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Juíz volta atrás e agora considera candomblé e umbanda como religiões

O processo se refere a um pedido de retirada de vídeos evangélicos do Youtube que ligam essas religiões à espíritos malignos

por Leiliane Roberta Lopes

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Juiz volta atrás e agora considera candomblé e umbanda como religiões
Juiz volta atrás e considera candomblé e umbanda religiões

No início da noite da última terça-feira (20) o juiz da 17ª Vara de Fazenda Federal do Rio de Janeiro, Eugênio Rosa de Araújo, anunciou que reviu os fundamentos da sentença em que havia declarado que umbanda e candomblé não era religiões.

A decisão do juiz gerou protestos no Rio de Janeiro e chegou a gerar a abertura de uma investigação contra ele a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Eugênio Rosa precisou reaver a decisão e declarou que sim, as práticas são consideradas como religiões e não apenas cultos. Na primeira decisão, que julgava o pedido da retirada de vídeos evangélicos do Youtube, o magistrado anotou que poder não ter um livro-base e nem hierarquia, as crenças citadas não poderiam ser consideradas como religiões.

Ao refazer a sentença, Eugênio Rosa afirmou que estava promovendo uma “adequação argumentativa para registrar a percepção deste Juízo de se tratarem os cultos afro-brasileiros de religiões” e reconheceu que as “liturgias, deidade e texto base são elementos que podem se cristalizar, de forma nem sempre homogênea”.

Mesmo considerando o candomblé e a umbanda como religiões, o juiz manteve a decisão de que os 15 vídeos contestados pelos MPF não devem ser retirados do ar. Os vídeos mostram ex-membros destas religiões falando sobre a conversão ao cristianismo e ligando as práticas religiosas da umbanda e candomblé à espíritos malignos. O MPF acredita que tais vídeos promovem a intolerância religiosa e fere direitos constitucionais.

Em nota o magistrado explica que é contra a retirada dos vídeos por conta da liberdade de expressão e de reunião, portanto o pedido segue indeferido, ou seja, negado. Os vídeos, alguns postados pela Igreja Universal, continuarão sendo compartilhados nas redes. Com informações O Globo.

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STF absolve Marco Feliciano do crime de estelionato

O pastor firmou contrato com o evento, mas acabou não comparecendo.

por Michael Caceres

  • gospelprime

 

STF absolve Marco Feliciano do crime de estelionato

O deputado federal, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), foi absolvido na ação penal movida contra ele na qual era acusado de estelionato. Feliciano estava sendo acusado de ter recebido 13,3 mil para participar de dois eventos no Rio Grande do Sul, mas acabou não comparecendo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia dado parecer favorável à absolvição do líder evangélico.

Em 2012, quatro anos depois do ocorrido, a juíza que cuida do caso condenou Marco Feliciano a pagar R$ 13 mil a Liane como devolução do cachê. O deputado realizou o pagamento, mas o caso não foi encerrado.

O deputado afirma ter resolvido tudo com Liane na época. “Nós conversamos com ela e perguntamos se poderíamos remarcar. A resposta foi que estava tudo ok. Aí, quando fomos remarcar, descobrimos que ela tinha entrado na Justiça cobrando uma fortuna da gente”, justifica.

O relator do processo, Ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que não tinha como condenador o congressista. “Todos nós, professores, ficamos impossibilitados eventualmente de comparecer a compromissos agendados. É uma temeridade dar prosseguimento à ação penal desta natureza”, afirmou o ministro.

Os ministros entenderam que não havia um crime que se enquadrasse na situação, portanto, a ação deveria ser na área civil e não criminal. Com informações G1.

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Ver a imagem de Jesus em uma fatia de pão é algo normal, diz pesquisa da Universidade de Toronto

Pesquisadores explicam porque o ser humano visualiza rostos em objetos inanimados

Por Luciano Portela | Repórter do The Christian Post

Pessoas que veem a imagem com a face de Jesus em objetos inanimados, como uma fatia de pão, é algo “perfeitamente normal”, pois os cérebros humanos estão “exclusivamente voltados” para reconhecer rostos, de acordo com estudo da Universidade de Toronto, no Canadá.

  • Imagem de Jesus
    (Foto: Divulgação/Burnt Impressions)
    A empresa Burnt Impressions vende torradeiras que imprimem a imagem de Jesus no pão.

Em parceria com universidades da China, os pesquisadores no Canadá determinaram a existência de um fenômeno psicológico no cérebro que tende a sempre detectar rostos em objetos, seja um homem na lua, nas curvas de uma batata ou o rosto de Jesus em uma fatia de pão ou uma árvore.

O fenômeno chamado como “pareidolia” ocorre quando duas partes do cérebro interagem e a pessoa determina uma imagem com base em outras fortes referências ou preconceitos pré-existentes, segundo o neurocientista Kang Lee. Assim, seria por isso que alguém muito religioso vê a imagem de Jesus ou da Virgem Maria em um objeto inanimado.

“Depende de sua experiência pessoal e suas expectativas pessoais. Assim, por exemplo, se você é religioso e quiser ver Jesus, então você verá Jesus. Se você quiser ver Maria, você vai ver Maria”, disse Lee, que lembrou sobre pessoas são ridicularizadas por este tipo de visão ser tida como algo anormal.

Ao defender este tipo de pessoa, Lee argumenta que a visão é algo comum, pois com uma leve sugestão de característica facial, o cérebro automaticamente enxerga um rosto. “É simplesmente um reflexo do enorme poder que o nosso cérebro tem e como ele essencialmente se impõe sobre o mundo, ao invés do contrário”, explica.

No teste, vinte pessoas, com idades entre 18 e 25 anos, tiveram contato com imagens aleatórias, e ainda assim, mesmo de forma esporádica, todos afirmaram ter visto o que queriam ver. Metade dos pesquisados viram letras e a outra metade viu rostos, mesmo que as imagens não exibisse nenhum dos dois.

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Ao final, Lee concluiu ao jornal britânico Daily Mail que a necessidade de detectar um rosto está ligado à importância da interação social. “Essa tendência ambígua de detectar rostos nas informações visuais altamente adaptável, dada a importância suprema dos rostos em nossa vida social”, finaliza.