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MEU OBJETIVO É O REINO DE DEUS.

 

Por Leandro Borges

 

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“Sorria para seus problemas e ignore suas decepções”.

( Pr. Abner Ferreira – Advogado, Escritor, e Pastor na Igreja Assembléia de Deus Madureira ).

“Não tenho limites para fazer missões, meu limite é o céu”.

( Rev. Samuel Ferreira – Conferencista Internacional, Teólogo, e Pastor na Igreja Assembléia de Deus do Brás ).

“Deus vai te dar uma graça sobrenatural pra entender que essa prova vai passar e você vai sair fortalecido dela”.

( Pra. Keila Ferreira – Conferencista Internacional, Teóloga, e Pastora na Igreja Assembléia de Deus do Brás ).

“Vocês o conhecerão pelo que eles fazem. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos. Assim, toda árvore boa dá frutas boas, e a árvore que não presta dá frutas ruins. A árvore boa não pode dar frutas ruins, e á árvore que não presta não pode dar frutas boas”. (Mateus cap.7 vers.16,17,18).

Uma coisa é saber como buscar o Reino, e outra totalmente diferente é compreender esse Reino e os princípios pelos quais ele opera. Poucas pessoas no mundo vivem em um reino genuíno, principalmente no Ocidente. Portanto, quase ninguém sabe exatamente como é essa experiência. Conseqüentemente, todas as menções sobre reinos incluídas na Bíblia geralmente parecem confusas ou estranhas para os leitores modernos. Se a prioridade do Reino é tão importante, é melhor sabermos como é um reino e como ele funciona.

Para que você possa entender melhor mais esta matéria de mensagem e estudo bíblico, primeiramente é preciso aprender o real significado de Reino dos Céus. Em termos simples, significa: Governo de Deus. É o seu domínio sobre esta terra e o céu. Em termos práticos, refere-se à jurisdição universal do Senhor; é sua vontade sendo executada em toda a criação.

Quando Jesus disse que devemos buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, ele estava afirmando para darmos prioridade ao domínio do Altíssimo sobre nós e tudo o que temos na vida.

A palavra reino também significa influência sobre um território. Ao buscarmos o Reino de Deus em primeiro lugar, aceitamos que sua influência se estenda sobre nossa vida particular, nossos negócios, nosso casamento, nossos relacionamentos, nossa vida sexual e todas as outras áreas de nossa existência.

Parte dessa influência está relacionada com administração. No Reino de Deus, estamos sob a jurisdição dos céus. Isso significa que o Senhor, o Rei, torna-se nosso ponto de referência para tudo. A vontade dele passa a ser nossa vontade; os caminhos dele se tornam os nossos caminhos; a cultura dele fica sendo a nossa cultura, e os interesses dele se tornam os nossos interesses. Como súditos e filhos do Rei por intermédio de Cristo, tornamo-nos embaixadores do Reino celestial neste mundo.

A palavra influência também significa impacto. Em alguns países, Reis e rainhas impactam os lugares e as pessoas sobre os quais governaram. Nós podemos afirmar em que reino estamos com base na maneira como vivemos. Se afirmarmos crer e seguir ao Rei, nossa vida refletirá a influência de seu governo e de sua administração. Outras pessoas que não fazem parte do Reino ficam confusas, e questionam porque somos tão diferentes. Isso se deve ao fato de estarmos sob uma administração diferente da do mundo; um governo diferente, com cultura e leis distintas.

Para que vocês possam entender melhor e com mais profundidade, reveja novamente a passagem de (Mateus cap.7 vers.16,17,18) citada no começo da matéria: “Vocês o conhecerão pelo que eles fazem. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos. Assim, toda árvore boa dá frutas boas, e a árvore que não presta dá frutas ruins. A árvore boa não pode dar frutas ruins, e á árvore que não presta não pode dar frutas boas”.  Isso significa que as pessoas podem perceber que tipo de árvoresomos com base no que produzimos. Temos de manifestar os frutos, ou seja, (a influência) do Reino de Deus para que todos percebam claramente a quem seguimos.

