Osso frontal de homem de 170 mil anos é descoberto na França

 

 

DA FRANCE PRESSE

O osso frontal de um homem de 170.000 anos foi descoberto em uma gruta marítima situada em Lazaret (sudeste da França), informou um grupo de cientistas na quarta-feira.

O caçador nômade da Côte d’Azur francesa tinha cerca de 25 anos quando morreu. Os indícios, explica a paleontóloga Marie-Antoinette de Lumley, vêm das suturas dentadas do osso frontal, que ainda não estavam soldadas.

"Com esta fronte, bastante baixa e esmagada, é possível ver uma parte do rosto", disse a pesquisadora, que destacou a raridade da descoberta feita por um grupo de estudantes que participam nas escavações.

Provavelmente a descoberta se trata de um dos últimos Homo erectus, cuja descoberta poderá proporcionar informações adicionais para entender a evolução de seu sucessor, o homem de Neandertal.

Sebastien Nogier/France Presse

Os restos encontrados pela paleontóloga Marie-Antoinette de Lumley era de caçador nômade com cerca de 25 anos

Os restos encontrados pela paleontóloga Marie-Antoinette de Lumley era de caçador nômade com cerca de 25 anos

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Outdoor evangélico gera crítica de gays em Ribeirão Preto (SP)

 

 

JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO

As mensagens de um outdoor de uma igreja evangélica de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) causaram indignação no movimento gay local, que quer acionar a Justiça. A Defensoria Pública de Ribeirão estuda se cabe medida judicial.

Com fundo branco e letras pretas, o outdoor tem três citações bíblicas. A primeira é: "Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável…", do livro de Levítico.

A outra, da Carta de São Paulo aos Romanos, diz que "até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros".

Silva Junior/Folhapress

Outdoor de uma igreja evangélica de Ribeirão Preto vem gerando críticas do movimento gay local

Outdoor de uma igreja evangélica de Ribeirão Preto vem gerando críticas do movimento gay local

O outdoor cita apoio da Casa de Oração. O pastor da Igreja Casa de Oração de Ribeirão, Antônio Hernandes Lopes, diz que a mensagem foi colocada ontem para "denunciar o pecado da homossexualidade" e que vive em um país democrático, com liberdade de expressão.

Ontem, membros de grupos gays locais foram à Defensoria Pública. Fábio de Jesus, da ONG Arco-Íris, diz se tratar de homofobia.

A Defensoria estuda se o caso enseja ação judicial. O defensor público Aluísio Ruggeri Ré disse que não viu o outdoor, mas que, em sua opinião, ele expressa três direitos constitucionais: a liberdade sexual, a religiosa e a de expressão.

"Mas, desses valores, penso que deve prevalecer o da liberdade sexual e o combate à homofobia", disse.

O Grupo Gay da Bahia informou ver a mensagem como homofóbica e diz que autoriza que o movimento de Ribeirão o inclua na ação judicial. No domingo, Ribeirão terá a 7ª Parada Gay.

Presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB de São Paulo, Adriana Galvão Moura diz que não viu o outdoor, mas que a questão da homofobia se caracteriza quando houver incitação ao ódio contra o homossexual.

"Só que se as observações tiverem um contexto de interpretação religiosa, de passagens bíblicas, desde que não tenham uma carga radical, homofóbica, devem ser respeitadas, porque vivemos em uma liberdade religiosa."

Luiz Mott, do Grupo Gay da Bahia, considera que as citações bíblicas estão fora do contexto histórico e servem de munição ao ódio. "O Antigo Testamento manda apedrejar mulheres adúlteras e filhos desobedientes. Eles [autores do outdoor] concordam com isso?"

