Categorias
Artigos

Os dois senhores da CNBB

 

O relativismo moral e ético das maquinações parlamentares da CNBB é mais que visível. É virtualmente delinquente. E o catolicismo? Jogaram na privada. A confissão religiosa é petista.

Leonardo Bruno, advogado católico

Escapou pela internet a notícia de que a CNBB fez um acordo secreto com a senadora Marta Suplicy, para aprovar tacitamente o PLC 122, a famigerada “lei anti-homofobia”. Em nota publicada na página da CNBB, de 7 de dezembro de 2011, a mesma negou que houve um acordo. Deu a entender que ocorreu apenas uma conversa, em audiência no dia 1º de dezembro de 2011, quando a entidade escutou a proposta da senadora, e reiterou o compromisso de “combater todo tipo de discriminação”. Linguajar visivelmente suspeito o do emissor da nota, o Cardeal Raimundo Damasceno Assis, de Aparecida.

Revelam-se aí duas versões diferentes e contraditórias. A pergunta que não quer calar é: quem está mentindo? Dona Marta Suplicy, que confirmou o apoio da CNBB? Ou a autonomeada entidade representante dos bispos do Brasil, que diz negá-lo? Se for verdade que existiu um acordo entre a política petista e os bispos (e muitas fontes confiáveis confirmam), a CNBB mostrou que é covarde, mentirosa e indigna do mínimo respeito de qualquer católico sério deste país. Diria mais, indigna do respeito de qualquer cristão.

A resposta do cardeal Raimundo Damasceno parece denunciar seu crime. Em nenhum momento ele falou em condenar o PLC 122 ou em denunciar a campanha homossexual de criminalização das opiniões religiosas incutidas na lei. Ou mais, nenhum pio sobre a proposta de Marta Suplicy, de transformar o cristianismo numa espécie de religião de gueto, onde as opiniões fora da Igreja podem ser marginalizadas, perseguidas ou excluídas da vida pública, através de medidas judiciais. Pelo contrário, sua opinião parece não querer assumir posições, para não afetar suscetibilidades políticas atuantes e comprometedoras. Suscetibilidades petistas, para deixar bem claro.

Está evidente demais a intenção de Marta Suplicy e do movimento gay. A lei é visivelmente perigosa para as liberdades individuais, uma vez que fere o princípio da liberdade religiosa e de pensamento, e cria mecanismos de censura contra qualquer indivíduo de criticar, contestar ou rejeitar publicamente o homossexualismo. O movimento gay quer destruir os padrões da família, espalhar educação homossexual nas escolas e, ainda, criar expedientes legais para prender quaisquer pessoas dissidentes desse projeto. No entanto, dentro da CNBB, o resto é só silêncio.

Mas não é o primeiro incidente envolvendo o nome da associação dos bispos.

Recentemente, o Conselho Indigenista Missionário da CNBB fez lobby político contra um projeto de lei que puniria agentes da FUNAI que não salvassem crianças indígenas do infanticídio. Ou seja, o direito à vida, que supostamente é defendido pelos bispos contra o aborto, não é válido para os menores indígenas. Nas palavras de alguns acólitos do Conselho Indigenista, isso criaria “preconceito” contra os índios. A CNBB abre uma exceção. Como na cabeça de certos antropólogos e padres esquerdistas de passeata, os silvícolas não passam de animaizinhos de laboratório de sua engenharia social, devem ficar eternamente isolados da civilização e dos direitos que ela promove, em favor de suas tradições culturais abjetas. Matar crianças indígenas? Isso é “direito” dos índios de viverem sua cultura criminosa. A CNBB contribui com a ideologia da morte. Ou mais, recusa a salvação das almas dos índios para o Evangelho de Cristo. Se as leis de Deus não chegam aos corações  indígenas, pior é presumir que não cheguem ao coração do clero da CNBB. Esta transformou a fé católica num composto utilitário, tal como o New Age, o I Ching ou o horóscopo de jornal. O relativismo moral e ético das maquinações parlamentares da CNBB é mais que visível. É virtualmente delinquente. E o catolicismo? Jogaram na privada. A confissão religiosa é petista.

