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Imagens de satélite ajudam a encontrar 17 pirâmides no Egito

 

Técnica permitiu identificar mais de mil tumbas e 3.000 assentamentos antigos enterrados

Fonte:R7

  • Reprodução/BBC

    Reprodução/BBC

    Uma avaliação de imagens do Egito feitas por satélite usando raios infravermelhos identificou 17 pirâmides perdidas, além de mais de mil tumbas e 3.000 assentamentos antigos enterrados.

    Escavações iniciais confirmaram algumas das descobertas, incluindo duas possíveis pirâmides.

    A técnica pioneira foi desenvolvida pela arqueóloga Sarah Parcak em um laboratório patrocinado pela Nasa, agência espacial americana, no Alabama, nos Estados Unidos.

    Parcak se diz impressionada com o quanto sua equipe encontrou.

    – Fizemos pesquisas intensas por mais de um ano. Eu podia ver os dados conforme eles iam aparecendo, mas para mim o momento-chave foi quando dei um passo para trás e olhei tudo o que havíamos encontrado. Não podia acreditar que pudéssemos localizar tantos locais no Egito.

    A equipe analisou imagens de satélites que viajam a uma órbita a 700 km da Terra, equipados com câmeras tão potentes que poderiam identificar objetos com menos de 1 m de diâmetro sobre a superfície da Terra.

    As descobertas são tema do documentário da rede BBC Egypt’s Lost Cities (As cidades perdidas do Egito) que vai ao ar no Reino Unido na próxima segunda-feira (30).

    Escavações de teste

    As imagens com raios infravermelhos foram usadas para destacar materiais diferentes debaixo da superfície.

    Os egípcios antigos construíram suas casas e estruturas com tijolos de barro, que são mais densos que o solo em seu entorno, tornando possível a identificação de casas, templos e tumbas.

    – Isso nos mostra como é fácil subestimar tanto o tamanho como a escala dos assentamentos humanos antigos.

    Para ela, ainda há muito mais a ser descoberto.

    – Esses são somente os locais próximos à superfície. Há muitos milhares de locais adicionais que foram cobertos com lama trazida pelo rio Nilo. Esse é só o começo desse tipo de trabalho.

    As câmeras da BBC acompanharam Parcak em sua "nervosa" viagem ao Egito para acompanhar as escavações de teste para verificar se sua técnica podia realmente identificar construções debaixo da superfície.

    Ela visitou uma área no sítio arqueológico de Saqqara, a cerca de 30 km do Cairo, onde as autoridades locais não pareciam inicialmente interessadas em suas pesquisas.

    Mas após serem informados pela arqueóloga que ela havia visto duas pirâmides em potencial, eles realizaram escavações de teste e agora acreditam que é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Egito.

    Parcak disse que "o momento mais excitante foi visitar as escavações em Tanis".

    – Eles haviam escavado uma casa de 3.000 anos que as imagens dos satélites haviam mostrado, e o desenho da estrutura casa quase perfeitamente com as imagens do satélite. Isso foi uma comprovação de nossa técnica.

    Entre outras coisas, as autoridades egípcias planejam usar a tecnologia para ajudar a proteger as antiguidades do país no futuro.

    Durante os recentes protestos populares que derrubaram o regime do presidente Hosni Mubarak, houve casos de saques em sítios arqueológicos conhecidos.

    – Podemos dizer pelas imagens que uma tumba de um período particular foi saqueada e podemos alertar a Interpol para prestar atenção nas antiguidades daquele período e que podem ser oferecidas para venda.

    Ela também espera que a nova tecnologia ajude a interessar pessoas jovens na ciência e que possa ser uma ferramenta importante para os arqueólogos no futuro.

    – Isso vai permitir que sejamos mais focados e seletivos no nosso trabalho. Diante de um sítio enorme, você normalmente não sabe por onde começar.

