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Jovens degolaram professor em MS durante encontro sexual, diz polícia

23/06/2011 22h01 – Atualizado em 24/06/2011 10h27

 

Um dos suspeitos era ex-aluno e mantinha relações com a vítima, diz delegado.
Rapazes roubaram e trocaram carro por dinheiro e drogas na Bolívia.

Ricardo Campos Jr.Do G1 MS

 

Um jovem de 20 e outro de 24 anos foram presos nesta quinta-feira (22) em Corumbá, município a 444 quilômetros de Campo Grande, suspeitos de matar e roubar um professor de 47 anos. Segundo o delegado Jeferson Rosa Dias, responsável pelo caso, o crime, ocorrido no último dia 14 de junho, foi premeditado e aconteceu durante um encontro sexual entre os três.

Dias explica que o suspeito de 20 anos é ex-aluno da vítima. Os dois, segundo o delegado, mantinham relações sexuais com frequência desde 2008. No dia do crime, o rapaz apresentou o comparsa para a vítima, que levou os dois até sua casa.

De acordo com o delegado, um dos rapazes contou ter imobilizado o professor durante um momento de carícias. O outro, de acordo com Dias, deu uma facada no peito da vítima. O cabo quebrou e a lâmina ficou encravada. O suspeito pegou outra faca e degolou o professor.

Após o crime, os dois pegaram um home theater, um computador, celular, o carro da vítima e fugiram. “Eles levaram os objetos para a Bolívia e venderam por 300 gramas de cocaína e U$ 200 e disseram que receberiam mais dinheiro depois”, conta Dias.

O delegado pediu mandados de prisão temporária e busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Somente o segundo foi deferido. Equipes da delegacia de Polícia Civil de Corumbá foram até os endereços, que ficam no Loteamento Pantanal. Por causa da droga encontrada eles foram presos em flagrante por tráfico e depois confessaram o homicídio.

Dias explica que o rapaz de 20 anos sabia que a vítima morava sozinha, tinha carro e aparelhos eletrônicos e acredita que o crime tenha sido premeditado.

Foram encontrados somente o celular, 250 gramas de cocaína e o monitor do computador roubado. Na próxima segunda-feira, de acordo com Dias, eles devem ser indiciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Escavação no Amapá revela estilo de urna conservado apenas no exterior

24/06/2011 16h02 – Atualizado em 24/06/2011 16h03

 

Material foi encontrado por pesquisadores do IEPA na periferia de Macapá.
Escavações no começo do século 20 retiraram peças arqueológicas do país.

Mário BarraDo G1, em São Paulo

 

Um estudo realizado em sítio arqueológico no Amapá revelou urnas funerárias que só eram conhecidas pelos pesquisadores por meio de peças expostas em museus na Europa. Coordenadas pelos arqueólogos João Saldanha e Mariana Cabral, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), as escavações desvendaram quatro urnas funerárias, uma delas com formas humanas, além de esqueletos de adultos e de uma criança.

Todo o material é de 1000 anos atrás, época tida pelos especialistas como o início do florescimento cultural na região amazônica. "A maior parte dos sítios, com grandes estruturas e materiais mais vistosos, é exatamente desta época", afirma Saldanha, em entrevista ao G1. A descoberta aconteceu em um sítio arqueológico na periferia de Macapá, capital do estado.

Urnas são expostas no Amapá. A maior delas representa um homem e continha ossos de um humano do mesmo sexo. (Foto: João Saldanha / arquivo pessoal)Urnas são expostas no Amapá. A maior delas representa um homem e continha ossos de um humano do mesmo sexo. (Foto: João Saldanha / arquivo pessoal)

As urnas têm entre 30 a 60 centímetros de altura e continham ossos humanos. A menor delas abrigava os restos de uma criança. Já a maior, com formas humanas, foi a estrutura que mais chamou a atenção dos especialistas.

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Os pesquisadores normalmente procuram por vestígios funerários e outros indícios de ocupação humana como a terra preta arqueológica. "É um tipo de solo extremamente fértil, encontrado na Amazônia, manipulado pelos índios intencionalmente para recuperar um solo que é notoriamente pobre para a agricultura", explica o arqueólogo.

