Categorias
Jovens católicos

Papa Francisco pede união de religiões no combate à corrupção: “O mundo espera uma resposta”

 Publicado por Tiago Chagas – gnoticias – em 29 de outubro de 2015

Papa Francisco pede união de religiões no combate à corrupção: “O mundo espera uma resposta”

O papa Francisco pediu a união da sociedade contra a corrupção e as mazelas que resultam dessa prática, como a fome, a miséria, a crise ambiental, a violência e as guerras.

O discurso, proferido durante a audiência geral da última quarta-feira, 28 de outubro, na Praça de São Pedro, marcou a celebração dos 50 anos da declaração Nostra Aetate, que é um marco nas relações da Igreja Católica com as demais religiões.

Como exemplo, Francisco citou que a Nostra Aetate possibilitou uma mudança de relações com o judaísmo, tornando a antiga troca de acusações em uma convivência respeitosa, harmoniosa e frutífera.

“Indiferença e oposição tornaram-se colaboração e benevolência. De inimigos e estranhos, nos tornamos amigos e irmãos. O Concílio traçou o caminho: ‘sim’ ao redescobrimento das raízes hebraicas do Cristianismo; ‘não’ a toda forma de antissemitismo e condenação de toda de toda injúria, discriminação e perseguição que derivam”, pontuou Francisco.

Nesse contexto, o papa lembrou que com o aperfeiçoamento das relações entre as religiões, é possível trabalhar em conjunto para combater males que afetam a todos, independentemente de crenças.

“O mundo olha para os fiéis pedindo respostas efetivas a inúmeros temas como a paz, a fome, a miséria, a crise ambiental, a violência e a corrupção”, disse Francisco.

Sobre o islamismo, Francisco sugeriu um diálogo “aberto e respeitoso”, que implica discussões sobre os atos de terror praticados por extremistas: “Por causa da violência e do terrorismo, se difundiu uma atitude de suspeita ou até mesmo de condenação das religiões. Não obstante nenhuma religião esteja imune ao risco do fundamentalismo e do extremismo”, observou.

Segundo informações da revista Exame, ao final da audiência, Francisco pediu aos presentes uma prece silenciosa, “conforme sua própria tradição religiosa” e aos representantes de outras tradições cristãs, pediu orações para que sejamos “mais irmãos” e mais dispostos a servir “aos mais necessitados”.

Categorias
Noticias

Uma consciência, várias denominações

Maior evento teológico brasileiro mostra o poder da união entre diversas denominações

por Leiliane Roberta Lopes – gospelprime

 

Uma consciência, várias denominações
Uma consciência, várias denominações

Entre os dias 12 e 17 de fevereiro aconteceu em Campina Grande (PB) a 17ª edição da Consciência Cristã, evento que atraiu milhares de evangélicos de diversas denominações para serem ministrados por preletores renomados, vindos de diversas partes do país e do exterior.

Essa diversidade de denominações foi um dos pontos fortes do evento. “Eu atribuo isso a ação de Deus”, disse Euder Faber, presidente da VINACC, entidade organizadora do evento.

“Esses homens compreenderam que deveriam deixar suas diferenças de lado e se somarem em um projeto maior. Isso tem gerado esse fruto, tudo o que vocês estão vendo aqui na Consciência Cristã”, afirmou.

O que uniu esses homens e mulheres foi o tema central do evento que era “fazei tudo para a Glória de Deus”, como afirmou o pastor Valker Neves da Igreja Congregacional. “Todos estamos aqui juntos para proclamar a Glória de Deus”, disse.

O pastor Calvino Rocha, da Igreja Presbiteriana do Brasil, fechou a igreja de Campina Grande para que todos os fiéis pudessem participar do evento. “Entendemos que ouvir homens de Deus em uma oportunidade como essa, é algo que a gente não pode desprezar”, afirmou o presbiteriano que teve o evento como um momento precioso.

A Consciência Cristã junta batistas, presbiterianos, congregacionais, assembleianos e muitos outros segmentos evangélicos em um só espaço, uma união de fé que resultou em cinco dias de pregações, palestras e eventos paralelos como o seminário de Surdos, Encontro sobre sexualidade sadia, seminário de louvor e adoração e outros.

Veja outros pastores que estiveram no evento:

httpv://www.youtube.com/watch?v=SBUTQjvaELY

Categorias
Noticias

Juíz volta atrás e agora considera candomblé e umbanda como religiões

O processo se refere a um pedido de retirada de vídeos evangélicos do Youtube que ligam essas religiões à espíritos malignos

por Leiliane Roberta Lopes

  • gospelprime

 

Juiz volta atrás e agora considera candomblé e umbanda como religiões
Juiz volta atrás e considera candomblé e umbanda religiões

No início da noite da última terça-feira (20) o juiz da 17ª Vara de Fazenda Federal do Rio de Janeiro, Eugênio Rosa de Araújo, anunciou que reviu os fundamentos da sentença em que havia declarado que umbanda e candomblé não era religiões.

A decisão do juiz gerou protestos no Rio de Janeiro e chegou a gerar a abertura de uma investigação contra ele a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Eugênio Rosa precisou reaver a decisão e declarou que sim, as práticas são consideradas como religiões e não apenas cultos. Na primeira decisão, que julgava o pedido da retirada de vídeos evangélicos do Youtube, o magistrado anotou que poder não ter um livro-base e nem hierarquia, as crenças citadas não poderiam ser consideradas como religiões.

Ao refazer a sentença, Eugênio Rosa afirmou que estava promovendo uma “adequação argumentativa para registrar a percepção deste Juízo de se tratarem os cultos afro-brasileiros de religiões” e reconheceu que as “liturgias, deidade e texto base são elementos que podem se cristalizar, de forma nem sempre homogênea”.

Mesmo considerando o candomblé e a umbanda como religiões, o juiz manteve a decisão de que os 15 vídeos contestados pelos MPF não devem ser retirados do ar. Os vídeos mostram ex-membros destas religiões falando sobre a conversão ao cristianismo e ligando as práticas religiosas da umbanda e candomblé à espíritos malignos. O MPF acredita que tais vídeos promovem a intolerância religiosa e fere direitos constitucionais.

Em nota o magistrado explica que é contra a retirada dos vídeos por conta da liberdade de expressão e de reunião, portanto o pedido segue indeferido, ou seja, negado. Os vídeos, alguns postados pela Igreja Universal, continuarão sendo compartilhados nas redes. Com informações O Globo.