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Apos Trump retirar tropas, Turquia inicia operação militar contra curdos na Síria

Curdos haviam atuado com os Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico.

Recep Tayyip Erdogan. (Foto: Murat Cetinmuhurdar/ Pool Photo via AP)

A Turquia iniciou nesta quarta-feira (9) uma operação militar na Síria, tendo como alvos a minoria curda, dois dias após o governo dos Estados Unidos retirar seus soldados da região.

Visto por muitos como um ditador, Recep Erdogan afirmou que seu bombardeio tinha o objetivo de criar uma “zona segura” e livre dos curdos que atuam no nordeste sírio.

Donald Trump, presidente americano, havia anunciado no domingo que retiraria as tropas americanas da fronteira entre Turquia e a Síria, afirmando que já era “hora de nós (EUA) sairmos dessas guerras sem fim, ridículas”.

“Vamos combater onde tivermos benefício, e apenas combater para vencer. Turquia, Europa, Síria, Irã, Iraque, Rússia e os curdos agora vão ter que solucionar essa situação e (decidir) o que fazer com os combatentes do Estado Islâmico capturados em sua ‘região’”, escreveu Trump no Twitter.

Com a saída das tropas americanas, abriu-se espaço para a atual ofensiva turca no nordeste da Síria. Os curdos chegaram a atuar juntamente com os Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico.

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Rússia: quem são as bruxas que apoiam Vladimir Putin com rituais e orações políticas

 

Polyn e outra integrante do ImpérioDireito de imagemÍMPERIO DAS BRUXAS MAIS PODEROSAS
Image captionAlyona Polyn (dir.) é a criadora do que define como a maior organização de bruxas da Rússia

Reunidas em círculo, mulheres de capuzes e túnicas pretos, com um símbolo místico vermelho nas costas, baixam a cabeça e fazem um momento de silêncio. Sua líder vai ao centro e começa a entoar orações misturadas com slogans políticos. “Que venha com grandeza, o poder da Rússia, que guie o caminho de Vladimir Putin de forma correta por meio de minha reza. Respire, Mãe Terra, abraçando a Rússia por todos os lados”, diz a autoproclamada chefe do grupo, Alyona Polyn.

Enquanto as outras mulheres fazem gestos de concordância, ela prossegue: “Ó, poder primordial, regresse ao abismo aqueles que odeiam a Rússia. Que a Rússia se levante e se afaste da penúria e da pobreza e que os próximos dias abram as portas da felicidade”.

Estas mulheres fazem parte do “Império das Bruxas Mais Poderosas”, um grupo ocultista de feiticeiras russas que realiza com frequência “círculos mágicos de poder” para demonstrar seu apoio ao país e seu presidente.

O último encontro ocorreu na terça-feira na região central da capital russa, Moscou. As invocações patrióticas e a favor de Putin que permearam a cerimônia foram noticiadas por diversos veículos.

Cerimônia das bruxas do Império
Direito de imagemREUTERS
Image captionBruxas se reuniram para demonstrar seu apoio a Putin

“Uma pessoa deve apoiar o governo e a Vladimir Putin antes e acima de tudo”, disse uma das bruxas, chamada Yulia.

Outra integrante do grupo disse à agência de notícias Reuters: “Nosso país enfrenta tempos difíceis, e gostaríamos de apoiar o presidente com a ajuda dos nossos poderes. Queremos que os vilões [que atacam Putin] fiquem em silêncio”.

Sua líder, Polyn, se autodefine como a bruxa principal do grupo, fundadora do Império e herdeira de uma sabedoria ancestral. Ela contou a veículos russos que suas cerimônias sempre têm manifestações de apoio ao país e ao presidente, “já que ele é o rosto da Rússia”. Também afirmou que uma bruxa nunca deve falar mal de Putin.

Vladimir Putin sorri em evento
Direito de imagem GETTY IMAGES
Image caption Segundo as bruxas, não se deve falar mal de Vladimir Putin

O evento e sua divulgação na imprensa geraram críticas de setores da oposição, porque, no mesmo dia, autoridades do país condenaram a seis anos de prisão um dinamarquês que é Testemunha de Jeová, denominação religiosa considerada uma organização “extremista” e proibida na Rússia desde 2017.

Mas quem são as mulheres do Império, que, com rituais e feitiços, manifestam seu apoio incondicional ao Kremlin?

