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Ex-crente assume ser ateu e revela processo de autoconhecimento

19/05/2011 – 12h00

 

da Livraria da Folha

Divulgação

Bastidores de instituições religiosas e o seu processo missionário

Bastidores de instituições religiosas e o seu processo missionário

"Sou um ateu". É a conclusão que o jornalista Fábio Marton chegou. Esse tipo de depoimento ainda causa certo reboliço em algumas praças, só que no caso dele, ganha ares dramáticos quando revela sua história.

"Ímpio" é a infância, a reflexão e a consequência de sua vida. Marton, assim como outras crianças, tinha seus gostos e charmes da idade, mas não bastasse ser esperto, brincalhão ou afetuoso, ele se via obrigado a praticar sua fé para agradar e conquistar a família.

De um ponto de vista muito particular –de uma criança que torna-se um adulto–, o leitor tem a oportunidade de testemunhar a influência da religião em seu cotidiano, e como da observação e amadurecimento, o autor enfrenta medos e resolve entrar em acordo com ele mesmo, em conseguir declarar o que pensava, mesmo que despertasse o desgosto de pessoas próximas e amigas.

Arte

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O jornalista faz de sua vida uma grande reportagem. Sem ser apelativo ou caricato, busca oferecer ao leitor informações vistas e vividas sobre exorcismos, pregações e testemunhos de pastores que somente por meio da fé curavam diversas enfermidades, e as razões por ter associado o termo "ímpio" à sua vida, que perpassa pelo sentido de não se dignar –e mesmo desprezar– fanatismos religiosos e suas inconsequentes empreitadas profanas que violentam o interior de cada um.

"Ímpio" é um livro escrito por um ateu assumido. É um livro sobre fé, preconceitos, medos e coragens. É sobre autoconhecimento. E vale para qualquer um, tenha sua religião ou não.

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Mulher engravidará de padre em "Amor e Revolução"

20/05/2011 – 01h20

 

"Amor e Revolução", do SBT, ainda não alcançou a média de dois dígitos na audiência, mas continua causando polêmica. Além dos beijos entre pessoas do mesmo sexo –em breve, deverá haver um entre dois homens–, o autor Tiago Santiago prepara a inserção da personagem Marília (Marilice Cosenza) na história. Ela aparecerá grávida do padre Inácio (Pedro Lemos).

Papel de mãe

A atriz Flávia Alessandra aproveitou a folga, ontem, nas gravações de "Morde & Assopra" (Globo) para ver a apresentação de sapateado de sua filha mais velha, Giulia, de 11 anos. Na festa de lançamento da novela das sete, em março, a atriz contou que a garota tem vontade de seguir os seus passos profissionais.

Papel de mãe 2

"Apesar da correria, a gente se desdobra quando é mãe. Tem hora que eu me dedico à maior, e tem hora que eu me dedico à menor [Olívia, de sete meses]", afirmou à coluna Flávia Alessandra. A atriz é uma das protagonistas da trama "Morde & Assopra", de Walcyr Carrasco.

Paella

O ator Antonio Banderas participará do programa "Mais Você" (Globo), na terça. Na atração, ele vai tomar café da manhã com a apresentadora Ana Maria Braga e ainda preparar uma paella, prato típico da Espanha.

A volta

O retorno de Luciana Gimenez ao comando do "Superpop" (Rede TV!), anteontem, rendeu quatro pontos de média.

Nada de férias

Alexandre Nero, que estava no elenco de "Batendo Ponto" (Globo), cancelado no último domingo, não entrará em férias. Ele já está cotado para outro trabalho na emissora.

colaborou Isabela Rosemback

Alberto Pereira Jr.

Alberto Pereira Jr., 24 anos, trabalha no caderno Show do "Agora" desde março de 2008. Zapping fala dos bastidores de televisão e do mundo artístico e adianta com exclusividade as mudanças na TV.

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Para analistas, Obama cria atrito com Israel ao citar fronteiras de 67

19/05/2011 – 22h37

 

DA BBC BRASIL

A menção feita nesta quinta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967 pode colocar o governo americano em rota de colisão com o governo de Israel, segundo analistas israelenses.

Esta foi a primeira vez que um presidente americano falou explicitamente nas fronteiras de 1967 como base para um acordo de paz e representa uma mudança de posição dos Estados Unidos.

Para analistas israelenses, depois do discurso de Obama, o encontro entre o presidente americano e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, previsto para esta sexta feira, "não será fácil".

A principal razão desta previsão é o fato de que citar as fronteiras anteriores à guerra de 1967 como base para a criação de um Estado Palestino, ao lado de Israel, implica a retirada de Israel da maioria dos territórios ocupados, exceto áreas que seriam "trocadas em comum acordo".

Salai Meridor, ex-embaixador de Israel nos Estados Unidos, manifestou preocupação com as declarações do presidente americano e com o que deverá ocorrer durante o encontro de Obama com Netanyahu.

"Não lembro que um presidente americano jamais tenha mencionado as fronteiras de 1967 no passado", disse Meridor ao canal estatal da TV israelense. "Foram investidos esforços enormes para evitar que isso aconteça."

O ex-embaixador também destacou que a agenda proposta pelo presidente americano é bem diferente da agenda até hoje defendida pelo governo israelense.

Obama propôs que israelenses e palestinos discutam antes as questões das fronteiras e da segurança, e que deixem os assuntos mais espinhosos do conflito –o destino de Jerusalém e dos refugiados palestinos– para um segundo estágio.

Essa ordem de prioridades contradiz a posição geralmente adotada por Israel, de exigir que todas as questões do conflito sejam discutidas simultaneamente.

"Obama propõe que, antes, Israel ceda todos os territórios ocupados durante a guerra de 1967, e só depois se discuta a questão dos refugiados, isso é problemático para Israel", acrescentou Meridor.

INGENUIDADE

De acordo com o analista da emissora estatal da TV israelense Yaron Dekel, o discurso de Obama "é complicado para a coalizão governamental de Netanyahu, pois ninguém no Likud (partido do primeiro-ministro israelense) está disposto a adotar as fronteiras de 1967 como base do acordo, e o próprio Netanyahu nunca concordou com essa posição".

O deputado Yariv Levin, do Likud, se mostrou indignado com o discurso de Obama e chamou a posição do presidente americano de "ingênua".

"Não concordamos com a posição americana, que considera Judeia e Samaria (nome bíblico para Cisjordânia) como território ocupado", disse o deputado. "Toda essa ingenuidade se choca com a realidade, e a realidade é Hamas e Irã", acrescentou.

Para o analista do Canal 10 da TV israelense Raviv Druker, o presidente americano expressou apoio em alguns pontos às posições do governo israelense.

Druker destacou que Obama se manifestou contra o plano do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de pedir o reconhecimento da ONU (Organização das Nações Unidas) ao Estado Palestino nas fronteiras de 1967 no próximo mês de setembro.

"Obama oferece aos palestinos 1967 em troca de setembro", disse o analista.

Para Druker, o presidente americano apoia a posição dos palestinos sobre a disputa de fronteiras e, em troca, quer que Abbas abra mão de seu plano de pedir o reconhecimento da ONU em setembro.

File:Flag of Israel.svg