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VIDA EM FAMÍLIA – MULHERES

A ESPOSA DO PASTOR

 

Uma perspectiva de um pastor-esposo

     Na Igreja, a esposa do pastor é uma das pessoas mais visadas. Uma comunidade mal instruída ou mal doutrinada cobra da esposa do pastor tudo e mais alguma coisa. Ela tem que exercer todos os cargos que lhe são dados. Ela sofre ao ver as cobranças acerca de seu esposo, de si mesma e dos filhos. Ela percebe claramente que os membros da igreja querem que seus filhos tenham asas como anjos. A esposa do ministro pode absorver muitas coisas negativas promovidas por membros de igreja. Existe uma pressão muito forte acerca da sua posição na igreja local. Há irmãos que têm até pena dela. Outros descontam nela suas diferenças com seu marido. Há ciúmes em relação a sua posição. Há esposas de pastores que ficam doentes. As pessoas, muitas vezes, são implacáveis. Há muita infantilidade e maldade com relação a vida e ao trabalho da esposa do líder da igreja.

​     Na minha percepção – creio que é bíblica – a esposa do pastor deve ser, acima de tudo, uma cristã comprometida com a vida de oração, a profundidade bíblica e a família. Não é condição essencial que ela tenha feito um curso teológico ou de musica sacra. O seu trabalho mais importante, a sua vocação, é cuidar do esposo e dos filhos. É o seu ministério necessário. Se trabalha fora, ela tem um compromisso de testemunhar de Cristo como uma cristã autêntica, mantendo o seu lar em ordem. A esposa do obreiro é fundamental para um lar bem estruturado cujo centro é Jesus Cristo. Se a Bíblia diz que a mulher sábia edifica a sua casa, a esposa do obreiro deve ser esta edificadora, uma construtora de pontes. Os membros da Igreja não devem cobrar cargos da esposa do líder, mas olhar para o seu belo testemunho em casa. Quando o lar do líder é equilibrado toda a igreja é abençoada. Então, o ministério principal da esposa do pastor é na administração do lar. Ela é a facilitadora do trabalho ministerial do marido.

​     A esposa do obreiro deve ter o espírito de aprendizado de Maria e o trabalho duro e responsável de Marta. A vida dela deve ser marcada pela devoção e pelo serviço. Ter o equilíbrio entre o necessário e o importante dentro e fora do lar. Todo o seu trabalho deve ser fruto de seu amor ao Senhor, ao marido e aos filhos. Amor pelo Senhor, por sua família, pela Igreja e pelas almas perdidas. Geralmente a mulher do obreiro é uma mulher consciente de que deve exalar o bom perfume de Cristo em todo o lugar. A sua posição é muito relevante no Reino de Deus. Uma mulher pronta para ouvir, tardia para falar e tardia para se irar (Tg 1.19). Mulher observadora, conselheira do seu marido e que está sempre disposta a orientar os seus preciosos filhos. Ela pode também ser uma orientadora das meninas, moças e mulheres da igreja. Mulher santa não porque é esposa do líder, mas porque tem um compromisso com o seu Senhor amando-O de todo o coração, alma e entendimento e convivendo com as pessoas com um amor extravagante para a Glória de Deus.

Data: 21/7/2011 08:44:04

Fonte: Prazer da Palavra

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Igreja Luterana do Canadá se fragmenta ao votar a favor de “casamentos” de mesmo sexo

 

John-Henry Westen

SASKATOON, Canadá, 20 de julho de 2011 (Notícias Pró-Família) — A bispa nacional da Igreja Evangélica Luterana do Canadá (IELC) fez uma pregação emotiva no domingo concluindo aConvenção Nacional da IELC de 14 a 17 de julho que aprovou a realização de “casamentos” de mesmo sexo nas igrejas luteranas e a ordenação de homossexuais praticantes como pastores. “Fizemos algumas escolhas muito difíceis e extremamente dolorosas para o futuro de nossa igreja e seu ministério”, disse a bispa Susan C. Johnson, enquanto se esforçava para segurar as lágrimas. “Alguns de nós estarão deixando esta convenção cheios de alegria, e alguns deixarão, e outros já deixaram, desanimados”.

