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O Poder do Perdão.

Por rrgoncalez

 

O Poder do Perdão.Muitas vezes é doloroso. Algumas vezes machuca. Em diversas ocasiões, mata. Mata o corpo, a alma, o espírito. Gera mágoa, ressentimentos, feridas na alma que refletem no corpo. Enfermidades. Destruição de relacionamentos. Suicídios. Desprezo. Rejeição. Dentre muitos outros sintomas terríveis que assolam a humanidade, assim como a miséria, a pobreza, a desnutrição.

Estamos refletindo sobre a falta de perdão.

Algumas coisas tornam-se muito importantes para nós quando percebemos suas ausências. A cratera que deixa marcas expõe as fraturas de nossas vidas. Verificamos, assim, a ausência de perdão pelos seus sintomas principais, que têm corroído as pessoas como um câncer por todas as nações da Terra. O perdão não apenas representa libertação como também cura e autoridade.

Perdão é tão sério que se não perdoarmos nossos irmãos, nosso Pai que está nos céus também não concederá o perdão Dele a nós. Isso é irrevogável e bíblico. Nem mesmo podemos ofertar nossas finanças, vidas ou corações ao Pai, se estivermos com mágoas em nossos corações de uma ou várias ofensas de outra pessoa. A oferta de um coração magoado e corrompido não é recebida por Deus. É rejeitada. A falta de perdão gera uma ferida purulenta, fétida e podre em nossas almas. Pessoas carregam durante anos essa ferida. Mas Deus, por Sua maravilhosa misericórdia, permite que tais pessoas recebam Dele refrigério e consolo. Entretanto, o Senhor não poderá limpar e curar tais feridas se a pessoa não se dirigir à Ele em oração, buscando a cura.

(Mateus 5:23-26) – Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.

(Marcos 11:24-26) – Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis. E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas.

(Mateus 18:21,22) – Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.

(João 20:22,23) – E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.

Nos versículos acima observamos que o perdão é um princípio e uma regra de fé que o todo o cristão que possui um mínimo de temor do Senhor Jesus Cristo deve praticar todos os dias de sua breve vida. Perdoar setenta vezes sete implica infinitas vezes, sem questionamentos. Perdoar até sete vezes faz com que você vá eliminando as atitudes que estão sendo perdoadas. Porém, se o Senhor fosse agir assim conosco, estaríamos perdidos, e com certeza não haveria raça humana sobre a face da Terra. Por um acaso você já contou quantas vezes pecou contra Deus até esse momento, e quantas vezes solicitou o perdão do Pai? O grande desejo do coração de Deus é que nós tenhamos um relacionamento de perdão com as pessoas assim como Ele age conosco, perdoando indefinidamente, a todo o instante, todos os dias.

Uma outra observação importante e fundamental é a de que quando nós estamos cheios do Espírito Santo e perdoamos as ofensas de nossos irmãos, eles, achegando-se ao Senhor para pedir perdão por seus pecados, são perdoados pelo Pai por nós termos perdoado os pecados deles primeiro! Isso é muito sério! É o que Jesus está dizendo em João 20:22-23. Ou seja, caso seu irmão tenha uma ofensa contra ti, e você não o perdoar primeiro, o Senhor rejeitará o pedido de perdão de seu irmão. Resumindo, o sangue dele está em suas mãos! Olha o peso da responsabilidade em se perdoar!

Mas, você também nunca entenderá o que é o perdão, poderá recebê-lo do Senhor ou liberá-lo para uma pessoa se você não perdoar a si mesmo em primeiro lugar. Muitas vezes, esse é o perdão mais difícil de se praticar. Entender que somos falhos e limitados é pré-requisito para poder se perdoar. Em certos casos, a falta de perdão de si mesmo é conseqüência de orgulho e egoísmo. Você possui as mesmas limitações que todos os outros seres humanos. Uns são médicos, outros advogados, outros garis. Mas todos são perfeitamente idênticos diante do Pai, que não faz acepção de pessoas. Todos são pecadores e estão destituídos de Sua glória (Romanos 3:23). Portanto, libere o perdão para si próprio e deixe Deus curar as suas feridas. Chegou o tempo de parar de se auto-proteger. Deus quer cuidar de você. Simplesmente permita isso.

Muitos pensam que para perdoar é preciso se sentir bem, ou já haver esquecido a ofensa, após certo tempo. Mentira de Satanás!

