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Casal de negros é impedido de realizar casamento em Igreja Batista no Mississippi, EUA

 

PorLuana Santiago | Correspondente do The Christian Post

Um casal de negros foi impedido de realizar a cerimônia de casamento em uma igreja Batista no Mississippi, nos Estados Unidos por serem negros.

  • Casal de negros

    (Foto:Divulgação)

    Casal de negros impedidos de realizar casamento

 

O pastor da Primeira Igreja Batista de Crystal Springs, Stan Weatherford, teria informado ao casal Charles e Andrea Wilson que alguns membros se opuseram ao casamento.

O casal, que é frequentador regular da igreja, disse que havia enviado com meses de antecedência convites para o casamento na igreja Batista. Andrea e Charles foram surpreendidos na véspera da data, com um telefonema do pastor, que os comunicou da decisão.

“Pelo fato de que somos negros e alguns fiéis protestaram já não poderemos casar na igreja onde nós pensávamos que éramos queridos como irmãos de fé”, comentou Charles Wilson, segundo a CNN.

Segundo o pastor Stan, que realizou a cerimônia de 21 de julho em outra igreja da região, ele queria evitar controvérsia dentro da igreja.

"Eu não queria ter uma controvérsia dentro da igreja", explicou. "E eu não queria que uma controvérsia afetasse o casamento de Charles e Andrea. Eu queria ter certeza de que seu dia do casamento seria um dia especial”, de acordo com publicação CBN News.

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Já a Convenção Batista condenou a igreja por se recusar a casar o casal. O Diretor Executivo Jim Futral chamou a decisão da Igreja "uma coisa triste”.

“Não é um reflexo do espírito do Senhor e batistas de Mississippi", disse Jim Futral. "É apenas um passo para trás (…), é uma coisa triste".

Segundo o site Charisma News, alguns membros da igreja disseram que não concordaram com a decisão e estão indignados. O membro da igreja, Casey Kitchens, disse que a maioria da congregação não sabia nada sobre a decisão de cancelar o casamento de Wilson.

"Este é um pequeno grupo pequeno de pessoas que tomou uma decisão terrível", disse ela.

"Estou com vergonha agora por saber que a minha igreja fez isso. Não consigo entender o porquê. É injusto, simplesmente errado."

“O que Jesus teria feito? Teria casado eles, sem nenhuma dúvida, porque isto é o correto. Todos somos filhos de Deus”, disse Theresa Norwood, de 48 anos, uma moradora da região, que afirmou ainda que a igreja era “a casa” do casal.

Charles em uma entrevista em entrevista ao canal WAPT-TV, uma filial da ABC, teria dito da dificuldade de explicar a situação à sua filha de 9 anos.

“Minha filha de nove anos vai à igreja conosco. Como você vai dizer à sua filha de nove anos ‘não podemos casar aqui porque, advinha querida, nós somos negros?”

O casal afirma que pretende consultar um advogado antes de decidir seu próximo passo em relação à situação a que foram submetidos pela congregação.

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Moedas de ouro usadas nas Cruzadas são encontradas em Tel Aviv

 

Pesquisadores acham 108 moedas de ouro num pote e têm uma surpresa: elas haviam sido cunhadas séculos antes, por sultões egípcios

American Friends of Tel Aviv University (AFTAU)

Pesquisadores encontram 108 moedas em pote de ouro em Tel Aviv (American Friends of Tel Aviv University (AFTAU))

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, encontraram um verdadeiro tesouro em ouro escondido dentro de um castelo no sítio arqueológico de Arsur, usado naquela região na época das Cruzadas – um movimento militar que saiu da Europa em direção à Terra Santa, nos séculos 12 e 13, para dominar os territórios e impor o cristianismo.

O pote continha 108 moedas de ouro e trazia uma surpresa: elas não eram daquele tempo, mas de séculos anteriores, e haviam sido feitas por sultões egípcios.

Essa ligação entre épocas distintas foi feita pelos pesquisadores porque as moedas estavam em um local que foi construído em 1.241 e destruído em 1.265, mas as moedas traziam inscrições com os nomes de sultões egípcios e o local onde foram cunhadas, além da data: foram fabricadas entre os anos 900 e 1.100.

Sociedade e economia – A descoberta mostra a dinâmica das transações econômicas daquele período e a relação que aquele povo tinha com o dinheiro.

Geralmente as sociedades fabricam sua própria moeda. De um ponto de vista social e político, elas têm importância não só pelo valor, mas também pela mensagem: mostram uma sociedade de economia forte e independente, com cultura própria e identidade coletiva, disse Oren Tal, diretor de escavação e presidente do departamento de arqueologia da Universidade de Tel Aviv.

Por isso, segundo ele, a descoberta tem enorme valor científico. “É a primeira vez que encontramos moedas das cruzadas em Israel”, disse. “Elas revelam o quanto da economia era ativa naquela região, porque eles não se preocupavam em usar moedas antigas para completar grandes transações comerciais”, disse.

Arsur foi um local onde eram fechados negócios envolvendo bens manufaturados e agrícolas e ficava entre os portos de Jaffa e Caesarea.

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Bíblia judaica é restaurada

Efe

Trabalho deve estar pronto no ano que vem

RAMAT GAN, ISRAEL – O Estado de S.Paulo

O professor Menachem Cohen, da Universidade de Bar Ilán, próximo a Tel Aviv, está prestes a completar um grande projeto: a versão mais completa e precisa do Antigo Testamento.

À frente de uma equipe de mais de uma dúzia de pesquisadores do Departamento da Bíblia da universidade, Cohen desenvolve há mais de 30 anos um ambicioso trabalho chamado Mikraot Gdolot-Haketer ou As Grandes Escrituras, uma espécie de molde para o Antigo Testamento, que deve ficar pronto até o ano que vem e será digitalizado.

A última compilação desse tipo foi feita no século 16, cerca de 50 anos depois da invenção da imprensa, pelo judeu sefardita Jacó Ben Haim, que viveu em Veneza. Sua versão, reproduzida desde então, baseou-se em manuscritos e consultas a rabinos. Contém também notas e explicações sobre o texto.

Apesar de ser uma das obras mais reproduzidas e estudadas do mundo, essas edições estão cheias de imprecisões, afirma Cohen. "Pesquisei os manuscritos da Idade Média e descobri que os textos prévios utilizados para a publicação da primeira versão compilada de Ben Haim não eram totalmente precisos e eu me propus a resolver esse problema", afirmou o acadêmico. O professor chama de "discrepâncias" problemas como a ausência de uma letra ou um erro de pontuação.

Essa nova edição da bíblia judaica conta com uma fonte privilegiada, o Códice de Alepo, escrito no século 10 por Aarão Ben Asher em Tiberíades, hoje Israel.

"Não há, na história do povo de Israel, uma bíblia mais precisa", afirma Cohen. Segundo ele, a versão de Haim possui milhares de erros, enquanto a de Asher tem apenas algumas dezenas de imprecisões.

Haim nunca teve acesso ao Códice de Alepo porque na época ele estava guardado na Síria pela comunidade judaica local. / EFE