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Vaticano diz que Bin Laden terá de responder a Deus

 

02 de maio de 2011 | 7h 22

REUTERSOsama bin Laden (CIA photo).png

O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, terá de responder a Deus por ter matado muitas pessoas e explorado a religião para espalhar o ódio, disse o Vaticano nesta segunda-feira.

O padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, disse que embora os cristãos "não se alegrem" com a morte de Bin Laden, este fato serve para lembrá-los da "responsabilidade de cada pessoa perante Deus e homens".

"Osama bin Laden, como todos sabem, tinha a grave responsabilidade de ter espalhado divisão e ódio entre as pessoas, causando mortes de um incontável número de pessoas e explorando a religião com esses objetivos", disse ele.

Lombardi também disse que o Vaticano espera que a morte de Bin Laden "não seja uma ocasião para mais ódio, mas para paz."

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Após dez anos do 11 de setembro, Bin Laden é morto pelos EUA no Paquistão

 

Ataques de 2001 tornaram Bin Laden um dos nomes mais conhecidos do mundo

 

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02 de maio de 2011 | 7h 33

Osama bin Laden se tornou um dos nomes mais conhecidos do mundo em 11 de setembro de 2001, quando ataques organizados por sua rede contra os Estados Unidos deixaram mais de 3.000 pessoas mortas e centenas de feridos.

Ele nasceu em 1957, e era considerado o 17º dos 52 filhos de Mohamed bin Laden, um empreiteiro multimilionário responsável pela construção de 80% das estradas sauditas.

A morte do pai em um acidente de helicóptero, em 1968, deixou ao jovem Osama uma fortuna de milhões de dólares.

Enquanto estudava engenharia civil na Universidade Rei Abdul Aziz, em Jedá, na Arábia Saudita, Bin Laden entrou em contato com professores e estudantes da linha mais conservadora do islamismo.

Por meio do debate teológico e de estudo, ele abraçou o fundamentalismo islâmico como uma defesa contra o que via como a decadência do Ocidente.

A invasão soviética ao Afeganistão, em dezembro de 1979, mudou a vida de Bin Laden para sempre.

Ele assumiu a causa anti-comunista com fervor e se mudou para o Afeganistão, onde, por uma década, lutou ao lado dos mujahideen que resistiam à ocupação soviética.

Especialistas em inteligência acreditam que a CIA (agência de inteligência americana) teve um papel decisivo em fornecer armas e treinamento aos mujahideen, incluindo Bin Laden.

Vingança

O fim da guerra, com a retirada soviética, levou-o a mudar de posição, com a mudança de foco de sua ira contra Moscou para os Estados Unidos após 300 mil soldados americanos, incluindo mulheres, terem sido estacionados na Arábia Saudita durante a Guerra do Golfo de 1991 contra o Iraque.

A partir de então, Bin Laden prometeu vingar o que via como blasfêmia.

Junto com muitos de seus companheiros mujahideen, ele levou sua mistura de habilidades de combate com fanatismo islâmico para outras facções antiamericanas no Oriente Médio.

Depois de morar temporariamente na Árabia Saudita – que removeu sua cidadania em 1994 – e no Sudão, Bin Laden se mudou de volta para o Afeganistão em janeiro de 1996.

O país, em um estado de anarquia, estava dividido entre diversos grupos islâmicos, incluindo a milícia fundamentalista do Talebã, que havia conquistado a capital Cabul nove meses antes.

Apesar de limitada geograficamente, a riqueza de Bin Laden – que aumentava constantemente com lucrativos investimentos internacionais – permitiu que ele financiasse e controlasse uma série contínua de alianças transnacionais de militantes islâmicos por meio de sua rede Al-Qaeda.

Às vezes, ele trabalhava como intermediário, organizando logísticas e garantindo apoio financeiro. Outras vezes, ele comandaria suas próprias campanhas de violência.

Em fevereiro de 1998, Bin Laden decretou uma fatwa – uma ordem religiosa – em nome da Frente Mundial pela Jihad contra Judeus e Cruzados, afirmando que matar americanos e seus aliados era um dever muçulmano.

Seis meses depois, duas bombas atingiram as embaixadas americanas em Nairóbi, no Quênia, e Dar es Salaam, na Tanzânia. Cerca de 224 pessoas foram mortas e aproximadamente 5 mil ficaram feridas. Bin Laden foi indiciado como o principal acusado, junto com outros 16 militantes.

Do dia para a noite, Bin Laden se tornou um grande espinho para o governo americano. Símbolo da resistência fundamentalista islâmica a Washington, ele logo apareceu na lista dos mais procurados do FBI, com uma recompensa de até US$ 25 milhões por sua cabeça.

Os Estados Unidos dispararam 75 mísseis de cruzeiro contra seis campos de treinamento no leste do Afeganistão em uma tentativa frustrada de matá-lo. Um dos disparos errou o alvo por apenas uma hora de atraso.

Além dos atentados na África, Bin Laden foi acusado de envolvimento no ataque de 1993 contra o World Trade Center, em Nova York, na explosão de um carro-bomba na capital saudita, Riad, em 1995, e na explosão de um caminhão-bomba em um acampamento militar saudita que matou 19 soldados americanos.

"Eu sempre mato americanos porque eles nos matam", afirmou. "Quando nós atacamos americanos, nós não fazemos mal a outras pessoas."