Na Bíblia Sagrada, o termo hebraico para Reino émamlakah; no Novo Testamento, o vocabulário grego é basileia. Essas duas palavras carregam o mesmo significado geral: rei, soberania, domínio, controle, reinado, governo e poder régio. Levando em consideração todos esses termos e essas características, podemos definir um reino da seguinte maneira: a influência de um rei sobre o território, impactando-o com seu propósito e seus intentos, produzindo cultura, valores, um código mortal e um estilo de vida que refletem o desejo do monarca para com seus súditos.

Isso descreve perfeitamente o Reino de Deus que Jesus nos instrui a buscar em primeiro lugar. E é nessa busca pelo Reino (não por uma religião, seita, ou filosofia), que receberemos do Senhor todas essas coisas, todas as necessidades diárias da vida pelas quais o restante do mundo se esforça, atribula-se e preocupa-se. Nenhuma religião, seita, ou filosofia, oferece garantias semelhantes as do maravilhoso e eterno Reino de Deus.

Embora, mesmo já tendo falado em matérias de mensagens e estudos  anteriores, vou repetir novamente á vocês: “Deus ama qualquer tipo de pessoa. Não é uma religião, uma seita, ou uma filosofia, que determina se uma pessoa é não é amada por Deus”.

QUE DEUS TE ABENÇOE…

27-5-16-a 006

 Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Algumas palavras úteis em hebraico

Por bereshit

Algumas palavras úteis em hebraico

O Antigo Testamento foi escrito em hebraico e aramaico. Em virtude disto, eu ensinarei, neste texto, como se pronunciam algumas palavras e frases úteis em hebraico. Eu escreverei dentro dos parênteses, a forma de se pronunciar as palavras.

Shalom (pronuncia-se “Xalom”) = Oi, paz, adeus, até logo (pode significar qualquer uma das quatro coisas).

Qohélet (pronuncia-se “Korréleti”) = pregador (na assembleia).

Qehilah (pronuncia-se “Kerrilá”) = congregação, assembleia.

Kohen (pronuncia-se “Korrem”) = sacerdote.

Tefilah (pronuncia-se “Tefilá”) = oração.

Mishpachá (pronuncia-se “Mixiparrá”) = família.

Kélev (pronuncia-se “Kélevi”) = cachorro.

Mechonít (pronuncia-se “Merroníti”) = carro.

Bôqer Tov (pronuncia-se “Boquer tovi”) = bom dia.

Érev Tov (pronuncia-se “Érevi tovi”) = boa tarde / boa noite.

Láila Tov (pronuncia-se “Láila tovi”) = boa noite (antes de dormir).

Behatslachá (pronuncia-se “Berratisselarrá”) = boa sorte, sucesso.

Lehitraót (pronuncia-se “Lerritraóti”) = até logo.

Nessiá tová (pronuncia-se “Nessiá tová”) = boa viagem.

Naím meód (pronuncia-se “Naím meódi”) = muito prazer.

Tov meód (pronuncia-se “Tovi meódi”) = muito bem.

iófi (pronuncia-se “iófi”) = ótimo, jóia, que beleza.

Besséder (pronuncia-se “Besséder”) = está bem, de acordo.

Bevacashá (pronuncia-se “Bevakaxá”) = por favor.

Todá (pronuncia-se “Todá”) = obrigado.

Slichá (pronuncia-se “islirrá”) = desculpe, com licença.

Como vocês puderam ver acima, o idioma hebraico não é um “bicho de sete cabeças”. É um idioma relativamente fácil de ser aprendido e que permite um entendimento mais profundo das Escrituras Sagradas. Espero que vocês tenham gostado deste texto e até o próximo estudo, se Deus assim quiser.

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JESUS: MAÇOM?