No caso das urnas, a utilidade é a de preservar o corpo como forma de perpetuar os índios depois da morte. "Assim como existiam as múmias e os sarcófagos no Egito Antigo, aqui na Amazônia nós encontramos essas urnas antropomorfas [com formas humanas]. É uma forma de perpetuar o corpo depois do falecimento do indivíduo", diz Saldanha.

A equipe não sabe afirmar como ocorreu o descarne – a retirada dos tecidos moles dos ossos -, mas possuem duas teorias. "Há vários relatos etnográficos que apontam o enterramento primário, ou seja, os índios soterravam o corpo, esperavam a carne apodrecer e depois recuperavam os ossos", diz o pesquisador. "Há ainda casos nos quais os índios colocavam o corpo em uma plataforma, a carne saía nessas plataformas e eles conduziam os ossos às urnas."

Crânio é visto em detalhe dentro de vestígio arqueológico encontrado no Amapá por pesquisadores do IEPA. (Foto: João Saldanha / arquivo pessoal)Crânio é visto em detalhe dentro de vestígio arqueológico encontrado no Amapá por pesquisadores do IEPA. Achados têm 1.000 anos de idade, afirmam os especialistas. (Foto: João Saldanha / arquivo pessoal)

Conhecer no exterior
Indícios das presenças de culturas típicas na região como a marajoara, a maracá e a aristé, os vestígios de povos indígenas foram explorados no começo do século por escavações amadoras. O material era levado no começo do século 20 para acervos na Europa, durante uma época na qual não havia uma legislação específica para a conservação do patrimônio e da propriedade arqueológicas.

"A gente não conhecia bem este estilo de urna. Somente após essa escavação é que nós encontramos este tipo de cerâmica, que nós conhecíamos pelas exposições no exterior, a toda uma estrutura usada pelos índios daqui", lembra o pesquisador.

No começo do século passado, escavações amadoras levavam peças arqueológicas de culturas amazônicas para apreciadores em mercados no exterior. "A legislação de propriedade e patrimônio é de 1961. Mas ainda temos esse problema", afirma o pesquisador.

"Hoje em dia ainda há escavações clandestinas. Existe um mercado negro de peças que nós ficamos sabendo, apesar de não ver. Depois de um tempo, peças raras vão parar em museus na Europa ou em coleções particulares."

Local onde foram encontradas as urnas funerárias na periferia de Macapá. (Foto: João Saldanha / arquivo pessoal)Local onde foram achadas urnas funerárias na periferia de Macapá. (Foto: João Saldanha / arquivo pessoal)

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Milionária falecida ‘esquece’ família e deixa US$ 38 milhões para enfermeira

24/06/2011 12h16 – Atualizado em 24/06/2011 12h28

 

Huguette Clark morreu aos 104 anos em hospital de Nova York.
Enfermeira herdou ainda uma coleção de bonecas, avaliada em milhões.

Do G1, em São Paulo

A milionária Huguette Clark, ainda jovem (Foto: Reprodução/NYT/AP)A milionária Huguette Clark, ainda jovem
(Foto: Reprodução/NYT/AP)

Uma reclusa milionária idosa de 104 anos que faleceu no mês passado em Nova York resolveu deixar a maior parte da fortuna de cerca de US$ 400 milhões para caridade, e US$ 38 milhões nominais especificamente à enfermeira que cuidou dela durante 20 anos. O caso foi noticiado por jornais locais nesta quinta-feira (23).

Segundo o site do "New York Post", Huguette Clark não deixou nem um centavo como herança para os membros de sua família. A maior parte da fortuna será destinada a uma fundação que promove as artes.

A enfermeira, Hadassah Peri, herdou ainda uma coleção de bonecas e casas de boneca da idosa, que pode valer mais alguns milhões de dólares, segundo o "New York Times".

Uma afilhada de Huguette que não é sua parente direta também foi contemplada, e terá direito a US$ 14 milhões. A milionária não tinha filhos, e especificou no testamento a vontade de não deixar nada aos descendentes de seus meio-irmãos.

Segundo o último testamento, datado de 2005, a idosa deixou ainda US$ 500 mil para seu advogado e o mesmo valor para seu contador. Os dois, no entanto, estão sob investigação devido a suspeitas de manipular o dinheiro da milionária.

Huguette Clark faleceu no centro médico de Beth Israel, em Manhattan, após passar décadas vivendo em hospitais da ilha nova-iorquina. Ela era filha do senador William Clark, que já havia sido o segundo homem mais rico dos Estados Unidos.