Categorias
Noticias

Em sua 3ª edição, conferência lota Igreja Bíblica da Paz

TODOS PRECISAM DE DISCIPULADO

 

Por: Redação Creio – Mayra Bondança

     "A hora chegou". Com esta frase, apresentada em um vídeo, começou a terceira edição da Conferência Livres, realizada nos dias 20 e 21 de maio, em São Paulo, na Igreja Bíblica da Paz. O evento contou com Livres para Adorar, banda 5AM, Casting Crowns, Jason Upton, pastor Ariovaldo Ramos, professor Adauto Lourenço e pastor Ed René Kivitz.

     Na noite de sexta-feira, 20, o pastor Mark Hall, do Casting Crowns, começou sua fala mostrando a relevância do evento e o trabalho de Juliano Son. "Nós podemos ver o coração dele voltado a Deus". Depois, deu início a sua ministração cantando. "Quero compartilhar com vocês uma canção que é muito importante pra mim", disse antes de começar a cantar a música Voice of Truth, acompanhado apenas por um violão.

     Ele falou a importância de buscar a água viva de Deus e ser fonte dessa água. "Quando deixamos a água mágica e escolhemos a água viva, nos tornamos fontes de águas vivas". Ainda mostrou a importância do discipulado. "Todos precisam de um Paulo e de um Timóteo", ilustrou, explicando o significado de ter uma cobertura espiritual e de auxiliar alguém que é novo na fé.

     O sábado contou com ministrações de manhã, a tarde e a noite, além das apresentações musicais.

     Alguns problemas de organização e a falta de cadeiras suficientes – deixando alguns em pé – geraram alguns pedidos de desculpas durante a conferência, mas nada estragou o clima. Pessoas dos mais diferentes estilos, estados e até países se reuniram para buscar um mesmo propósito: ter Cristo como o centro de suas vidas e falar dEle pro maior número de pessoas possíveis.

Data: 24/5/2011

Categorias
Noticias

Pastor é preso acusado de abuso sexual a sobrinha no MT

POLÍCIA

 

Policiais da Gerência Estadual de Polinter (Gepol) prenderam o pastor evangélico Antônio Pires da Silva que está com a prisão preventiva decretada pela Comarca de Cuiabá. Ele é acusado de abusar sexualmente de sua sobrinha durante cinco anos – quando a vítima tinha entre sete e 12 anos. A prisão ocorreu numa Fazenda na região de Rio Manso onde o pastor reside – a cerca de 150 quilômetros de Cuiabá (MT).

O fato veio à tona somente em fevereiro deste ano quando a vítima foi passear novamente na casa do tio e ele tentou molestá-la. Com 13 anos, a menina reagiu e queria voltar para Cuiabá. Assim que retornou para casa e contou para os pais.

Uma queixa foi registrada na Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) da Capital e a delegada Liliana Murata abriu inquérito. A menina foi ouvida e contou com detalhes a violência sofrida.

A partir do depoimento da menina e de testemunhas, a delegada indiciou o pastor por estupro e solicitou a prisão preventiva dele, decretada nesta semana. A vítima está recebendo assistência psicológica através dos psicólogos da Deddica.

Nesta madrugada, os policiais da Gepol – que são encarregados de cumprir as prisões preventivas – se deslocaram até a propriedade rural onde o pastor mora e o prenderam. Ele disse aos policiais ter ficado surpreso com a prisão. O pastor será encaminhado para uma unidade prisional da Grande Cuiabá.

Data: 23/5/2011 08:35:53
Fonte: Midia News

Categorias
Artigos

Quiseram fazer comigo o que estão fazendo com Palocci, diz

MARINA SILVA

 

As férias de 13 dias em Israel foram canceladas. Em vez de visitar os templos de Jerusalém, como planejara, Marina Silva voltou a frequentar os corredores do Congresso Nacional, onde atuou como senadora por 16 anos. Seis meses depois de receber quase 20 milhões de votos para a Presidência, Marina tivera até agora atuação política apagada. Dedicara-se a fazer palestras, de onde tira seu sustento. Agora, ressurge como crítica de seu próprio partido e uma das mais aguerridas combatentes na discussão do Código Florestal, cuja votação está prevista para esta semana.

A senhora sugere que há relação entre a decisão de votar o Código Florestal na terça-feira 24 e a desistência da oposição em convocar Palocci para explicar seu patrimônio no Congresso. É isso?

Não sei o que determinou essa votação extemporânea sem considerar as propostas da sociedade. Há três coisas colocadas no Congresso em que há tensão entre oposição e governo. Uma é a Medida Provisória da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, que dispensa licitação; a outra é o incentivo para a energia nuclear; e a terceira é a questão do Palocci. Mas não dá para trocar as florestas brasileiras por dispensa de licitação, ou por incentivo à energia nuclear, ou por não esclarecimentos. A oposição está usando algo que em nenhuma hipótese deve ser aceito.

Seu marido foi acusado pelo deputado Aldo Rebelo, relator do Código, de envolvimento com contrabando de madeira do Acre. Como a senhora viu isso?