 

 

Feliz natal.25 de dezembro Emauel foi exaltado ao 3 grau e recebeu o nome de Jesus Cristo [ o justo e perfeito] em ambas as colunas.‏

 

\

A \ R \ L \ S \ Cavaleiros da Arte Real nº 3245

R\E\A\A\

 

J.Castellani

A imaginação

Emanuel foi o nome dado a Jesus ao vir ao mundo. Era um menino possuidor de alta inteligência, Q.I. bastante alto.

Na ordem maçônica dos essênios só era permitido iniciar candidatos com idade mínima de dezessete anos: Emanuel, com doze anos de idade, procurou ingressar na Ordem Maçônica, mas como não era permitida Iniciação com aquela idade, os padres essênios levaram-no para educá-lo numa escola na Alexandria.

Quando completou dezessete anos, Emanuel foi iniciado na Ordem Maçônica dos essênios. Os Maçons receberam nomes simbólicos em suas Iniciações, Elevações e Exaltações a depender do Ritual utilizado pela Loja. Emanuel, em sua Iniciação, recebeu o nome simbólico de Jesus que quer dizer JUSTO, e na Exaltação recebeu o nome simbólico de CRISTO, que significa PERFEITO.

Até a idade de dezessete anos só era conhecido pelo seu nome profano, Emanuel. A Exaltação de Jesus ou seu ingresso no terceiro Grau, da Ordem Maçônica dos essênios ocorreu no dia vinte e cinco de dezembro do ano trinta. Os Reis Magos também eram maçons. Os seus nomes simbólicos eram: Gaspar, Melchior e Baltazar. Gaspar era Rei da Índia, Melchior, Rei do Egito, Baltazar, Rei da Babilônia. Eles estiveram presentes às solenidades de Exaltação de Emanuel. Emanuel nasceu em vinte e três de dezembro do ano um. Os Reis Magos não estiveram presentes no nascimento de Emanuel e sim em sua Exaltação na Ordem Maçônica. Jesus foi um grande maçom. Tudo foi tão JUSTO E PERFEITO com Jesus Cristo, que tornou-se muito mais conhecido na história da humanidade pelos seus nomes simbólicos — Jesus, Cristo — do que pelo seu nome profano, Emanuel.

A Iniciação na Maçonaria dá-se no primeiro Grau, a Elevação no segundo Grau e a Exaltação no terceiro Grau. Já sabemos que no primeiro Grau, Emanuel recebeu o nome simbólico de Jesus e de Cristo no terceiro. O segundo Grau era também conhecido como o Grau de profeta. Nesse Grau Jesus recebeu o nome simbólico de Issa”. (os grifos são meus)

*

Jesus foi nosso Irmão, iniciado numa Loja essênia

* *

O primeiro texto está inserido no certificado de presença de uma Loja brasileira, sem que conste o nome de qualquer autor, ou bibliografia. O segundo texto fez parte de uma palestra feita por um antigo maçom. Asas à imaginação!

* * *

A realidade histórica

Dificilmente são vistas tantas informações sem qualquer compromisso com a verdade histórica, que vive apenas de fatos e não de especulações. Alguns tópicos merecem uma análise mais profunda:

1. “Emanuel foi o nome dado a Jesus ao vir ao mundo. Era um menino possuidor de alta inteligência. Q.I. bastante alto”.

Comentário:

Inicialmente, cabe perguntar como é que se media o Q.I. há 2000 anos, já que essa prática é recente, do século XX. Em segundo lugar, é necessário esclarecer que Emanuel — que, realmente, significa Deus conosco — foi o título pelo qual o profeta Isaías chamou o Messias que viria, como se pode constatar em Isaías, 7 – 14 e em 8-8 e em Mateus 1 – 23:

O nome do Messias, na realidade, era mesmo Jesus, forma latina da palavra hebraica Ieshua, que significa Salvador. E existiram, na História hebraica, outros homens com esse nome: um Jesus, sumo sacerdote, depois do exílio na Babilônia (538 a.C.); um Jesus, chamado o Justo, louvado por Saulo (S. Paulo) como auxiliar no reino de Deus: e um Jesus, filho de Sirac, autor do Eclesiastes.

