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A GUERRA ENTRE CIÊNCIA E RELIGIÃO

CIÊNCIA

 

Autor de livro diz que é estúpido jogar um tema contra o outro

Por: Vinícius Cintra – Redação Creio

Após séculos e mais séculos a polêmica entre a ciência e a religião continua, mas o livro ‘Ciência ou Religião: quem vai conduzir a história? tem o objetivo de desmistificar a razão somente de uma das áreas. De acordo com o autor e pastor da igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Gottfried Brakemeier, é estúpido jogar a ciência contra a religião e vice-versa, já que cada qual tem o seu próprio domínio e sua razão de ser.

     O livro lançado em 2006 pela editora Sinodal tem com assunto central a relação entre a fé cristã e as ciência naturais, marcada por demais vezes por conflito e preconceito. Há questões inquietantes que levam o leitor a refletir se serão incompatíveis o crer e o saber, a sabedoria e a ciência, a criação e a evolução ou será necessário optar ou haverá possibilidade de conjugar os dois campos?

     "Somente a complementariedade de ambas vai garantir uma visão mais ou menos integral da realidade. Devemos distinguir entre o que podemos saber e o que devemoscrer. A confusão traz prejuízo", afirma Brakemeier, que é professor de teologia, com atuação em Novo Testamento e Teologia Sistemática.

     O autor mais uma vez ressalta que a religião sem a ciência é uma estupidez e a ciência sem a religião será algo sem sentido. "Necessitamos de um novo pacto entre a fé e a ciência na tentativa de salvar o ser humano das ameaças à sua vida. É a parceria entre ambas que se deve pretender, não a rivalidade".

     Gottfried disse que na nação brasileira cresce a descrença, embora a maioria continue crente. Isto vale também para os ateus, pois pessoas sem fé não existe, endossa o autor. "Todos têm suas convicções e seus valores. Importante mesmo não é, se as pessoas crêem ou não, importante é saber em que se crê. E nesse tocante há muito a clarear em nossos tempos e em nosso país".

Data: 24/11/2010

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Jogador é ameaçado por orar na Liga dos Campeões

 

O técnico do Manchester United, Alex Ferguson,Champons League pediu ao atacante Javier Chicharito Hernández não rezar em campo antes da partida contra o Rangers, na próxima quarta-feira, em Glasgow, pela quinta rodada do Grupo C da Liga dos Campeões. Escocês, o treinador teme pela saúde do mexicano, que tem sido ameaçado até de morte.

As ameaças foram motivadas por conta da mistura entre futebol, religião e política no país. Chicharito costuma erguer as mãos enquanto está ajoelhado no gramado para pedir sorte, mas o ato parece não ter muitos fãs da torcida do Rangers. Precavidos, os dirigentes escoceses também pediram ao mexicano para não repetir o gesto.

Na Escócia, Glasgow Rangers e Celtic representam o protestantismo e o catolicismo, respectivamente, além de apoiarem causas diferentes (os azuis defendem a união política com a Inglaterra; os verdes, no entanto, pregam a independência). O clássico, reconhecido como um dos maiores do mundo, atrai quase sempre violência.

Data: 17/11/2010 08:34:47

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Violenta ocupação muçulmana de igreja não violou lei que proíbe ofender sentimentos religiosos

 

Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina

CORDOBA, Espanha, 10 de novembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um juiz espanhol deu como decisão que uma violenta ocupação da Catedral de Córdoba por parte de um grupo de muçulmanos em março deste ano não violou a lei da nação que proíbe ofender sentimentos religiosos.

De acordo com o serviço noticioso Europa Press, o juiz que ocupa o assento do Quarto Tribunal de Instrução de Córdoba decidiu que a incursão na catedral, que culminou num ataque contra vários guardas e um policial, foi meramente uma “desordem pública” e não tinha a intenção de ofender os sentimentos religiosos de ninguém.

“Não há tanto uma intenção minimizar ou ferir os sentimentos religiosos da religião católica tanto quanto uma tentativa de favorecer, sem mencionar impor com clareza, num falso gesto de tolerância, a possibilidade de realizar uma reunião religiosa conjunta [na catedral]”, o juiz declarou. “Não houve ação para desmerecer ou desacreditar a religião católica, mas em vez disso foi uma ação em favor de um uso conjunto [do espaço da catedral]”.

Os muçulmanos espanhóis há muito tempo exigem o direito de realizar reuniões religiosas islâmicas na Catedral de Córdoba, que foi demolida pelos muçulmanos no oitavo século e substituída com uma mesquita depois que eles conquistaram a área. A catedral foi reconstruída no século XIII depois que os cristãos reconquistaram Córdoba. Contudo, boa parte da arquitetura original da mesquita foi deixada intacta.

Apesar de uma proibição contra reuniões islâmicas na catedral, um grupo de aproximadamente cem muçulmanos da Áustria entrou no prédio durante a Semana Santa, em 31 de março, liderado por um imame e ostentando walkie-talkies. Depois que começaram a realizar os ritos da religião islâmica eles foram confrontados pelos guardas de segurança e pela polícia, vários dos quais sofreram ferimentos após serem atacados por oito membros do grupo, um dos quais estava brandindo uma faca. Os oito agressores foram presos, embora o resto tivesse sido liberado depois de serem removidos a força da catedral.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com