Ademais, o CIMI, pra quem não sabe, é uma entidade esquerdista sustentada pela Fundação Ford. Foi ele, junto com o CIR (Conselho Indigenista de Roraima), o idealizador da expulsão dos arrozeiros de Roraima na região de Raposa Serra do Sol. Através de uma articulação mafiosa, que envolveu políticos e até o STF,  os  clérigos esquerdistas da CNBB colaboraram para as manobras de um crime contra a nação brasileira. Em outras palavras, a economia de Roraima foi prejudicada pela demarcação de sua região e  seu território entregue de mão beijada para ONG’s indigenistas  parasitárias, financiadas com dinheiro estrangeiro. Milhares de brasileiros agricultores foram expulsos de suas terras e enviados para as favelas de Boa Vista, a capital do estado, levando os próprios índios. E atualmente a região, outrora rica e exportadora de uma das maiores produções de arroz no país, é um poço de miséria, que não poupa nem mesmo os nativos que perderam seus empregos.

A CNBB também agiu contra o arcebispo de Olinda, Dom José Sobrinho, que fez uma declaração relatando sobre a possível excomunhão dos médicos que participaram de um aborto de gêmeos, filhos de uma jovem que foi estuprada aos nove anos pelo padrasto. Embora o Vaticano tenha apoiado o arcebispo, a conferência dos bispos não moveu um apoio sequer. Pelo contrário, a CNBB resolveu atender à gritaria da turba e da imprensa, que queria crucificar o eclesiástico. Deixou o arcebispo em banho-maria. Na prática, jogou-o aos leões.

Na verdade, a CNBB pode ser qualquer coisa, menos uma entidade católica. Embora venda a idéia de representar os católicos do país, é apenas uma associação burocrática sem valor hierárquico na Igreja. Na prática, ela se tornou um braço ideológico do PT na Igreja Católica, falando indevidamente em nome dela e por ela, ainda que os católicos autênticos ou o Vaticano nem tenham sido solicitados. Porém, quem cala consente. Se os católicos realmente sinceros se calam diante do que é uma infiltração descarada dentro dos quadros da Igreja, pode-se dizer que também são covardes.

Fatos como os acima citados revelam dois comportamentos diferentes e seletivos: a CNBB é incisiva quando o assunto é o MST, a defesa do governo petista, o desarmamento civil, a reforma agrária e demais bandeiras de esquerda. E, no entanto, é tímida e omissa, quando a questão é a defesa intransigente dos valores católicos!

Já virou normalidade: muitos católicos militantes e pretensamente intelectuais se escandalizam quando os bispos, cardeais e padres são criticados pelas suas ações anti-religiosas e contrárias aos princípios da Igreja. Na prática, existe uma reverência inepta e cega ao sacerdócio, como se isso se confundisse com o papel das opiniões visivelmente heréticas e apóstatas do clero brasileiro. Escandalizam-se, porque também são cúmplices, são medrosos, não querem se comprometer combatendo essas violações indignas ao sacramento sacerdotal. A questão  é elementar e bastante visível: se alguns padres e bispos, envolvidos com grupos ou partidos de esquerda, não respeitam a sua própria batina, por que o povo católico a respeitaria?

Eu já fui virulentamente criticado por católicos conservadores, pelo fato de atacar duramente a esquerda católica. Inclusive, fui chamado de "herético", por não respeitar comunistas travestidos de padres. Uma vez fiz a seguinte pergunta a um desses católicos "laboriosos", numa lista de rede de emails: “você teria reverência e respeito a um  padre ou bispo introduzido pela KGB soviética? Imaginemos a KGB ministrando missa ou ouvindo a confissão católica”. Acabei expulso da lista. Em nome do respeito à batina e ao sacerdócio, os católicos omissos acabam por proteger e acobertar as ações da esquerda no clero, como se a batina fosse uma espécie de imunidade para qualquer atitude irresponsável e contrária às obrigações eclesiásticas e doutrinárias. É esta ação que afasta os católicos das igrejas, fartos da politização comunista descarada de padres e bispos comprometidos com a causa petista. E neste ponto, a CNBB é culpada pela destruição da Igreja Católica no Brasil. É a KGB do petismo com ordenação sacerdotal, é o esquerdismo sacramentado.