Primeiro, com perplexidade. Em seguida, com indignação. Não sei as razões que o levaram a fazer aquelas acusações levianas. Mas pedi que o Ministério Público me investigue. Cada uma das acusações já está devidamente esclarecida em meu site, com documentos, mostrando que meu marido não tem nenhuma relação com as acusações. E o deputado Aldo sabia. Quando era líder do governo, todas as informações foram passadas para ele. Ele foi leviano para tentar me constranger na discussão do Código Florestal, uma tentativa de me intimidar, de dar uma satisfação aos ruralistas, já que, pela terceira vez, tínhamos conseguido, com o governo e a liderança do PT, adiar a votação. Como ele não poderia ir para cima do (deputado Cândido) Vaccarezza, ou do (deputado) Paulo Teixeira, ou da presidente Dilma, foi para cima de mim. Ele tinha de escolher alguém para os que queriam algum tipo de sangue. Quiseram fazer comigo o que estão tentando fazer com o ministro Palocci.

O que tentam fazer com Palocci?

Essas intimidações.

Ele é vítima de intimidação?

O processo em relação ao patrimônio dele é outra coisa. Mas estão querendo usar o ministro Palocci. Nada justifica querer pressionar o governo usando esse artifício. Estranhamente, esse assunto entrou na pauta e, em seguida, foi feito um acordo para votar o Código com a garantia da liberação vergonhosa de atividades econômicas dentro da floresta.

Aldo Rebelo disse que a senhora pediu ajuda a ele na época das investigações contra seu marido. É verdade?

Não. Aldo tinha função importante no governo, e eu era ministra do Meio Ambiente. A assessoria parlamentar (do ministério) levou todas as informações necessárias para esclarecê-lo. Depois, falei com ele por telefone. Nunca me esqueço da forma como me despedi: “Você está com as informações, forme seu juízo de valor”. Só pedi para que ele, de posse das informações que tinha, evitasse uma injustiça. Até agora, imaginava que ele tivesse sido convencido. É por isso que fiquei perplexa quando o ouvi fazendo aquelas acusações no Congresso.

Há algumas semanas, o presidente de seu partido, José Luiz Penna, a criticou publicamente porque a senhora não havia se posicionado nas discussões do Código Florestal. Seu engajamento no assunto agora é uma resposta?

É engraçado. Você aparece na imprensa porque você quer ou quando a imprensa quer que você apareça? Em nenhum momento deixei de trabalhar, de telefonar para o ministro Palocci para falar sobre o Código Florestal, de fazer debates. Não estive ausente. Não vou entrar em discussão com alguém que queira julgar se eu atuei ou não. As pessoas que me conhecem sabem que atuei.

O comentário do Penna foi injusto?

Talvez seja melhor a sociedade avaliar a atuação dele quanto ao Código Florestal – e a minha atuação.

É possível levar adiante seu projeto nacional, em um partido que é conduzido por pessoas com quem a senhora tem pouco em comum, como o Penna ou o deputado federal Zequinha Sarney (PV-MA)?

Na questão ambiental, trabalho ombro a ombro com o deputado Zequinha Sarney. Quanto à visão de política, temos divergências abissais. Não acredito nessa velha política. Os partidos não querem perceber que são o melhor retrato da política que está definhando. Lamentavelmente, os partidos se tornaram máquinas de disputar o poder pelo poder. Essas dificuldades também existem dentro do PV. A estrutura do PV é verticalizada, não se abre para o diálogo com a sociedade. Duas pessoas mantêm essa estrutura no PV: a secretária de organização, Carla Piranda, e o Penna. Toda essa visão ampla de sustentabilidade se choca com essa pequena burocracia, que ignora representatividade, votos, e se fecha em si mesma.

A senhora diz que quer modernizar a política. Mas, pelo jeito, isso não tem sido aplicado nem em seu próprio partido. Seu discurso não perde força?

Durante a campanha, eu falava da nova forma de fazer política de cabeça erguida, porque achava que o processo de democratização do PV estava em curso. A partir de agora, ou acontece algo que expresse isso no PV, ou não terei mais como fazer esse discurso. Não vou falar de algo para a sociedade que não seja capaz de aplicar em meu partido. Isso não seria coerente. Há um prazo de bom-senso para a mudança acontecer. O PV deve essa satisfação para a sociedade brasileira.

Na campanha, a senhora tinha um grupo de apoiadores muito próximo, com intelectuais, o vice Guilherme Leal, o coordenador João Paulo Capobianco. A senhora se distanciou deles?

As pessoas têm de trabalhar, cuidar da vida. Os que ajudaram na campanha do PV não continuarão contribuindo se o partido não se atualizar. O PV recebeu a contribuição de Ricardo Paes de Barros, Eduardo Gianetti, Neca Setubal, Luiz Eduardo Soares, Beto Ricardo, tantas pessoas. Terminada a campanha, essas pessoas não quiseram se filiar. O que elas querem é interagir com o partido. Nos termos em que estamos organizados hoje, elas não têm como participar.

Data: 23/5/2011 09:03:11
Fonte: Revista Época