Categorias
Noticias

Carteiros israelenses se recusam a entregar cópias do Novo Testamento

Envio de folhetos e livretos cristãos em hebraico podem contrariar a lei

  • Carteiros israelenses se recusam a entregar cópias do Novo Testamento

Os funcionários dos correios de Tel Aviv se recusam a entregar milhares de cópias do Novo Testamento e de outros materiais cristãos em hebraico. O sindicato dos carteiros informou seus supervisores que a divulgação desse tipo de material vai contra a lei.

Os trabalhadores alegam que entregar esse material para os moradores seria equivalente a fazer proselitismo e, portanto, é uma violação da lei judaica (halachá). Isso poderia fazer da prática algo ilegal.

O proselitismo é uma questão sensível entre os judeus israelenses, que alegam terem sido forçados a mudar sua fé durante a Inquisição Espanhola, o Holocausto e em outras situações onde houve perseguição aos judeus.

Há uma lei “anti-missionário” no país que proíbe oferecer às pessoas incentivos monetários ou algum outro benefício para convencê-las a adotar outra fé. Também proíbe o proselitismo de menores. Mas não há nada que impeça a divulgação de material escrito.

Um porta-voz disse que a Companhia Postal de Israel  é ”uma empresa governamental. Portanto, em conformidade com a Lei Postal, somos obrigados a distribuir qualquer correspondência recebida e não temos o direito ou a capacidade de escolher o que pode ou não pode ser distribuído. Portanto, toda correspondência será entregue de acordo com a lei”.

Mas os funcionários do Correio levaram o assunto ao conhecimento do membro do Parlamento Zevulun Orlev, que falou com o ministro das Comunicações Moshe Kahlon. Ficou determinado que a distribuição será interrompida até que o assunto seja legalmente esclarecido.

“Nós sempre distribuímos panfletos e propagandas. Não temos problema com isso, quer concordemos com eles ou não”, disse um funcionário dos correios. ”Mas desta vez é diferente. Este material é missionário. Em nosso entendimento há uma lei contra isso. Não é apenas uma questão religiosa”.

No entanto, um carteiro ortodoxo explicou que a distribuição do Novo Testamento vai contra sua fé. ”A halachá me proíbe de distribuir material com tal idolatria. Quando há uma contradição entre a minha crença religiosa e o que meu trabalho exige de mim, não tenho dúvida sobre o que é mais importante”, disse ele. ”É como se o meu gerente pedisse para eu trabalhar no Shabat (sábado).”

Segundo ele, esta não é a primeira vez que os carteiros se recusam a distribuir os folhetos cristãos. Não foi divulgado quem colocou esse material no correio. Até o momento ninguém se manifestou sobre pedir o material de volta.

Traduzido e adaptado de Religion News e Ynet News

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/carteiros-israelenses-se-recusam-a-entregar-copias-do-novo-testamento/#ixzz1oWBppo7q

Categorias
Noticias

Angolano processa Igreja por não ter jogado futebol profissional

SONHO INTERROMPIDO

 

Um ex-jogador de futebol causou furor na Inglaterra ao processar a Igreja Batista e pedir cerca de 10 milhões de libras (cerca de R$ 27,6 milhões) como indenização por ter perdido a chance de jogar no Manchester United. Segundo o angolano Arquimedes de Jesus Nganga, que atuou pela semi-amadora Associação Adémia e pelo Mortágua, da 3ª divisão portuguesa, a Igreja Batista o tornou um “evangelista fervoroso” e o impediu alcançar o clube inglês e os salários da Premier League.

Nganga se converteu em 1989, aos 24 anos, e abandonou o futebol um ano depois, já que não conseguia conciliar o futebol com a agenda de pregador religioso, pois os cultos eram no mesmo dia dos jogos. O angolano calcula que perdeu a chance de ganhar ao menos 20 mil libras (aproximadamente R$ 55,1 mil) por semana jogando no Manchester United, clube pelo qual ele acredita que poderia ter atuado caso não tivesse interrompido a carreira para se dedicar à religião.

