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“América está pronta para receber o Anticristo”, diz pesquisadora de profecias bíblicas

Segundo ela está fácil aceitação da agenda anti-Deus, o analfabetismo bíblico dos cristãos e o culto às celebridades formam o cenário perfeito para a chegada de um líder global.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CHARISMA NEWS
Estudiosa diz que a idolatria às celebridades está num nível além do normal. (Foto: Kerwin Elias/Unsplash)
Estudiosa diz que a idolatria às celebridades está num nível além do normal. (Foto: Kerwin Elias/Unsplash)

A educadora Stasia Decker-Ahmed, que atualmente atua como escritora e pesquisadora de profecias bíblicas, acredita que a América está “mais do que pronta para receber o Anticristo”.

Ela chegou a essa conclusão depois de analisar algumas razões que considera relevantes e que prepara o cenário para um governo mundial.

Durante uma análise ao Charisma News sobre quem deverá ser o Anticristo e quando ele deverá surgir, ela revelou que os Estados Unidos “já estão de braços abertos para ele”.

Para defender sua opinião, ela citou cinco características que farão as pessoas aceitarem com facilidade “o homem do pecado e seu sistema globalista”.

Maior aceitação de uma agenda irracional e anti-Deus

Segundo Stasia, qualquer pessoa que esteja prestando atenção aos últimos acontecimentos pode ver que os Estados Unidos caminham na direção de quase tudo que é anti-Deus. “Isso há mais de 50 anos”, ela apontou.

“Quem tem entre 50 e 60 anos ou mais lembra da época em que a maioria das pessoas nos EUA tentava seguir ou pelo menos respeitar os princípios bíblicos”, comentou ao citar a prática do aborto e a pornografia explícita da atual geração.

“Nossa nação mudou drasticamente em um período de tempo relativamente curto. Agora vivemos numa sociedade que se separou de quase todos os padrões e verdades baseados na realidade de Deus”, continuou.

“Criamos uma realidade caótica onde cada um faz o que ‘é certo aos seus próprios olhos’. As pessoas são elogiadas por viver sua própria verdade. O Anticristo vai propor ideias e soluções que serão obviamente absurdas para a mente racional, mas vão parecer normais para aqueles que rejeitaram a verdade e estão iludidos”, lembrou.

Aumento da diluição da doutrina bíblica

A escritora também recordou que, por mais de 2 mil anos, quase todas as igrejas e denominações, católicas ou protestantes, consideravam o casamento entre um homem e uma mulher. Isso não era discutível”, disse.

“Durante os últimos 10 anos ou mais, dezenas de igrejas e denominações não apenas ‘reinterpretaram’ avidamente as Escrituras, mas também não estão mais adotando os princípios básicos da fé cristã como verdade absoluta”, sentenciou.

Ela também citou que os elementos básicos do Credo Apostólico, como o nascimento virginal de Cristo, a ressurreição e a existência do céu e do inferno, não são mais aceitos por muitos dentro da igreja.

“A diluição das Escrituras e o afastamento da sã doutrina que estamos vendo, atualmente, parece sem precedentes. Quando o Anticristo entrar em cena, ele infelizmente terá pouca dificuldade em desviar milhões de ‘cristãos’ biblicamente analfabetos”, alertou.

Maior aceitação da dependência e controle do governo

“Mais de 50% dos americanos, atualmente, depende do governo para algum tipo de programa social ou assistência financeira. Não há mais vergonha de indivíduos fisicamente aptos viverem única e permanentemente às custas do governo”, ela disse.

Stasia lembra que, quanto mais as pessoas confiam no governo para cuidar delas, mais poder e controle o governo tem sobre elas.

“Uma cidadania auto-suficiente e confiável não aceitaria que um líder mundial dominante tirasse suas liberdades enquanto faz promessas irreais”, disse ao citar que um cidadão não deveria perguntar o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país. “O Anticristo não terá muita dificuldade em manipular uma população totalmente dependente”, justificou.

Maior aceitação da perseguição cristã

“Embora a perseguição em certas partes do globo tenha sido desenfreada desde a Igreja Primitiva, os últimos anos em particular viram um grande aumento no sentimento anticristão nos Estados Unidos”, ela mencionou.

“Há 20 ou 30 anos, não havia muitos casos contra cristãos por exibirem cruzes, presépios ou terem Bíblias em seus locais de trabalho. Mas, agora isso acontece regularmente”, observou.

