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Em fala para evangélicos, Bolsonaro diz que eleição dele ‘teve propósito divino’

Crédito: Carolina Antunes/PR

Ovacionado por um público de cerca de 15 mil evangélicos, o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse na noite desta terça-feira, 26, que a eleição dele em 2018 teve um propósito de Deus. Cumprindo agenda em Manaus, onde nesta quarta-feira (27) participa de um evento da Zona Franca, Bolsonaro foi a um culto na igreja Assembleia de Deus promovido em sua homenagem.

Por 15 minutos, o presidente falou aos fiéis e reforçou que pretende indicar, para o Supremo Tribunal Federal (STF), um ministro “terrivelmente evangélico”. “Eu tenho duas vagas. Uma será de um evangélico, como eu disse”. Bolsonaro, por mais de uma vez, afirmou que sua chegada a Presidência teve um propósito divino. “Deus tem propósito para cada um de nós. Eu jamais pensei chegar onde cheguei. Tudo sendo feito contra minha pessoa. Sem dinheiro, sem fundo partidário. Aliás tinham duas coisas a favor de mim: Deus e o povo a nosso lado”, afirmou o presidente, sob os gritos de “Mito”.

Em determinado momento do discurso, o presidente se mostrou insatisfeito com as dificuldades que encontrou ao chegar à Presidência. E citou que “a lei tem que ser feita para atender as maiorias, e não as minorias”. “O povo, a maioria, é que deve conduzir o futuro da nação. Confesso que fiquei com muito medo quando me elegi presidente da República. Não foi aquele ato (do atentado a facada) que me elegeu. Deus tem um propósito para cada um de nos. Cheguei calcado numa passagem bíblica: ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’. Vencemos usando essa passagem”.

O presidente chegou a dizer que o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, foi uma inspiração divina que ele teve durante uma oração há quatro anos. “Tinha que acontecer naquele momento. São os sinais que começaram acontecer lá atrás.

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Filipinas inclui Conselho Nacional de Igrejas na lista de grupos terroristas

Conselho Nacional de Igrejas das Filipinas é considerado grupo terrorista
Conselho Nacional de Igrejas das Filipinas é considerado grupo terrorista

O Departamento de Defesa Nacional das Filipinas (DND) incluiu o Conselho Nacional de Igrejas nas Filipinas (NCCP) na lista de “organizações de frente de grupos terroristas comunistas locais”.

Além do NCCP, várias organizações humanitárias foram colocadas nessa lista apresentada pelo major-general Reuben Basiao, vice-chefe do Estado-Maior da Inteligência das Forças Armadas das Filipinas, em 5 de novembro.

Em uma declaração, o NCCP ” desacredita a inclusão infundada de seu nome na lista […] e pede respeitosamente ao governo que reveja e revise seriamente as acusações e se envolva na construção da paz”.

“Reconhecemos a clara ameaça que agora é apresentada aos funcionários do NCCP, igrejas membros, membros associados e outros parceiros ecumênicos”, disseram eles em uma carta que o NCCP enviou a seus parceiros na semana passada.

O NCCP também alertou que “a marcação em vermelho atrasará, ou até impedirá, a entrega de serviços tão necessários às comunidades marginalizadas em meio a desastres. Em uma escala maior, isso reduzirá ainda mais o espaço civil já limitado”.

Em junho de 2019, o governo filipino rejeitou o pedido das Nações Unidas de uma investigação sobre violações dos direitos humanos pelas políticas do governo contra o tráfico de drogas, argumentando que era uma “interferência”.

Segundo dados oficiais, 5.300 suspeitos foram mortos pela polícia desde 2016. Mas, de acordo com os defensores dos direitos humanos, o número seria três vezes maior.

O NCCP explicou na carta aos seus parceiros que “nos últimos dias, testemunhamos ataques contra organizações da sociedade civil que são críticas às políticas e programas do governo. Houve ataques, prisões ilegais e difamação. Antes disso, é claro, houve até assassinatos de ativistas e defensores dos direitos humanos”.

“O NCCP considera essas medidas como tentativas desesperadas das autoridades de criminalizar dissidências e armar a lei contra o povo”, afirmou.

A ação do governo foi amplamente condenada por vários líderes cristãos internacionais .

O Rev. Olav Fyse Tveit, Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas , disse que “o uso de etiquetas vermelhas dá luz verde ao assédio e ataques mortais das forças de segurança e milícias contra os listados”.

Declarações semelhantes foram divulgadas pela Conferência Cristã da Ásia, pela Aliança Ação das Igrejas Juntas, pela Christian Aid e pela Igreja Evangélica Luterana no norte da Alemanha, entre outras.

Fundado em 1963, o NCCP é uma federação ecumênica de igrejas de denominações católicas não romanas.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

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“A esquerda é defensora de tudo que é abominável”, afirma Damares

Ministra rebateu críticas do deputado David Miranda.

Damares Alves. (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

A ministra da Mulher Família e Direitos Humanos, Damares Alves, subiu o tom ao se referir a esquerda, após ter sido acusada de racismo pelo deputado David Miranda (PSOL-RJ), devido sua posição contrária ao infanticídio cometido por indígenas.

O deputado carioca, que herdou o cargo do ex-deputado Jean Wyllys, criticou a ministra pela sua atuação em defesa das crianças que são sacrificadas em rituais em tribos do país.

Damares usou as redes sociais para rebater às críticas de partidos de esquerda e chegou a afirmar sentir “nojo” do PSOL, ao qual Miranda faz parte.

“A esquerda é defensora de tudo que é abominável. David Miranda, cria do PSOL, criticou a ministra Damares por defender crianças indígenas de rituais de infanticídio. Tenho nojo do PSOL”, declarou Damares.

Além do deputado David Miranda, também criticaram o trabalho da ministra a deputada Maria do Rosário  (PT-RS) e o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).