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A encruzilhada do Daime – parte 1

O governo legaliza o uso religioso do chá alucinógeno, mas peca ao deixar que mortes ocorram e ao abrir uma brecha jurídica que pode estimular o tráfico

Hélio Gomes

Fonte: Isto é

 

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Governo legaliza o uso religioso do chá do Santo Daime, assunto de capa da Isto.

É desta semana. Assista à versão em vídeo da reportagem

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Alucinógeno
O chá ayahuasca é parte dos rituais de várias religiões nativas brasileiras

Tudo começou no início do século passado, no coração da Amazônia. Caboclos nordestinos atraídos pela extração da borracha mergulharam na cultura secular dos povos da floresta, inevitavelmente absorvendo muito de sua essência. Logo nasceram as chamadas religiões ayahuasqueiras, grupos em sua maioria cristãos que incorporaram o consumo de um chá alucinógeno utilizado pelos indígenas em seus rituais. Hoje, essas mesmas seitas estão no centro de uma polêmica que envolve questões delicadas e perigosas, como o respeito à liberdade de crença, tráfico de drogas e morte.

No dia 25 de janeiro, em resolução publicada no “Diário Oficial da União”, o governo brasileiro oficializou o uso religioso do chá ayahuasca – também conhecido como daime, hoasca e vegetal. Sem força de lei, o texto, formulado depois de décadas de negociações e estudos realizados pelos órgãos de combate às drogas, define as responsabilidades das religiões institucionalizadas e garante o direito de consumo do alucinógeno a adultos, mulheres grávidas, jovens e até crianças durante os rituais. Por outro lado, ele veta a comercialização e a propaganda do composto feito a partir do cipó mariri e das folhas da erva chacrona, além de sugerir que qualquer tentativa de turismo motivado pelo chá seja coibida.

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“Conservador gay” é uma contradição

 

Star Parker

CPAC, a Conferência da Ação Política Conservadora há muito tempo é uma acontecimento anual para mim. Mas este ano eu concluí que ela não era meu lugar e declinei de participar nos vários locais do evento para o qual fui convidada.

Sim, a razão pela qual eu declinei foi a inclusão do GOProud, um grupo que se identifica como representante dos "conservadores gays e seus aliados", como patrocinador do evento.

E é a razão pela qual algumas das mais importantes organizações conservadoras do país — a Heritage Foundation, o Family Research Council, o Media Research Center e a National Organization for Marriage — não participaram.

O fundador e presidente do GOProud acabou com qualquer dúvida de minha parte de que não participar era a decisão correta ao desmerecer estes grupos como sendo "perdedores", "palhaços" e "não-relevantes."

Eu, é claro, tenho sido acusada de ser pior do que uma palhaça. O bombardeio normalmente vem da esquerda. Mas esta é a primeira vez que ouço este tipo de coisa vindo de um grupo que posa de "conservador."

Eu me tornei conservadora na igreja. Eu achava que estava muito bem em minha antiga vida — enganando o sistema previdenciário, indo à praia, relaxando em minha banheira morna subsidiada pela previdência, tratando o sexo como um hobby e o aborto como controle de natalidade.

Em nossa cultura de hoje, que vê a prosperidade material como o barômetro máximo do sucesso, a verdade infelizmente está se perdendo. Se não há nada além do que está diante de nossos olhos neste mundo, o que isto importa?

Quando eu entendi como a cultura de materialismo do Estado previdenciário estava destruindo não só minha vida, mas todos os negros dos EUA, acabou-se a linha divisória em minha mente entre "questões sociais" e "questões econômicas." A única linha divisória que eu vi foi entre o certo e o errado, o bem e o mal.

O conceito de "conservador gay" é uma contradição.

"Gay" é tudo o que "conservador" não é.

Os fundamentos da visão de mundo que os assim chamados "conservadores gays" endossam têm muito mais em comum com o liberalismo/esquerdismo do que com o conservadorismo.

É uma visão de mundo antropocêntria ao invés de teocêntrica. É uma visão de mundo que rejeita verdades eternas passadas adiante desde o começo dos tempos. Embora a visão de mundo que os "conservadores gays" inventam possa divergir da visão de mundo dos esquerdistas, sua base comum é que eles inventam ambas.

E é aqui que os "conservadores gays" e os "liberais/esquerdistas" se distinguem dos conservadores.

Os conservadores acreditam que há verdades eternas e objetivas, produtos, não de alguma mente humana, mas transmitidos através das gerações. Cultura não é como TVs de alta definição ou iPhones, em que o modelo mais novo é o melhor.

Essas verdades eternas dão a luz em meio à neblina que impede que nos choquemos contra as praias rochosas aonde nossos baixos instintos nos conduzem.

"Gay" é liberal/esquerdista e não conservador, independente de qual possa ser a posição deles a respeito dos gastos do governo ou dos impostos.

Isso porque, como todos os liberais/esquerdistas, eles usam a língua para criar a realidade ao invés de considerarem que as palavras têm um significado que reflete a realidade.

Assim, eles reinventaram a palavra "gay," reinventaram a palavra "casamento" e agora querem reinventar a palavra "conservador."

Por fim, reinventaremos a palavra "liberdade" e poremos o selo final de aprovação na idéia de que uma sociedade livre, ao invés de ser o caminho para a verdade, é o caminho para a ausência de sentido.

O que os indivíduos escolhem em privado e pelo qual eles possuem responsabilidade pessoal é diferente do que sancionamos publicamente, pelo qual todos nós devemos nos responsabilizar.

Um governo neutro em relação a valores é impossível. A batalha central de nosso século se refere a valores e como entendemos a liberdade. É uma batalha por nosso próprio espírito. E, como pudemos ver pela CPAC, não é uma luta só entre democratas e republicanos.

Leia também: O "direito" dos gays é uma injustiça com as crianças — de Roger Scruton.

Original: "Conservative gay is an oxymoron"

Tradução: Dextra

Divulgação: www.juliosevero.com

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Estado americano aprova o ensino da Bíblia nas escolas públicas

 

Foi aprovado com 34 votos a 1 um projeto de lei que acrescentará ao currículo das escolas públicas o ensino da Bíblia no Estado de Kentucky, nos Estados Unidos.

A medida direciona A Diretoria de Ensino do estado para criar diretrizes em um currículo escolar em torno da Bíblia. A proposta é que os alunos façam um curso de Bíblia como um dos estudos sociais. Basta definir se esses estudos serão centrados na Bíblia hebraica, o Antigo Testamento da Bíblia, o Novo Testamento, ou uma combinação das Escrituras Hebraicas e o Novo Testamento da Bíblia.

De acordo com a proposta, o conhecimento de personagens bíblicos e narrativas serve como “pré-requisitos para a compreensão da sociedade contemporânea e da cultura, incluindo a literatura, arte, música, costumes, oratória e políticas públicas”.

O projeto de lei 56 do Senado agora segue para a Câmara estadual. Se for aprovada, a lei irá padronizar o curso nas escolas em Kentucky que já são autorizadas a dar aulas sobre a Bíblia.

Data: 15/2/2011 08:18:48
Fonte: Christian Post