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‘Sangue derramado não será em vão’, diz líder palestino Abbas

15/05/2011 18h35 – Atualizado em 15/05/2011 19h58

 

Netanyahu afirma que Israel está determinado a proteger fronteiras.
Israel abriu fogo em três locais para deter marcha de palestinos.

Do G1, com agências inernacionais

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou neste domingo (15), em discurso transmitido pelo Dia da Nakba (catástrofe), que o "sangue derramado pela liberdade dos palestinos não será em vão".

"A vontade do povo é mais forte que o poder das forças opressivas", disse ao referir-se às pelo menos 10 pessoas que morreram nos protestos do dia que lembra o exílio e a perda de terras pela criação em 1948 do Estado de Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu que o país está determinado a defender suas fronteiras. "Dei ordem ao Exército para atuar com a maior prudência possível, mas também impedir que nossas fronteiras sejam forçadas", afirmou em uma declaração transmitida pela imprensa.

Forças israelenses abriram fogo em três locais diferentes, nas fronteiras de Israel com a Síria, o Líbano e a Faixa de Gaza, deixando mortos e feridos. para impedir que multidões de manifestantes as cruzassem, no pior confronto entre as partes em muitos anos.

Manifestantes sírios cruzam a fronteira com Israel na região da vila druza de Majdal Shams, nas Colinas de Golã (Foto: Jalaa Marey/Reuters)Manifestantes sírios cruzam a fronteira com Israel na região da vila druza de Majdal Shams, nas Colinas de Golã (Foto: Jalaa Marey/Reuters)

Fontes da segurança libanesa disseram que mais de 100 pessoas foram feridas durante o incidente na cidade libanesa de fronteira Maroun al-Ras. O Exército de Israel disse que o Exército libanês também usou munição real numa tentativa de conter a multidão que corria em direção à cerca da fronteira.

Tel Aviv
Em Tel Aviv, o centro comercial de Israel, um caminhão conduzido por um israelense árabe foi jogado contra veículos e pedestres, matando um homem e ferindo 17 pessoas. A polícia estava tentando determinar se o incidente foi um acidente ou um ataque. Testemunhas disseram que o motorista, que foi preso, se descontrolou com o caminhão no meio do trânsito do centro da cidade.

As forças de segurança de Israel estavam em alerta contra violência neste domingo, o dia em que os palestinos lembram o ‘Nakba’, ou catástrofe, da fundação de Israel em uma guerra de 1948, quando centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram forçados a abandonar suas casas.

Golã e Síria
No povoado druso de Majdal Shams, nas Colinas de Golã – capturadas da Síria por Israel em 1967-, o major Dolan Abu Salah disse que entre 40 e 50 manifestantes do Nakba vindos da Síria passaram à força pela barreira da fronteira.

Centenas de manifestantes invadiram o fértil vale verde que marca a área da fronteira, agitando bandeiras palestinas. Tropas israelenses tentaram consertar a barreira rompida, disparando contra o que o Exército descreveu como infiltradores.

Mapa localiza pontos de confronto em Israel e nos terreitórios vizinhos (Foto: Arte/G1)

Mapa localiza pontos de confronto em Israel e
nos terreitórios vizinhos (Foto: Arte/G1)

A Síria abriga 470 mil refugiados palestinos, e em anos anteriores sua liderança, que agora enfrenta turbulência interna aguda, impediu manifestantes de chegarem à cerca da fronteira.

Cisjordânia
Em um protesto de Nakba na Cisjordânia ocupada, jovens palestinos atiraram pedras contra soldados de Israel, que dispararam gás lacrimogêneo e balas de borracha em um enfrentamento no posto de inspeção militar nos arredores da cidade de Ramallah, local de tensões frequentes.

Jerusalém
Um adolescente palestino foi morto a tiros em Jerusalém durante protestos na sexta-feira. A polícia disse que não ficou claro quem o baleou e que está investigando. O incidente ocorreu no bairro tenso de Silwan, em Jerusalém oriental, onde ocorrem incidentes frequentes de violência entre palestinos que atiram pedras em policiais israelenses e colonos judeus.

