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Veja dicas para ajudar filho a se adaptar à nova escola

 

Incentivar jovem a enfrentar medo do colégio não é chamá-lo de covarde, diz educadora

Rafael Sampaio, do R7

 

Getty ImagesGetty Images

Crianças e jovens muitas vezes se sentem rejeitados
ou isolados quando vão estudar em uma escola nova

Milhões de estudantes voltam às aulas nesta segunda-feira (7), a maioria em escolas públicas por todo o Brasil. Boa parte dos jovens matriculados em colégios particulares já começaram a estudar, desde o dia 31 de janeiro.

Pensando na angústia que os pais enfrentam ao ver os filhos que têm que se adaptar à nova realidade, quando mudam de escola ou encontram uma nova turma, ao progredir de série, o R7 selecionou uma série de dicas e conselhos dados por especialistas.

Passar os primeiros dias na escola

Essa dica vale para pais de crianças pequenas, que estudam em creches ou escolinhas. Professores recomendam que um dos pais permaneça no mesmo horário que o filho por uma semana na escola, para dar apoio ou conversar com ele no caso de medo de enfrentar o novo ambiente.

Dependendo do colégio, a diretoria permite que a mãe ou o pai aguardem em uma sala de fácil acesso, próximo ao local onde o aluno vai estudar. Com isso, o pai pode passar na sala de aula se a criança chorar ou precisar de colo. É essencial deixar gradualmente de ficar na escola – a cada dia, o pai deve diminuir uma hora no tempo em que passa "ao lado" do filho.

Não chamar o filho de medroso

Os pais devem incentivar o filho a enfrentar a nova realidade – a escola é um mundo com regras, colegas e professores diferentes do ambiente familiar, a que a criança já se acostumou. Mas o incentivo deve vir na forma de um desafio, não de pressão. Pais agem errado quando chamam a criança de medrosa, de covarde, e quando a obrigam a ficar onde não quer.

Quem escolhe a escola são os pais

O momento de mudar de escola já passou, mas dar liberdade para os filhos escolherem – tanto no ensino fundamental quanto no infantil – é um erro, afirma Bia Gouveia, assessora de educação para vários colégios particulares.

Os pais devem verificar a infraestrutura, o refeitório, as salas de aula e o espaço ao ar livre oferecido pelo colégio. É muito importante conversar com os professores e diretores para saber qual a linha pedagógica, qual o perfil do ensino. Não adianta matricular o filho em uma escola religiosa quando a família tem um perfil diferente, do tipo que não acha a religião uma prioridade. O ensino deve ser alinhado com os valores adotados pelos pais.

Dar atenção ao que a criança fala

Em um mundo movido à velocidade, em que a internet e o trabalho ditam o ritmo da vida dos adultos, é importante saber ouvir os filhos. Reclamações de solidão, pouca vontade de ir à escola, mau humor são sinais de que algo não vai bem na sala de aula.

Os pais devem sempre tentar entender o que está acontecendo com seus filhos, sejam eles bebês, pequenos ou pré-adolescentes. Eles precisam reagir e conversar com as crianças para saber se elas estão sendo vítimas de bullying ou enfrentando problemas de adaptação.

É normal que a criança se sinta deslocada em um ambiente diferente, em que um grupo já está formado. Mas ela, com o tempo, tem que se adaptar. Para isso ela conta com a ajuda de vários fatores – abertura dos coleguinhas, incentivo dos professores, apoio da direção do colégio e suporte afetivo dos pais.

Contar com os professores

Essa é uma dica ligada ao conselho anterior. O professor é um elemento crucial para fazer as crianças interagirem e para nenhum "pimpolho" ficar se sentindo deslocado. O docente pode colocar o novo aluno para fazer trabalhos em grupo com os coleguinhas, como forma de eles se conhecerem. Outra saída é escolher dois ou três "veteranos" no colégio para servirem de guia para o novato.

Vale tudo para aproximar as crianças e fazê-las se tornarem amigas, e não é difícil. O pai deve ficar atento aos sinais que seu filho está dando, e conversar com o professor, caso o problema de solidão ou isolamento seja recorrente.