2. “Na ordem maçônica dos essênios só era permitido iniciar candidatos com idade mínima de dezessete anos; Emanuel, com doze anos, procurou ingressar na Ordem Maçônica, mas como não era permitida iniciação naquela idade, os padres essênios levaram-no para educá-lo numa escola de Alexandria: quando completou dezessete anos, Emanuel foi iniciado na Ordem Maçônica dos essênios”.

Comentário:

A maçonaria, mesmo que os místicos fantasistas e sem base histórica desejem o contrário, é uma ordem que surgiu na Idade Média. Não havia, portanto, maçonaria no início do Universo, na Pré-História, no Parque dos Dinossauros, no Paraíso, ou no início da era atual. Falar, portanto, em “ordem maçônica dos essênios”, é absoluta heresia histórica. Além de tudo, os essênios foram bem conhecidos, historicamente, graças a Flávio Josefo e Filon, historiadores contemporâneos de Jesus, os quais nos dão conta de que eles — que nem são citados no Evangelho — formavam uma comunidade de homens e mulheres, que levavam uma vida austera, praticavam o celibato e tinham os seus bens em comum. Nada, historicamente, autoriza a afirmação de que eles possuíam ritos iniciáticos para a sua seita, simplesmente contemplativa, e muito menos de que havia uma idade mínima — 17 anos — para a “iniciação”. De onde foi tirado isso? Existe, sim, a iniciação religiosa do menino e da menina judia — o bar-mitsvá e o bat-mitsvá, respectivamente — aos 13 anos de idade.

Os hebreus e — a partir do exílio na Babilônia — judeus, tinham de maneira geral, os seus sacerdotes, da tribo dos Levitas, os quais oficiavam os serviços do templo de Jerusalém. Mas os essênios, que não participavam dos serviços litúrgicos do templo, não possuíam sacerdotes (muito menos “padres”, que são sacerdotes católicos), segundo os historiadores, já citados, da época.

A afirmação de que Jesus foi levado, para ser educado numa escola de Alexandria, é altamente temerária, por incidir em improbabilidades. Em primeiro lugar, Alexandria foi fundada pelo macedônio Alexandre Magno, em 332 a.C., no Mediterrâneo, a 206 quilômetros do Cairo, e disputava, com Roma, o título de maior cidade do mundo, sendo um grande centro da cultura grega. Mas a Judéia era província romana, o que tornava, portanto, muito mais lógico e racional que alguém, de lá saindo, fosse estudar em Roma e não na Alexandria grega.

Em segundo lugar, muitos levantam dúvidas sobre a existência real de Jesus, que teria nascido no ano 749 de Roma, ou ano 4 antes da era atual. Porém, a sua existência histórica é amplamente aceita pela comunidade científica, por comparação do contexto político, religioso e social de sua vida com os documentos e as informações arqueológicas. Embora Flávio Josefo e os historiadores romanos Tácito e Suetônio não o mencionem, suas descrições dos locais, dos costumes e das pessoas da época confirmam os dados dos evangelhos, escritos por contemporâneos de Jesus. Existe, todavia, uma fase oculta em sua vida, a qual não é abordada nem por esses contemporâneos, por ser absolutamente desconhecida. Seu nascimento e infância são descritos nos evangelhos, principalmente no de Lucas, terminando no regresso da família a Nazaré, depois da fuga para o Egito. O período da vida oculta de Jesus compreende os anos passados em Nazaré, após o retorno do Egito, e, dele, os evangelistas apenas abordam o episódio da peregrinação a Jerusalém — ao templo — quando ele tinha doze anos de idade. Depois disso, só há registro de sua vida pública, cerca de vinte anos depois, quando ele iniciou a sua pregação e a divulgação de suas idéias, como se pode ver no Evangelho segundo Mateus.

