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Ariano Suassuna diz que fez “pacto com Deus” para terminar livro

Em entrevista à Folha de São Paulo ele comentou sobre o período que ficou internado na UTI

por Leiliane Roberta Lopes

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Ariano Suassuna diz que fez “pacto com Deus” para terminar livro
Ariano Suassuna diz que fez “pacto com Deus” para terminar livro

O poeta Ariano Suassuna, 86 anos, concedeu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo comentando sobre o período que ficou internado após sofrer dois infartos e ter que operar de um aneurisma cerebral, isso há quase quatro meses.

Ao se ver naquela situação, o autor de “O Auto da Compadecida”, que é católico fervoroso, fez um trato com Deus para terminar seus livros. “Eu digo lá [no livro] que fiz um pacto com Deus, e fiz mesmo: se ele achasse que o romance tinha alguma coisa de sacrílego ou de desrespeitoso, que interrompesse pela morte.”

Suassuna está há 33 anos trabalhando em um romance que deve ser lançado em breve, pouco antes de adoecer ele concedeu um entrevista dizendo que não tinha medo da morte, mas teria pena de morrer sem realizar alguns desejos, entre eles terminar a série que ganhou o título de “A Ilumiara”.

Envolvido com política, o autor pernambucano está apoiando a candidatura de Eduardo Campos (PSB) ao cargo de Presidente da República, mas apesar de torcer pela vitória, prefere não arriscar o resultado das eleições de 2014. “Me telefone no dia seguinte à eleição que eu digo”, brincou ele que, apesar dos problemas de saúde e da idade avançada não teve perda de memória.

Como católico, Ariano Suassuna se mostra contente com a eleição de Papa Francisco e comemorou o fato do argentino ser um jesuíta. “Eu estou entusiasmado com esse papa. Logo no início. Só o fato de ele ter escolhido o nome de Francisco, vi logo que ele era alguma coisa de novo. Era o que a Igreja estava precisando. Estou entusiasmadíssimo”, revelou.

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‘Papai Noel negro’ passa por cima de racismo para ajudar no Natal e encerrar debate sobre cor da pele

Jornalista diz que a discussão de etnias é desnecessária, sobretudo após a morte de Mandela

Por Luciano Portela | Repórter do The Christian Post

Após polêmicos episódios sobre qual seria a etnia do Papai Noel, os Estados Unidos tomaram conhecimento de um caso de um “Papai Noel negro”, que passou por cima das questões de raça para colaborar com o Natal de pessoas carentes e ajudar a encerrar o debate sobre a cor da pele.

  • Papai Noel negro
    (Foto: Reprodução/Facebook)
    Papai Noel negro ajuda Exército da Salvação

De acordo com o jornalista J. Lee Grady, o homem fantasiado com as roupas do clássico personagem natalino estava em supermercado recebendo doações, que seriam repassadas pelo Exército da Salvação a necessitados.

Grady ressalta que “não é o primeiro homem negro que ele vê vestido de Papai Noel” para ajudar pessoas carentes e este exemplo, como muitos outros, podem ficar de lição e de alerta, de que controvérsias sobre etnia são uma mistura de preconceito com impedimentos desnecessários diante de ações mais importantes, como a filantropia.

  • Para o jornalista, não se deve polarizar raças de nenhuma forma, sobretudo se há alguém com a intenção de ajudar, vestindo uma fantasia que cativa tanto as crianças. Ele ainda observa que este tipo de discussão sequer deveria ter início, principalmente após a morte recente do líder sul-africano Nelson Mandela, no último dia 5 de dezembro.

“É muito cedo depois do funeral de um pacificador, como Nelson Mandela, para os americanos chegarem a uma discussão tão polarizada sobre raça”, resume Grady ao citar a importância de Mandela, ex-presidente da África do Sul, que antes de chegar ao poder gerou uma enorme revolução no país por lutar contra o regime de segregação.

O “Papai Noel negro” surgiu logo após dois casos recentes de discussão racial. A princípio, um professor em Rio Rancho, sudoeste dos EUA, disse a um aluno que seu pai não podia se fantasiar de Papai Noel, por ele ser negro e o personagem natalino ser branco.

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No segundo episódio, uma apresentadora do canal Fox News destacou que as crianças deveriam saber que Jesus Cristo era branco e que Papai Noel não poderia ser afro-americano, por serem personagens históricos com características propriamente estabelecidas.

Ambas as situações foram repudiadas através de redes sociais e debates abertos na imprensa, que consideraram a discussão desnecessária e fora de hora, como o caso de Grady, que questionou a necessidade da população “aprender a deixar o passado para trás e aceitar um ao outro”, resume o colunista.

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Mórmons se preparam para o fim do mundo

Práticas de estocar comida sempre fez parte dos ensinamentos da seita

por Jarbas Aragão

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Mórmons se preparam para o fim do mundoMórmons se preparam para o fim do mundo

Armazenar alimentos e água suficientes em caso de um grande desastre, perda de emprego ou mesmo o fim do mundo é parte dos ensinamentos fundamentais da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mas parece que a ideia está se espalhando.

Perto de Salt Lake City, capital mundial da seita mórmon, como são mais conhecidos, existem dezenas de grandes silos cheios de grãos. “A sabedoria em preparar estoques é ensinado fortemente entre os mórmons”, explica Paul Fulton, presidente da Ready Store, especializada em vender comida para os que desejam estar preparados para o fim do mundo.

A prática dos mórmons em estar sempre preparados começou na primeira década do século 19. Nessa época, Joseph Smith, seu fundador, atraiu pessoas de todo o país para o que era chamada de Terra Prometida, o Estado do Utah, conta Matthew Bowman, professor de religião no Hampden-Sydney College.

Os líderes da Igreja preparavam listas do que as pessoas precisavam comprar, e depois armazenavam em depósitos de alimentos nas cidades que iam fundando. Após a Segunda Guerra, líderes da igreja preocupados com uma iminente guerra nuclear alertavam os mórmons usando uma retórica apocalíptica, sempre incentivando o armazenamento de alimentos. Com isso, cada família era incentivada a ter uma reserva para cerca de dois anos, disse Bowman.

Nas últimas duas décadas, o foco no armazenamento de alimentos mudou um pouco, mas a prática ainda é ensinada. Rick Foster, gerente de Serviços Humanitários da Igreja dos Santos dos Últimos Dias conta que a igreja tem enormes armazéns em cujas prateleiras estão empilhados caixas de comida que poderiam estocar 143 supermercados médios. Elas estão ali caso seja preciso fornecer alimentos aos membros necessitados.

Foster disse que a igreja tenta manter um suprimento de comida de seis meses em cada um dos armazéns. Existem 101 centros de armazenamento de alimentos coordenados pela igreja. Embora muitas famílias mórmons mantenham hortas caseiras para esse fim, a igreja possui suas próprias fazendas, ranchos de laticínios e fábricas de conservas.

As casas de muitos mórmons estão equipadas com prateleiras especiais para armazenar latas de comida preparadas para durar até 25 anos. Nos últimos anos, a procura tem aumentado e a igreja teve de fazer uma série de adaptações em sua logística de produção a armazenamento.  Com informações Daily Mail.