A pesquisadora lembrou de um caso específico do professor John Kluge, de Indiana, que foi forçado a se demitir porque não chamava um aluno transgênero pelo novo nome e não usava pronomes “adequados”.

“Em 2018, um executivo da Crossfit, em Indianápolis, foi demitido por afirmar que o casamento só existia se fosse entre um homem e uma mulher. Os cristãos de agora são multados ou demitidos por suas crenças”, sublinhou.

“Assim que o Anticristo aparecer, ele terá pouca dificuldade em fazer com que o público se volte contra o cristianismo tradicional”, destacou.

Maior aceitação do culto às celebridades

“Quando Barack Obama foi eleito presidente em 2008, milhares de pessoas literalmente choraram de alegria. Eles ergueram os braços em adulação e o adoraram em um nível que ia além do que era natural ou normal”, lembrou a educadora.

De acordo com Eric Hollander, um professor de psiquiatria em Nova York, o número de pessoas que desenvolveram um “fascínio por celebridades continua a aumentar exponencialmente” e é uma substituição para a vida real.

“Com a atual tecnologia fornecendo acesso instantâneo a imagens de celebridades, esse fenômeno aumentou para um nível epidêmico e afetou negativamente muitas vidas”, ele disse.

“Quando as pessoas não adoram a Deus, elas instintivamente adoram alguém ou alguma outra coisa. O Anticristo provavelmente criará uma agitação que fará com que a comoção em torno de Obama, Elvis e a princesa Diana seja pálida em comparação ao que sentirão por ele”, mencionou Stasia.

“As pessoas parecem mais do que prontas para se envolver em uma adoração de celebridades como o mundo nunca viu”, explicou a estudiosa.

O palco está montado, o cenário está pronto

“Ouvimos muito sobre o globalismo e a grande redefinição da grande mídia. As Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde e o Fórum Econômico Mundial são apenas algumas das entidades globais com poder e influência crescentes”, disse também.

“O palco está sendo montado rapidamente e a nova utopia socialista, a nova Torre de Babel para a qual a humanidade caminha há décadas, está se unindo. O Anticristo poderia aparecer em questão de apenas alguns anos para tomar seu lugar no comando do novo sistema globalista”, exclamou.

“É claro que essa nova ordem mundial não terminará bem para a humanidade. Não será um estado de utopia altamente evoluído com os cidadãos do mundo vivendo em paz, harmonia e realização sem fim. Mas, a Bíblia previu isso séculos atrás e, embora termine mal para o mundo, termina gloriosamente para aqueles que confiaram em nosso redentor, Jesus Cristo”, finalizou.

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A China dominará o mundo? Historiador explica que não, com base nas profecias de Daniel

Rodrigo Silva acredita que o próximo reino global será o de Cristo.
FONTE: GUIAME, CRIS BELONI
Rodrigo Silva, arqueólogo e historiador. (Foto: Reprodução/YouTube)
Rodrigo Silva, arqueólogo e historiador. (Foto: Reprodução/YouTube)

Segundo o arqueólogo e historiador Rodrigo Silva, numa publicação recente em seu canal no YouTube, a atual supremacia chinesa não garante que essa nação dominará o mundo. “Eu sei que pode até parecer um ‘suicídio intelectual’ afirmar que a China não vai dominar a cultura mundial”, disse o arqueólogo que justifica sua resposta usando a Bíblia.

Ele acredita que muitas profecias contidas nas Escrituras já foram cumpridas e as que ainda faltam, vão se cumprir à risca. “Aguardo o cumprimento das profecias, não me baseando no achismo, mas numa fé que é racional”, disse.

O livro de Daniel e o futuro da humanidade

Rodrigo Silva aponta para o livro de Daniel como sendo a fonte das respostas mais coerentes quando a pergunta é relacionada ao domínio mundial. Ele ressalta que esse livro já foi reconhecido tanto pela arqueologia atual, já que seus manuscritos foram encontrados nas cavernas de Qumran, mar Morto, quanto pelo próprio Jesus, quando reconheceu Daniel como profeta. “Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel…” (Mateus 24.15)

Jesus estava respondendo aos discípulos sobre o tempo do fim e os sinais de sua volta. No “sermão profético”, como é conhecido o texto de Mateus 24, Cristo falou sobre diversos sinais que seriam destaque a partir de um período conhecido como Princípio das Dores. Terremotos, guerras, ódio e traição, falsos profetas, aumento da maldade e a pregação do Evangelho a todos os povos.

