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Terroristas do Talibã se convertem durante caça a cristãos

Imagem ilustrativa de batismo. (Foto: Facebook/World Mission)
Imagem ilustrativa de batismo. (Foto: Facebook/World Mission)

Desde seu retorno ao poder no Afeganistão, em 15 de agosto, o Talibã tem mantido sua contínua caça à civis que se opõem às suas ideologias, incluindo ativistas e cristãos.

De acordo com Greg Kelley, da World Mission, os terroristas estão em busca não apenas de cristãos isolados, mas comunidades. “Porque onde há um cristão, na maioria dos casos a tendência é haver vários cristãos”, disse ele ao site Mission Network News.

Falando com fontes locais no Afeganistão, Kelley ouviu relatos de perseguição, mas também milagres que têm acontecido em meio ao caos.

Uma delas é de um grupo de combatentes do Talibã, que saiu em busca de uma comunidade cristã. “Eles foram até essa comunidade e mataram todos eles. No caminho de volta, eles tiveram um encontro com um anjo, que repreendeu esses homens e deu a eles instruções sobre onde ir. Esse alguém (eles não tinham ideia de quem era esse indivíduo) por acaso era um líder do movimento da igreja clandestina”, relata.

Segundo Kelley, os combatentes do Talibã largaram as armas diante do líder cristão, que então pregou Jesus a eles. Os homens se converteram e agora fazem parte da comunidade cristã.

Kelley compara essa história com o que o apóstolo Paulo experimentou enquanto caçava cristãos. “Acho que só precisa ser um lembrete para todos nós, que não podemos colocar Deus em uma caixa, mesmo quando olhamos para os horrores e tragédias do Afeganistão”, observa.

Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News

 

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Morte de 81 cristãos no Paquistão é o ‘ataque mais mortífero sofrido pela igreja até hoje’

Manifestações da população pedem por proteção das autoridades

Por Luciano Portela | Repórter do The Christian Post

Ao menos 81 cristãos que frequentam o culto de uma igreja cristã de Peshawar, noroeste do Paquistão, foram mortos após dois ataques suicidas do movimento extremista Talibã.

  • Paquistão
    (Foto: Reuters)
    Cristãos fazem protestos contra atentado no Paquistão.

Outros dados apontam que os mortos incluem 37 mulheres, e 131 feridos. E de acordo com o número total de vítimas, a tragédia já está sendo chamada de o pior ataque da história contra os cristãos.

Sangue, partes de corpos e páginas da Bíblia podem ser vista dentro da igreja após o ataque, de acordo com o jornal Pakistan’s Dawn.

Cerca de 400 fiéis trocavam saudações para celebrar o trabalho de 130 anos da Igreja de Todos os Santos, na cidade de Peshawar, quando os dois bombardeiros, cada um com cerca de 6 kg de explosivos, foram lançados ao prédio da igreja.

  • “Eu me vi no ar e, em seguida no chão, dentro de uma enorme bola de fogo”, disse Sabir John, um membro da igreja que perdeu um de seus braços na explosão, segundo o jornal britânico The Guardian.

“Eu nunca vi tantos corpos humanos empilhados”, afirma Arshad Javed, diretor-executivo do Peshawar’s Lady Reading Hospital, conforme relatou o diário Wall Street Journal.

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O ataque assumido pelos talibãs paquistaneses se deve por conta de ataques de drones norte-americanos contra a Al Qaeda na fronteira do Paquistão com o Afeganistão, de acordo com o porta-voz do grupo à agência de notícias AFP.

“Cometemos o atentado suicida na igreja de Peshawar e continuaremos atacando os estrangeiros e não muçulmanos até que parem os ataques de drones”, declarou Ahmad Marwat, porta-voz dos talibãs.

O atentado fez surgir diversas manifestações pelo Paquistão, como nas cidades de Karachi e Faisalabad, para pedir proteção das autoridades. Em Islamabad, capital do Paquistão, cerca de 100 pessoas fecharam a principal via de acesso da cidade nesta última segunda-feira (23).

Vale recordar, que a comunidade cristã possui participação de 2% da população do Paquistão, que equivale a cerca de 180 milhões de habitantes. E a maior parte do país é muçulmana, segundo o portal de notícias G1.

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Mulher presa por adultério é solta após aceitar casar com estuprador

Afeganistão

 

O marido desconfiou da traição quando percebeu que ela estava grávida

Mulher afegã caminha em viela

Mulher afegã caminha em viela (Aref Karimi/AFP)

O presidente afegão, Hamid Karzai, perdoou uma vítima de estupro presa por adultério depois que ela concordou em se casar com seu agressor. Ela era casada na época do crime, e seu marido desconfiou da traição ao notar que a mulher estava grávida – ela deu à luz na prisão. O estuprador é primo dele. Gulnaz, como é chamada a mulher, foi condenada a dois anos de detenção por adultério. "Quando eu decidi recorrer, a pena foi aumentada para 12 anos. Eu não fiz nada, por que devia receber uma sentença tão grande?", questionou. Após a apelação, a pena foi reduzida para sete anos e, depois, para três.

O caso chegou ao palácio presidencial e passou a ser analisado por uma comissão judiciária afegã, que divulgou um comunicado no qual afirmava que "os dois lados" (Gulnaz e o estuprador) haviam concordado em se casar segundo a lei islâmica. Em seguida, Karzai ordenou que a mulher fosse libertada. A advogada de defesa, porém, disse que Gulnaz tinha a esperança de casar com quem quisesse após sair da prisão. "Nas minhas conversas com Gulnaz, ela me contou que se tivesse a liberdade de escolher, não se casaria com o homem que a estuprou", disse Kimberley Motley.

Crimes de gênero – O caso de Gulnaz atraiu atenção internacional para a situação de muitas mulheres afegãs. Organizações de direitos humanos afirmam que centenas de mulheres presas no Afeganistão são vítimas de estupro ou violência. Entre março de 2010 e março de 2011, a Comissão Afegã de Direitos Humanos registrou 2.299 casos de violência contra a mulher que podem ser definidos como crimes, segundo a Lei sobre Eliminação da Violência contra as Mulheres no Afeganistão, criada há dois anos para punir os casos de violência de gênero.
A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) afirmou há poucos dias que "ainda há um longo caminho a ser percorrido" na aplicação da legislação que protege as mulheres afegãs contra a violência de gênero. De acordo com a entidade, as leis no Afeganistão se chocam com práticas socialmente aceitas, como a compra e venda de mulheres para o casamento, uniões forçadas ou com crianças, estupros e o ‘baad’ (o hábito de dar uma mulher de presente para resolver um conflito familiar).

(Com agência EFE)