

E esse temor está se tornando realidade. No dia 6 de janeiro, mais de 1.000 policiais de Hong Kong invadiram 73 locais diferentes na cidade, prendendo 53 políticos, líderes pró-democracia, ativistas de direitos humanos e outros.

Lam Cheuk-ting foi um dos legisladores presos. Ele registrou o momento em que a polícia invadiu sua casa.

“Você é suspeito de violar a lei de segurança nacional, subvertendo o poder do Estado”, disse um policial de Hong Kong a Lam, enquanto ele passava pela porta.

Destruição da democracia

Chris Patten, o último governador de Hong Kong, diz que o que está acontecendo na cidade nada mais é do que a “destruição brutal de uma sociedade livre” pela China.

“Esta é mais uma virada em Hong Kong. Uma nova tentativa de destruir as liberdades de uma cidade que prosperou sob o império da lei”, disse Patten durante uma entrevista.

Também preso, John Clancey, um padre americano que se tornou advogado, agora está sendo julgado por desafiar o governo autoritário da China sobre a cidade.

“Minha abordagem tem sido que você vive de acordo com sua consciência, você vive de acordo com seus princípios, você vive de acordo com as pessoas com quem trabalha e segue em frente”, disse Clancey, que é o primeiro americano e estrangeiro acusado pela nova Nova lei de segurança nacional de Hong Kong.

“Mesmo nos dias mais sombrios, acho que é muito importante manter a esperança”, acrescentou Clancey logo após ser libertado sob fiança.

As autoridades também cercaram cristãos, incluindo Joshua Wong, um ativista proeminente, visto em uma foto entrando na prisão no início de dezembro.

Joshua Wong foi um dos ativistas cristãos presos por lutar pela democracia em Hong Kong. (Foto: Reuters)

No final daquele mês, duas freiras católicas também foram presas.

“Se eles pensam que podem destruir a ideia de liberdade e democracia para sempre, estão se enganando”, disse Patten. “A verdade é que eles estão absolutamente apavorados com o que a democracia liberal representa”.

Relatórios estimam que mais de 300 mil habitantes de Hong Kong planejam fugir da cidade nos próximos meses.

Lap Yan Kung, que leciona na Universidade Chinesa de Hong Kong, disse à CBN News que vários pastores já partiram, enquanto outros estão atuando na clandestinidade.

“O governo, assim como a polícia, usa todos os meios para aplicar esta lei com a finalidade de perseguir os pastores e também o povo”, disse Kung.

Pequim defendeu as prisões em massa, apesar dos apelos feitos pelo ex-secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, para a libertação dessas pessoas.

“Ninguém tem privilégios fora da lei”, argumentou Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. “A lei deve ser seguida e qualquer pessoa que a viole deve ser responsabilizada”.

Mudanças

Antes uma cidade independente, Hong Kong agora está testemunhando uma transformação dramática em todos os níveis.

O presidente da China, Xi Jinping, tomou medidas nos últimos meses para remodelar as escolas, a mídia, o legislativo e os tribunais com mais mudanças a caminho.

“A liderança nas escolas está mudando. Escolas que nunca tiveram qualquer conexão com o comunismo antes, agora estão recebendo líderes comunistas e substituindo cargos”, disse Tanner ao CBN News. “Os livros didáticos estão sendo alterados, o que pode ser ensinado também está sendo alterado”.

Os cristãos temem que Hong Kong esteja se tornando como qualquer outra cidade da China continental e que as regulamentações religiosas combinadas com a nova lei de segurança, logo se apliquem a eles, tornando quase impossível a prática de qualquer tipo de fé no território.

“Uma espécie de autocensura está surgindo entre as pessoas em Hong Kong e muitos de nós estamos muito cautelosos sobre o que podemos dizer”, disse Kung.

Os cristãos chineses atualmente experimentam algumas das mais duras perseguições do governo já testemunhadas.

Atualmente, o país ocupa a 17ª posição na Lista Mundial de Perseguição da Portas Abertas 2021 sobre os 50 piores países perseguidores de cristãos, com um cenário caracterizado pela opressão comunista e pós-comunista.China,Hong Kong

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Militares plantam minas terrestres para impedir acesso a igrejas em Mianmar

O exército birmanês bombardeou e saqueou os templos em Chin, um estado de maioria cristã.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE INTERNACIONAL CHRISTIAN CONCERN E CHINDWINATUALIZADO: TERÇA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO DE 2021 12:00
O exército birmanês bombardeou e saqueou igrejas em Chin. (Foto: Wikimedia Commons/KMK from Myanmar).
O exército birmanês bombardeou e saqueou igrejas em Chin. (Foto: Wikimedia Commons/KMK from Myanmar).

Após bombardear e saquear várias igrejas em Chin, um estado de maioria cristã no Mianmar, o exército birmanês plantou minas terrestres para impedir que as pessoas retornem aos templos.

De acordo com o jornal The Chindwin, uma fonte local, que permaneceu anônima por razões de segurança, relatou que em 11 de dezembro as tropas militares destruíram quatro igrejas e plantaram minas nos complexos dos templos, no sul de Chin.

Segundo a fonte, os prédios ficaram muito danificados e minas foram colocadas nos arredores da Igreja Católica Romana e da Igreja do Evangelho, impedindo o acesso aos locais.

Entre as 18 igrejas da cidade, a fonte confirmou que quatro igrejas tiveram todas as suas propriedades saqueadas e levadas para o acampamento base do exército birmanês e acrescentou: “Não apenas nas nossas igrejas, bombas foram plantadas em frente às nossas casas e agora em toda a cidade”.

O morador local disse ainda que os soldados também estão saqueando as residências e ameaçando incendiar as casas se os moradores não retornarem à cidade. Segundo o The Chindwin, quase toda a população, de quase 11 mil, está deixando a cidade e procurando abrigo em vilas próximas.

Enquanto foquem para salvar suas vidas, os moradores lutam para pagar aluguel e comida, necessitando de ajuda humanitária.

Igrejas e cristãos atingidos

Desde a tomada do poder pelo exército em fevereiro deste ano, os ataques a cristãos, que representam cerca de 6% da população de maioria budista, aumentaram. A repressão que está acontecendo deixou as minorias religiosas étnicas em Chin e outros estados ainda mais vulneráveis.

Em junho, líderes da igreja no leste do estado de Karenni relataram ataques militares em pelo menos oito igrejas. Em setembro, uma igreja batista, no estado de Chin foi atingida por disparos da artilharia militar, na tentativa de conter a resistência no país.

Durante o ataque, um pastor batista acabou sendo atingido. Ele estava ajudando a apagar o incêndio em uma das casas, conforme relatou o International Christian Concern (ICC).

O ataque dos militares a edifícios de igrejas, propriedades e casas de civis é um insulto à religião e aos crentes”, disse a Convenção Batista Chin, em comunicado, no dia 19 de setembro.