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Seu passado pode sim te condenar

“O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena.” Pv 27:12

por Felipe Machado

Seu passado pode sim te condenarSeu passado pode sim te condenar
Nós, que nos denominamos cristãos, não devemos nos pautar em ‘experiências’ para concluirmos que o pecado é ruim e depois escolhermos não pecar. Como cristãos genuínos devemos confiar nas Escrituras mesmo que não tenhamos motivos claros e recompensas imediatas para adotar um comportamento de santidade.

A maioria das vezes não percebemos de antemão as consequências dos nossos atos e essa demora entre causa e efeito nos inclina a fazer o mal, que tem o atrativo do prazer imediato. Entretanto, não devemos esquecer que o pecado só traz morte e que tudo aquilo que o Senhor nos ensina que é errado acaba trazendo consequências ruins para nossas vidas, mesmo que na vida cotidiana vejamos pessoas pecando e momentaneamente ‘se dando bem’.

Mas a vida real é uma velha senhora imperiosa e cruel e as leis que a regem foram escritas pelo mesmo autor que nos indica o que é certo e bom e o que é errado e mau. Mais cedo ou mais tarde a realidade tende para os resultados esperados pois não pode escapar das leis divinas. Quando isso acontece temos a oportunidade de sermos sábios e aprender com os exemplos.

“O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena.” Pv 27:12

Um artigo chamado “The harmful effects of early sexual activity and multiple sexual partners among women: a book of charts”, traz a análise de uma pesquisa respondida por 10.000 mulheres entre 15 e 44 anos. Esta pesquisa revela dados que correlacionam o número de parceiros sexuais além do marido (para o caso das mulheres que são ou já foram casadas) com fatores como: DST, aborto, estabilidade matrimonial, depressão, etc.

A discrepância nos resultados entre as mulheres que só tiveram o marido como parceiro sexual e as outras é notória. Se compararmos as mulheres que só tiveram o marido como parceiro com as mulheres que tiveram cinco outros diferentes parceiros durante a vida (que é um número bem conservador no Brasil) notamos que mulheres que tiveram cinco outros parceiros durante a vida têm3.5 vezes mais chance de contraírem DSTs, 7.5 vezes mais chance de se tornarem mães solteiras,60% a mais de chance de serem depressivas, 43% a mais de chance de serem infelizes, etc.

Mesmo se compararmos as mulheres que só tiveram o marido como parceiro com aquelas que cometeram ‘um pequeno deslize’ tendo durante a vida apenas um parceiro além do marido ainda assim há diferença,  enquanto a mulher que só teve o marido como parceiro tem 80,47% de probabilidade de um casamento estável, para a mulher que teve outro parceiro esse número cai para 53,63%, ou seja, com apenas um deslize a pessoa mais que dobra a chance de divórcio.

E como um casamento falido, infelicidade e depressão andam de mãos dadas, a chance da mulher que já teve um parceiro além do marido ser infeliz e/ou depressiva é, respectivamente, 22% e 62% maior do que aquela que só teve o marido como parceiro.

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Vale lembrar que não necessariamente uma mulher que teve uma vida mais devassa vai se divorciar, ser infeliz e mal amada  e nem que a mulher que teve uma vida mais santa vai ser a mamãe da feliz família de propaganda de margarina. Entretanto quanto mais a gente peca mais a chance de tudo dar errado cresce, porque todo pecado tem consequência e mesmo nossos pecados tendo sido perdoados vamos ter que lidar com elas.

Então devemos ter em mente que cada pecado que cometemos, por mais que na hora não pareça ter consequência séria, vai ter algum peso em nossas vidas. Não adianta recitar o mantra gospel de que depois de perdoado o pecado caiu no ‘mar do esquecimento’ e vai tudo ser como se nada tivesse acontecido. O perdão nos livra da condenação eterna, mas as consequências temporais uma hora ou outra cobram a conta.

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Teologia é coisa do diabo

Esta tem sido a conclusão que alguns tem chegado com relação a esta disciplina.

por Armando Taranto Neto

 

Teologia é coisa do diaboTeologia é coisa do diabo
Bem, pelo menos esta tem sido a conclusão que alguns tem chegado com relação a esta disciplina.

Sabendo-se que a Filosofia é a mãe de todas as ciências, a  Teologia é o estudo que tem por objetivo elucidar as demandas referentes a todas as coisas relativas a Deus.

