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Fiéis rezam diante de árvore que chora “lágrimas de Deus”

Especialista afirma que não é água, mas excremento de insetos

por Leiliane Roberta Lopes

 

Fiéis rezam diante de árvore que chora “lágrimas de Deus”
Fiéis rezam diante de árvore que chora “lágrimas de Deus”

Uma árvore em Fresno, Califórnia (Estados Unidos), tem atraído diariamente um grupo de fiéis católicos que rezam e pedem milagres.

Os religiosos acreditam que árvore chora “lágrimas de Deus” por notarem que todos os dias tem um líquido descendo pelo tronco.

O fato tem chamado a atenção da imprensa mundial e uma emissora americana, a KGPE, até chegou a fazer uma reportagem com uma das fiéis que estava clamando diante da árvore.

Maria Ybarra falou que o líquido jorra com mais intensidade quando o grupo clama “Glória a Deus” e “em nome de Jesus”. Essas palavras liberariam o líquido milagroso.

Mas para o especialista em árvores Jon Reelhorn, o que sai da árvore não é água, nem as lágrimas de Deus. “Os afídeos (insetos) sugam a seiva da árvore e eles liberam excremento”, disse.

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Rede terrorista patrocinada pelo Irã inclui o Brasil

Denúncia do Washington Post reforça reportagem da Veja.

por Jarbas Aragão

Gospel Prime

 

Rede terrorista patrocinada pelo Irã inclui o BrasilIrã monta rede terrorista na América Latina

O Jornal Washington Post publicou esta semana uma extensa reportagem mostrando como o Irã está reforçando as redes terroristas em vários países do mundo. Um dos focos principais seriam países da América Latina, inclusive no Brasil.

O material do Wahington Post reforça muito do que a revista Veja denunciou dois meses atrás, na reportagem “A filial do terror: como o Irã montou, no Brasil, a rede de extremistas que participaram do maior atentado terrorista já ocorrido na Argentina”.

Essa rede latina existe há pelo menos vinte anos e têm vínculos com o Hezbollah, grupo islâmico que é um braço armado do governo iraniano no Líbano. No Brasil, existem células conhecidas em pelo menos três cidades: Foz do Iguaçu, São Paulo e Curitiba.

O libanês Samuel Salman El Reda, que vivia em Foz do Iguaçu, foi quem comandou o que é considerado o maior atentado terrorista da história da Argentina: a explosão de um carro bomba na Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que matou 85 pessoas.

Segundo revelam os jornalistas, a construção dessa rede do governo iraniano e do Hezbollah foi iniciada em 1984. Primeiramente eram enviados recrutas e extremistas muçulmanos dispostos a dedicar suas vidas (e até morrer) pela causa. Os primeiros países a recebê-los foram o Brasil, a Guiana e a Argentina. Por enquanto, tem-se notícia de pelos menos dois ataques na capital Buenos Aires, mas o comando estaria em solo brasileiro.

O responsável em comandar a operação na América Latina é o clérigo Mohsen Rab­bani, conhecido por suas pregações incitando ódio aos judeus e aos americanos. Ele usa como disfarce o cargo de inspetor do abate, algo que para muçulmanos praticantes deve ocorrer seguindo preceitos religiosos. É comum a presença desses clérigos nas empresas que exportam carne para países muçulmanos.

Rabbani também é “conselheiro cultural da Embaixada do Irã” e as atividades dos terroristas na América Latina comumente são camufladas com centros culturais, editoras de livros e mesquitas.

Segundo o Washington Post “Nos últimos anos, um programa de recrutamento tem levado centenas de latino-americanos para o Irã para cursos intensivos sobre religião e cultura iraniana. Tudo feito em espanhol e pago integralmente pelo governo. Tudo é supervisionado por um homem procurado internacionalmente por acusações de terrorismo, de acordo com funcionários e especialistas dos EUA”.

Esse rede latina é parte de um esforço por parte do Irã em expandir sua influência no hemisfério ocidental, através da construção de uma rede de apoiadores e aliados contrários ao governo dos Estados Unidos. Além do recrutamento de estudantes estrangeiros para estudo especial dentro do Irã, inclui divulgação direta em países latinos, através da construção de mesquitas e centros culturais. No ano passado surgiu  uma nova rede de TV a cabo que transmite programação iraniana em espanhol. Também foi criado um portal de notícias islâmico totalmente em espanhol. Seu objetivo é alcançar moradores de cerca de 50 países onde se fala a língua, num público potencial de meio bilhão de pessoas.

As iniciativas são principalmente políticas, destinadas a reforçar a posição de Teerã em países como Venezuela e Equador, que já manifestaram sua visão “antiamericana”. Em alguns casos, as autoridades iranianas envolvem os latino-americanos em espionagem, contando ainda com operações de hackers visam sistemas de computadores dos Estados Unidos.

