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Cientistas criam ‘tatuagem’ eletrônica capaz de coletar dados do corpo

 

Atividades cardíaca, muscular e cerebral são rastreadas pelo dispositivo.
Invenção é tema da revista Science desta semana.

Do G1, em São Paulo

 

Uma equipe de engenheiros e cientistas desenvolveu um dispositivo eletrônico autoadesivo, parecido com uma tatuagem e capaz de reunir informações sobre o coração, ondas cerebrais e atividade muscular. A novidade é tema da edição desta semana da revista Science.

O Sistema Eletrônico Epidérmico (EES, na sigla em inglês) foi criado por uma equipe de pesquisadores americanos, britânicos, chineses e cingapurianos. Na prática, o aparelho funciona como se estivesse "colado" à pele (veja a foto abaixo), já que não são visíveis costuras após o implante.

Tatuagem eletrônica 1 (Foto: John A. Rogers / Science / AP Photo)O Sistema Eletrônico Epidérmico (EES, na sigla em inglês). (Foto: John A. Rogers / Science / AP Photo)

A grossura da "tatuagem" eletrônica é de 50 micrôns, a metade do diâmetro de um fio de cabelo. O aparelho precisa de pouca energia para funcionar e pode armazenar energia em pequenos "painéis" solares.

Ainda que outros aparelhos consigam fazer as mesmas medições que o EES, a vantagem do novo dispositivo está na ausência de cabos externos e na leveza dos componentes.

No futuro, os pesquisadores esperam conseguir incorporar fluidos ao dispositivo, para criar curativos e "peles" com capacidade de regeneração maior, como tratamento para queimaduras e doenças.

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Jovem é preso após espremer espinhas em restaurante nos EUA

11/08/2011 17h00 – Atualizado em 11/08/2011 17h00

 

Caso ocorreu em Cape Coral, no estado da Flórida.
Rapaz ficou na entrada do restaurante por mais de 10 minutos.

Do G1, em São Paulo

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Owen Lemire Kato foi preso por espremer espinhas na entrada de restaurante. (Foto: Divulgação)Owen Lemire Kato foi preso por espremer espinhas
na entrada de restaurante. (Foto: Divulgação)

Um jovem de 23 anos foi preso na segunda-feira em Cape Coral, no estado da Flórida (EUA), depois que foi flagrado espremendo espinhas na entrada de um restaurante fast-food, segundo reportagem do jornal "News Press".

De acordo com o relatório policial, Owen Lemire Kato ficou perto da entrada do restaurante por mais de 10 minutos e provocou a ira dos clientes, que consideraram nojento o ato protagonizado pelo rapaz.

Quando foi abordado por policial, o jovem disse que era John Smith, mas depois informou seu verdadeiro nome.

Em seguida, o suspeito fugiu. Ele acabou parado por outro agente.

Kato foi preso acusado de dirigir sem carteira, de informar uma identidade falsa e de resistir à prisão sem violência.

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Cientistas criam 1º animal com informação artificial no código genético

 

DA BBC BRASIL

Pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) criaram o que alegam ser o primeiro animal com informação artificial em seu código genético.

BBC

Os vermes têm um milímetro de comprimento, com apenas mil células formando seu corpo transparente

Os vermes criados têm um milímetro de comprimento, com apenas mil células formando seu corpo transparente

A técnica, segundo os cientistas, pode dar aos biólogos "controle átomo por átomo" das moléculas em organismos vivos.

O trabalho da equipe de pesquisadores usou vermes nematoides e foi publicado na revista especializada "Journal of the American Chemical Society".

Os vermes, da espécie Caenorhabditis elegans, têm um milímetro de comprimento, com apenas mil células formando seu corpo transparente.

Segundo o estudo, o que torna o animal único é que seu código genético foi estendido para criar moléculas biológicas que não são conhecidas no mundo natural.

Genes são as unidades hereditárias dos organismos vivos que os permitem construir o seu mecanismo biológico –as moléculas de proteína– a partir de "blocos de construção" mais simples, os aminoácidos.

Nos organismos naturais vivos, são encontrados apenas 20 aminoácidos, unidos em diferentes combinações para formar as dezenas de milhares de proteínas diferentes necessárias para manter a vida.

Mas os pesquisadores Jason Chin e Sebastian Greiss fizeram um trabalho de reengenharia da máquina biológica do verme para incluir um 21º aminoácido, não encontrado na natureza.

PROTEÍNA

Jason Chin, do Laboratório de Biologia Molecular da Universidade de Cambridge, afirma que a técnica tem um potencial transformador, pois proteínas poderão ser criadas sob controle total dos pesquisadores.

Mario de Bono, especialista em vermes Caenorhabditis elegans e que também trabalha no Laboratório de Biologia Molecular, afirma que este novo método poderá ser aplicado em uma ampla variedade de animais.

No entanto, até o momento, esta é apenas uma prova de um princípio. A proteína artificial que é produzida em cada célula do minúsculo corpo do verme contém um corante fluorescente que brilha em uma cor de cereja quando colocada sob a luz ultravioleta. Se o truque genético tivesse fracassado, não haveria o brilho.

Chin afirma que qualquer aminoácido artificial poderia ser escolhido para produzir novas propriedades específicas, e De Bono sugere que esta abordagem agora pode ser usada para introduzir em organismos proteínas criadas que podem ser controladas pela luz.

Os dois pesquisadores agora planejam colaborar em um estudo detalhado de células neurais no cérebro do nematoide, com o objetivo de ativar ou desativar neurônios isolados de forma precisa e com minúsculos flashes de laser.