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Reverendo Anglicano Queima Partes da Bíblia que Considera Desagradável

 

Por Alan César Correa|Correspondente do The Christian Post

No ano em que a versão da Bíblia King James, comemora 400 anos, o reverendo Geraint Ap Iorwerth da Igreja de São Pedro no país de Gales, queima partes da Bíblia King James que segundo ele revela um Deus cruel e vil.

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Criticado pelo seu bispos, o reverendo Geraint Ap Iorwerth argumentou que decidiu fazer a montagem de um painel só com as partes da Bíblia que não mostra um Deus cruel, porque no ano em que comemora 400 anos de King James, ninguém lembrou que o Deus ali revelado é um Deus de crueldade de ódio e vingança. Ele explicou ainda que o painel com a nova Bíblia que criou é uma obra de arte e não uma ofensa.

Para o reverendo anglicano a Bíblia King James deve ser apreciada pela sua linguagem e não pelo Deus que ela revela.

“Existe uma necessidade de separar os dois”.

“As passagens que eu cortei e depois queimei são textos que refere-se à ira de Deus, um Deus que matou milhões de pessoas, vingativo e cruel”.

Segundo o reverendo, as pessoas estão se afastando da Igreja por causa do Deus apresentado na King James, e que alguns fiéis tentam manter seus filhos longe da influência do Deus dessa Bíblia.

O reverendo ainda faz menção ao filosofo Nietzsche que disse que fazia filosofia com um martelo, entretanto, Iorwerth diz que “eu prefiro fazer teologia com uma tesoura”.

Com as partes carbonizadas da Bíblia que Iorwerth queimou, ele disse fazer “um memorial para milhões de vidas que foram destruídas pela crueldade deste tipo de Deus e de seus seguidores”.

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Designer tenta unir games com religião ao criar jogo em pendrive

 

Jason Rohrer ‘brinca’ de deus ao criar mandamentos em ‘Chain World’.
Game existe apenas em um pendrive e só pode ser jogado uma vez.

Gustavo PetróDo G1, em São Paulo

 

'Chain World', game criado para ser uma religião, foi feito em cima de 'Minecraft' (foto) (Foto: Divulgação)

‘Chain World’, game criado para ser uma religião,
foi feito em cima de ‘Minecraft’ (foto)
(Foto: Divulgação)

É possível fazer um game que transcenda os consoles e a televisão e se torne uma espécie de religião ou culto? Para o desenvolvedor de games independente Jason Rohrer, não é apenas possível, é a realidade.

Em seu game "Chain World", criado para uma competição de criação de jogos, apenas uma pessoa pode jogr por vez, já que ele está em um pendrive. Quando o personagem morre, ele deve ser passado para outro jogador, que poderá continuar o game com tudo o que foi construído anteriormente. A base dessa troca está em seis mandamentos criados por Rohrer e que "devem ser respeitados", segundo o designer de 33 anos.

Não há controle e essa é a parte mágica do que desenvolvi"

Jason Rohrer, designer de games

"Assim como Deus, eu espero que as pessoas respeitem os mandamentos que eu criei, embora eu tenha absoluta certeza que eles não serão respeitados", contou Rohrer em entrevista por telefone ao G1. "A ideia da minha criação é que, ao passar o pendrive para a pessoa seguinte, o jogador anterior, incluindo eu, o criador, não tivesse mais o controle do jogo. Qualquer pessoa pode fazer cópias, destruir o pendrive, guardar o game em casa. Não há controle e essa é a parte mágica do que desenvolvi".

Rohrer é um desenvolvedor de games independente que desde 2009 optou por ter uma vida mais simples. Com seus três filhos, ele vive com cerca de R$ 23 mil por ano, valor considerado baixo para os padrões norte-americanos e para quem trabalha na indústria de games dos EUA. Entre seus trabalhos estão alguns games de iPhone que remetem aos clássicos jogos da era 8-bits como "Passage", que dura apenas cinco minutos e fala sobre elementos da vida até a morte.

A ideia por trás de "Chain World" surgiu após Rohrer ser convidado para participar de uma competição de design de games realizada anualmente durante a Game Developers Conference (GDC) em San Francisco, nos Estados Unidos. Este ano, ele disputou com John Romero, um dos criadores do clássico "Doom", e Jenova Chen, criador de games da ThatGameCompany como "Flower", "Flow" e o futuro "Journey". "O tema em 2011 foi criar um game não sobre religião, mas que fosse uma religião", afirma. "Era necessário ter uma prática religiosa, uma prática de culto".

Embora não seja necessário finalizar um game para participar do projeto, apenas descrever o projeto durante dez minutos para o público da GDC, Rohrer conta que apresentou um jogo finalizado. "Trabalhei durante quatro dias na programação de ‘Chain World’ e coloquei tudo em um pendrive. No final da apresentação, passei o pendrive para uma pessoa que estava no auditório".