Atribuir ao inimigo de nossas almas a atividade que tem por objetivo trazer à luz o conhecimento e a possibilidade de nos aproximar do Criador é, no mínimo, um contra senso. O adversário não tem interesse algum que venhamos a ter um relacionamento mais estreito com o Eterno. Entretanto ele fará o possível para distorcer todo o entendimento bem como bloquear  a jornada daqueles que escolheram mergulhar na senda da Luz.

A Teologia sã é a Teologia Bíblica, que apresenta o Deus amoroso, justo, imparcial, perdoador, que não mediu esforços para resgatar a humanidade perdida, a ponto de oferecer Seu próprio Filho em resgate dela. Deus é real, está vivo, reina, governa e sustenta todo o universo. Seu amor não tem fim, Ele não tem prazer na morte dos ímpios, antes que estes venham ao arrependimento. É um Deus Pai, que prometeu estar conosco nos momentos mais difíceis de nossas vidas através da pessoa bendita do Espírito Santo, que se preocupa com os detalhes de nossas petições, se compadece do aflito, que faz milagres tremendos, cura as enfermidades, liberta os oprimidos com o poder do nome de Jesus, que escolheu fazer morada em nós e nos levará para estar Consigo Eternamente em Glória.

Aqueles que se levantam contra a Teologia, atribuindo-a ao diabo, provavelmente o fazem por terem tido uma amarga experiência em sua vida espiritual, quando se depararam com ensinos realmente engendrados no inferno tipo:

  • Teologia Aberta – Esta falsa doutrina ensina que Deus é Todo-Poderoso e conhece todas as coisas, entretanto Ele não conhece as coisas que ainda não aconteceram. Em virtude de não terem ocorrido (ainda) elas não estariam na presença de Deus.

Ora, Deus é todo poderoso, Eclesiastes 3.14,15 é enfático: “Sei que tudo quanto Deus faz, durará para sempre; nada se lhe pode acrescentar, e nada tirar; Deus o faz para que os homens temam diante dele. Aquilo que é, já foi; e aquilo que há de ser, já foi; Deus fará vir outra vez o que já se passou.”

Não há nada que Deus não conheça, simples assim.

  • Teologia Cessacionista – Cessacionismo é a visão cristã de teólogos reformados e batistas fundamentalistas, geralmente de origem puritana. Estabelecem que alguns dons do Espírito Santo foram úteis apenas para o início da igreja cristã, tendo cessado essa manifestação no período da Igreja Primitiva.

Paulo em I Coríntios 14.12 nos deixa registrado que, em relação aos dons, os crentes devem “abundar neles, para edificação da igreja”. Os dons não cessaram.

       “Nada em Paulo sugere que os chamados “dons espirituais” cessariam até o tempo em que “conheceremos como somos conhecidos”. O Espírito continua a soprar à vontade e qualquer um que disser “eu sei donde Ele vem” ou “eu sei para onde Ele vai” é melhor encarar João 3.8 e, assim, pensar novamente.” [N.T. Wright]

  • Teologia Liberal – No ensino “cristão liberal”, que na realidade não tem nada de cristão, a razão do homem é o foco principal e é considerada como a autoridade final. Teólogos liberais procuram conciliar o Cristianismo com a ciência secular e “pensamento moderno”. Ao fazerem isso, atribuem à ciência poderes de onisciência e à Bíblia é relegada a posição de um mero livro falso, repleto de fábulas. Negam a inspiração da Bíblia, que Moisés tenha escrito os cinco primeiros livros da Bíblia, o inferno, o nascimento virginal de Jesus, os milagres, a ressurreição em forma corpórea de Cristo Jesus, etc.

Existem vários registros das Escrituras contra aqueles que negam a divindade de Cristo, o que o Cristianismo liberal faz (2 Pedro 2:1); e contra quem pregar outro evangelho além do que foi pregado pelos apóstolos, o que os teólogos liberais fazem ao negarem a necessidade da morte expiatória de Cristo e pregarem um evangelho social em seu lugar (Gálatas 1:8).

Paulo ainda nos ensina em II Tm 3.16:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver”

A ordem expressa de Jesus é que estudemos as Santas Escrituras, fazendo, assim, uma Teologia saudável, pura e santa:

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.” (João 5:39)      

Ou quem sabe, ainda, estes que desfazem da Teologia saudável tenham se intoxicado com as vãs Filosofia Gnósticas, Pelagianas, Arianas, o Ceticismo, o Deísmo ou Ateísmo.