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    ‘Sou obrigado a elogiar a Dilma’, diz Bolsonaro sobre suspensão de kit

    25/05/2011 16h08 – Atualizado em 25/05/2011 17h20

     

    Deputado é crítico de conteúdo e já havia distribuído panfletos ‘antigays’.
    Segundo Gilberto Carvalho, presidente achou vídeo ‘inapropriado’.

     

    Giovana SanchezDo G1, em São Pualo

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    O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) elogiou a decisão da presidente Dilma Rousseff desuspender a divulgação do ‘kit anti-homofobia’ nesta quarta-feira (25). "Veio bastante tarde, mas vou ser obrigado a elogiar a Dilma. Comecei nessa briga desde novembro do ano passado, apanhei muito ao longo disso aí, fui acusado de um monte de coisa, racista, homofóbico, mas chegaram à conclusão de que eu tô certo. […] A Dilma deu um passo atrás porque 90% da população está contra essa proposta.", disse o deputado ao G1, por telefone.

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    O kit, que incluía três vídeos e um guia de orientação aos professores, e já havia sido aprovado pela Unesco, estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse, após reunião com bancadas religiosas, que "o governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC."

    "Esse material dito didático para combater a homofobia na verdade estimula o homossexualismo. E o público-alvo não pode ser primeiro-grau, garotada de 6, 7 anos de idade. Imagina essa garotada vendo os filmes, ia ter menino chegando em casa, o Pedrinho chegando em casa: ‘Papai, to namorando o Joãozinho’ e o pai: ‘o que é isso?’ ‘não, eu vi num filme que diz que menino que namora menino tem 50% mais de chance de ser feliz do que menino que namora menina’. Fica difícil você aceitar um material dessa natureza.", disse o deputado.

    Bolsonaro já havia mandado distribuir panlfetos "antigays" nas ruas do Rio de Janeiro.

    "Esse material todo foi confeccionado por grupos LGBT. Você acha que grupos LGBT vão querer acabar com o homossexualismo nas escolas ou vão querer ter mais gente no time deles? […] Qual pai tem orgulho de ter um filho gay? É um demagogo, quem já tem que vai dizer que tem. Comigo, no começo, como já falei, moleque que vem com comportamento delicado dava-lhe uma porrada logo no começo pra mudar o caminho dele e acabou, é a minha maneira de ser. Se não gostar que se exploda."

    Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Dilma vai se reunir nesta semana com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar do material didático.

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    Comunidade gay reage à suspensão do ‘kit anti-homofobia’

    25/05/2011 – 16h12

     

    ANA CAROLINA MORENO
    DE SÃO PAULO

    A decisão da presidente Dilma Rousseff de suspender a distribuição do kit anti-homofobia, em fase de preparação pelo MEC, nas escolas, deixou as entidades que militam pelos direitos dos homossexuais "perplexas".

    Dilma suspende ‘kit gay’ após protesto da bancada evangélica
    Em protesto contra ‘kit gay’, bancada evangélica mira Palocci
    MEC nega ter distribuído "kit gay" e diz que material pode mudar
    PSOL entra com representação contra o deputado Bolsonaro
    Bancada evangélica diz que não vota ‘nada’ até esclarecer ‘kit gay’

    Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), afirmou que, na tarde desta quarta-feira, quatro reuniões aconteciam simultaneamente em Brasília e uma nota oficial da coalização de entidades será divulgada até o fim do dia.

    "Até agora nosso diálogo foi muito franco e aberto com o governo, todo o pessoal aliado está muito perplexo e buscando todas as informações para verificar o que tem de verdade nessa história", afirmou Reis à Folha.

    Ele evitou emitir uma posição oficial sobre o caso antes da divulgação da nota.

    Dilma determinou nesta terça-feira a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia em planejamento no Ministério da Educação, e definiu que todo material do governo que se refira a "costumes" passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados.

    No dia anterior, a bancada evangélica na Câmara havia iniciado uma investida contra o governo para suspender o kit, com ameaças a obstruir votações, engrossar o coro da oposição por explicações do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) sobre sua evolução patrimonial e com pedidos de exoneração do ministro Fernando Haddad (Educação).