“Eu sei que poderia ter uma carreira longa na Liga Inglesa. Vejo muitos jogadores atuando hoje e sei que não era inferior a eles. Talvez fosse até melhor. A maioria dos meio-campistas ou é defensivo ou ofensivo, enquanto eu era ambos. Eu tinha um estilo novo de jogo”, declarou Nganga ao “London Evening Standard”. Enquanto atuou pela Adémia, em Portugal, o angolano ganhava cerca de R$ 550 por mês como ajuda de custo. Além de tentar ser jogador e pregador ao mesmo tempo, ele também se formou em engenharia mecânica da Universidade de Coimbra.

Nganga acusa os líderes da União Batista da Grã-Bretanha de fazê-lo acreditar em “mentiras” e destruir sua vida social, causando “dano psicológico” e abalando suas finanças com pedidos de dízimo. Ele também culpa a Igreja por ter sofrido danos físicos por parte das pessoas que tentava converter: “As pessoas ficavam bravas quando eu dizia a elas que eram pecadoras. Levei tapas e socos. Uma vez chutaram meu joelho esquerdo, quebrando a cartilagem”, relatou.

A Igreja Batista tem até segunda-feira para responder às acusações de Arquimedes de Jesus Nganga. Um porta-voz da instituição já avisou que a entidade “contesta vigorosamente” os argumentos do angolano. Além do processo contra a União Batista da Grã-Bretanha, Nganga também está brigando na justiça por causas semelhantes contra a Aliança Batista Mundial, sediada nos Estados Unidos, e até escreveu um livro sobre o assunto: chama-se “The millenary fraud” (A fraude milenar).

Categorias
Noticias

Rancor e sentimento de abandono motivaram assassinato de bispo Robinson e esposa

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que abandono e desprezo alegado por Eduardo o levou a cometer o crime contra seus pais, o bispo da Igreja Anglicana, Dom Edward Robinson Cavalcanti, 67, e a professora aposentada Mirian Nunes Machado Cotias, 64.

  • Dom Edward Robinson Cavalcanti

    Foto: Reprodução You Tube

Relacionado

Eduardo Olímpio Cavalcanti, de 29 anos, filho adotivo do casal, confessou à polícia ter cometido o assassinado e disse que os crimes foram premeditados, não mostrando arrependimento.

O depoimento foi feito na sede do DHPP durante quatro horas na tarde do último sábado (03), depois do acusado receber alta do Hospital, onde esteve internado após tentar suicídio.

Na ocasião, ele contou que vivia revoltado por ter sido enviado aos EUA com 16 anos de idade e sentia-se negligenciado pela família. Afirma ainda que passava por um processo de deportação, e respondia a 15 processos por crimes de trânsito e uso de drogas.

Eduardo ainda confessou ser viciado em heroína. Nos EUA, ele integrou uma gangue formada por imigrantes italianos e cubanos que praticava tráfico de drogas, roubos e homicídios.

De acordo com o gestor do DHPP, Joselito Kehrle, o suspeito foi muito seguro em suas declarações. “Disse que o pai era muito austero, que se sentiu muito abandonado, desprezado por ele durante os anos que viveu nos Estados Unidos, diferente do que dizem as testemunhas", relatou ao G1.

Curta-nos no Facebook

A iminência da deportação fez o rapaz voltar ao Brasil, para pedir ajuda financeira ao bispo e tentar trazer a família dos EUA – ele vivia com uma norte-americana e três filhos e queria trazê-los para a casa da família em Olinda.

O delegado explicou que com a negativa do bispo, o sentimento de desprezo e abandono foi exacerbado e isso o levou a planejar a morte dos pais.

Segundo Kehrle, Eduardo também mostrou preocupação com a herança da família, ao saber que duas moças estavam abrigadas na casa em Olinda. Ele teria voltado ao Brasil para “ocupar o lugar dessas moças e ter direito à herança”, nas palavras do delegado.

Segundo um amigo da família, em sua chegada no aeroporto de Guararapes, o suspeito emitiu a intenção de adquirir um revólver, mas que seria para sua defesa e não para matar o casal.

Foram ouvidas nove testemunhas durante as investigações. O jovem foi indiciado pelo crime de duplo homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e cruel. O inquérito deverá ser concluído até sexta-feira (16) e enviado para a Justiça.