Sobre o governo do anticristo profetizado para o fim dos tempos, conforme Apocalipse 13.8, indicando a existência de um governo global, o arqueólogo também relaciona as profecias feitas por Daniel.

O profeta Daniel falou sobre os reinos globais que dominariam o mundo. Primeiro através do sonho do rei Nabucodonosor sobre a estátua feita de metais — ouro, prata, bronze, ferro e ferro misturado com barro (Dn 2.32) e segundo sobre a visão dos animais — carneiro e bode (Dn 8.4).

Profecias de Daniel

“Tu olhaste, ó rei, e diante de ti estava uma grande estátua: uma estátua enorme, impressionante, e sua aparência era terrível. A cabeça da estátua era feita de ouro puro, o peito e o braço eram de prata, o ventre e os quadris eram de bronze, as pernas eram de ferro, e os pés eram em parte de ferro e em parte de barro.” (Daniel 2.31-33)

O teólogo explica que o ouro representava a Babilônia, o reino mundial daquela época. Mas aquele reino seria substituído por outro mais fraco simbolizado pela prata, no caso o império Medo-persa. O bronze apontava para a Grécia e o ferro para Roma. A Bíblia profetiza sobre essa transição de governos através de símbolos, sonhos e visões.

“Em 538 a.C., Dario e Ciro se aliaram à Média e Pérsia [carneiro de dois chifres, conforme Dn 8.3], conseguiram desviar o curso do rio Eufrates e entraram na Babilônia no momento em que o filho do rei estava comemorando e bebendo vinho nas taças sagradas que tinham sido roubadas de Jerusalém. Ele foi morto naquela mesma noite e a arqueologia confirma isso. Foi a primeira transição de governo conforme o sonho da estátua”, explicou o arqueólogo.

Rodrigo também conta que, em 331 a.C., Alexandre, o Grande se destacou por desejar dominar o mundo. Seu exército era menor que o dos persas, ou seja, era inferior, por isso era representado pelo bronze. Esse império, a Grécia, foi dividido em quatro partes.

“De fato, quando Alexandre morreu seu reino se dividiu porque ele não deixou herdeiros. Os quatro generais Cassandro, Selêuco, Lisímaco e Ptolemeu dividiram o reino entre si. Depois disso, veio Roma [ferro] como a nação soberana do mundo”, explicou.

Qual será o próximo reino?

De acordo com a profecia, o próximo reino simbolizado por “ferro e barro” substituiria Roma. “E, como viste, o ferro estava misturado com o barro. Isso quer dizer que se procurará fazer alianças políticas por meio de casamentos, mas essa união não se firmará, assim como o ferro não se mistura com o barro.” (Daniel 2.43)

“A profecia diz que o último reino do mundo seria o ‘reino esfacelado’ de Roma. Quer dizer que nunca mais o mundo terá um reino unificado como foi no passado. A Europa de hoje, fragmentada, é justamente o Império Romano dividido”, apontou.

Rodrigo explica que a história da Europa toda é formada por várias tentativas de reunificação através de casamentos e que nenhuma delas deu certo, pelo contrário, só se via as monarquias caindo. “Também tentaram unir as nações através de batalhas e não deu certo”, lembrou citando Napoleão Bonaparte, Carlos Magno e Adolf Hitler.

“Mesmo com a profecia que fala do anticristo que está em Daniel e Apocalipse, não quer dizer que haverá novamente um império mundial como foi Roma, Babilônia, Grécia ou Pérsia. Nós continuaremos com esse reino dividido até o fim”, esclareceu concluindo que nem a China e nem outra nação terá um domínio global.

“Estamos aqui vivendo os dias dos ‘dedos da estátua’, olhando para trás e vendo que as profecias se cumpriram de maneira maravilhosa. Isso mostra que a Bíblia foi escrita por homens, mas a inspiração foi de Deus”, afirmou.

“Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído e que nunca será dominado por nenhum outro povo. Destruirá todos esses reinos e os exterminará, mas esse reino durará para sempre”. (Daniel 2.44)

“Eu sou um teimoso apaixonado pela Bíblia, mas não um apaixonado cego. Eu vejo tantas evidências de que as profecias foram se cumprindo ao ‘pé da letra’ que eu chego à conclusão racional de que esse livro não é um ‘conto da carochinha’. Se as profecias bíblicas se cumpriram até aqui, elas vão se cumprir até o fim. Ou seja, o próximo reino será o de Cristo que, conforme a profecia, é a pedra que se solta de uma montanha sem auxílio de mãos, e que ao rolar vai esmigalhar o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro”, finalizou.

