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Prática religiosa se torna frequente no mundo virtual

Edição do dia 21/09/2010

Fonte G1

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Evangélicos participam de cultos em tempo real. Espíritas podem ouvir palestras de Chico Xavier. Judeus podem estudar, comprar livros e objetos religiosos e já foi criado até um site para fazer macumba sem sair de casa.

Sandra MoreyraRio de Janeiro, RJ

Na porta da igreja, o cartaz faz um apelo aos cristãos: não delete Jesus da sua vida. A ideia é convidar os fiéis a frequentar mais o templo. No mundo virtual, a prática religiosa online anda cada vez mais frequente.

Pela internet, o devoto está a um passo, ou um clic da fé. Os católicos podem acender vela pra Nossa Senhora, mandar rezar missa, fazer oração.

A funcionária pública Julia de Carvalho confessa: é uma devota ponto.com. “Acendo vela, rezo terço, pela internet. Devota online. Às vezes não tenho tempo e aí faço em casa, pela internet”, diz.

Até freiras que vivem em clausura, se abriram para a internet. É possível mandar e-mail para as irmãs Clarissas. Evangélicos participam de cultos em tempo real. Espíritas podem ouvir palestras de Chico Xavier.

Judeus podem estudar, comprar livros e objetos religiosos e já foi criado até um site para fazer macumba sem sair de casa. A confissão, que sempre foi sigilosa, feita em voz baixa, anda mudando de figura.
Em um site, o pecador confessa os erros por escrito, protegido pelo anonimato ou por um pseudônimo. O pecado fica exposto durante alguns dias, um tempo para o pecador se arrepender.

Traição, ganância, ciúme. As fraquezas humanas estão todas lá. Padre José Roberto adverte: confissão só vale na presença do sacerdote, mas não desaprova a fé ponto.com. “Se a garotada fica diante do computador da internet todo dia porque não pode também se comunicar com Deus por esse instrumento”, fala o padre.

“Se a pessoa quer fazer de forma virtual, se quer fazer em outro ambiente, também é muito válido, o empate é ter Deus no coração”, diz uma devota.

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Membros de seita apocalíptica somem nos EUA

 

A polícia de Palmdale, Califórnia (EUA), procurava ontem, com a ajuda de helicópteros, 13 membros de uma seita apocalíptica que desapareceram deixando cartas a dizer que "iam ter com Jesus". Receia-se que os membros da seita, entre os quais oito crianças, se suicidem em conjunto.

Os membros do culto, constituído por imigrantes salvadorenhos e liderado por uma mulher, Reyna Chicas, de 32 anos, desapareceram no sábado passado, após um encontro de oração.

Para trás deixaram cartas de despedida com indicações que sugerem planos para um suicídio coletivo, integrado num ritual, além de celulares, documentos de identificação, títulos de propriedade e dinheiro. Escreveram que iam "para o Céu encontrar-se com Jesus e com os familiares mortos", tendo partido em três carros rumo a um destino desconhecido. A polícia usou a televisão para apelar aos membros da seita que regressem e pediu a colaboração popular para tentar localizá-los.

Há cerca de seis meses, membros desta misteriosa seita planejaram ir a um local deserto onde aguardariam por um terremoto ou algo semelhante, mas um deles deixou escapar a informação, sendo expulso do grupo.

Data: 21/9/2010 08:37:07
Fonte: O Correio da Manhã

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EVANGÉLICOS PREGAM INTOLERÂNCIA

Ao lado de diferentes religiões, grupo caminhou contra intolerância

Milhares de fiéis de diferentes religiões, a maioria vestida de branco, ocuparam cerca de um quilômetro da orla de Copacabana, para o início da segunda Caminhada em Defesa da Liberdade Reiligiosa. Umbandistas, católicos, evangélicos, muçulmanos, candomblecistas, kardecistas, judeus, presbiterianos participaram da caminhada, mas a maior parte é formada por integrantes de centros espíritas e terreiros de candomblé do Rio, Baixada Fluminense e até de outros estados. A caminhada começou às 14h, no Posto Cinco, e seguiu até a Praça do Lido.

Os que seguiram pela orla portavam bandeiras com pedidos de paz e exibiram recortes de reportagens sobre depredação de templos.

Os grupos Olodum e Ile Ayiê tocaram cânticos afro e até músicas evangélicas, com toque iorubá, como símbolo da integração respeitosa das crenças.

Entre os presentes estava o ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Segundo ele, o governo federal vem fazendo, com a PUC-RJ, um censo que revelará o número de casas religiosas no Rio e suas condições socioeconômicas. O objetivo é criar um programa de apoio aos templos.

A presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (Ceub), mãe Fátima Dantas, defendeu o diálogo como a principal arma contra a intolerância religiosa.

– A única forma de a gente se entender é por meio do diálogo. É a gente provar que está fazendo um trabalho sério.

Integrante da comissão organizadora da caminhada, a presidente da Ceub assegurou que o movimento prega paz.

– Não queremos que o Brasil venha a passar por uma guerra santa, como estamos vendo lá fora. Por isso, estamos nessa luta.

Ela citou como exemplo o caso de pastores evangélicos que invadiram um templo umbandista no bairro do Catete, zona sul do Rio, em junho do ano passado, e depredaram a Cruz de Oxalá. Apesar disso, ela prometeu dar seguimento à luta contra a intolerância religiosa.

– Não vamos parar.

Outro membro da comissão é frei Athaylton Jorge Monteiro Belo, o frei Tatá, da Ordem dos Franciscanos. Ele confirmou que apesar de ser maioria no Brasil (73%, de acordo com dados do censo de 2000), os católicos também são alvos de perseguição religiosa.

– Infelizmente, [os católicos] sofrem algum tipo de discriminação, embora sejam ainda maioria no país.

Para o muçulmano Salah Al-Din Ahmad Mohammad, da Sociedade Beneficente de Desenvolvimento Islâmico, não existe dentro de antigos movimentos brasileiros o respeito à diferença religiosa. No Brasil, a Lei 7.716/89 considera crime inafiançável a intolerância religiosa e o racismo.

Segundo Ahmad, batizado no Brasil como Marco Antonio dos Santos, os umbandistas e candomblecistas, por exemplo, "foram e continuam sendo sistematicamente violados". Disse que também os muçulmanos sofrem limitações e agressões governamentais. Dentre essas, apontou o embarque nos aeroportos.

– As mulheres muçulmanas são obrigadas a retirar os seus hijabs (véus), enquanto as mulheres católicas passam e não são sequer solicitadas a conversar com a Polícia Federal. Então, a comissão vem fazendo um trabalho fundamental de conscientização e de luta pela igualdade religiosa. Nós, muçulmanos, vemos essa comissão como um fator de equilíbrio na balança do poder brasileiro.

Data: 20/9/2010
Fonte: O Globo