Julio Severo, o combativo militante evangélico que faz na internet um belo trabalho de denúncia às políticas gayzistas na sociedade brasileira, recebeu várias mensagens de católicos no seu blog, por conta da publicação do suposto conluio da CNBB com o movimento homossexual. Os católicos, mesmo os mais sinceros, querendo enganar a si mesmos, tentam corrigir o blogueiro, afirmando que a CNBB negou a aliança tácita. Por que será que os católicos se contentam com tão pouco? Percebe-se o quanto a Igreja Católica no Brasil está desorientada e perdida. Com exceção de alguns grupos dentro da Igreja, os católicos estão completamente omissos ao estado de coisas a que chegou o país. Viraram uma classe insignificante de pessoas, representada por um clero inepto e espiritualmente corrupto, inimigo da ortodoxia e do próprio Vaticano.

Não me espante que os católicos estejam virando cidadãos de segunda classe neste país. Se não fosse por uma parte barulhenta da bancada evangélica no Congresso, a ditadura politicamente correta estaria bem mais avançada. É supreendente pensar que um dos poucos defensores da integridade da Igreja Católica no Brasil seja um evangélico.

De fato, foi por conta do alcance das notícias de Julio Severo é que sabemos da podridão que se tornou o clero católico e seu comprometimento subserviente com a esquerda. Podridão que muitos dos católicos resistem em combater e denunciar.

Essa desorientação psicológica não se limita a CNBB. Ela foi  também revelada quando a "Canção Nova", um dos berços da Renovação Carismática Católica, queria dar espaço em sua programação televisiva a um deputado, o tal Edinho do PT, apologeta do movimento gay e do aborto. O pior de tudo é que este mesmo deputado foi o responsável pelo confisco de panfletos emitidos por alguns bispos que criticaram a defesa do aborto, declarada pela presidente Dilma Rousseff, na época das eleições de 2010. Se não bastasse patrocinar a farsa da religiosidade de Dilma Rousseff numa igreja, quando ela mal sabia fazer o sinal da cruz, o deputado picareta Gabriel Chalita queria transformar a Canção Nova num novo curral do PT. Parece que não colou. E por quê? Por denúncia de alguns corajosos católicos e de Julio Severo, o evangélico!

Ao que parece, os católicos não sofrem apenas de desorientação psicológica. Sofrem mesmo de amnésia, ao não reconhecerem seus próprios inimigos. Eles se iludem em achar que algo vai cair do céu. Deus não respeita os covardes. Ele nos exige o dever de defender à sua Causa.

A CNBB, na Campanha da Fraternidade de 2010, dizia que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, deturpando as palavras do Evangelho para seu credo comunista. E a mensagem que se encerra é: não se  pode também servir a dois senhores. Qual senhor a CNBB serve? A Igreja de Cristo ou a religiãozinha laica do PT?

Fonte: Mídia Sem Máscara

Categorias
Noticias

‘Nesse momento a gente só lembra Deus’, diz padre feito de refém no PR

 

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis foi assaltada no domingo (11).
Padre foi rendido por três homens, um deles armados, e trancado no banheiro.

Ariane DucatiDo G1 PR

 

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis (Foto: Divulgação)

Casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis foi
assaltada na noite de domingo (13)
(Foto: Divulgação)

Três homens assaltaram a casa paroquial da igreja matriz de Borrazópolis, no norte do Paraná, na noite de domingo (11). O padre Laércio José de Lara se despedia de amigos e famílias da comunidade, por volta das 22h, que jantaram com ele na casa paroquial quando foi rendido pelos assaltantes.