 Quem são as bruxas do Império

Jüri Maloverjan, correspondente do serviço russo da BBC, explica que o grupo é formado por dezenas de integrantes, em sua maioria mulheres, que compartilham a crença nos rituais criados por Polyn, considerada por meios de comunicação do país como a “bruxa mais proeminente de Moscou”.

Segundo ela própria, seus conhecimentos foram herdados de sua família e usados como base para a criação do “maior grupo de feiticeiros do país”. Seus membros costumam se apresentar com outros nomes ou usam apelidos que fazem alusão a elementos mágicos ou ingredientes tradicionais de magia, como Christina Mandrágora.

Bruxas do grupo Império em cerimôniaDireito de imagem REUTERS
Image caption O Império é formado majoritariamente por mulheres

Ainda que seja incerto o número total de membros, o grupo se autodefine em seu site como a “única organização pra todos os envolvidos com magia e feitiçaria” a nível mundial e oferece serviços que vão de leitura de cartas de tarô a remédios contra maldições ou feitiços para atrair o amor. Os preços giram em torno de US$ 80 (R$ 300) e chegam a passar de US$ 150 (R$ 560) em alguns casos.

Maloverjan diz que o ocultismo e tudo que é vinculado a horóscopos e bruxaria são práticas bastante populares na Rússia e muito presente em seu folclore, ainda que fossem mal vistos e até mesmo proibidos durante a era soviética. Estima-se que esse movimento muito mais popular na Rússia do que em qualquer outro lugar da Europa Ocidental.

Por isso, avalia ele, muitos encontraram nisso uma forma de ganhar dinheiro nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde russo, citadas pelo jornal The Moscow Times, mais de 800 mil russos prestavam serviços como curandeiros, médiums, videntes, entre outras atividades do tipo, em 2017.

Aprovação ao governo permite que grupos permaneçam na legalidade

Mas analistas russos destacam que, diante das restrições a outras denominações e cultos religiosos na Rússia, muitos viram que demonstrar seu apoio ao governo é uma forma de manter seus ritos na legalidade – e também de marketing.

Após a queda do regime soviético, o cristianismo ortodoxo voltou a ser a principal religião da Rússia: estima-se que 75% da população o pratiquem. Mas isso não impediu que outros cultos mais próximos do folclore nacional também florescessem.

Putin mantém-se próximo de líderes da Igreja ortodoxa, o que, em certa medida, fez com que, no ano passado, a Ucrânia se separasse formalmente desta corrente cristã.

Líder da Igreja ortodoxa russa e Putin se abraçam
Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPutin é próximo de líderes da Igreja ortodoxa

Maloverjan explica que Putin nunca demonstrou inclinações a práticas ocultistas, ainda que o apoio de grupos assim ao presidente garanta sua legalidade.

O presidente russo já foi premiê do país no início deste século e venceu sua mais recente eleição em março de 2018, com mais de 76,69% dos votos, segundo dados oficiais. Está em seu quarto mandato presidencial, que vai até 2024.

E, ainda que sua popularidade tenha caído por algum tempo para seu menor índice histórico após uma reforma do sistema de pensões, ele segue com um apoio significativo em vários setores da população. Por isso, diz Maloverjan, demonstrar estar ao lado de Putin é uma forma de grupos como o Império de conquistar aceitação entre os apoiadores do presidente.

Nas redes sociais russas, muitos questionam se o Império usa tais pronunciamentos políticos para se manter nas manchetes e atingir mais pessoas, a ponto de ter rezado pelo presidente americano Donald Trump. O grupo também tem sido acusado de enganar pessoas com suas práticas.

Bruxo faz feitiço contra TrumpDireito de imagem AFP
Image caption Bruxos de todo o mundo lançaram feitiços contra Trump

A iniciativa foi elogiada por veículos oficiais russos, que compararam o apoio das bruxas a Putin com outros rituais de protesto de outros grupos de feiticeiros contra Trump e seu governo.

“Bruxas de todo o mundo planejaram um grande ritual contra Trump e ‘todos que o instigaram’ em 2017”, recordou a emissora RT, que também mencionou um ritual mágico para evitar que Brett Kavanaugh, indicado por Trump à Suprema Corte do país, assumisse o posto. Esse, pelo menos, não surtiu efeito. Em outubro do ano passado, Kavanaugh foi confirmado pelo Senado e tornou-se o novo ministro da mais alta instância da Justiça americana.