É exatamente esse período, por não ter nenhum relato — por isso é chamado de “vida oculta” — que é altamente explorado pelos fantasistas, cujas elucubrações não têm nenhum compromisso com a realidade. Assim, segundo alguns, Jesus teria estado no Tibete; ou, segundo outros, na Índia, onde, entre budistas, teria o nome de Jesse; ou, ainda, no Egito, ou……, ou……… . e até numa escola em Alexandria e na “ordem maçônica dos essênios”!!!

3. “Emanuel, em sua iniciação, recebeu o nome simbólico de Jesus, que quer dizer Justo, e, na Exaltação, recebeu o nome simbólico de Cristo, que quer dizer Perfeito”.

Comentário:

Como já foi visto, Ieshua (Jesus) significa “Salvador”, ou “Deus é o seu auxílio”. Existiu um outro Jesus, que foi cognominado “o Justo” — não que o nome significasse “Justo” — mas não se devem misturar alhos com bugalhos.Já a palavra Cristo é originária do grego “Khristos”, que é a tradução do termo hebraico “Meshiakh”, que significa “Messias”, ou “Ungido”. Não tem nada de “justo e Perfeito”. Parece que o texto do certificado quer ligar Jesus a essa expressão, que era típica dos canteiros — operários que esquadrejavam a pedra de cantaria — medievais e que chegou à moderna maçonaria. Entre os canteiros, um Zelador, ou Vigilante, media a horizontalidade da pedra, com o nível, enquanto o outro media a sua verticalidade com o prumo, anunciando, depois, ao proprietário (ou o master): “tudo está justo e perfeito”; isso era feito no início e no fim dos trabalhos, para surpreender possíveis sabotagens do trabalho, coisa comum, diante da rivalidade das organizações profissionais de canteiros, que eram muito requisitados e considerados, já que, da perfeita forma cúbica das pedras, dependia a estabilidade das construções.

4. “A exaltação de Jesus, ou seu ingresso no terceiro grau, da Ordem maçônica dos essênios ocorreu no dia 25 de dezembro do ano trinta”.

Comentário:

Alguém deve ter visto a ata dessa sessão de Exaltação!

E por que falar de ano trinta, se o calendário atual estava longe de ser inventado? Por que não 3791 da era hebraica, já que os essênios eram judeus, como Jesus?

Fantasia, imaginação e mistificação! Seria bom que o desconhecido redator do texto conhecesse um pouco da História maçônica, para saber que o terceiro grau só foi introduzido no século XVIII e o segundo, no século XVII. E para saber que só se afirma alguma coisa à luz de documentos, ou de bibliografia fidedigna e não “sonhando”. Seria interessante conhecer, também, a situação político-religiosa da época de Jesus:

Desde a reconstrução do templo de Jerusalém, após o exílio na Babilônia — 586 a 538 a.C. — por Zorobabel, a vida religiosa em torno dele sempre foi muito intensa e vibrante, com a finalidade de preservar a pureza e a autenticidade das tradições hebraicas, constantemente ameaçadas pelos invasores. Existiam, todavia divergências teológicas e rivalidades políticas, que iriam originar três seitas, ou, na realidade, verdadeiros partidos de política religiosa: a dos saduceus, a dos fariseus e a dos essênios.

Os saduceus compunham o partido sacerdotal e dos poderosos, baseando toda a sua atividade na fidelidade intransigente aos texto da Torá — os cinco primeiros livros bíblicos : Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — e lutando pela supremacia do povo eleito e pela grandeza espiritual do templo. Para os saduceus, somente as disposições legais e as crenças explícitas na Torá é que determinavam o rumo da fé de Israel. Daí a sua extrema severidade nas leis penais e o fato de não aceitarem interpretações e especulações sobre o texto da lei, que teria sido recebida por Moisés, no monte Horeb, no Sinai. Por isso, eram adversários dos fariseus, que defendiam princípios não formulados, explicitamente, na Torá. Aferrados ao templo, os saduceus desapareceriam junto com ele, quando da destruição de Jerusalém, no ano 70 da era atual (3830 da era hebraica), pelas tropas romanas do imperador Tito, no dia 9 do mês av.