A votação para permitir a realização e bênção de “casamentos” homossexuais foi aprovada por uma votação de 192 a 132. A votação para permitir que homossexuais praticantes sejam ordenados como pastores foi aprovada por 205 a 114.

Embora a IELC seja a maior denominação luterana do Canadá, a medida fragmentou a denominação e foi condenada por outra denominação do Canadá. Líderes da Igreja Luterana do Canadá (ILC) divulgaram uma declaração notando que a IELC é a única denominação luterana do Canadá “que aprovou tal desvio do ensino cristão comum”.

Observando as palavras de Jesus que falou do casamento em termos de um homem deixando seu pai e mãe, se unindo à sua esposa, e os dois se tornando uma só carne, os presidentes (bispos) da ILC declararam o permanente testemunho da denominação para “o claro ensino de Cristo de que Deus projetou o casamento como a união permanente de um homem e uma mulher”. Além disso, eles declararam que a ILC não ordenará pastores que não apoiem essa posição.

Em sua convenção de 2002, a Igreja Luterana do Canadá defendeu a definição bíblica histórica do casamento. Em sua convenção mais recente de junho de 2011, os delegados concordaram em que as qualificações e padrões da Bíblia para os pastores incluem uma orientação de sexualidade normal.

A declaração também rejeita qualquer noção de que a postura de defender o “ensino cristão histórico sobre o casamento e a sexualidade constitui ‘homofobia’, um medo e ódio irracional de pessoas com uma orientação de mesmo sexo”. Os líderes da ILC recusam defender aqueles que adotam uma postura ameaçadora e insultante na questão, mas em vez disso exortam: “Arrependam-se de tal pecado e peçam que Deus ajude Seu povo a vencê-lo sempre que ocorrer”.

Depois de comentar que há cristãos luteranos no Canadá “que ainda têm um profundo compromisso para com a Bíblia como a confiável Palavra de Deus e são ainda dedicados a seu claro testemunho sobre a sexualidade humana, casamento e padrões para o ministério”, os líderes se comprometeram a orar por aqueles que estão dentro da IELC que sentem aflição com a decisão de sua denominação.

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Aplaudido, Boff critica os últimos papas

 

17 de julho de 2011 | 0h 0

José Maria Mayrink – O Estado de S.Paulo

ENVIADO ESPECIAL
BELO HORIZONTE

O professor e teólogo Leonardo Boff eletrizou o auditório do congresso ao relembrar a história da Teologia da Libertação, em uma palestra sobre os 40 anos de atuação do movimento de esquerda que revolucionou a Igreja Católica no Brasil e na América Latina.

Os 360 participantes aplaudiram de pé quando Boff e seu colega, padre João Batista Libânio, afirmaram que a Teologia da Libertação continua viva e presente nos movimentos sociais, apesar de ter sido "incompreendida, difamada, perseguida e condenada pelos poderes deste mundo", civis e eclesiásticos.

A prova, segundo Boff, são o Partido dos Trabalhadores, o Movimento dos Sem-Terra, o Conselho Indigenista Missionário, a Comissão Pastoral da Terra e outras pastorais.

"Nunca, na história do cristianismo, os pobres ganharam tanta centralidade", disse o ex-frade franciscano, que abandonou o convento e o ministério sacerdotal, mas não perdeu a fé nem deixou de ser teólogo, após ter sido punido pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger, atualmente papa Bento XVI, após a publicação do livro Igreja, Carisma e Poder, de 1981.

Boff afirmou que João Paulo II e Bento XVI tentaram barrar a Teologia da Libertação. "Ratzinger entrará na história como inimigo dos pobres", disse. "A teologia se inspira no Cristo libertador e não no marxismo, que já morreu", advertiu. "Marx não foi pai nem padrinho da Teologia da Libertação."