Fonte BBC NEWS Brasil

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Estado Islâmico tenta implantar células terroristas na América Latina

Chancelaria russa denuncia tentativas de criar campos de treinamento jihadista na região – por Jarbas Aragão, via GospelPrime

Estado IslâmicoEstado Islâmico

O Estado Islâmico tem se espalhado pelo mundo em células que tem como objetivo promover o terrorismo. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia agora está alertando para as tentativas de criação de campos de treinamento jihadistas na América Latina.

Segundo Dmitry Feoktistov, vice-diretor do Departamento de Novos Desafios e Ameaças da chancelaria russa, há fortes indícios de que a atividade do grupo extremista está crescendo na região.

“Há a ameaça de surgirem campos de treinamento jihadistas e bases de recreação nos países da América Latina e do Caribe. Eles seriam consequência dos laços estabelecidos entre terroristas, grupos criminosos e narcotraficantes locais”, afirmou, sem citar detalhes sobre quais países se referia.

Moscou vem expressando preocupações quanto à “intensificação da propaganda de recrutamento dos extremistas, especialmente nos países do Caribe, onde há muitos cidadãos muçulmanos”, assegurou Feoktistov durante a 18ª sessão do Comitê Interamericano contra o Terrorismo, realizada em Washington.

O diplomata russo indica que os recrutamentos pelo Estado Islâmico na América Latina por enquanto são raros, mas que há riscos de ele se beneficiar das redes de outros grupos terroristas que agem na região.

Durante o evento, Feoktistov afirmou que “Vários países latinos expressam interesse em se unir a um banco de dados comum sobre terrorismo, particularmente Argentina e Brasil. Estamos discutindo modalidades concretas de sua adesão ao projeto para reunir uma enorme quantidade de informações sobre terroristas”.

  Hezbollah possui laços com o PCC

Apesar do silêncio da grande mídia sobre ao assunto, na região fronteiriça que separa Brasil, Argentina e Paraguai, nas cercanias de Foz do Iguaçu (PR), a atuação de grupos ligados ao terrorismo internacional já foi denunciada repetidas vezes pelas autoridades norte-americanas.

associação de membros do grupo terrorista libanês Hezbollah com o Primeiro Comando da Capital (PCC) se desenvolveu a partir de 2006. Somente dois anos depois as provas disso apareceram, após uma operação realizada pela Polícia Federal que reuniu os primeiros indícios dessa ligação.

Conforme indicavam as autoridades americanas, o dinheiro da droga é uma das fontes de financiamento de grupos terroristas. A PF encontrou indícios que membros desse grupo libanês que lidavam com o tráfico abriram canais para o contrabando de armas destinadas à organização criminosa brasileira.

O governo brasileiro sempre evitou admitir que não possui qualquer controle sobre o que acontece do lado de cá da Tríplice Fronteira. Somente em 2014 os serviços de inteligência do país reuniram indícios concretos que traficantes de origem libanesa ligados ao Hezbollah se ligaram ao PCC, maior organização criminosa do país.

 Reconhecimento do Hezbollah como grupo terrorista

Durante a reunião do Comitê Interamericano contra o Terrorismo, Robert Singer, vice-presidente do Congresso Judaico Mundial pediu que os países da Organização dos Estados Americanos, da qual o Brasil faz parte, reconheça oficialmente o Hezbollah como grupo terrorista.

“O Hezbollah não é apenas um perigo para o Líbano, Israel e a Europa, mas uma ameaça à segurança de todos nós. Terroristas não visam apenas minorias específicas, mas atacam nossa sociedade como um todo – judeus, cristãos e até muçulmanos”, afirmou Singer.

“É extremamente importante que o Comitê Interamericano Contra o terrorismo, assim como a OEA e seus Estados membros formalmente reconheçam o Hezbollah como uma organização terrorista para dar à lei internacional as ferramentas necessárias para rastrear o sistema financeiro e a captação de recursos do Hezbollah na região, seu sistema de recrutamento e suas outras atividades globais”, insistiu.

Até o momento o Brasil não se pronunciou sobre as colocações relativas à região fronteiriça durante o evento em Washington. Com informações de SputinikHispan TV e World Jewish Congress