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Vasos Quebrados

Coloquemos nossas vidas nas mãos do oleiro e sejamos transformados.
"Desci, pois, à casa do oleiro, e eis que ele estava ocupado com a sua obra sobre as rodas. Como o vaso, que ele fazia de barro, se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer. Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel"? (Jr.18.3-6).
Algumas vezes, ouvimos mensagens extremamente positivas que nos ensinam que tudo vai dar certo para nós, e que vamos crescer, prosperar, experimentar vida abundante, etc. Depois, a realidade cotidiana pode trazer decepções por não parecer coerente com toda a expectativa criada.
A mensagem pode ter sido correta ao falar dos resultados, mas incompleta por desconsiderar os meios, os caminhos, e o tempo de Deus. Pode também ter sido exagerada quanto ao cenário idealizado, principalmente se teve ênfase materialista.
A verdade é que Deus tem um tratamento específico, muitas vezes árduo, para cada um de nós e, enquanto um irmão está próximo de sair desse processo, o outro está apenas começando. Portanto, mensagens que generalizam correm sério risco de serem incorretas.
Assim como um apelo para a salvação pode não se aplicar a todos os presentes numa reunião, pois muitos ali já se entregaram a Cristo, o mesmo ocorre com outros tipos de mensagens, principalmente no que tange ao alcance imediato dos resultados propostos, e estamos considerando agora apenas as que têm fundamento bíblico e resultam da correta interpretação das Escrituras.
Muitas vezes, passamos por sofrimentos nesta vida, ainda que não os tenhamos causado, mas por permissão de Deus para que se realizem em nós os seus soberanos propósitos.
Somos como vasos de barro que se quebram, mesmo estando nas mãos do oleiro (Jr.18). Tal acontecimento nos deixa perplexos e questionamos: "Se sou filho de Deus, se minha vida está em suas mãos, por quê ele permite que estas coisas aconteçam"?
Deus permite dificuldades, ou mesmo fracassos, para nos quebrarem até percebermos que não somos coisa alguma por nossa própria capacidade, inteligência, merecimento ou posse.
Mesmo tendo sido moldados pelo Senhor, ainda precisamos ser quebrados e reconstruídos para que tenhamos consciência clara da nossa condição de pó e da nossa total dependência do Pai.
Algumas pessoas quebram-se por seus próprios erros. Outras são quebradas pelos homens, por Satanás ou até mesmo por Deus (Salmo 2.9; Pv.29.1; Jr.48.38; Ap.2.27).
Muitos já foram quebrados, mas seus pedaços ainda estão muito grandes. O orgulho ainda prevalece. Mesmo estando em dificuldades, não são capazes de pedir ajuda ou conselho. Então, serão quebrados novamente.
"E ele o quebrará como se quebra o vaso do oleiro, despedaçando-o por completo, de modo que não se achará entre os seus pedaços um caco que sirva para tomar fogo da lareira, ou tirar água da poça" (Is.30.14).
Exemplos bíblicos
Jacó era enganador e usou sua esperteza contra o irmão Esaú e o pai Isaque. Depois de ter sido abençoado pelo pai, ao contrário do que se poderia esperar, começou a ser quebrado por Deus. Certamente, a bênção viria, mas não imediatamente, não antes que o seu caráter fosse transformado pelas mãos do oleiro através de várias experiências dolorosas. Perdeu o convívio familiar, nunca mais viu os pais, foi enganado no casamento, explorado pelo sogro no trabalho, mas aprendeu, afinal, que precisava e dependia de uma aliança com Deus.
Em Êxodo 2.11 encontramos Moisés no auge de sua glória humana: com status de príncipe, jovem, forte e irado. Considerando-se superior, matou um egípcio. Ele precisava ser quebrado. Seu tratamento foi tão rigoroso que, 40 anos depois, não acreditava que poderia libertar o povo de Israel. Em Êxodo 3.11, encontramos um Moisés moído, mas Deus começava a reconstruí-lo. Por tudo isso, ele veio a tornar-se o homem mais manso da terra: resultado da obra de Deus em sua vida (Nm.12.3).
Outro exemplo clássico é Jó. Ele foi quebrado e moído até o pó (Jó 9.17; 16.12; 19.2). Naquele árduo processo, todos os seus conceitos de justiça própria foram destruídos.
A história de Nabucodonozor nos mostra a ação de Deus contra a soberba do homem. Aquele rei foi retirado do seu trono e do convívio humano, passando a comer a relva com os animais durante algum tempo (Dn.4.25).
