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Conferência Apóstolica: Paulo Não É o Último Apóstolo?

 

Por Alan César Correa|Colaborador do The Christian Post

Terminou, Sábado mais uma Conferência Apostólica promovida pelo Apóstolo Estevam Hernandes da Igreja Renascer. Quem são os Apóstolos de Cristo?

apostolo-hernandes

(Foto: Conferência Apóstolica)

Apóstolo Estevam Hernandes da Igreja Renascer em Cristo

A Conferência Apostólica, é fruto de uma visão do apóstolo Estevam a mais de 10 anos, desde 2002, com o objetivo de fazer com que as pessoas por meio de Deus, recebam através da pregação, onde quase todos pregadores são apóstolos, uma manifestação do mover apostólico com curas, libertação, crescimento na palavra do ensino.

O apóstolo Estevam Hernandes que é o único membro brasileiro do conselho internacional de apóstolos, informa no site destinado a conferência. Uma característica do mover apostólico que é vivido durante a conferência é o de conseguir agregar ministérios, de maneira que caminhem juntos.

Nessa última conferência apostólica, que aconteceu durante os dias 12 a 16 de julho, participaram líderes evangélicos de diversos partes do país, e contou com sete preletores: os apóstolos, Estevan Hernandes, Patrick Isaac, César Augusto e Renê Terra Nova, a bispa Sônia Hernandes esposa de Estevam Hernandes, a profetiza Eliane Isaac e o pastor Fadi Fayes Faraj.

Atualmente a presença de apóstolos no cenário da Igreja no Brasil é comum. São "milhares", como o próprio apostolo Patrick Issac, do Canadá, que ministrou durante a segunda noite do evento, disse: “ Existem milhares e milhares de apóstolos no Brasil, mas a palavra diz que há sinais para os verdadeiros apóstolos”.

Apesar do forte impacto apóstolico como pregam os apóstolos do Brasil, há, entretanto, uma divergência entre os líderes evangélicos em aceitar a autodenominação de "apóstolo" das Igrejas neopentecostais.

Segundo o teólogo e professor do Seminário Batista em São Paulo (STBNET), Dorival Guimarães, o último dos apóstolos foi Paulo, pois encontrou com o Senhor ressurreto. Em 1 Cor 15: 8-9, ele diz, “depois de todos” (ou “E por derradeiro de todos”) pode e deve ser traduzido como o “último dos apóstolos”.

“Percebemos então que a dinastia dos apóstolos terminaria ali, pois não vemos os dirigentes da Igreja primitiva ( Tiago e demais) sendo chamados de apóstolos”, disse ele.

O pastor e teólogo Augustus Nicodemus, chanceler da Faculdade Mackenzie, em seu artigo intitulado “ Carta ao Apóstolo Juvenal”, disse que os apóstolos constituíram um grupo único e exclusivo na história da Igreja primitiva e que hoje não existem mais.

Nicodemus ao escrever a carta ao seu colega da turma do seminário presbiteriano, Juvenal, explica sobre o papel que tiveram os apóstolos de Jesus Cristo, crucial e extremamente relevante para a fundação da Igreja Cristã. "é um cargo, um ofício, tão sério e fundamental", que foi designado por Jesus Cristo àqueles que o viram ressurreto.

Ele aponta para características como as de realizar as curas e milagres que os apóstolos faziam e sobre as contribuições efetivas à Igreja, sociedade, missões e teologia. Segundo ele, grandes líderes que tiveram papel importante na Reforma Protestante, não ambicionaram e não tiveram esse tipo de designação, sugerindo que os Apóstolos são apenas os designados 12 Apóstolos de Cristo.

Alan César Corrêa é estudante de teologia da Faculdade Batista do ABC (FABC).

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SER PASTOR NÃO É DAR SHOW

LIDERANÇA

 

Convém que Jesus Cristo cresça e que eu diminua a cada dia

Por: Ari Oliveira de Sousa

     Em Julho de 2006, muitos cristãos protestantes de todo o Brasil expressaram sua insatisfação ao lerem a reportagem de capa da revista VEJA (edição de 12 de julho de 2006), cujo título reflete com muita precisão o conteúdo da referida matéria: “O Pastor é Show”.

A matéria publicada aponta para o novo momento do protestantismo brasileiro, que não mais tem se representado pelo estigma da prosperidade, mas pelo advento dos “gurus” apostólicos, ou os assim chamados pregadores das multidões, mega pastores ou show-men´s da fé. Que através do emprego de técnicas de marketing, comunicação e até mesmo da psicologia têm emplacado como os novos expert’s da auto-ajuda nacional.

Infelizmente, mais uma vez os “evangélicos” como temos sido usualmente chamados, não têm sido diferenciados quanto suas crenças e práticas. Onde igrejas sérias e históricas são confundidas com algumas “curiosas” igrejas locais e denominações em seus ritos e práticas (estranhos ao evangelho de Cristo).