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Jacó profetizou a vinda do Messias

Alguém viria de Judá como um leão maduro que governará e julgará o mundo inteiro.
FONTE: GUIAME, MÁRIO MORENO
Ilustração: Providence Lithograph Company
Ilustração: Providence Lithograph Company

Embora Ia´aqov tenha vivido os últimos 17 anos de sua vida no Egito, ele nunca se esqueceu da Terra que D-us lhe havia prometido por meio da Aliança divina.

Da mesma forma, desde que D-us chamou Abraão para fora de Ur, o Povo Judeu não perdeu de vista a Terra Prometida que lhe foi dada por Isaque e Ia´aqov. Mesmo quando Nabucodonosor levou o povo de Israel cativo, eles se sentaram à beira dos rios da Babilônia, chorando e se lembrando de Sião, jurando nunca esquecê-la.

Se eu te esquecer, ó Jerusalém, esqueça a minha destra a sua destreza! Se eu não me lembrar de você, que minha língua se apegue ao céu da minha boca – Se eu não exaltar Jerusalém acima da minha alegria principal” (Sl 137:5-6).

Devemos entender esse anseio eterno plantado na alma judaica para compreender a determinação feroz do povo de Israel de permanecer na Terra que D-us nos prometeu por meio de nossos antepassados, Abraão, Isaque e Ia´aqov. Muitos mantêm um forte vínculo emocional com a Terra de Israel, mesmo enquanto viviam no exílio entre as nações do mundo.

Ia´aqov abençoa Efraim e Manassés

À medida que Ia´aqov se aproximava de sua morte, Iosef trouxe seus dois filhos à presença do pai para uma bênção. Ia´aqov perguntou quem eram os dois meninos e Iosef respondeu: “Eles são meus filhos, que D-us me deu neste lugar [Egito]” (Gn 48:9).

Quando ele viu os filhos de Iosef, ele pensou apenas na bondade de D-us. Ia´aqov disse a Iosef: “Não pensei em ver seu rosto; mas, na verdade, D-us também me mostrou sua descendência!” (Gn 48:11).

No final de sua vida, Ia´aqov louvou ao Senhor por Sua bondade abundante, apesar de ter passado por muitas dificuldades e provações. A bondade de D-us não apenas atendeu, mas também superou suas expectativas.

A glória pertence a D-us, cujo poder está operando em nós. Por este poder, Ele pode fazer infinitamente mais do que podemos pedir ou imaginar” (Ef 3:20).

Ia´aqov abençoou os filhos de Iosef, Efraim e Manassés; no entanto, em um movimento de surpresa, ele colocou sua mão direita em Efraim, que era o mais jovem, e a esquerda em Manassés, que era o primogênito e deveria ter recebido por direito a bênção principal.

Então ele os abençoou naquele dia, dizendo: Por ti Israel abençoará, dizendo: ‘Que D-us te faça como Efraim e como Manassés!‘ (Gn 48:20).

Ainda hoje, muitos pais judeus abençoam seus filhos na sexta-feira à noite, quando as famílias anunciam o sábado (Shabat), dizendo: “Que D-us faça você como Efraim e Manassés (Ye’simcha Elohim ke’Efrayim ve’khe-Menasheh).”

Mas por que abençoaríamos nossos filhos para serem como Efraim e Manassés? O que havia de tão especial nesses jovens? Embora tenham nascido na cultura pagã e idólatra do Egito, eles permaneceram fiéis à adoração do D-us de Israel.

Isso é o que desejamos para nossos filhos – que apesar de estarem cercados por um mar de ética e moralidade questionáveis, eles crescerão para ter um bom caráter, agarrando-se à fé no Único D-us Verdadeiro, adorando-O em espírito e em verdade, mantendo a Torah que foi escrita nos corações daqueles que seguem Ieshua.

Quando abençoamos nossos filhos para serem como Efraim e Manassés, os exortamos a resistir à pressão negativa dos colegas e à imoralidade da sociedade em que vivem e, em vez disso, manter-se fiéis aos valores que lhes ensinamos na Palavra de D-us.

E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que possais provar qual é a vontade de D-us, a que é boa, agradável e perfeita” (Rm 12:2).

Por meio de sua bênção, Ia´aqov elevou esses dois netos a um nível de igualdade com seus próprios filhos. Manassés e Efraim tornaram-se líderes de suas próprias tribos, representando a Casa de Iosef, recebendo sua própria porção de terra e agitando suas próprias bandeiras.

