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Ideia de que opostos se atraem é mito, diz terapeuta sexual

05/06/2011 07h00 – Atualizado em 05/06/2011 07h00

 

Especialistas dão dicas para manter relacionamentos.
Para professora, relacionamento ‘não tem nada de místico’.

Fernanda CalgaroEspecial para o G1, em Londres

 

Museu de História Natural, em Londres, abriga exposição sobre o sexo na natureza até o dia 2 de outubro (Foto: Fernanda Calgaro/G1)

Museu de História Natural, em Londres, abriga
exposição sobre o sexo na natureza
(Foto: Fernanda Calgaro/G1)

"Os opostos se atraem" é um ditado antigo o suficiente para parecer eterno. De acordo com especialistas, a frase famosa pode não passar de um lugar comum, ainda mais se comparada aos efeitos da similaridade e da proximidade sobre os relacionamentos.

"Tendemos a escolher quem está por perto, parecido com a gente. Achamos que é coisa do destino, que somos o ‘Sr. e a Sra. Perfeitos um para o outro’, quando, na verdade, estamos mais para o ‘Sr. Conveniente’ e a ‘Sra. Ali na esquina’. Não tem nada de místico", afirma Meg Barker, terapeuta sexual e professora de psicologia da Open University, na Inglaterra.

Do ponto de vista antropológico, a ideia é semelhante. "Não existe instinto nem predestinação genética ou biológica quando escolhemos um parceiro. O que existe é uma adaptação necessária de acordo com o ambiente e a situação econômica", explica Volker Sommer, antropólogo especializado em reprodução sexual e professor da University College of London (UCL). Diante de um público de cerca de 150 pessoas, os dois especialistas participaram de um debate no Museu de História Natural, em Londres, na sexta (27), sobre por que certos relacionamentos duram e outros não.

Mesmo com os altos índices de infidelidade, separação e divórcio, além de muita gente vivendo sozinha, adoramos um romance, a ideia de um relacionamento, de uma história de amor, segundo Meg. "Há quem diga que os relacionamentos amorosos são a nova religião, que nos dão um sentido de identificação, de pertencimento. Mas é um paradoxo: queremos pertencer, mas queremos manter a nossa liberdade num relacionamento. É aí que entra o conflito."

Exposição sobre o sexo na natureza fica em cartaz até o dia 2 de outubro no Museu de História Natural de Londres (Foto: Fernanda Calgaro/G1)Exposição sobre o sexo na natureza fica em cartaz até o dia 2 de outubro (Foto: Fernanda Calgaro/G1)

Não à toa damos tanta importância a ‘dicas’ alheias, segundo a terapeuta. É só olhar as revistas, com regras para conquistar alguém, regras para manter um relacionamento, regras para o sexo perfeito. "Somos encorajados a mostrar uma imagem perfeita e colocamos uma expectativa muito grande em cima do outro também. A frustração vem quando nos damos conta de que estamos lidando com uma pessoa real, com virtudes e vícios." Ou quando há uma quebra do acordado entre as partes, ou seja, alguém pula a cerca.

A falta de comunicação e diálogo entre o casal é a principal causa do fim de um relacionamento, aponta Meg. "Quando começamos a quantificar: ‘eu fiz isso tantas vezes e você não’, é o indício de que não está funcionando, porque não estamos mais pensando no parceiro como uma pessoa livre que tem os seus desejos e sonhos." Sommer concorda: "São dois indivíduos com interesses que nem sempre batem. Nós fazemos compromissos e o segredo é tentar ser feliz dentro desse compromisso."

Evolução
A nossa sociedade, por uma questão cultural, determina que os nossos relacionamentos sejam monogâmicos, isto é, envolvam apenas duas pessoas. Leis, inclusive, proíbem a poligamia, quando há mais parceiros no meio da história. "Só que, apesar de defender a monogamia, a sociedade só mantém a aparência, pois ela é secretamente não monogâmica. Basta ver a quantidade de casos extraconjugais e de infidelidade", argumenta Meg.

Só há fêmeas na população da lagartixa Cnemidophorus inornatus, que não precisa de macho para se reproduzir (Foto: Natural History Museum)Só há fêmeas na população da lagartixa
Cnemidophorus inornatus, que não precisa de
macho para se reproduzir (Foto: Natural History
Museum)

No início da evolução dos primatas, explica, havia mais liberdade sexual. Sem estratificação, tanto as fêmeas quanto os machos se relacionavam com quem quisessem. Quando desenvolvemos o cérebro maior do que o dos nossos ancestrais, houve uma mudança de comportamento. "O cérebro representa apenas 3% do peso do nosso corpo, mas consome 20% da energia que produzimos. Isso significa que precisamos de comida de boa qualidade. As fêmeas já não davam conta de conseguir comida para manter o seu metabolismo e o do bebê e, então, passaram a depender do macho."

Só que, apesar de defender a monogamia, a sociedade só mantém a aparência, pois ela é secretamente não monogâmica. Basta ver a quantidade de casos extraconjugais e de infidelidade."