Os palestinos querem Jerusalém oriental como capital do Estado que pretendem criar na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

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Noticias

Governo lança campanha Rio sem Homofobia nesta segunda-feira

 

Decreto regulamenta uso do nome social por travestis e transexuais

Rio lança campanha contra a homofobia

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, juntamente com o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, e com o superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos, Cláudio Nascimento, lançam a campanha publicitária do Programa Rio sem Homofobia na manhã desta segunda-feira (16).

A cerimônia também marcará a assinatura do decreto de reconhecimento e regulamentação do uso do nome social por travestis e transexuais na administração pública do Estado. Além disso, também será apresentado o caderno de ações e metas 2011-2014 do Programa Rio sem Homofobia, segundo o secretário Rodrigo Neves.

– A vitória obtida no Supremo Tribunal Federal, do reconhecimento da união estável de pessoas do mesmo sexo, foi uma luta que começou aqui. É um orgulho para o Estado, mas temos que avançar ainda mais. Neste sentido, esta cartilha que iremos lançar será fundamental para que a população do estado saiba tudo o que já foi feito no combate à homofobia e em defesa dos direitos LGBT, além de acompanhar o que está em vias de ser posto em prática.
Cláudio Nascimento concorda:

– É uma data histórica. O governador Sérgio Cabral tem dado provas de que governa para todos e todas sem qualquer tipo de distinção, principalmente tratando-se de orientação sexual e identidade de gênero. Esta iniciativa do governo é um grande passo para o combate à homofobia e a promoção da cidadania LGBT, contribuindo para a mobilização de corações e mentes a fim de construir uma sociedade de paz.

Campanha Rio sem Homofobia

A campanha terá peças comunicacionais como spots para rádio e filmes para TV, cartazes, outdoors, busdoors, mobiliário urbano, folhetos; um website e produtos específicos para a web e itens promocionais tais como camisetas, barracas de praia e blocos são algumas das sugestões que integram o plano de mídia desenvolvido.

A campanha vai reforçar a mensagem contra a homofobia mostrando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais como cidadãos comuns.

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Cultos

Monges budistas são mortos em atentado com bomba na Tailândia


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Segundo autoridades, bomba foi detonada por telefone celular enquanto os monges percorriam as ruas para receber comida dos devotos

16 de maio de 2011 | 2h 05

Efe

BANGCOC – Dois monges budistas morreram e dois soldados ficaram feridos nesta segunda-feira, 16, pela explosão de uma bomba colocada por supostos insurgentes muçulmanos na conflituosa região sul da Tailândia, informaram fontes oficiais.

Surapan Boonthanom/Reuters

Surapan Boonthanom/Reuters

Monges percorriam ruas para receber dinheiro de devotos, quando bomba foi detonada

O ataque aconteceu na manhã de segunda-feira, 16, na província de Yala, onde a bomba foi detonada por telefone celular enquanto os monges percorriam as ruas para receber comida dos devotos, segundo o governador, Krisada Boonlat.

A deflagração também causou ferimentos em dois soldados que escoltavam os monges, que no passado foram alvos das ações da guerrilha separatista islâmica.

Cerca de 4.500 pessoas morreram nas províncias de Yala, Pattani e Narathiwat desde que o movimento retomou a luta armada em janeiro de 2004, após uma década de pouca atividade armada.

Desde então, os ataques com armas leves, assassinatos e atentados com bomba acontecem quase que diariamente, apesar do desdobramento de 31 mil membros das forças de segurança e da declaração do estado de exceção.

Os insurgentes denunciam a política de assimilação cultural budista de Bangcoc e exigem a criação de um estado islâmico.

A Tailândia anexou em 1902 Pattani, Yala e Narathiwat, um território que formava o antigo sultanato de Pattani e onde a maioria da população é muçulmana e de etnia malaia.