Um relatório emitido este ano por um promotor argentino citou evidências de “redes de inteligência locais clandestinas”, que usa programas religiosos e culturais como cobertura para “fornecer apoio logístico, econômico e operacional aos atentados terroristas decididos pelo regime islâmico”.

A tática de recrutamento não é clara, mas inicia com uma tentativa de conversão de jovens latinos ao islamismo. Aqueles que se interessam em saber mais sobre a religião são enviados para um treinamento no Instituto Cultural de Pensamento Oriental, na antiga cidade de Qom. Tudo custeado pelo governo, incluindo as passagens de avião.

Nesse local construído pelos sunitas, centenas de pessoas, majoritariamente estudantes universitários, aprendem mais sobre o islamismo e são convidados a participar da jihad (guerra santa). Depois, são enviados de volta a seus países. Desde o início do programa, teriam sido treinados mais de mil estudantes.

 

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Filmagem mostra Templo de Salomão da IURD destruído por incêndio

15/08/2013 – 8:40

Igreja evangélica diz não ver filme ‘Inferno’ como uma crítica.

por Jarbas Aragão

 

Filmagem mostra Templo de Salomão da IURD destruído por incêndioFilmagem mostra Templo de Salomão da IURD destruído por incêndio

A artista israelense Yael Bartana, 43, atraiu a atenção da mídia por causa de sua mais nova produção. Trata-se do filme “Inferno”, que ela acaba de rodar e participará de mostras internacionais.

Rodado no Brasil, trata-se de uma ficção onde o tema principal é o Templo de Salomão. Não o original, nem o que foi reconstruído pelos romanos. Ela preferiu ver em chamas a réplica edificada pela Igreja Universal do Reino de Deus em São Paulo.

Embora só fique pronto no ano que vem, a artista que é judeu sabe muito bem como será o seu interior. Ela visitou as obras do templo, e decidiu recriar em um galpão de escola de samba um portal dourado, além das peças douradas que a Universal reproduzirá segundo o relato bíblico.

“Não pude deixar de pensar que isso tinha de ser destruído. É mais um projeto utópico para marcar uma identidade, só que para toda utopia existe uma distopia. Toda construção carrega a sua destruição”, disse Bartana à Folha.

Acostumada a falar sobre religião em suas obras, ela ficou famosa com uma produção que fazia uma leitura política e religiosa do Holocausto, bem como de outros episódios de antissemitismo pelo mundo.

Enquanto o custo da obra da Universal ficará perto de R$ 700 milhões, Bartana investiu cerca de R$ 1 milhão para destruí-lo na ficção. As cenas dessa destruição pelo fogo foram inspiradas numa pintura do italiano Francesco Hayez (de 1867) onde se veem pessoas se jogando de um templo em chamas. “Caos e anarquia” são os elementos centrais, explicou a artista.

A filmagem do incêndio fictício durou dois dias, onde não faltaram explosões e bolas de fogo consumindo tudo pela frente. Na análise de Bartana o que a Igreja Universal se propõe a fazer é “megalomania”. “O discurso do bispo Edir Macedo é que, se os fiéis não podem ir a Jerusalém, ele traz Jerusalém até eles. É quase um artista tentando fazer uma escultura gigantesca”, pontua.

inferno templo

No final, o filme mostra as ruínas do templo, recriando o Muro das Lamentações, semelhante ao que existe em Israel. Para a cineasta, trata-se de uma reação aos movimentos de grupos fundamentalistas judeus que desejam construir o Terceiro Templo no lugar onde hoje está a mesquita de Al-Aqsa, no Domo da Rocha.

Sua obra, contudo, não se trata meramente de religião. “Não é uma crítica aos evangélicos, nem tenho a intenção de criticar nada. O filme é sobre a estética da destruição e como devem ser os lugares sagrados… Não sou brasileira nem evangélica, mas sou israelense. Gosto de analisar essa mitologia do retorno a Israel. Não acredito em fazer arte contra algo. Tento só refletir as condições em que vivemos”.

A Folha de São Paulo procurou a Igreja Universal do Reino de Deus para comentar sobre o filme “Inferno”. Em nota, a IURD declarou:

“Sem saber o teor do vídeo é impossível saber se a artista pretende criticar a construção do templo, a Universal, seus membros ou fiéis… a Universal é uma igreja para todas as pessoas, que possui membros de todas as classes sociais e trata todos de forma igual”.

Lembrou ainda que o bispo Edir Macedo, queria com isso “que o povo da Universal pudesse pisar no chão e nas pedras que um dia Jesus pisou”. E que “não se trata de um projeto denominacional, muito menos pessoal, mas algo tão glorioso, do ponto de vista espiritual, que transcende a própria razão”.

Gospel Prime