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Igreja evangélica é usada para projeção de filme sobre exorcismo com atriz brasileira

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

A Igreja Presbiteriana de Westminster, de Pasadena, Califórnia, foi usada em dezembro para uma sessão do filme “The Devil Inside”, em que cenas de exorcismo bastante fortes são mostradas.

Segundo o Hollywood Reporter, a Paramount utilizou a igreja presbiteriana como teste para o filme deterror. Apesar do Vaticano não ter gostado da idéia, isso não impediu a igreja californiana de dar o seu aval ao longa-metragem.

“O filme foi exibido durante a noite, e o sacerdote abençoou as pessoas que quiseram”, disse Josh Greenstein, da Paramount, que também se dispôs a explicar sobre os acontecimentos do filme após a exibição.

De acordo com o Moviefone, o administrador da igreja alugou o templo para uma sessão à meia-noite. Algumas pessoas não teriam aguentado as pesadas cenas e deixado a sala. Mas, para o estúdio, a realização da exibição valeu a pena.

Apesar das críticas, o filme foi uma surpresa nas bilheterias arrecadando somente em um fim de semana a cifra de US$ 33,7 milhões. O resultado foi um feito impressionante para um filme com orçamento de apenas US$ 1 milhão.

O final do filme, bastante abrupto, decepcionou a multidão e causou gritos estridentes na plateia.

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Igreja faz vigília e trava de novo a Via Dutra em Guarulhos

Contrariando a justiça, multa estipulada em caso de desobediência é de R$ 100 mil; congestionamento chegou a 5 km

14 de janeiro de 2012 | 1h 51

Ricardo Valota, do estadão.com.br

SÃO PAULO – Não teve jeito. Mesmo com determinação judicial que proibia a realização de uma vigília em frente ao templo, na Avenida Monteiro Lobato, em Guarulhos, na Grande São Paulo, milhares de fiéis da Igreja Mundial do Poder de Deus se reuniram na noite de sexta-feira, 13, bloqueando a via e causando congestionamento desde as 20 horas na pista expressa (única existente no trecho) sentido Rio da Rodovia Presidente Dutra.

Segundo a concessinária NovaDutra, as filas de carros parados na Via Dutra chegaram a 5 quilômetros às 22h15, entre os quilômetros 219, onde há o acesso à Avenida Monteiro Lobato, e 224. O tráfego só foi normalizado – com o término do congestionamento – às 23h30, em razão do horário, quando automaticamente diminui a quantidade de veículos que passam pela região. A vigília deve terminou por volta das 4h30 deste sábado, 14, horário em que os primeiros ônibus com os fiéis começaram a deixar o local. A expectativa era de que o trânsito travasse novamente, mas no sentido São Paulo, pois boa parte dos coletivos fretados voltou para a capital paulista e pegou retorno no quilômetro 222, onde a pista expressa passa por obras de ampliação.

A Justiça paulista proibiu a vigília marcada para começar às 23 horas desta sexta-feira e estipulou multa de R$ 100 mil caso o evento ocorresse.  Há duas semanas, na inauguração do templo, que não tem alvará de funcionamento por parte da Prefeitura de Guarulhos, o congestionamento chegou a 8 quilômetros na região, com milhares de pessoas e centenas de ônibus bloqueando a avenida.

Texto atualizado às 6h55

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Ciência

Cientistas criam a menor memória de computador até hoje

14/01/2012 – 13h35

 

DE SÃO PAULO

Cientistas nos Estados Unidos e na Alemanha construíram o menor HD de computador do mundo. Cada bit, que é a menor unidade de armazenamento de dado, é guardado em só 12 átomos.

É um salto tão absurdo que a tecnologia, se vingar, pode revolucionar o armazenamento de memória em dispositivos digitais.

Para ter uma ideia, um HD (disco rígido) moderno usa cerca de 62,5 milhões de átomos por bit armazenado.

A inovação foi desenvolvida por cientistas da IBM, nos EUA, e do Centro para Ciência de Laser de Elétrons Livres, na Alemanha.

MESMO PRINCÍPIO

Assim como os HDs convencionais, o novo dispositivo funciona a partir da magnetização de unidades.

O campo magnético, quando detectado, indica qual é a informação contida ali, em código binários (número zero ou um).

A diferença é que os pesquisadores estão usando um novo tipo de material, descrito como antiferromagnético.

São átomos de ferro magnetizados, numa superfície com magnetização oposta.

Para conseguir a precisão necessária para ler (e alterar) o campo magnético dos átomos desse nanodispositivo, os pesquisadores usaram microscópio de tunelamento.

O instrumento mudava a orientação dos átomos para gravar neles a informação desejada e também fazia a leitura. Eles experimentaram diversos arranjos de átomos e descobriram que o ideal, naquelas condições, era ter 12 átomos por bit.

A FRIA REALIDADE

Para armazenar a informação em tão pouco espaço é preciso que os átomos individuais estejam num nível de energia extremamente baixo. Resultado: o armazenamento só pode ser mantido a 268 graus Celsius negativos.

Um computador nessa temperatura seria impraticável. Contudo, os pesquisadores não antecipam dificuldades para levar a tecnologia à temperatura ambiente.

"Estamos usando baixas temperaturas para tornar nossa vida mais fácil na montagem desses bits antiferromagnéticos", disse à Folha Andreas Heinrich, pesquisador da IBM e autor do estudo. "Para levar tudo que sabemos com certeza até a temperatura ambiente teremos de usar 150 átomos por bit."

Ainda assim, seria uma revolução descomunal na capacidade de armazenamento. "O experimento tem grande potencial para aplicações futuras", diz Adalberto Fazzio, físico da USP não envolvido com o trabalho.

"O desenvolvimento tecnológico é sempre assim: a ciência básica mostra o caminho", afirma.

Para Heinrich, o mais complicado mesmo será fabricar um dispositivo prático.

"Operá-lo à temperatura ambiente não deve ser muito complicado", diz. "Um desafio maior é fabricar estruturas na escala atômica de forma barata e confiável. Isso está no coração dos atuais esforços da nanotecnologia e é um problema insolúvel."

Contudo, os pesquisadores estão otimistas. "Acredito que a ideia de usar antiferromagnetos como o componente ativo em dispositivos será de grande importância num futuro próximo -mesmo que não seja na escala que aplicamos no modelo criado nessa pesquisa", diz o cientista.