Os 9 mandamentos de ‘Chain World’

1- Rode ‘Chain World’ por meio de um dos arquivos ‘run_ChainWorld’ incluídos no pendrive.

2- Inicie um jogo e selecione a opção ‘Chain World’.

3- Jogue apenas uma vez até você morrer. Criar placas de texto está proibido; o trabalho criado deve falar por si mesmo. É permitido cometer suicídio.

4- Imediatamente após morrer e ressuscitar, volte ao menu principal.

5- Permite que o que as mudanças feitas no mundo do game sejam gravadas nos arquivos do game.

6- Saia do jogo e espere até que seu conteúdo seja gravado automaticamente de volta para o pendrive.

7- Passe o pendrive para outra pessoa que demonstre interesse em jogá-lo.

8- Nunca fale com ninguém sobre o que você viu ou fez em ‘Chain World’.

9- Nunca jogue o game novamente.

Quatro dias para criar um jogo pode parecer rápido, mas o designer explica que realizou uma modificação no game independente "Minecraft". O título lançado em fase experimental em 2009 por seu criador, o sueco, Markus Persson, e permite que o jogador crie praticamente qualquer coisa dentro do mundo virtual ao montar e destruir blocos. "A diferença é que eu criei ‘scripts’ que permitem registrar o que é feito no jogo após ele ser copiado no computador e depois ser reenviado ao pendrive quando for concluído", explica.

O "lance", segundo ele, são os mandamentos criados para "Chain World". Eles são nove e estão disponíveis em um arquivo de texto dentro do pendrive. "Os mandamentos incluem que o pendrive ser passado para outra pessoa, o número de vezes que a pessoa jogou e o que foi feito dentro do título. O que eu quis foi criar as regras e saber que as pessoas podem quebrá-las. Tem coisas lá dentro eu que criei e, agora, outro criou, e deve haver coisas novas que alguém está criando ou destruindo neste lugar enquanto alguém está lendo esta reportagem", explica. "As pessoas podem modificar os mandamentos dentro do arquivo de texto, assim como os humanos fizeram com mandamentos das religiões ao longo da História".

Jason Rohrerm designer de games independentes e criador de 'Chain World' e seus três filhos (Foto: Arquivo Pessoal)Jason Rohrerm designer de games independentes e criador de ‘Chain World’ e seus três filhos (Foto: Arquivo Pessoal)

O mais curioso é que não existem imagens ou vídeos de "Chain World" na internet, algo comum de se encontrar até em games menos expressivos. Em três meses em circulação, o título foi jogado por apenas três pessoas, segundo o designer, número incrivelmente inferior a jogos populares como "Call of Duty: Black Ops", que em apenas um dia nas lojas vendeu cerca de 5,4 milhões de cópios nos Estados Unidos. Obviamente, o game de Rohrer não foi feito para ser comercializado.

Após ter apresentado "Chain World" na GDC, ocasião que Rohrer afirma ter tido medo de ser vaiado por conta de sua criação, ele passou o pendrive para uma pessoa que o assistia. "Depois de jogar, ele me perguntou se podia colocar o pendrive em um leilão no qual o dinheiro arrecadado seria enviado para instituições de caridade". "Chain World" foi vendido por US$ 3,3 mil na ocasião.

'Passage' é um dos games de Rohrer. Ele está disponível para iPhone por US$ 1 (Foto: Divulgação)‘Passage’ é um dos games de Rohrer. Ele está
disponível para iPhone por US$ 1 (Foto: Divulgação)

Entretanto, quando perguntado se, caso alguma grande empresa como Activision ou Electronic Arts se interessasse em comprar a ideia do título para lançá-lo nas lojas se Rohrer a venderia, a resposta foi um "talvez" junto com muitas risadas. "A ideia é manter esse lado místico e por isso, tirando o fato de que o jogo é apenas um projeto para uma competição, duvido muito que isso aconteça".

A repercussão em cima de "Chain World" serviu de inspiração para outros desenvolvedores. "Fico surpreso em saber que já tem gente copiando [o jogo]. Há um servidor de ‘Minecraft’ que permite apenas uma pessoa jogando por vez e armazena o que o usuário anterior criou", afirma o designer.

Apesar de ter sido um projeto apresentado em uma competição, "Chain World" se tornou um objeto desejado, atraindo curiosidade dos desenvolvedores de games, embora ninguém o tivesse jogado. "Nunca imaginei que o jogo tivesse essa repercussão. Não é algo que eu faria de novo. Ele é uma criação única. Fazer com que o jogo seja algo único no mundo, mexer com o elemento espiritual das pessoas é algo difícil de repetir quando algo fica popular demais. O que fiz, contudo, foi o melhor em termos de design para resolver o problema apresentado pela competição de design de games".