Deus não está morto, como o “falecido” Friedrich Wilhelm Nietzsche afirmou, muito menos é um “delírio”, título do livro do evolucionista Richard Dawkins, Ele era, É e sempre Será o Eterno Deus Criador e Sustentador de todas as coisas.

A existência de Deus é evidente, como diz o salmista no salmo 19.1: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos”.

A sã Teologia, então, é divina, pois:

  • nos fará saber a razão da nossa esperança,
  • nos fará crescer em graça na direção de uma fé inteligente,
  • nos capacitará para uma melhor atuação pastoral,
  • nos fará crescer em espiritualidade,
  • nos auxiliará a conhecer com profundidade a Palavra de Deus,
  • nos fará compreender as raízes históricas do cristianismo,
  • nos prepara para o diálogo com outras religiões,
  • nos faz compreender de modo sistemático e científico a fé cristã,
  • nos capacita a ler e interpretar os documentos da Igreja,
  • nos proporciona a conhecer as belezas das tradições e da ética cristã,
  • nos abre um amplo leque cultural, notadamente com o conhecimento das línguas grega e o hebraica.
  • nos exercita o raciocínio lógico e equilibra a mente e o coração, inteligência racional e inteligência emocional e
  • nos prepara para um ministério glorioso.

Sendo assim, certo é que todo o pregador ou “conferencista” que desperdiça o precioso tempo da exposição da Palavra de Deus para falar mal da Teologia está, inconscientemente, fazendo uma confissão pública de que, a causa da superficialidade Bíblica de seus sermões, é uma consequência de sua preguiça em estudar”.

Que o Senhor nos abençoe.

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Considerações sobre o ano novo judaico religioso

Estejamos atentos aos planos de Deus

por Eli Simberg

Considerações sobre o ano novo judaico religiosoConsiderações sobre o ano novo judaico religioso
O ano novo judaico tem uma grande importância vinculada as profecias, conforme descrito na Lei de Deus, no livro de Levítico 23:23-25.

“Disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de shofarot, santa convocação. Nenhum trabalho servil fareis, mas trareis oferta queimada ao Senhor.”

No próximo dia 3 de outubro de 2016 nós judeus comemoramos os 5777 anos desde a Criação da Terra, a partir da criação de Adão. Esse dia, segundo acabamos de ler em Levítico 23:23-25 também representa o dia do Juízo, ao som de trombetas que apontam para a vinda do Messias e os juízos que serão derramados sobre a Terra e seus moradores.

A base para a contagem de 5777 anos está fundamentada nas genealogias bíblica a partir dos anos de vida de Adão até os dias atuais.

O apóstolo Paulo aconselhou os irmãos em I Timóteo 1:4 que não se envolvessem em questões genealógicas intermináveis porque certamente a genealogia não é tão precisa, porém, por outro lado Paulo aconselhou os Gálatas (4:10) a guardarem dias, meses e anos.

É interessante considerar que, num cálculo rápido considerando um período de 6 mil anos desde a criação, nós temos uma pequena margem de erro estimado em 223 anos perdidos dentro dessa contagem, uma vez que a genealogia bíblica não é exata.

Se comparamos essa pequena margem de erro aos sinais proféticos que apontam a vinda do Messias, conforme os próprios judeus aqui em Israel estão “prevendo”, concluiremos que Jesus, o Messias, está às portas.

O homem foi criado no sexto dia e atualmente estamos prestes a entrar no sexto dia depois da criação descrita em Gênesis, considerando que um dia para o Senhor é como mil anos – Salmos 90:4 e II Pedro 3:8.

A vinda de Jesus é notória e os sinais proféticos estão ocorrendo, sendo o restabelecimento da Nação de Israel o principal deles, conforme lemos em Isaías 66:8 – Zacarias 14: 2-4, 6-9. Israel não deixou de ser uma nação perante Deus – Jeremias 31:35-37.

Jesus virá implantar seu reino milenar messiânico que culminará no início do sétimo dia, ou sétimo milênio, o dia no qual nos resta a promessa de entrarmos no descanso do Criador, conforme lemos em Hebreus 4:4-6.

Essa contagem de 5777 anos serve de alerta em relação ao tempo para a vinda do Messias, considerando que ele implantará o reino milenar na Terra e deterá sobre seu domínio todos os governos, e tendo os salvos como seus governantes conforme encontramos no conjunto profético e apocalíptico (Apocalipse 2:26-27 / 12:5 / 19:11-16).

Estejamos atentos aos planos de Deus anteriormente revelado pois certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas – Amós 3:7. Com informações do site Gospel Prime.