Um bom professor tem como resolver quase tudo em sala de aula, principalmente no ensino fundamental. Esse princípio vale tanto nas escolas particulares quanto nas públicas, afirma Bia Gouveia, que também é diretora de programas no Instituto Avisa Lá.

– Muitos pais acham que o problema é com a criança, quando ela diz algo como "eu não me sinto bem nessa escola". Vejo isso acontecer principalmente na rede pública. Mas os colégios têm liderança pedagógica, têm diretores, têm coordenadores e professores. A família não deve titubear quando aparece um problema com o filho – os pais devem conversar com os educadores, cobrá-los para ajudar a inserir o filho no ambiente escolar. Esse também é o papel da escola.

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Católicos não podem se confessar pelo iPhone, diz Vaticano

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DA REUTERS, NA CIDADE DO VATICANO

 

Os católicos não podem fazer suas confissões por meio do iPhone, e a tecnologia não substitui a presença física quando se admite os pecados a um padre, disse um porta-voz do Vaticano nesta quarta-feira (9).

O comunicado do padre Frederico Lombardi foi divulgado depois do lançamento nos Estados Unidos de um aplicativo para o iPhone criado para ajudar os católicos na confissão exigida pela Igreja Católica.

"Não se pode de forma alguma se confessar pelo iPhone", disse Lombardi nesta quarta-feira, acrescentando que a confissão requer a presença do penitente e do padre.

"Isso não pode ser substituído por qualquer aplicação de telecomunicações", afirmou.

O aplicativo Roman Catholic acompanha os católicos pelo processo de sacramento e contém o que a empresa responsável pelo programa considera ser "uma avaliação personalizada da consciência para cada usuário".

Segundo os inventores, o programa não foi criado para substituir as confissões presenciais, mas ajuda os católicos no processo, que geralmente envolve admitir pecados aos padres em uma cabine de confissão.

Reportagens afirmando que o aplicativo tinha recebido aprovação da Igreja Católica nos EUA indicaram que agora seria possível se confessar por meio do iPhone.

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Temor de um "Egito islâmico" é equívoco, diz chefe da Liga Árabe

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Revolta ÁrabeOs temores nutridos sobretudo pelos EUA, Israel e potências europeias de que um regime fundamentalista islâmico possa emergir no Egito após a crise política em que o país se encontra há mais de duas semanas é um equívoco, disse o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, em entrevista ao jornal francês "Le Monde".

A possibilidade de isto acontecer é quase nula, afirmou o chefe do bloco de 22 países, alguns ameaçados por levantes populares, entre eles Tunísia, Argélia, Egito, Jordânia e Iêmen.

"Este risco não existe. Tenho consciência desse dilema ocidental. Preocupa os ocidentais até o ponto de alguns intelectuais e responsáveis políticos estarem dispostos a sacrificar a democracia em nome de seu temor em relação à região", completou Moussa.

Mas "sua análise é falsa e é uma má política", completou.

"A Irmandade Muçulmana não foi instigadora e não conduz a revolução egípcia. Participa dela, isso é tudo", completou.

"Esta revolução é, antes de tudo, da juventude e das classes médias e, se tiver êxito, a mensagem enviada aos países árabes e ao mundo será forte, porque não está de nenhuma forma relacionada com a religião ou um grupo religioso. Olhem a composição dos manifestantes: há cristãos e muçulmanos", disse Amr Moussa.

Para o chefe do bloco árabe a reunião diária dos manifestantes "não tem nada a ver com um grupo, seja a Irmandade Muçulmana ou outro".

"Outro exemplo é que a sinagoga do centro (do Cairo) segue inteira. Não recebeu nenhuma pedrada e não há pixações em suas paredes. Nenhum incidente ocorreu", completou.

Segundo ele, o movimento de protestos não se fragilizará. "A cada dia chegam diferentes tipos de pessoas (à praça Tahrir), que pedem mudanças", afirmou o secretário-geral, cujo gabinete está localizado nesta praça do Cairo.

Na semana passada, Moussa não havia descartado a possibilidade de ser candidato a uma eleição presidencial no Egito.