Meg Barker, terapeuta sexual e professora de psicologia

Para que a coisa fluísse bem, as fêmeas precisavam cooperar. "Numa sociedade de macacos, as fêmeas sincronizam o seu ciclo menstrual. Todo mundo menstrua, fica fértil e infértil simultaneamente. A competição entre os machos acaba, porque eles não correm nenhum risco de perder parceiras e, assim, podem sair juntos para buscar alimento", diz Sommer. "A comida servia de moeda de troca para obter sexo. As mulheres podiam usar a sua fertilidade para trocar sexo por carne para si e o seu bebê. E os homens estariam mais propensos a isso se tivessem a paternidade garantida."

Uma grande mudança aconteceu quando surgiu a agricultura, entre 13 mil e 15 mil anos atrás. "Os machos passaram a controlar a sexualidade e a fertilidade das fêmeas. Virou uma sociedade patriarcal. Para atrair as fêmeas, os machos mantinham uma área confortável, com alimentos. Então, era basicamente o cara rico dizendo: ‘fique comigo porque tenho muitos recursos’. Ou era assim ou era na base da força. Aquele que não tivesse muitos recursos lutava com os adversários para conseguir a fêmea."

Faisão usa as penas para atrair a fêmea (Foto: Natural History Museum)Faisão usa as penas para atrair a fêmea
(Foto: Natural History Museum)

Tamanho físico
Em sociedades de macacos, o tamanho físico ajuda a definir o tipo de relacionamento. Sommer explica que uma fêmea e um macho com o mesmo tamanho têm grande predileção pela monogamia. Exemplo são os gibões, os únicos macacos monogâmicos: escolhem um(a) parceiro(a) e ficam com ele(a) até o fim. Se um macho for muito maior do que a fêmea, como os gorilas, a tendência é de poliginia (quando um macho se relaciona com mais de uma fêmea). "Se olharmos para os humanos, os machos são 20% mais altos e mais pesados que fêmea, ou seja, sem grande diferença. Você até pode querer ter mais mulheres e querer sair lutando contra os concorrentes para conseguir mais algumas. Mas não dá, você não é um gorila", brinca.

Assim como em outras espécies, a aparência física também importa para os humanos. "Quando escolhemos um parceiro, acreditamos que estamos fazendo as nossas próprias escolhas com base nos sentimentos. No entanto, estamos só preenchendo um questionário", afirma o antropólogo Sommer.

Em cartaz até o dia 2 de outubro no Museu de História Natural, a exposição "Sexual Nature"(na tradução livre, "natureza sexual") traz curiosidades sobre como os animais atraem e se relacionam com seus parceiros. O faisão e o pavão, por exemplo, abrem todo o seu penacho para cortejar as suas fêmeas. Há ainda uma espécie de lagartixa que não depende do macho para se reproduzir e leoas que podem ficar insaciáveis durante o período fértil – uma vez, uma leoa foi vista tendo 157 relações sexuais em 3 dias.

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Viúva de ex-BBB revela detalhes da noite do assassinato

 

Fonte G1

 

Para contar detalhes do assassinato, o Fantástico entrou no quarto do ex-BBB. André foi encontrado em um chalé, ao lado da casa, com um tiro na nuca, e morreu no hospital.