Os fariseus (do hebraico: perushin = separados), cuja importância havia crescido a partir do século II a.C., admitiam, além da tradição escrita da Torá, uma extensa tradição oral, que, segundo eles, autorizava, aos doutores da Lei, a interpretação do texto e a adaptação dele às diversas circunstâncias concretas da História. Compondo uma ordem religiosa, contemplativa e docente, os fariseus definiram as estruturas básicas do judaísmo, as quais iriam ser, em larga escala, absorvidas pelo cristianismo: a justiça de Deus e a liberdade do homem; a imortalidade pessoal: o julgamento após a morte; o paraíso, o purgatório e o inferno; a ressurreição dos mortos; o reinado de glória. Tais conceitos doutrinários seriam levados, ao cristianismo, por Saulo — canonizado como São Paulo — que se proclamava “fariseu, filho de fariseus”.

No primeiro século antes da era cristã, o movimento farisaico dividia-se em duas facções rivais: a de Shamai, rigorosa e intransigente na interpretação da Torá — a ala extremista dos zelotes, que inspirou a revolta contra Roma era dessa facção — e a de Hilel, o Velho, mais moderada. Quando o templo foi definitivamente destruído, foi a corrente de Hilel que manteve a unidade doutrinária do farisaísmo e que, por meio dele, proporcionou a sobrevivência do judaísmo. Com o conhecimento, que se possui, sobre a doutrina farisaica e sobre o aproveitamento desta pela Igreja, não se compreende o grosseiro conceito que se faz dos fariseus, o juízo pejorativo, geralmente injusto e que não considera a função fundamental que eles exerceram na vida religiosa judaica e, por extensão, na de toda a humanidade, através do aproveitamento de sua doutrina por outras religiões. O conceito pejorativo, que deles se faz, deve-se, fundamentalmente, à interpretação clerical dos Evangelhos, a qual os rotula como fanáticos e hipócritas, em geral, embora fanáticos e hipócritas existam em qualquer grupo religioso, ou seita.

Esquadro e compasso

Os essênios, embora sua atividade fosse descrita por Flávio Josefo e Filon, tornaram-se mais conhecidos a partir da descoberta dos manuscritos de Cumrán, ou manuscritos do Mar Morto. Eles formavam comunidades que praticavam um monaquismo, através do qual homens e mulheres, provindos de diversas regiões de Israel, agrupavam-se, para uma vida consagrada ao ideal de uma vida religiosa de isolamento, contemplação e silêncio. O ingresso na comunidade implicava o voto de viver, de acordo com os preceitos da Torá, uma existência de oração, pobreza, obediência e pureza, através da submissão à vontade de Deus. Isolados e quase enquistados, não participavam das atividades do templo, tendo pouca influência na vida religiosa judaica, embora alguns de seus hábitos, exclusivamente religiosos, tivessem sido aproveitados, chegando até à Igreja : preces e estudos em comum, preparando a alma para a eternidade; ressurreição dos mortos; purificação pela água; e a comunhão da confraria no vinho e no pão consagrados, origem da eucaristia. A comunidade dos essênios também iria desaparecer com a derrocada nacional, após a destruição de Jerusalém e do terceiro templo.

5. “Emanuel nasceu a 23 de dezembro do ano um”.

Comentário:

Eureka! Fez-se a luz! Ninguém, até hoje, sabia a data exata do nascimento de Jesus, nem mesmo os mais profundos estudiosos da História e da Arqueologia. Agora já se sabe, graças à sábia informação contida nesse folheto!