No caso das bombas de Nairóbi e Dar es Salaam, suas palavras caíram no vazio. A grande maioria dos mortos e feridos era de africanos, não americanos.

Fuga

A arrogância gerada por sua riqueza levou Bin Laden a oferecer ao governo do Cazaquistão milhões de dólares para comprar suas próprias armas táticas nucleares.

Não é surpresa, então, que se acredite que tanto os Estados Unidos quanto Israel enviaram então esquadrões para assassiná-lo.

E então vieram os ataques de 11 de setembro de 2001. Dois aviões sequestrados foram jogados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York.

Outra aeronave se chocou contra o Pentágono, em Washington, e uma quarta caiu na Pensilvânia. Ao todo, mais de 3.000 pessoas morreram nos ataques, levando os Estados Unidos a liderar uma operação contra o Talebã.

Forças aliadas foram enviadas ao Afeganistão em 2001. Nessa época, acreditava-se que Bin Laden pudesse ter sido morto durante uma batalha pelo complexo de cavernas de Tora Bora.

Na realidade, ele havia conseguido escapar e fugir pela fronteira para o Paquisão, país no qual ele havia alcançado uma popularidade normalmente reservada apenas para cantores populares ou atores de cinema.

Em fevereiro de 2003, durante as preparações para a invasão liderada pelos Estados Unidos ao Iraque, uma fita de áudio, supostamente gravada por Bin Laden, foi enviada à TV Al Jazeera, pedindo uma "guerra santa" dos muçulmanos contra o Ocidente.

"Esta guerra dos cruzados diz respeito, mais que nada, a todos os muçulmanos, independentemente de o partido socialista iraquiano ou de Saddam Hussein permanecerem no poder. Todos os muçulmanos, especialmente aqueles no Iraque, deveriam lançar uma guerra santa", disse.

Os Estados Unidos reconheceram na época que a voz era provavelmente de Bin Laden.

Vídeos

A última vez que Bin Laden foi visto por alguém que não era de seu grupo mais próximo de colaboradores foi no fim de 2001, quando ele se preparava para fugir de Tora Bora.

Acreditava-se amplamente que ele havia fugido para o leste, cruzando a fronteira do Paquistão para receber abrigo de líderes tribais leais ao Talebã e opositores ao governo do país, então liderado pelo presidente Pervez Musharraf.

A caçada a Bin Laden deu uma guinada dramática com a prisão no Paquistão, em 2003, de Khalid Sheikh Mohammed , chefe das operações da Al Qaeda e suposto mentor dos ataques ao World Trade Center. Parecia que a rede começava a se fechar no entorno do próprio Bin Laden.

Uma grande ofensiva para capturar Bin Laden foi lançada pelo Exército paquistanês ao longo da fronteira com o Afeganistão entre maio e julho de 2004. Mas um ano depois, Musharraf admitiu que as pistas de Bin Laden haviam sido perdidas.

Apesar de a Al Qaeda ter se mantido prolífica na divlgação de mensagens de áudio, normalmente pela internet e com a voz identificada como a de seu número dois no comando, Ayman al-Zawahiri, vídeos de Bin Laden se tornaram raros.

Suas aparições foram cuidadosamente programadas, segundo os analistas, com o objetivo de influenciar a opinião pública ocidental contra seus líderes.

Um desses vídeos foi divulgado em 2004 – no mesmo ano dos atentados a bomba contra trens em Madri atribuídos à Al Qaeda e dias antes das eleições presidenciais americanas.

Um segundo vídeo apareceu no sexto aniversário dos ataques de 11 de setembro, supostamente para eliminar os rumores de que o líder da Al Qaeda já havia morrido. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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Estados Unidos querem se aliar ao Vaticano, diz WikiLeaks

 

Wikileaks divulgam documentos que mostram o interesse dos EUA em se aproximar do governo da Igreja Católica

Estados Unidos querem se aliar ao Vaticano, diz WikiLeaks

De acordo com documentos revelados pelo site WikiLeaks e antecipados nesta quinta-feira pela revista italiana L’Espresso, os Estados Unidos têm interesse em ser um aliado do Vaticano.

Os os documentos revelam que a secretária de Estado americana Hillary Clinton teria orientado os embaixadores e diplomatas do país a criarem uma página na Internet para acompanhar as novidades do governo pontifício.

“O Vaticano pode ser uma potência aliada ou um inimigo ocasional. Devemos fazê-lo ver que a nossa política pode ajudá-lo a avançar em muitos princípios”, orientou o Departamento de Estado.

O interesse nos EUA estaria no tamanho do comando da Igreja Católica. “Trata-se de uma armada impressionante: 400 mil sacerdotes, 750 madres, cinco mil monges e frades, relações diplomáticas com 177 países, três milhões de escolas, cinco mil hospitais, braço operativo da Caritas com 165 mil voluntários e dependentes que prestam assistência a 24 milhões de pessoas”, afirmam os documentos.

Porém o Estado americano aponta que essa relação com o governo pontifício deve ser construída com cuidado.”Tudo depende da relação que possamos construir: devemos trabalhar juntos quando as nossas posições são complementares, assegurando que a nossa linha seja compreendida quando são divergentes”, dizem os textos.

Fonte: Gospel Prime

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