No início de Atos 9, Paulo encontrava-se no auge do seu poder político e religioso. Então, encontrou-se com Jesus e foi quebrado. Foi humilhado e ficou cego. Paulo foi esvaziado de si mesmo. Muito tempo depois, estava pronto para afirmar: "Não sou eu quem vivo, mas Cristo vive em mim" (Gal.2.20). "Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus" (2Co.3.5).
Somos quebrados para que somente Cristo seja exaltado.
A quebra pode incluir perdas, humilhações e a desconstrução de uma imagem pessoal que esteja acima do propósito de Deus (Dt.8.2-3). Quando reconhecemos que nada somos, aprendemos a reconhecer o que Cristo pode ser em nós.
Muitos querem prosperar, no sentido de verem tudo dando certo, mas estão no tempo de serem quebrados. Portanto, isto pode gerar um grande conflito e decepção, a não ser que aprendam a compreender o momento em que se encontram.
Queremos sair do Egito e entrar direto em Canaã, mas não é assim que as coisas de Deus funcionam. Ainda temos um deserto para atravessar e muitos de nós estão apenas entrando nele.
Queremos que Deus nos ajude na realização dos nossos planos, mas o mais importante e necessário é que o plano de Deus prospere. Precisamos viver a prosperidade da cruz, conforme escreveu o profeta Isaías.
"Todavia, foi da vontade do Senhor moê-lo, fazendo-o enfermar. Quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos" (Is.53.10).
O texto fala sobre Jesus, mas, se ele mesmo disse que os seus seguidores deveriam tomar suas cruzes, era porque, em alguma medida, haveríamos de experimentar algo semelhante.
Alguns fracassos são resultado do pecado, mas até esses, embora indesejáveis, podem ser usado por Deus para nos moldar. Alguns reveses da vida podem ser necessários, mas não representam o objetivo final de Deus para nós. Não se trata de destruição individual, mas de uma limpeza que precede a nova edificação.
As tribulações são comparadas ao fogo e têm papel purificador em nossas vidas. Tal afirmação pode ser questionada por alguns, pois pensam que toda purificação ocorre através do sangue de Jesus. Não é bem assim. O sangue de Jesus nos purifica dos pecados cometidos, mas o sofrimento nos ajuda a abandonar a prática pecaminosa. Portanto, nos purifica também, aperfeiçoando o nosso caráter, como disse o salmista:
"Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra!" (Salmo 119.67).
Vejamos o que escreveu Pedro:
"Ora pois, já que Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento; porque aquele que padeceu na carne já cessou do pecado" (IPd.4.1). O apóstolo escreveu para cristãos que estavam sofrendo. Ele estava tentando demonstrar que o sofrimento pode ter um efeito santificador, embora isto não signifique que alguém possa ser salvo pelo sofrimento.
Algumas pessoas precisam de um tratamento de choque contra determinados pecados que, somente assim, serão desarraigados. A idolatria de Israel foi extirpada pelo cativeiro babilônico. Nunca mais houve ídolos em Israel. A nação é hoje um ícone do monoteísmo no mundo.
A palavra de Oséias expressa a experiência daquele povo:
"Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará. Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele." (Os.6.1-2).
Aqueles que contendem com Deus e resistem ao trabalho do oleiro serão despedaçados de modo definitivo e irreparável (ISm.2.10; Jr.19.10-11; Pv.29.1), mas a vontade do Senhor é que não sejamos assim: rebeldes, inflexíveis e intratáveis.
Depois de sermos quebrados e reconstruídos, por mais que cresçamos, será mais difícil que a vaidade nos domine. Teremos superado muitos pecados e adquirido resistência para a jornada. Quem foi quebrado, não se ressente mais dos arranhões da vida. Depois do grande problema com Absalão (2Sm.15), Davi não revidou aos insultos de Simei (2Sm.16.7).
Depois do duro tratamento a que foram submetidos, muitos homens na bíblia foram restaurados, alcançando bênçãos maiores do que as anteriores. Jacó tornou-se Israel. Moisés libertou o povo de Deus. Jó recebeu o dobro do que antes possuía. Nabucodonozor, ao dar glória ao Deus do céu, recuperou o trono da Babilônia. Paulo foi usado poderosamente por Deus para levar o evangelho a vários lugares do Império Romano e escrever cartas que estabeleceriam a doutrina da igreja em todos os tempos.
Coloque sua vida nas mãos de Deus, o oleiro supremo, para que ele possa moldá-lo conforme a sua vontade. O processo é difícil, mas o resultado será glorioso.
Pr.Anísio Renato de Andrade
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