O Fantástico traz todos os detalhes sobre o assassinato do polêmico ex-BBB André Caubói. O crime aconteceu esta semana no sítio onde ele vivia com a família, no interior de São Paulo, e ainda é um mistério. Foi um roubo seguido de morte? Vingança? Dívidas? O que a viúva, que estava na casa no dia do crime, tem a dizer sobre tudo isso?
“Tinha pessoas que tinham inveja? Deve ter. Ele era uma pessoa conhecida, uma pessoa que não leva desaforo para casa”, afirma Luciana Gusmão, viúva do ex-BBB.
A mulher de André Luis Gusmão de Almeida, o André Caubói, deu duas entrevistas ao Fantástico: uma neste sábado (4) e outra na sexta feira (3). Somadas, chegam a quase duas horas de conversa.
Luciana, de 35 anos, nos recebeu no sítio onde ocorreu o crime.
Fantástico: Muita gente diz que você foi fria, que você não chorou. Como é que é essa sua reação?
Luciana Gusmão, viúva: Mas eu choro muito sim, eu choro demais. Se eu ficar chorando 24 horas, os meus filhos vão ficar abatidos. Eu tenho que pensar neles também.
Luciana conheceu André, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Logo se casaram, e os filhos hoje têm 8, 9 e 13 anos.
O ex-BBB deixa ainda uma filha de 15 anos, do primeiro relacionamento, que não morava com ele. “Pedi para fechar o caixão dele por causa dos meus filhos, para eles terem uma imagem bonita do pai. Talvez seja melhor, porque ele vai, quem sabe, voltar. É isso que eu penso. Eu não quero chorar, porque eu tenho vergonha”, declara Luciana.
André Caubói chegou a trabalhar como vendedor de cachorro quente e ajudante de pedreiro. Antes de entrar no Big Brother Brasil 9, dois anos atrás, fez parte de uma dupla sertaneja, que não deu certo. Polêmico, ficou apenas nove dias no programa. “Qualquer coisa que ele tenha feito, que as pessoas reprovem, eu sempre entendi que era pelo bem da família”, comenta Maíra Cardi, ex-BBB 9.
Fora do BBB, André Caubói tentou, de novo, seguir a carreira de cantor, mas não conseguiu. “Tanta gente fica aí parado, vendo a vida passar, esse não era o caso dele”, declara Flávio Steffli, ex-BBB.
Em julho de 2009, André Caubói e a família saíram de São Bernardo do Campo e passaram a morar na pequena cidade de alumínio, a cerca de 80 quilômetros da capital. “Ele veio buscar a tranquilidade de uma cidade pequena”, aponta Diana Canto, amiga de André.
Já em Alumínio, André participou de um filme pornô, pelo cachê de R$ 50 mil. “Como acho que acontece até hoje, confundiram os caubóis, e muita gente achou que era eu que estava para fazer esse filme. Ele riu e me zoou: ‘bobo é você que levou a fama e não fez’”, ressalta Alberto Cowboy, ex-BBB 7.
“Ele falou: ‘se você me liberar, eu faço. O dinheirinho era bom”, conta Luciana Gusmão .
Com ajuda do dinheiro do filme, André Caubói abriu um restaurante japonês no sítio da família, onde o crime aconteceu.
Para contar detalhes do assassinato, o Fantástico entrou no quarto do ex-BBB.
Na madrugada de quarta-feira, por volta de 1h, André e Luciana dormiam na cama do casal. Segundo o que ela contou para a polícia, André Caubói acabou ouvindo barulhos que vinham do andar debaixo, e os cachorros latiam bastante. Os cães se chamam Alemão e Letícia.
“Aí, eu olhei para a janela. Desculpa. Perdão, gente. É que eu estou com muito medicamento. O André olhou pela janela e falou: ‘fica quieta, alemão e Letícia’. Eles não ficaram. Aí, o André falou: ‘amor, eu vi uma coisa, eu já venho, vou ver o que é’”, conta Luciana.
A viúva diz que ouviu um barulho e que o marido demorou a voltar. Foi quando chamou a polícia. “Eu acredito do tempo em que ele foi ferido e que a polícia chegou para socorrer ele, eu acredito que foi uns 15 ou 20 minutinhos, no máximo”, diz Luciana.
Só quando os policiais chegaram que ela saiu do quarto.
Fantástico: Você não teve vontade de descer pra ver o que tinha acontecido?
Luciana Gusmão, viúva de André Caubói: Na verdade, esse barulho que eu ouvi foi um ‘pá’. Não foi barulho de gente ou de alguma coisa. A sensação que eu tinha que ele caiu, derrubou alguma coisa, uma madeira. Porque senão eu ouvia. Alguma coisa eu ia ouvir.
André foi encontrado em um chalé, ao lado da casa, com um tiro na nuca, e morreu no hospital. A viúva diz ter uma suspeita: que o crime foi cometido por pelo menos dois homens.
Uma televisão e um computador portátil foram levados do sitio. Em abril, André fez 37 anos e ganhou um desenho do filho caçula. Na imagem, o caubói aparece com armas apontadas para a cabeça. “Meu filho parece que estava mostrando para o pai dele alguma coisa. Aqui ele está acima das nuvens”, diz Luciana.
O pai do ex-BBB levanta uma suspeita. Diz que, há três meses, encontrou o filho com três homens, na entrada do restaurante. “Ele falou para mim que era uma cobrança que estavam fazendo para ele de uma divida de São Bernardo, que estava em uma faixa de uns R$ 60 mil”, conta Limonete Almeida, pai de André.
A polícia não quis comentar a declaração do pai de André. A delegacia de Alumínio, onde se concentram as investigações, não funciona nos fins de semana. E até agora, ninguém foi preso.
“Eu não sei até onde eu vou aguentar, até onde eu vou suportar isso”, comenta Luciana Gusmão.
“Você via que ele não tinha maldade, que ele não desejava mal para ninguém. Muito pelo contrário, ele era uma pessoa muito boa", afirma a ex-BBB Maíra Cardi.

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Kaká será cantor e compositor no DVD gospel de sua mulher

 

Fonte: Folha.com

O meia brasileiro Kaká vai participar do primeiro trabalho musical de sua mulher, Carol Celico, de acordo com informações publicadas pela revista "Veja" neste sábado (4).

O casal cantará junto a música "Presente de Deus", composta pelo jogador do Real Madrid.

Carol também assina algumas das 12 composições do DVD gospel, que será lançado pela gravadora Universal.

Marúcia Kintschev

Isabella, filha do jogador Kaka

Kaká e Carol com a filha Isabella