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Câmara de SP adia votação sobre criação do Dia do Orgulho Hétero

22/06/2011 18h25 – Atualizado em 22/06/2011 18h45

 

Projeto estava na pauta desta quarta-feira (22), mas não foi votado.
Autor da proposta é ligado a igreja evangélica.

Roney DomingosDo G1 SP

 

Carlos Apolinário (Foto: Roney Domingos/ G1)

Carlos Apolinário, que propõe dia do orgulho hétero
(Foto: Roney Domingos/G1)

A Câmara Municipal de São Paulo terminou as sessões extraordinárias dessa quarta-feira sem votar o projeto de lei 294/2005, do vereador Carlos Apolinário (DEM), que institui, no município, o Dia do Orgulho Heterossexual.  O projeto foi incluído entre os itens a serem apreciados pela manhã, mas sofreu obstrução durante todo o dia. Caso fosse aprovado, demandaria apenas a sanção do prefeito Gilberto Kassab para que entrasse em vigor. Agora, a proposta ficará na lista de projetos a serem apreciados nas próximas sessões, mas sua inclusão na ordem de itens prioritários dependerá de novo acordo.
O texto propõe que a data deverá ser comemorada todo terceiro domingo do mês de dezembro. O projeto estabelece que a data passará a constar do calendário oficial do município e afirma que caberá à Prefeitura de São Paulo "conscientizar e estimular a população a resguardar a moral e os bons costumes".
Autor do projeto, o vereador Carlos Apolinário afirmou que a decisão de apresentar o projeto não tem vínculo com sua atuação religiosa. "Não mistura Igreja. Eu sou o vereador Carlos Apolinário. A Assembleia de Deus é uma coisa particular."
Apolinário negou que a lei seja contra a comunidade LGBT. "Hoje se fazem dezenas de leis favoráveis aos gays. Esse meu projeto é muito mais para fazer uma reflexão. Será que os gays querem direitos ou privilégios?", afirmou. Questionado se busca atender ao seu público, Apolinário deixou claro que defende convicções pessoais. "Eu nasci assim e penso assim. É defeito de fabricação", afirmou. Apolinário disse que a escolha do dia foi aleatória. "Poderia ser qualquer outra", afirmou.

O vereador se queixou de que a Parada LGBT foi mantida na Paulista enquanto a Marcha para Jesus foi deslocada da avenida. "Tiraram Jesus da Paulista e deixaram os gays. Eu acho que está errado. Se não pode a Marcha para Jesus, não pode também a Parada Gay."

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Estudante mata outra colega dentro da sala de aula em escola de Fortaleza

 

Na Paraíba, um aluno assassinou o amigo também dentro da escola.
Os dois crimes chocaram a população de dois estados.

O que leva uma aluna a matar uma colega dentro da sala de aula e um estudante a assassinar o amigo dentro da escola? Os dois crimes aconteceram na noite da terça-feira (21) e chocaram a população de dois estados.

A escola pública na periferia de Fortaleza, no Ceará, amanheceu fechada. A discussão, que terminou em morte e envolveu três adolescentes de 17 anos, começou antes das aulas.

Uma das adolescentes saiu da sala para falar com a irmã gêmea em uma turma vizinha. Segundo testemunhas, ela foi seguida e atacada por uma colega com uma faca. A menina morreu a caminho do hospital. A irmã dela também ficou ferida ao tentar defender a vítima. A estudante suspeita de agressão foi levada para a Delegacia da Criança e do Adolescente.

A polícia apurou que as adolescentes já tinham uma rixa. A estudante suspeita de esfaquear as outras disse à polícia que era chamada de homossexual pelas irmãs gêmeas. Já a menina assassinada era alvo de insultos, segundo a família, por ser gordinha.

Outro crime, dentro de uma escola em Cajazeiras, na Paraíba, foi cometido com golpe de faca. Mas esse caso foi o motivado por ciúme. José Hyarley Lopes de Sousa, de 19 anos, matou Renato Torres Oliveira, de 20 anos, no intervalo entre as aulas. Em imagens feitas por celulares, é possível ver o desespero dos colegas. Um estudante estava na roda de amigos da vítima e presenciou a cena.

“Baixou, tirou a faca e enfiou”, diz o estudante Jeferson Albuquerque.

José Hyarley conseguiu fugir da escola, mas acabou se entregando na delegacia. Segundo testemunhas, agressor e vítima eram amigos, mas começaram a se desentender depois que Renato começou a ter um relacionamento com uma ex-namorada do suspeito.

“A questão da tolerância hoje em dia está muito menor. Está nascendo uma geração em que os pais querem compensar a ausência em casa dando tudo e sem dizendo não. As crianças estão crescendo sem vivenciar a frustração. Quando tem uma frustração, elas perdem o controle. Não tem mais o controle emocional para lidar com isso. A questão da tolerância está muito menor, levando com mais facilidade a agir com violência”, explica a psicóloga Luana Lira.

O estudante suspeito de matar o colega na Paraíba prestou depoimento e foi liberado, porque não houve flagrante. Mas a Justiça pode decretar a prisão dele a qualquer momento.

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Vaticano anuncia "papamóvel" híbrido

 

DE SÃO PAULO

A Mercedes já desenvolve um novo "papamóvel". O veículo de transporte da maior autoridade da igreja Católica será híbrido. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

O "papamóvel" híbrido combinará um motor a combustão e um propulsor elétrico, para entregar um total de 60 cv. O motor elétrico é alimentado por uma bateria de íons de lítio, recarregável em uma hora. O veículo poderá rodar a 30 km/h sem emitir poluentes.

O "papamóvel" híbrido, porém, não ficará pronto para a visita de Bento XVI à Alemanha, em setembro. A previsão é de que o veículo seja entregue apenas no final do ano.

Frantzesco Kangaris/France Presse

Entre os que estão em museus e os usados em viagens, o Vaticano conta com mais de 30 "papamóvel" espalhados pelo mundo. Nos últimos 30 anos, os veículos foram construídos usando modelos de montadoras como Mercedes, Toyota e Ford.

O "papamóvel" mais atual é construído na base do Mercedes ML 430, com motor 4.3 V8 de 272 cv e um espaço com vidros à prova de balas na traseira.

O pontífice também usa um Mercedes G500 conversível, mas apenas para rodar na Praça San Pedro, no Vaticano.

Com agências internacionais