O cristianismo da Terra de Vera Cruz vive um momento de profunda crise de identidade, onde muitos modismos e teologias decadentes advindos de diversos lugares do mundo encontram abrigo, sobrando ainda até um pouco de espaço para as heresias made in Brazil, 100% nacionais.

Para minha surpresa, folheando a referida edição de Veja (em quanto aguardava numa sala de espera), li na seção de Cartas, diversas mensagens de leitores evangélicos em manifestação de total aprovação a reportagem da edição anterior. Tantas mensagens, e quase nenhum conteúdo, tantos elogios e apenas uma crítica.

Diante disso, confesso que meu espírito amargurou-se. Acho que o que aprendi até aqui é totalmente inútil. Ou como diria Sócrates: “o que sei é que nada sei”. Reflito nas palavras de João Batista (precursor do Senhor) sobre Jesus: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jô 3.30).

Pois é, talvez João Batista estivesse errado, e por não ter pensado e se comportado como os “gurus” que surgem nos canais de TV aberta em nossas manhãs de sábado, perdeu provavelmente a oportunidade de fundar sua própria denominação, ou até mesmo destacado ainda mais o seu nome na história.

Sinto-me tentado, a exemplo de meus colegas, a me autoproclamar Apóstolo de Jesus, seguindo talvez a sucessão Joanina ou Paulina, já que a “franquia” Petrina já foi patenteada por algumas igrejas.Infelizmente, é cada vez mais evidente a tendência de descentralização de Jesus Cristo em sua igreja. Jesus tem “perdido” seu espaço para egos inflamados que se dizem seus representantes.

E por falar nisso, acho que o termo “Igreja” deve mesmo cair em desuso. Novos termos como tribo, encontros, point, etc. devem mesmo emplacar. Sinceramente, acho tudo isso muito show, ficarei no anonimato.
Que meu “espírito de grandeza” seja sufocado pelo serviço. Pois, segundo Jesus, “para ser grande tenho de ser pequeno” (Mt 23.11). Me esconderei atrás da cruz sem demagogia ou falsidade.

Quero ser pequeno! Aliás, aproveito a ocasião para me solidarizar com João Batista. Por resistir bravamente à tentação de ser grande. Concluo meu pensamento com a seguinte afirmação: Ser pastor é não dar show.
Convém que Jesus Cristo cresça e que eu diminua a cada dia!

Ari Oliveira de Sousa, autor é pastor da Igreja Presbiteriana de Higienópolis

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento,referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., é autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível com análise transacional e Comportamento Gerencial.

Data: 20/7/2011 08:59:29

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DEFESA DO TRÍZIMO : Silas Malafaia responde críticas sobre doação de dízimos

     Pastor Silas Malafaia responde às críticas dos evangélicos quanto ao dinheiro arrecadado e diz que todos devem fazer análise crítica para não virar "massa de manobra de qualquer um".

     No seu programa Vitória em Cristo, Silas Malafaia, no sábado, 16, ele falou para onde vai o investimento do dinheiro que é recebido através de doações ao ministério e fez críticas aos supostos cristãos de "massa de manobra" que duvidam de suas práticas.

     Segundo Malafaia, as pessoas tem tendência de induzir. E justifica aos que falam que ele está ficando milionário, dizendo "as ofertas que são enviadas para a Associação Vitória em Cristo, elas não são minhas". E deixa claro que "Eu não recebo salário dessa entidade".

     Críticos cristãos na Internet fazem alguns trocadilhos divulgando que Malafaia pede "Trízimos" à população, ou o incluem no grupo dos "pregadores da prosperidade".

     Malafaia justifica que, segundo ele, sendo o pastor que mais vende livros no país com média de 1 milhão por ano, e mais vende mensagens em DVD no país, com média de 300 mil por ano, até o momento não recebeu salário e não tem necessidade disso.

     Em um vídeo que foi lançado na Internet de aproximadamente 3 minutos, Malafaia aparece falando sobre o dízimo e de que maneiras ele pode ajudar. Segundo ele, esse vídeo foi uma manipulação produzida a partir de um vídeo de 17 minutos, da qual ele fala sobre os 10 objetivos da Igreja.

     Silas Malafaia esclarece ainda que há muitas obras e o próprio programa que são sustentados pelo dinheiro, elas incluem: as 6 horas de televisão do programa Vitória em Cristo, obras sociais, reforço escolar para criança, crianças em áreas de crimes, convênio com a secretaria da penitenciária para cursos profissionalizantes para presidiários, entre outros.

     Malafaia reclamou que as pessoas não fazem análises críticas ao receber as informações e apelou para que olhem a sua trajetória, da qual ele afirma ser de 29 anos de voz profética, que ele faz mesmo sendo ameaçado de morte.

     No final do programa Silas Malafaia passa os contatos para parceria com o ministério e dados bancários para o recebimento de ofertas.

Data: 20/7/2011 09:23:00
Fonte: Christian Post