“Não deu tempo de fechar a porta e eles chegaram”, contou o padre. Segundo o religioso, um dos homens estava armado e apontava o revólver com para a cabeça dele. “Isso foi uns 15 minutos. Eles pediam dinheiro e cofre, mas não temos cofre”, relatou.
Em seguida, os assaltantes trancaram o padre no banheiro e vasculharam a casa paroquial. “Eles levaram um valor significativo, não tenho ideia de quanto. Era o dinheiro que arrecadamos na paróquia no fim de semana, de dízimo e coletas”, explicou o padre. Além disso, os ladrões roubaram o notebook e o celular do padre Laércio.
“Consegui desenvolver um bom diálogo com eles, calmei eles. (…) Mas a gente perde o chão. Fica totalmente perdido. Nesse momento a gente só lembra Deus”, comentou o pároco sobre o assalto.

De acordo com a Polícia Militar de Borrazópolis, os assaltantes chegaram a tomar sorvete, refrigerante e vinho na casa paroquial antes de fugir. A Polícia Civil e a PM investigam a ocorrência, mas ainda não têm pistas dos assaltantes.
“Vamos deixar pra Justiça tomar conta disso e bola pra frente. Estou tranquilo e acredito que isso foi um alerta para as outras paróquias”, finalizou o padre de 34 anos.

Categorias
Artigos Noticias

Festival Promessas: Globo Abre ‘Novo Tempo para o Evangelho’, Diz Fernanda Brum

 

Por Andrea Madambashi|Repórter do The Christian Post

  •  

O Festival Promessas, evento de música evangélica, foi considerado uma abertura de Deus através da maior rede de televisão do Brasil para a transmissão do Evangelho, neste sábado.

Fernanda-Brum

(Foto: www.fernandabrum.com.br/)

Fernanda Brum no Festival Promessas em 10 de dezembro de 2011.Fernanda Brum no Festival Promessas em 10 de dezembro de 2011

“Durante muito tempo a igreja brasileira pediu em oração um momento como esse que na verdade se inicia, não se finda nesse evento. é um tempo em que podemos nos expressar através da maior televisão do Brasil a mensagem do Evangelho pura” disse uma das cantoras participantes do evento, Fernanda Brum ao The Christian Post.

O evento, realizado pela rede de TV secular Globo, apresentou cerca de 8 horas de shows de música gospel, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, reunindo cerca de 20 mil pessoas, segundo a polícia federal.

Diversas bandas consagradas se revezaram durante a apresentação. O hip hop abriu a tarde chuvosa, com o Pregador Luo seguido por outros estilos de música como o rock, com o reconhecido cantor Davi Sacer.

Ana Paula Valadão do Diante do Trono, grupo gospel considerado o maior da América Latina, fez pequenos “sermões” no meio de suas músicas em um estilo “sermão musical”.

Fernanda Brum, que é também pastora e missionária, disse em entrevista ao The Christian Post que esse é um momento histórico da abertura para a música evangélica e uma oportunidade para a transmissão do Evangelho.

“é um novo tempo para o Evangelho no Brasil e traz para nós muita reponsabilidade de seguir sendo mais crentes”, disse Brum, enfatizando que em nenhum momento houve censura ou impedimentos de se pregar o Evangelho.

Para a famosa cantora evangélica a abertura foi uma vontade de Deus e uma oportunidade para alcançar àqueles que ainda não se entregaram a Jesus Cristo. Seus conselhos aos evangélicos talentosos para a música é de que “utilizem de toda a arte que puderem para comunicar o Evangelho não por fama, não por dinheiro, não por vanglória, mas por causa de Jesus”.

No encerramento do evento, os cantores se reuniram para cantar juntos “Alto Preço” entoando juntos: “Com nossos olhos em Cristo, unidos iremos cantar". Sob aplausos, os milhares da platéia gritavam em um coro: “Jesus! Jesus!”, finalizando o festival.