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Brasileiros divergem de brasileiras sobre casamento de homossexuais

 

por Jose Roberto de Toledo

28.julho.2011 07:00:48

Uma maioria de 55% dos brasileiros é contrária à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Mas o tema divide a população: 52% das mulheres são a favor enquanto 63% dos homens são contra. As opiniões variam muito em função da religião, idade e escolaridade dos entrevistados.

A pesquisa foi feita pelo Ibope Inteligência entre 14 e 18 de julho. Foram entrevistados pessoalmente 2 mil brasileiros de todas as regiões do país, seguindo as quotas de distribuição da população por idade, sexo e classe de consumo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. Os resultados podem ser extrapolados para toda a população brasileira.

A decisão do STF vai ao encontro do que pensam os brasileiros com menos de 40 anos, e contraria os mais velhos. O apoio à união gay varia de 60% entre os jovens de 16 a 24 anos a apenas 27% entre aqueles com 50 anos ou mais.

Não há pesquisas anteriores que revelem a tendência histórica, mas se a maioria dos jovens mantiver seus pontos de vista quando envelhecer, é possível que a opinião da maioria mude no médio prazo. Isso também pode ocorrer se aumentar o grau de educação da população.

A tolerância ao casamento de pessoas do mesmo sexo cresce com a escolaridade. A aceitação da união entre homossexuais é praticamente a metade entre quem só cursou até a 4ª série do fundamental (32%) em comparação a quem fez faculdade (60%).

O mesmo ocorre com as classes de consumo. Nas classes D/E, 62% são contra à oficialização da união gay. A taxa de rejeição cai para 56% nos emergentes da classe C, e fica em 51% na soma das classes A/B. Isso se reflete nas diferenças geográficas. Entre os brasileiros do Nordeste e Norte, onde a renda e escolaridade são menores, 60% são contra a união gay.

Mas nada divide mais a opinião dos brasileiros sobre esse assunto do que a religião de cada um. Entre os 60% de brasileiros católicos (50% a 50%) e entre os 12% de ateus/agnósticos (51% de apoio) há um racha de iguais proporções. Entre espíritas e adeptos de outras religiões não-cristãs, o apoio ao casamento de pessoas do mesmo sexo chega a 60%.

Quem desequilibra as opiniões contra a união estável homossexual são os evangélicos/protestantes. Com peso de 23% no total da população em idade de votar, eles são esmagadoramente contrários à decisão do STF: 77%. Apenas 23% concordam com os ministros.

As tendências apresentadas acima se mantêm quando a pergunta é: “Você é a favor ou contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo?”. Praticamente os mesmos 55% são contrários, contra 45% que são a favor. A ideia tem oposição de 62% dos homens, mas só de 49% das mulheres.

O apoio à adoção por casais gays é maior entre os mais jovens (60% entre pessoas de 16 a 24 anos) e mais escolarizados (58% no nível superior). A oposição é muito maior entre os mais pobres (62% nas classes D/E) e, principalmente, entre os evangélicos (72%).

Não opinião de Laure Castelnau, diretora-executiva de marketing do Ibope Inteligência, “o brasileiro não tem restrições em lidar com homossexuais no seu dia-a-dia, mas ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum tipo de apoio da sociedade a essa questão”.

Isso porque o instituto perguntou qual seria a reação do brasileiro caso seu melhor amigo revelasse ser homossexual. A grande maioria, 73%, respondeu que a revelação não afastaria um do outro. Mas 14% disseram que se afastariam um pouco do amigo gay, e 10%, que se afastariam muito. Os mais incomodados seriam os mais pobres, os mais velhos e os evangélicos.

O Ibope investigou também a opinião dos brasileiros sobre o exercício de carreiras do serviços público por homossexuais, a saber: médicos, policiais e professores do Ensino Fundamental. Embora a grande maioria não tenha restrições, o preconceito é maior contra policiais e professores gays.

Os brasileiros totalmente a favor que homossexuais trabalhem como policias são 59% da população. Outros 15% são “parcialmente a favor” (o que não deixa de ser uma forma branda de ser contra), 9% são “parcialmente contra” e 15% são totalmente contra. A maior oposição vem dos homens, dos evangélicos, dos mais pobres e dos menos escolarizados.

No caso de um homossexual dar aulas da 1º à 9º série, o apoio incondicional fica em 61% dos brasileiros. São “totalmente contra” 15%, “parcialmente contra” 9% e “parcialmente a favor” 15%. Os que sem opõem são os mesmos contrários a que haja policias gays.

Já a contrariedade a médicos homossexuais no serviço público é menor, em comparação às outras profissões. Dois em cada três brasileiros são “totalmente a favor”. Apenas 15% se declaram contra (8% totalmente, 6% parcialmente), e 17% “parcialmente a favor”.

Mais uma vez, o apoio a que os gays exerçam a carreira de médico é sensivelmente maior entre as mulheres (73%), entre os mais jovens (73% até 29 anos), entre quem fez faculdade (75%), no Sudeste (74%) entre os católicos (70%) e adeptos de religiões não-cristãs (80%).