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TJ determina retirada de símbolos religiosos de prédios públicos a pedido de Liga Lésbica

 

Tribunal de Justiça gaúcho acolheu o pedido por unanimidade

 

TJ determina retirada de símbolos religiosos de prédios públicos a pedido de Liga Lésbica

A Justiça do Rio Grande do Sul acatou o pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas e vai retirar crucifixos e símbolos religiosos de todas as salas do Judiciário do Estado.  Em fevereiro, a Liga Brasileira de Lésbicas pediu à presidência do TJ-RS a retirada das imagens religiosas.

O Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça (TJ-RS) decidiu por unanimidade após votação na primeira sessão do ano do conselho. O Tribunal gaúcho considerou que a presença de objetos religiosos nos fóruns e na sede do Judiciário vai contra princípios constitucionais de um Estado laico.

O desembargador Cláudio Baldino Maciel foi o relator da matéria e afirmou que julgamentos feitos em uma sala de tribunal sob um “expressivo símbolo” de uma igreja e de sua doutrina não é “a melhor forma de se mostrar o Estado-juiz equidistante dos valores em conflito”. Ainda segundo o relator, o espaço público do Judiciário deve ter apenas os símbolos oficiais do Estado. Esse seria o “único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico, devendo ser vedada a manutenção dos crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios”.

A sessão foi acompanhada por representantes de religiões e de entidades sociais. Nos próximos dias, todos os crucifixos deverão ser retirados. As entidades religiosas protestaram e creem que a decisão poderá gerar pedidos similares em outros Estados da União.

A discussão sobre o uso de símbolos cristãos em prédios públicos já é amplamente discutida em outras partes do Brasil e do mundo.

Em São Paulo, o Ministério Público Federal determinou em 2009 a retirada de crucifixos de edifícios federais. Porém, o pedido foi negado em primeira instância. A juíza responsável considerou, na época, “natural” a exibição do objeto em um país de “formação histórico-cultural cristã”.

Nos Estados Unidos vários Estados já decidiram por retirar símbolos religiosos de prédios públicos. Alguns anos atrás, a Comissão Europeia condenou a Itália por manter objetos religiosos em salas de aula.

Com informações Terra e Zero Hora

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/tj-determina-retirada-de-simbolos-religiosos-de-predios-publicos-a-pedido-de-liga-lesbica/#ixzz1oWDZLmV4

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Carteiros israelenses se recusam a entregar cópias do Novo Testamento

Envio de folhetos e livretos cristãos em hebraico podem contrariar a lei

  • Carteiros israelenses se recusam a entregar cópias do Novo Testamento

Os funcionários dos correios de Tel Aviv se recusam a entregar milhares de cópias do Novo Testamento e de outros materiais cristãos em hebraico. O sindicato dos carteiros informou seus supervisores que a divulgação desse tipo de material vai contra a lei.

Os trabalhadores alegam que entregar esse material para os moradores seria equivalente a fazer proselitismo e, portanto, é uma violação da lei judaica (halachá). Isso poderia fazer da prática algo ilegal.

O proselitismo é uma questão sensível entre os judeus israelenses, que alegam terem sido forçados a mudar sua fé durante a Inquisição Espanhola, o Holocausto e em outras situações onde houve perseguição aos judeus.

Há uma lei “anti-missionário” no país que proíbe oferecer às pessoas incentivos monetários ou algum outro benefício para convencê-las a adotar outra fé. Também proíbe o proselitismo de menores. Mas não há nada que impeça a divulgação de material escrito.

Um porta-voz disse que a Companhia Postal de Israel  é ”uma empresa governamental. Portanto, em conformidade com a Lei Postal, somos obrigados a distribuir qualquer correspondência recebida e não temos o direito ou a capacidade de escolher o que pode ou não pode ser distribuído. Portanto, toda correspondência será entregue de acordo com a lei”.