(Jeremias 17:9) – Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?

Nosso coração é enganoso. Perdoar não é um sentimento, mas uma atitude diante do Senhor. Você pode estar se sentindo a pessoa mais humilhada e ridicularizada do mundo. Não importa. Ainda que a dor no seu coração seja terrível e lancinante, ore ao Senhor liberando o perdão para a pessoa que o ofendeu. Se não por atitude, pelo menos por obediência a Palavra de Deus, por respeito e temor ao Senhor! Em nome de Jesus, perdoa! Não perca mais tempo cultivando essa ferida purulenta. Libere essa pessoa diante do Pai no mundo espiritual. Então o Senhor virá com o refrigério sobre sua vida e possibilitará uma reconciliação.

Tudo é uma questão fé. A fé constitui-se numa atitude diante do Senhor em crer nas impossibilidades e na esperança de algo que não vemos. Fé implica crer para ver, pois Deus traz à existência as coisas que não existem. Fé implica crer no melhor, ainda que tudo esteja arruinado e destruído. Fé é enxergar de olhos fechados os nossos sonhos e sonhar ainda mais alto. Dar um passo à frente, ainda que as circunstâncias digam para retroceder. Perdoar é ter fé. Pois, sem fé, é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6). Portanto, poderíamos interpretar esse versículo como: “Sem perdoar, é impossível agradar a Deus.”

Logo, se você tem alguma mágoa no seu coração, ore nesse instante ao Senhor liberando o perdão para a pessoa que o ofendeu. Permita que o Senhor limpe essa ferida que há em seu interior, ainda que o ofensor não queira o seu perdão. Lembre-se, é uma atitude, uma escolha. E, se você ofendeu alguém por algum motivo, saia desse computador agora e peça perdão para a pessoa e depois ao Pai, afim de que seus pecados sejam perdoados por Ele, em nome de Jesus Cristo. Escolha ser um construtor de relacionamento sólidos, maduros e eficazes, pois o cimento principal dessa construção, que liga os tijolos uns nos outros, chama-se perdão.

Acima de tudo: se amamos, Deus nos amou primeiro e nos perdoou primeiro, estando nós ainda em nossas transgressões e maldades. Pois:

(João 3:16) – Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Nunca se esqueça disso.

Deus abençoe a todos, em nome de Jesus Cristo. Amém!

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Premiê irlandês critica Vaticano por política em relação a abusos

 

Enda Kenny acusou a Igreja Católica de encorajar bispos a não denunciar pedofilia

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Eric Vidal/Reuters

O premiê afirmou que a cultura do Vaticano tem ‘caráter doentio e narcisista’

O primeiro-ministro da Irlanda, Enda Kenny, fez duras críticas ao Vaticano e acusou a Igreja Católica de ter encorajado bispos a não reportar à polícia suspeitas de pedofilia entre padres do país.

Em discurso ao Parlamento da Irlanda, o premiê afirmou que as últimas acusações sobre abusos sexuais mostram ‘o caráter doentio, elitista e narcisista’ que domina a cultura do Vaticano hoje.

– O estupro e a tortura de crianças foram minimizadas pela Igreja para manter sua reputação e seu poder.

Abusos

As acusações a que o premiê se referiu dizem respeito ao chamado ‘Relatório Cloyne’, que foi publicado na semana passada.

O documento é o resultado de uma investigação sobre como acusações de abuso sexual infantil na diocese de Cloyne, no sul do país, foram tratadas pelo Vaticano até 2009.

A investigação concluiu que a Igreja violou suas próprias normas relativas à proteção de crianças, não relatando as acusações contra 19 padres.

O líder da oposição, Michael Martin, também criticou a Igreja Católica, dizendo que após os escândalos de 2009, o Vaticano havia prometido cooperar com o governo irlandês, mas em vez de defender as crianças abusadas, resolveu focar nos seus próprios interesses.

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Pedofilia in Irlanda, rabbia e vergogna del Papa: «Responsabili pagheranno»

 

Vertice in Vaticano sul «rapporto Murphy» che ha svelato abusi da parte di sacerdoti e tentativi di insabbiamento

Il cardinale irlandese Sean Brady (Ansa)

Il cardinale irlandese Sean Brady (Ansa)

ROMA – Rabbia e vergogna. Benedetto XVI sceglie parole forti per rivolgersi ai vertici della Chiesa irlandese, convocata in Vaticano sul «rapporto Murphy», un documento che prova come per decenni siano stati perpetrati abusi su bambini da parte di esponenti del clero in Irlanda e come questi siano stati passati sotto silenzio da parte dei responsabili ecclesiastici che avrebbero dovuto denunciare e tutelare. Il Papa ha parlato di «crimini odiosi» e ha promesso che tutti i responsabili pagheranno. Ha quindi annunciato che scriverà una lettera ai cattolici irlandesi.

