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Justiça gaúcha manda retirar crucifixos de repartições

 

FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE

A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu nesta terça-feira (6) acatar pedido de uma ONG e vai retirar crucifixos e símbolos religiosos de todas as salas do Judiciário do Estado.

O Tribunal de Justiça gaúcho considerou que a presença do objeto nos fóruns e na sede do Judiciário pode ir contra princípios constitucionais de um Estado laico (que não sofre influência de igrejas).

A retirada dos símbolos foi um pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas, o que motivou um processo administrativo no tribunal.

O relator do caso, o desembargador Cláudio Baldino Maciel, afirmou em seu voto que um julgamento feito em uma sala onde há um "expressivo símbolo" de uma doutrina religiosa não é a melhor forma de mostrar que o julgador está "equidistante" dos valores em conflito.

A decisão foi tomada pelo Conselho da Magistratura, órgão do TJ gaúcho para planejamento e administração. Representantes de entidades religiosas acompanharam a sessão.

No ano passado, o TJ havia negado o mesmo pedido da Liga de Lésbicas, que encaminhou ainda solicitação semelhante à Câmara Municipal de Porto Alegre.

A presença de símbolos cristãos em prédios públicos motiva polêmica em outras partes do Brasil e do mundo.

Em São Paulo, o Ministério Público Federal ajuizou ação em 2009 pedindo a retirada de crucifixos de edifícios federais. O pedido foi negado em primeira instância porque a juíza responsável considerou "natural" a exibição do objeto em um país de "formação histórico-cultural cristã".

No mesmo ano, a Comissão Europeia condenou a Itália por manter objetos religiosos em salas de aula

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Reforma do Código Penal pretende descriminar aborto e eutanásia

 

Uma comissão de juristas que vem elaborando um anteprojeto de reforma do Código Penal pretende descriminar o aborto e a eutanásia.
O atual artigo 128 do Código Penal, que começa com as palavras "não se pune" começaria por "não constitui crime" (essa mudança de redação é um antigo desejo abortista). O crime do aborto estaria excluído em diversas hipóteses, entre as quais risco "à saúde" (e não só "à vida") da gestante, gravidez resultante de estupro, má-formação do bebê (anencefalia e outras) e tambémincapacidade psicológica de a gestante arcar com a maternidade (!).
A eutanásia, que hoje é uma espécie de homicídio (art. 121, CP), seria um crime à parte, com pequena muito pequena (detenção de dois a quatro anos) e com a possibilidade de o juiz deixar de aplicar a pena (!) de acordo com as circunstâncias.
Está agendada a primeira audiência pública dos juristas que compõem a Comissão de Reforma do Código Penal com os senadores da Comissão de Constitucionalidade, Justiça e Cidadania do Senado brasileiro para a quinta feira, dia 8 de março, às 08:30 no Anexo II do Senado brasileiro, na Ala Senador Alexandre Costa – Sala 3. Neste dia a Comissão de Reforma do Código Penal deverá prestar contas de seu trabalho aos senadores e poderão ser questionados pelos parlamentares.
Uma segunda audiência pública está agendada também, desta vez da Comissão de Reforma do Código Penal com o público em geral, para a sexta feira dia 09 de março de 2012, às 10:00, na sala 2 do Anexo II do Senado, na Ala Senador Nilo Coelho.
http://www.senado.gov.br/noticias/juristas-debatem-em-sao-paulo-reforma-do-codigo-penal.aspx?parametros=reforma+do+código+penal
O  que podemos fazer?

Usar o "Alô Senado" 0800 61 22 11 e enviar uma mensagem aos senadores membros da  Comissão de Constituição e Justiça.

  • Por que o "Alô Senado" e não um mensagem eletrônica (e-mail)?

As mensagens eletrônicas são facilmente filtradas e descartadas. Uma mensagem do Alô Senado é sempre entregue ao gabinete do Senador.

  • Quanto custa uma ligação para o Alô Senado?

A ligação é totalmente gratuita, de qualquer telefone, fixo ou celular.

  • A quem enviar a mensagem?

Diga: "aos membros da Comissão de Constituição e Justiça"

  • Que mensagem enviar?

Alguma coisa como:
"Solicito a Vossa Excelência que, no anteprojeto do novo Código Penal, não descrimine nem diminua a pena para o aborto e a eutanásia. O direito constitucional à vida deve ser respeitado".
ou
"Como cidadão, manifesto minha desaprovação à tentativa de descriminar o aborto e a eutanásia na reforma do Código Penal. Os nascituros e os doentes devem ser respeitados".
ou
"Peço que na reforma do Código Penal seja mantida a incriminação do aborto em todos os casos e não seja descriminada a eutanásia. A vida é um valor fundamental".

-- 
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"
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BBC confessa: Zombaremos de Jesus, mas nunca de Maomé

 

O chefe da BBC, Mark Thompson, admitiu que a rede de televisão britânica nunca zombaria de Maomé como zomba de Jesus.

Ele justificou a chocante confissão de preconceito religioso ao sugerir que zombar de Maomé poderia ter a “força emocional” de “pornografia infantil grotesca” [atraindo muita revolta e fúria do público].

O diretor geral da BBC disse que a rede jamais zombaria de Maomé como zomba de Jesus

Mas Jesus é alvo fácil de zombarias, sem maiores consequências, porque, ele disse, o Cristianismo tolera tudo e tem poucos laços com etnia.

Preconceito

O sr. Thompson diz que a BBC nunca teria transmitido Jerry Springer The Opera — um polêmico musical que zombou de Jesus — se seu alvo tivesse sido Maomé.

Ele fez as declarações numa entrevista para um projeto de pesquisa na Universidade de Oxford.

O sr. Thompson disse: “A questão é que para um muçulmano, uma representação teatral, particularmente uma representação cômica ou humilhante, do profeta Maomé pode ter a força emocional de uma peça de pornografia infantil grotesca”.

Insultos

Um representante da BBC não estava disponível para comentar.

No ano passado o ex-âncora de notícias da BBC Peter Sissons disse que os cristãos são “alvo fácil de zombarias e insultos”, sem maiores consequências, na empresa, enquanto ao mesmo tempo é proibido ofender muçulmanos.

O sr. Sissons, cujas memórias foram publicadas em série no Daily Mail, disse: “O islamismo não deve ser ofendido a qualquer preço, porém os cristãos são alvo fácil de zombarias e insultos porque eles não fazem nada para se defender quando são ofendidos”.

O ex-apresentador também disse que os funcionários têm suas carreiras prejudicadas se eles não seguem a mentalidade da BBC.

Traduzido por Eliseu P. L. J. do artigo de The Christian Institute: We’ll mock Jesus but not Mohammed, says BBC boss

Fonte: www.juliosevero.com