Mas os funcionários do Correio levaram o assunto ao conhecimento do membro do Parlamento Zevulun Orlev, que falou com o ministro das Comunicações Moshe Kahlon. Ficou determinado que a distribuição será interrompida até que o assunto seja legalmente esclarecido.

“Nós sempre distribuímos panfletos e propagandas. Não temos problema com isso, quer concordemos com eles ou não”, disse um funcionário dos correios. ”Mas desta vez é diferente. Este material é missionário. Em nosso entendimento há uma lei contra isso. Não é apenas uma questão religiosa”.

No entanto, um carteiro ortodoxo explicou que a distribuição do Novo Testamento vai contra sua fé. ”A halachá me proíbe de distribuir material com tal idolatria. Quando há uma contradição entre a minha crença religiosa e o que meu trabalho exige de mim, não tenho dúvida sobre o que é mais importante”, disse ele. ”É como se o meu gerente pedisse para eu trabalhar no Shabat (sábado).”

Segundo ele, esta não é a primeira vez que os carteiros se recusam a distribuir os folhetos cristãos. Não foi divulgado quem colocou esse material no correio. Até o momento ninguém se manifestou sobre pedir o material de volta.

Traduzido e adaptado de Religion News e Ynet News

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/carteiros-israelenses-se-recusam-a-entregar-copias-do-novo-testamento/#ixzz1oWBppo7q

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Angolano processa Igreja por não ter jogado futebol profissional

SONHO INTERROMPIDO

 

Um ex-jogador de futebol causou furor na Inglaterra ao processar a Igreja Batista e pedir cerca de 10 milhões de libras (cerca de R$ 27,6 milhões) como indenização por ter perdido a chance de jogar no Manchester United. Segundo o angolano Arquimedes de Jesus Nganga, que atuou pela semi-amadora Associação Adémia e pelo Mortágua, da 3ª divisão portuguesa, a Igreja Batista o tornou um “evangelista fervoroso” e o impediu alcançar o clube inglês e os salários da Premier League.

Nganga se converteu em 1989, aos 24 anos, e abandonou o futebol um ano depois, já que não conseguia conciliar o futebol com a agenda de pregador religioso, pois os cultos eram no mesmo dia dos jogos. O angolano calcula que perdeu a chance de ganhar ao menos 20 mil libras (aproximadamente R$ 55,1 mil) por semana jogando no Manchester United, clube pelo qual ele acredita que poderia ter atuado caso não tivesse interrompido a carreira para se dedicar à religião.

“Eu sei que poderia ter uma carreira longa na Liga Inglesa. Vejo muitos jogadores atuando hoje e sei que não era inferior a eles. Talvez fosse até melhor. A maioria dos meio-campistas ou é defensivo ou ofensivo, enquanto eu era ambos. Eu tinha um estilo novo de jogo”, declarou Nganga ao “London Evening Standard”. Enquanto atuou pela Adémia, em Portugal, o angolano ganhava cerca de R$ 550 por mês como ajuda de custo. Além de tentar ser jogador e pregador ao mesmo tempo, ele também se formou em engenharia mecânica da Universidade de Coimbra.

Nganga acusa os líderes da União Batista da Grã-Bretanha de fazê-lo acreditar em “mentiras” e destruir sua vida social, causando “dano psicológico” e abalando suas finanças com pedidos de dízimo. Ele também culpa a Igreja por ter sofrido danos físicos por parte das pessoas que tentava converter: “As pessoas ficavam bravas quando eu dizia a elas que eram pecadoras. Levei tapas e socos. Uma vez chutaram meu joelho esquerdo, quebrando a cartilagem”, relatou.

A Igreja Batista tem até segunda-feira para responder às acusações de Arquimedes de Jesus Nganga. Um porta-voz da instituição já avisou que a entidade “contesta vigorosamente” os argumentos do angolano. Além do processo contra a União Batista da Grã-Bretanha, Nganga também está brigando na justiça por causas semelhantes contra a Aliança Batista Mundial, sediada nos Estados Unidos, e até escreveu um livro sobre o assunto: chama-se “The millenary fraud” (A fraude milenar).