Bênçãos proféticas de Ia´aqov sobre as 12 tribos

Ia´aqov chamou seus filhos e disse: ‘Juntem-se para que eu possa lhes contar o que acontecerá com vocês no final dos dias. Reúnam-se e ouçam, ó filhos de Ia´aqov, e ouçam Israel [Ia´aqov], seu pai.’” (Gn 49:1-2)

Ia´aqov, claro, não abençoa apenas seus netos, Efraim e Manassés. Ele também chamou todos os seus filhos para abençoar e profetizar sobre eles em seu leito de morte. Todos eles foram abençoados por entrarem na Terra Prometida e receberem uma herança lá.

As bênçãos foram cuidadosamente elaboradas e adequadas ao indivíduo. Frequentemente, baseavam-se em comportamentos passados ​​projetados para além da vida desses filhos, para seus descendentes.

Quando Ia´aqov abençoou seu filho primogênito, Rúben, ele não lhe deu a porção dobrada ou a preeminência normalmente reservada aos primogênitos. Por causa da instabilidade de Reuben, a porção dobrada foi dada a Iosef e a preeminência foi dada a Judá.

Ele fez isso porque Reuben dormiu com a concubina de Ia´aqov, Bilhah, que revelou seu desejo de poder sobre a família. Em outras palavras, quando Reuben tomou posse do harém de seu pai, isso revelou uma tentativa de usurpar sua autoridade. Por essa razão, Ia´aqov resistiu em dar a Reuben uma posição de proeminência.

Quando Ia´aqov abençoou Simeão e Levi, ele amaldiçoou a raiva deles por seu papel no massacre em Siquém depois que a filha de Ia´aqov, Diná, foi estuprada. Embora a raiva deles fosse uma resposta adequada, não era uma raiva justa. Eles enganaram os homens de Siquém com um falso acordo de paz e o usaram como uma armadilha para matá-los. A violência deles foi tão excessiva que eles até mesmo amarraram os bois.

No entanto, outros filhos foram abençoados com beleza e fertilidade (Iosef); rapidez de um veado (Naftali); ferocidade de um lobo (Benjamin); sabedoria (Issacar); poder militar (Gad); e assim por diante.

Ia´aqov proclama Judá, o líder das tribos de Israel

Judá, tu és aquele a quem teus irmãos hão de louvar; sua mão estará no pescoço de seus inimigos; os filhos de seu pai se prostrarão diante de você” (Gn 49:8).

Quando o povo de Israel saiu da escravidão no Egito, Judá se tornou o “santo” de D-us:

Quando Israel saiu do Egito, a casa de Ia´aqov de um povo de língua estranha; Judá tornou-se Seu santuário [kadosho], Israel Seu domínio [memshalah]” (Sl 114:1-2).

A palavra traduzida como santuário é kadosho (קָדְשׁוֹ), que significa “santidade ou porção sagrada”. Vem da palavra kadosh (קדוש), que significa “sagrado ou separado”.

Em Judá, vemos o chamado à santidade. Embora ele tenha mostrado lapsos de santidade e bom senso às vezes, ele salvou a vida de Iosef da ira de seu irmão depois que eles o jogaram em um buraco. E, mais tarde, Judá foi o único irmão disposto a escravizar sua própria vida para libertar seu irmão Benjamin.

Essas ações revelaram traços de caráter semelhantes ao nosso Messias – Aquele que nos salva da morte espiritual e nos liberta da escravidão espiritual.

Quando não temos certeza do que devemos agradecer, podemos louvar e agradecer a Ele por esses dons de liberdade. Na verdade, a palavra hebraica para “judeu” vem de Judá (Iehudah יהודה), da raiz IDH — yadah (ידה), que significa “agradecer”.

Lia, a esposa de Ia´aqov, usou um jogo de palavras ao nomear seu último filho Judá (Iehuda), dizendo que agora ela louvaria (Iadah – agradecer) ao Senhor (Gn 29:35).

E o apóstolo Paulo disse que um verdadeiro judeu, interiormente, é aquele que louva (graças) ao Senhor, seja judeu ou gentio (Rm 2:28-29).

Ia´aqov também compara Judá a um filhote de leão; portanto, a tribo de Judá é conhecida como Gur Ariyeh (filhote de leão).

Judá é um filhote de leão [Gur Ariyeh]; da presa, meu filho, você subiu. Ele se curva, ele se deita como um leão; e como um leão, quem o despertará?” (Gn 49:9).

