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Pastor que liderava milícia na Zona Oeste do Rio se entrega à polícia

 

Dijanio Aires Diniz é acusado de extorquir moradores de Campo Grande.
Mais 10 suspeitos foram presos em operação contra a milícia Liga da Justiça.

Paulo Maurício CostaDo G1 Rio

 

"Pastor" usaria Igreja para ameaçar e cobrar juros de pessoas que haviam pedido empréstimos aos milicianos (Foto: G1 / Paulo Maurício)

Pastor usaria igreja para ameaçar e cobrar juros de
pessoas que haviam pedido empréstimos aos
milicianos (Foto: Paulo Maurício Costa/G1)

Dijanio Aires Diniz, o Pastor, acusado de liderar a milícia Liga da Justiça, atuante na Zona Oeste do Rio, chegou por volta das 14h desta quinta-feira (6) à Acadepol, na Cidade Nova, no Centro, em um carro da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Uma hora antes, ele se apresentara voluntariamente na sede da delegacia, na Cidade Nova. Acompanhado de um advogado, Dijanio negou as acusações de agiotagem e extorsão a moradores de Campo Grande, na Zona Oeste.

“Sou um homem de Deus. Isso é tudo mentira”, disse o pastor, que, segundo a polícia, dentro da Igreja Pentecostal Deus é a Luz, ameaçava e cobrava juros de até 60% a pessoas que tomavam empréstimos dos milicianos.

“Vou provar a minha inocência. Estou aqui para isso”, acrescentou Dijanio, que depois de prestar depoimento na Acadepol será levado para a penitenciária Bangu 1.

O pastor, um dos fundadores da igreja há seis anos, negou que arrecade R$ 500 mil mensais em parceria com os outros 10 presos pela Draco-IE na operação Pandora II. Ele ainda rebateu a versão da polícia de que usava um cofre em sua casa para guardar o dinheiro arrecadado e que, com a mesma finalidade, tinha uma Bíblia com fundo falso.

A Draco-IE, apoiada pelo Ministério Público e pela subsecretaria de Segurança Pública, denunciou o pastor e as outras 10 pessoas por formação de quadrilha, agiotagem e extorsão. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.

Ainda de acordo com a polícia, foram presos na operação: Jose Luís Cordeiro Cavalcante da Silva, o Bolt; Carlos Henrique Garcia Ramos; Luciano Alves da Silva; Célio Alves Palma Júnior; Elber Meirelles Pessanha; Leandro José de Freitas da Silva; Aline Barbosa da Silva; Antonio Claudino Ribeiro Blanco; Rhuan Claudius Martins Blanco e José Ribamar Gomes Passos.

A Liga da Justiça ficou conhecida na década passada por ter entre seus principais articuladores o ex-policial Batman e os irmãos Jerominho e Natalino, respectivamente ex-vereador e ex-deputado estadual. Os três estão presos.

Ainda são procurados outros dois supostos integrantes da Liga da Justiça: André Marcelo Botti de Andrade e Cléber Oliveira da Silva.

Esta é a segunda operação realizada para reprimir este tipo de crimes na região. Em setembro do ano passado, a polícia cumpriu 10 dos 18 mandados de prisão preventiva. Entre os presos, havia quatro ex-PMs acusados de envolvimento no esquema.

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Padre atingiu menina com chicote, diz família do PR

 

 

ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA

O padre Mansueto Pontarolo, da paróquia de Matinhos (litoral do Paraná), não gosta de chamar a polícia para resolver balbúrdias em frente à igreja. "Eles têm coisas mais importantes a fazer", diz.

Quando algo ameaça a ordem, ele lança mão de um chicote. "É como o pai que usa o chinelo. Não é para agredir, é para impor respeito."

Porém, a família de uma menina de 12 anos diz que, na sexta, ela levou um golpe no rosto quando Pontarolo dispersava um grupo de estudantes que comemorava, na frente da igreja, o fim do ano letivo jogando ovos e farinha uns nos outros.

O padre nega. "Eu espantei com o chicote e teve alguém que se doeu", diz Pontarolo, 49, na cidade há 7 anos.

A menina foi levada a um hospital e liberada horas depois. A mãe registrou boletim de ocorrência, mas não quis representar contra o padre.

"A lesãozinha é coisa mínima. Estão fazendo tempestade em copo d’água", diz o delegado Edilson Blener. Como não houve queixa, a polícia não dará continuidade ao caso.

A Cúria de Paranaguá manifestou-se contra a atitude do padre. Ele diz que não foi repreendido formalmente.

"Não é arma, é um instrumento. Assim como Jesus usou chicote no templo, para dizer que tinha uma ação errada lá", diz. "Jogar ovo e coisarada na porta da igreja é errado!"

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Malafaia diz que não tem preconceito e esclarece sobre ditadura gay

TENHO CONCEITO FIRMADO, DECLARA

foto - Silas Malafaia

Por: Redação Creio

O CQC exibiu na noite desta segunda-feira, dia 03, reportagem sobre audiência Pública para discutir o Projeto de Decreto Legislativo 234/2011 proposto pelo deputado João Campos (PSDB-GO). Apelidado de “projeto da cura gay”, o mesmo tenta sustar partes da Resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que falam sobre a relação do profissional de psicologia em prestar atendimento quanto à orientação sexual de seus pacientes.Na reportagem Silas Malafaia, Arolde de Oliveira, Marco Feliciano e Marisa Lobo emitiram suas opiniões. Com tom exaltado Malafaia rebateu a repórter Monica Iozzi e diz que não tem preconceito.

Durante toda a entrevista Mônica Iozzi ouviu representantes da comunidade gay e da bancada evangélica. Marisa Lobo, vítima de censura do Conselho Federal de Psicologia, ao ser indagada sobre como atenderia um gay, Lobo rebateu e disse que não “é curandeira e atenderia o sofrimento psíquico.”

Malafaia, cercado de jornalista, e exaltado, atacou a repórter dizendo que era estratégia para prejudica-lo. “Não tenho medo de imprensa”, disparou. Ao ser questionado por Iozzi ele disse que tem conceitos Bíblicos. “Eu nunca bati em homossexual, não odeio homossexual. A Bíblia que fala que Deus ama é a mesma que vai lançar o homem no inferno. Não tenho preconceito, tenho conceito firmado.”