Arqueólogos descobrem antigo carimbo em Jerusalém

 

DA REUTERS, EM JERUSALÉM

Arqueólogos israelenses disseram neste domingo ter descoberto um carimbo de argila de 2.000 anos, perto do Muro Ocidental, também conhecido como Muro das Lamentações, de Jerusalém, confirmando relatos escritos de rituais que eram realizados no templo sagrado judaico.

Mas o objeto do tamanho de um botão tem as palavras inscritas em aramaico "puro para Deus", indicando que era usado para certificar alimentos e animais usados para cerimônias de sacrifício.

O Muro Ocidental faz parte de um complexo conhecido pelos judeus como o Monte do Templo e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário, onde a mesquita islâmica al-Awsa e o Domo da Rocha estão localizados.

"Parece que o objeto era usado para marcar produtos ou objetos que eram trazidos para o Templo, e era imperativo que fossem puros segundo rituais", disse a Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado para divulgar a descoberta.

A entidade disse acreditar ser a primeira vez que tal selo foi escavado, oferecendo uma prova arqueológica direta de rituais que eram realizados no templo e que eram descritas em textos antigos.

Menahem Kahana/France Presse

Objeto tem as palavras inscritas em aramaico "puro para Deus", indicando que era usado para certificar alimentos e animais

Objeto tem as palavras inscritas em aramaico "puro para Deus", indicando que era usado para certificar alimentos

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Nigéria terá cúpula por segurança nacional após ataques a igrejas

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O governo da Nigéria fará uma cúpula de segurança nacional no início de 2012 após a onda de ataques islâmicos contra igrejas católicas no Natal, que deixou pelo menos 40 pessoas mortas no domingo.

De acordo com o jornal nigeriano "Vanguard", o presidente Goodluck Jonathan tomou a decisão depois de se reunir com os chefes das forças de segurança e do Exército. Jonathan foi aconselhado a declarar 2012 como o "ano da segurança," para chamar a atenção para a necessidade urgente de conter a violência que, só neste mês, já custou 65 vidas em explosões e confrontos armados.

Ataques a bomba contra igrejas durante as celebrações de Natal mataram pelo menos 40 pessoas na Nigéria. A seita islamita Boko Haram reivindicou a autoria dos atentados, que consistiram em cinco explosões pelo país.

O presidente nigeriano condenou os ataques em um comunicado emitido ontem, garantindo que a matança de pessoas inocentes em um dia no qual milhões celebram o nascimento de Jesus Cristo é um ato que merece a rejeição brutal de todos os nigerianos de paz.

"Esses atos de violência contra pessoas inocentes é um ataque injustificado à nossa liberdade e à segurança coletiva", disse. "Os nigerianos devem se unir para condenar isso."

ATAQUES

O porta-voz da Nema (sigla em inglês para Agência de Gerenciamento de Emergências Nacional, em tradução livre), Yushau Shuaib, e o porta-voz da polícia local, Richard Oguche, afirmaram que a primeira explosão aconteceu na igreja de Saint Theresa, na cidade de Madalla, próxima à capital, Abuja.

Associated Press

Destroços perto de igreja católica de Santa Theresa, em Madalla, na Nigéria

Destroços perto de igreja católica de Santa Theresa, em Madalla, na Nigéria

Pouco tempo depois, uma segunda explosão foi relatada perto de uma igreja na cidade central de Jos. Mais três novas explosões foram registradas no nordeste da Nigéria: duas na cidade de Damaturu e uma terceira, no sábado à noite, contra uma igreja em Gadaka, segundo testemunhas.

Os ataques do Natal apontam o crescimento da ambição nacional da seita islâmica, que é responsável por ao menos 491 mortes em 2011, de acordo com um levantamento feito pela agência de notícias Associated Press.

O Boko Haram, cujo nome significa "a educação não islâmica é um pecado", luta para impor a Lei Islâmica (Sharia) na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e cristã no sul. O grupo, que já admitiu vínculos com a rede terrorista Al Qaeda, assumiu a autoria de vários ataques recentes no norte do país.

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Igreja que prega "cura de gays" na TV deve ser punida, diz Jean Wyllys

 

FÁBIO BRANDT
DE BRASÍLIA

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), ganhador do Big Brother de 2005, afirmou em entrevista ao UOL e à Folha que padres e pastores devem ser sancionados por atacarem homossexuais em seus programas de TV e rádio e por promoverem programas de "recuperação" ou "cura" da homossexualidade. Segundo ele, a punição deve ser estabelecida em lei.
"A afirmação de que homossexualidade é uma doença gera sofrimento psíquico para a pessoa homossexual e para a família dessa pessoa", disse.

Leia a transcrição da entrevista de Jean Wyllys
Veja fotos da entrevista de Jean Wyllys

"Eu acho que tem que haver uma sanção. Eu quero que a gente compare, simplesmente, com outros grupos vulneráveis para saber se é bacana. Alguém que chegue e incite violência contra mulheres e contra negros, ou contra crianças ne sse país… Vai ser bem aceito?".

Jean Wyllys falou sobre o assunto no programa "Poder e Política – Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.

O deputado afirmou que os religiosos "são livres para dizerem no púlpito de suas igrejas que a homossexualidade é pecado". O problema seria o uso de concessões públicas para "demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual".

Wyllys também criticou mudanças feitas pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) à ao Projeto de Lei 122 de 2006, que propõe tornar crime atitudes homofóbicas -como já ocorre com o racismo no Brasil. Segundo ele, o texto apresentado por Marta "foi redigido pelo senador Demóstenes Torres [DEM-GO], que não é homossexual e, muito pelo contrário, não tem muita simpatia pela comunidade homossexual".

A seguir, vídeo com a íntegra da entrevista de Jean Wyllys. A transcrição está disponívelem texto.