Na verdade, da tribo real de Judá surgiram reis, legisladores e o Redentor prometido, o Messias, o Rei ungido de Israel – Ieshua HaMashiach!

Conforme profetizado, um dia, o domínio de Sua autoridade se estenderá a todo o mundo. A Ele, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Fp 2:10).

Ia´aqov profetiza a vinda do Messias

O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a Ele será a obediência do povo” (Gn 49:10).

O significado da palavra Shiloh como é usada neste versículo significa literalmente “que é seu” ou “aquele de quem é”. Portanto, este versículo poderia ser reafirmado para dizer que o cetro (cajado de um governante) não se afastará de Judá até que venha aquele a quem pertence.

Mais especificamente, Shiloh é considerado um sinônimo de Messias, mesmo por antigos eruditos judeus e rabinos que escreveram comentários sobre esta Escritura:

“O governo permaneceu com a tribo de Judá até a chegada de Siló, ou seja, o Messias.” (Midrash Rabbah, escrito 200-500 DC)

Encontramos indícios de quem é esse Messias ao examinarmos mais de perto as palavras dessa profecia.

Embora Judá e sua descendência tivessem o cetro do governo e da lei sobre o povo escolhido de D-us, seu reinado permaneceria limitado a Israel. Alguém viria de Judá como um leão maduro que governará e julgará o mundo inteiro. (Gn 49:9)

Na profecia de Ia´aqov – “o cetro não se afastará de Judá” – encontramos todas as letras do alfabeto hebraico, exceto a letra zayin (ז), que representa a palavra hebraica para arma. Isso, talvez, indica que quando o Messias viesse pela primeira vez, Ele não viria com armas físicas.

Na verdade, Ieshua segurou o bastão soberano do próprio D-us, liberando a opressão espiritual e libertando os cativos por meio do Espírito o Santo de D-us (Ruach HaKodesh).

Com o cajado de D-us nas mãos, Ieshua veio como o servo sofredor (Mashiach ben Josef).

A liderança judaica da época de Ieshua, no entanto, estava procurando um cetro para ser erguido por um líder militar que conquistaria os opressores romanos com armas e força (Mashiach ben David). Como resultado, muitos perderam completamente seu Messias.

Com o tempo, conforme o cristianismo se desenvolveu e os cristãos perseguiram os judeus em nome do Messias, a maioria do povo judeu passou a se definir como pessoas que rejeitam que Ieshua seja o Messias. No entanto, sempre houve crentes judeus. Hoje, muitos crentes messiânicos permanecem fiéis à cultura e às tradições judaicas, permanecendo firmes contra a atração da assimilação.

De acordo com comentaristas judeus rabínicos no Talmud (Lei Oral), Ia´aqov queria revelar a vinda do Messias no final dos dias, mas foi impedido pelo Ruach HaKodesh (Espírito o Santo).

Ia´aqov desejava revelar a seus filhos o fim dos dias [ketz ha-yamin], após o que a presença divina se afastou dele.” (Talmud Pesachim 56a)

Em Sua soberania, o Ruach revelou aqueles dias finais por meio dos muitos ensinamentos de Ieshua (Mt 24; Mc 13; Lc 21) e a visão do apóstolo João no livro do Apocalipse, bem como outras profecias bíblicas.

Significando ainda mais a chamada profética de Judá como os “santos” de D-us, o nome de Judá, Iehuda – יהודה, usa todas as quatro letras do nome próprio de D-us, IHVH (יהוה) com a adição de uma letra hebraica dalet (ד), que permanece para delet ou “porta”.

Ieshua morreu na Terra de Judá na estaca de execução romana, ressuscitou e se tornou a porta da salvação.

Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo e entrará e sairá e encontrará pasto” (Jo 10:9).

Ieshua HaMashiach um dia se tornará conhecido por Seus irmãos como esta porta, e eles O louvarão e agradecerão por isso.

“Desta forma, todo o Israel será salvo, como está escrito, ‘O Libertador virá de Sião, ele banirá a impiedade de Ia´aqov’” (Rm 11:26; Is 59:20).

Por Rav. Mário Moreno, fundador e líder do Ministério Profético Shema Israel e da Congregação Judaico Messiânica Shema Israel na cidade de Votorantim. Escritor, autor de diversas obras, tradutor da Brit Hadasha – Novo Testamento e conferencista atuando na área de Restauração da Noiva.