RESPONSABILITÀ DELLA CURA PASTORALE – «La Santa Sede prende molto sul serio le questioni sollevate dal "rapporto Murphy", incluse quelle che concernono i pastori delle Chiese locali che hanno in ultima istanza la responsabilità della cura pastorale dei bambini» si legge nel comunicato emesso della sala stampa vaticana. Un testo, precisa padre Lombardi, che «il Pontefice ha letto e approvato». Benedetto XVI, aggiunge Lombardi, «intende indirizzare una lettera pastorale ai fedeli dell’Irlanda nella quale darà chiare indicazioni circa le iniziative che saranno prese per rispondere alla situazione. In tal modo il Papa intende dare delle indicazioni concrete e non solo esprimere il rammarico, per dare una risposta a una situazione drammatica. Inoltre, data l’urgenza del problema, pure se non esiste ancora una data per la pubblicazione del documento, i tempi non saranno lunghi». Il Papa, viene spiegato, è «sconvolto e angosciato, condivide la rabbia, il senso di tradimento e la vergogna provate da così tanti fedeli cattolici irlandesi» e la Chiesa continuerà a seguire questa «grave questione con la massima attenzione». All’incontro hanno preso parte il primate della chiesa irlandese, il cardinale Sean Brady, l’arcivescovo di Dublino mons. Diarmuid Matin e alcuni alti esponenti della Curia vaticana: il prefetto della congregazione per il clero, card. Claudio Hummes, il prefetto della congregazione per i vescovi, card. Giovanni Battista Re, il prefetto della Congregazione per la dottrina della fede, card. William Levada.

LE SCUSE DEI VESCOVI IRLANDESI – Tre giorni fa era stato il Nunzio apostolico in Irlanda, Giuseppe Leanza, a scusarsi per «eventuali errori» commessi dalla Santa Sede: «Noi condanniamo questi atti ma se dovesse emergere che un qualunque errore è stato commesso da parte nostra presentiamo le nostre scuse» ha detto al termine di un incontro con il ministro degli esteri irlandese Michael Martin. Secondo il rapporto, la Chiesa cattolica irlandese avrebbe cercato di coprire una serie di abusi sessuali su minori commessi da sacerdoti e il ministro Martin aveva detto di essere rimasto deluso dal «silenzio» del Vaticano. Il giorno successivo il sinodo dei vescovi irlandesi ha chiesto pubblicamente scusa, anche per il tentato insabbiamento dello scandalo messo in atto dai vertici ecclesiastici a Dublino: «Noi vescovi chiediamo scusa a coloro che hanno subito gli abusi dei sacerdoti quando erano piccoli, ai loro familiari e a tutti coloro che, giustamente, se ne sono scandalizzati. Siamo scioccati non solo per la portata degli abusi così come vengono riferiti in un rapporto, ci sentiamo anche coperti di vergogna di fronte ai tentativi di insabbiamento messi in atto dall’arcivescovado di Dublino».

IL RAPPORTO RYAN – Il rapporto della Child Abuse Commission è stato redatto al termine di una vasta indagine sugli istituti gestiti da religiosi, in cui sono state intervistate migliaia di vittime di abusi. Vengono raccontati fatti di un arco di tempo di circa 50 anni, dal 1930 agli anni ’80. Sono raccolte le testimonianza di circa 2.500 vittime e prese in esame oltre cento istituzioni gestite da religiosi. In particolare, nelle istituzioni pubbliche per soli ragazzi gestite da ordini religiosi cattolici, le violenze erano «endemiche», secondo quanto dichiarato dal giudice che ha coordinato il rapporto, Sean Ryan. La commissione fu creata nel 2000 dal premier Bertie Ahern dopo che un documentario tv fece emergere la lunga storia delle violenze sui minori nelle istituzioni gestite da ordini religiosi. Si parla di pestaggi, violenze sessuali di ogni genere, umiliazioni, copertura e protezione reciproche da parte dei responsabili delle violenze.