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Igreja Assembléia de Deus aceitará o divórcio

Publicado por: Redação G.Maior

Na última reunião da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil (CGADB), além da rusga e ameaça da Igreja-mãe de deixar a Convenção, foram decididos novos parâmetros e alguns assuntos polêmicos entraram em pauta, entre eles o divórcio.

A quadragésima edição da reunião, feita em Cuiabá, decidiu que agora os Pastores assembleanos da CGADB poderão se separar de suas esposas desde que seja por motivo de traição de qualquer ambos os lados ou se a esposa deseja se separar. A decisão, tomada no ano do centenário da Assembleia de Deus, foi tomada com base de Mateus 5 31-32, que fala de divórcio devido a adultério, e 1 Corrintos 7 15, que fala de separação por vontade da esposa. Nas duas formas as Convenções Regionais deverão ser informadas pelo Pastor para julgar se ele deve continuar no cargo ou não.

A decisão da CGADB em autorizar o divórcio em certos casos engloba apenas Pastores e não fiéis. Praticamente todas as Igrejas Assembléias de Deus filiadas a CGADB não apoiam a separação dos casais membros da igreja.

Fonte: Gospel+

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Em resposta a pastor, Igreja doa exemplares do Corão nos EUA

 

Uma igreja presbiteriana no Estado americano de Utah, no oeste do país, está oferecendo cópias gratuitas do Corão, o livro sagrado do Islã, em um gesto de boa fé na semana de Páscoa. A iniciativa também serve como uma resposta à queima de um exemplar do livro sagrado dos muçulmanos por um pastor da Flórida, o que levou a uma série de protestos e mortes em manifestações no mundo islâmico.

A Igreja Presbiteriana de Wasatch, em Utah, encomendou 50 cópias do Corão para serem distribuídas em uma livraria da cidade a partir de segunda-feira (25).

“Não estamos promovendo o Islã”, disse o pastor da igreja, Scott Dalgarno. O responsável pela comunidade disse que cada exemplar virá com um marcador de página que informa que o livro foi doado pela igreja local, que “não teme a verdade, não importando onde ela for encontrada”.

“Só queremos mostrar que, se as pessoas estiverem curiosas, podem pegar uma cópia conosco, ler e decidir por si mesmas o que pensar a respeito”.

Dalgarno afirmou que as doações são uma resposta ao pastor , líder de uma igreja fundamentalista cristã em Gainesville, no Estado da Flórida, que ateou fogo a um exemplar do Corão em março. O incidente provocou a revolta de muçulmanos no Afeganistão, onde mais de 20 pessoas foram mortas em meio a protestos contra Jones.

Segundo a agência de notícias Reuters, o reverendo Jones ainda pretende repetir o ato em frente ao Centro Islâmico de Dearnborn, a maior mesquita dos EUA, no Estado de Michigan, que concentra uma das maiores comunidades muçulmanas do país.

Dalgarno disse que já recebeu respostas negativas em relação às doações dos exemplares do livro, mas afirma que faria o mesmo por outras religiões.

“Se alguém em Salt Lake [capital de Utah] queimasse uma cópia do Livro dos Mórmons, nós provavelmente faríamos a mesma coisa. Nós compraríamos cópias do livro e diríamos para as pessoas lerem e se informarem”.

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FUI ELEITO O HEREGE DA VEZ

 

 

Gondim declara à Carta Capital que advoga teologia de um Deus títere

A cada declaração do pastor Ricardo Gondim uma legião de fiéis entram em debate aqui pelo CREIO. Os defensores ferrenhos endossam discurso do assembleiano ao evangelho raso. Por outro lado rechaçam suas críticas ao crescimento dos evangélicos. De novo, como manchete deste portal, Gondim banca seu pensamento. Desta vez em entrevista à Carta Capital desta semana, o líder, aos 57 anos, resume atual fase de seu ministério. ‘Sou o Herege da Vez’, rebate. Se ele é ou não, tire suas conclusões na entrevista abaixo:

‘Sou o herege da vez’

Deus nos livre de um Brasil evangélico?’ Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir.

Carta Capital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?

RG: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento no número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos de dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.

CC: Como o senhor define esse perfil?

RG: Extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos modelos do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhe assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.

CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?

RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, pode facilitara expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.

CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?

RG: O movimento brasileiro é filho direto do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way of life de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui Ieem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos. de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é de que Deus abre portas de emprego para os fiéis.

Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?

CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.

RG: Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, então a minha mensagem está fragilizada.

CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?

RG: Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez maior dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, aoTea Party, à guerra.

CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?

RG: Sou a favor. O Brasil é uni país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.

CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?

RG: Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência  de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem., então há aluo errado com esse pressuposto. Minha  resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.

CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.

RG: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.