Sabe-se — ou seria melhor dizer “sabia-se”? — que a data de 25 de dezembro, para o nascimento de Jesus, é completamente fictícia e foi baseada no mitraismo persa, adotado pelos romanos. Como a noite de 24 para 25 de dezembro é a mais longa — e, geralmente, a mais fria — do ano, no hemisfério Norte, os adoradores do deus Mitra (o Sol), realizavam uma cerimônia , “Natalis Invicti Solis” (Nascimento do Sol Vitorioso), onde, durante a longa e fria noite, eram realizados cultos propiciatórios, pela volta da luz do Sol e do calor. O cristianismo, aproveitando essa cerimônia mitraica e assimilando Jesus à luz do mundo, fixou essa data, como se fosse a do nascimento de Jesus, já que não se sabe nem o dia e nem o ano em que isso ocorreu. Ou melhor, não se sabia!!!!

6. “Gaspar era rei da Índia; Melchior, rei do Egito; Baltazar, rei da Babilônia”.

Comentário:

Nada prova que os três personagens eram, realmente, reis, embora sejam tidos, popularmente, como tal. As Escrituras, em momento algum, fornecem informações suficientes para que se possa estabelecer qual é o país de cada um, destacando, apenas, que eram do Oriente. Até o número dos “reis magos” é motivo de controvérsia, pois já se falou em 3, 4, 5, 6 e até 12! O número de três se deveu à tradição, segundo a qual eles se apresentavam como representantes das três raças: branca, negra e amarela.

Os nomes pelos quais ficaram conhecidos também são duvidosos, pois resultam de uma tradição tardia e não da época em que os fatos teriam acontecido. E é mais provável que tais personagens fossem meros viajantes, com conhecimentos de ciências naturais e de astrologia. Quem disse que eles eram, respectivamente, reis da Índia, do Egito e da Babilônia? Da Babilônia, seria impossível! Depois do domínio persa, iniciado com Ciro, o Grande, em 539 a.C., a Babilônia conheceu o período helenístico, quando entrou em decadência, desaparecendo antes do início da era cristã. O termo “babilônia” surge, no Novo Testamento, apenas de forma metafórica, para designar a Roma pagã, ou o próprio mundo. Como Baltazar poderia ser rei de um Estado desaparecido? E como Melchior poderia ser rei do Egito, se o Egito, desde 30 a.C., era província romana? E nem se fale da Índia, que, na época, estava tão dividida, que nem se poderia falar em um governo único. Conclusão: “invenção”!

7. “O segundo grau era também conhecido como o grau de profeta. Nesse grau, Jesus recebeu o nome simbólico de Issa”.

Comentário:

Abstraindo essa história fantástica de segundo grau, sem qualquer comprovação — o segundo grau, na maçonaria, surgiria no final do século XVII — a própria explicação sobre esse nome, a mais aceita, é, também, mera especulação: “Issa” teria sido o nome de Jesus, quando de sua permanência nos claustros do Tibete. Isso, obviamente, é mera suposição, embora Raul Silva, um místico sem bagagem histórica, em seu antigo livro “Maçonaria Simbólica” — da editora ocultista Pensamento — diga que “um nosso irmão russo, de nome Nicktowysk, compulsando esses documentos da antiguidade, neles encontrou a permanência de Jesus, durante anos, no convento do Tibete, sendo ali conhecido com o nome de profeta Issa”. Só que ninguém sabe quem é Nicktowysk e tais “documentos” nunca foram exibidos, o que leva à conclusão de que se trata de mais uma farsa. Mais uma!

Acrescente-se, porém, que, para o Islã — a religião fundada por Mohammed ibn Abdallah (Maomé), no século VI da era atual —- Adão foi o primeiro profeta e Jesus, um dos profetas mais perfeitos. Daí a origem desse título, que nada tem a ver com o Tibete e nem com uma eventual e fantástica “maçonaria dos essênios”.

8. “Os Reis Magos também eram maçons”.

Pr. Ângelo Medrado

Comentário:

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