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Morre Nelson Mandela, conheça o testemunho cristão do líder africano

De família metodista, saiu da prisão para ser presidente

por Jarbas Aragão

  • gospelprime

 

Morre Nelson Mandela, conheça o testemunho cristão do líder africanoO testemunho cristão de Nelson Mandela

A morte de Nelson Rolihlahla Mandela hoje (5), mostra sua importância como uma das figuras mais reverenciadas do mundo. Ele foi preso político na África do Sul durante 27 anos. Ao sair, consagrou-se como uma dos maiores opositores do apartheid. Tornou-se presidente e governou sua nação entre 1994 e 1999.

Em 1993, recebeu o prêmio Nobel da Paz. Depois que deixou a presidência, passou a se dedicar a campanhas contra a Aids na África do Sul, visando diminuir os casos da doença que ainda é um grande problema no continente africano. Depois de se aposentar da vida pública em 2004, raramente era visto em público. A última aparição foi em 2010, na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo.

Ao partir deste mundo aos 95 anos deixa um legado histórico. Mas poucos lembram da fé do primeiro presidente negro da África do Sul.

Em sua autobiografia, Long Walk to Freedom [Um Longo Caminho para a Liberdade], Mandela conta sua conversão ao cristianismo. Ele vem de uma família evangélica metodista: “A Igreja estava tão preocupada com este mundo quanto com o céu. Eu vi que praticamente todas as realizações dos africanos pareciam ter surgido através do trabalho missionário da Igreja”.

Em Long Walk, que deverá chegar aos cinemas em 2014, Mandela lembra como se tornou membro da Associação de Estudantes Cristãos e dava aulas aos domingos em escolas bíblicas nas aldeias vizinhas. Tendo estudado em escolas evangélicas até o ensino médio, sempre defendeu o poder transformador da educação.

Também conta como, algumas semanas antes de ser eleito presidente, pregou num culto de Páscoa de uma igreja cristã. Após ler as bem-aventuranças, começou a louvar a Deus por que “nosso Messias ressuscitado não escolheu uma raça, não escolheu um país, não escolheu uma língua, não escolheu uma tribo, mas escolheu salvar toda a humanidade! ”

Makaziwe Mandela, sua filha, contou que com a saúde cada vez pior, “O que fazemos a cada dia é pedir graça ao bom Deus… Ele está em paz consigo mesmo, já deu tanto para o mundo. Acredito que ele está pronto para partir em paz”.

Embora nem sempre destacado pela imprensa, Madela, assim como Martin Luther King Jr., pautou sua luta pelos ensinamentos de Cristo. Não advogava a violência e sempre falava sobre seu compromisso com Cristo. Uma das ideias que mais difundiu nos anos que governou foi “perdão”, evitando que se iniciasse um processo de descriminação reverso na África do Sul. No famoso sermão da Páscoa de 1993, Mandela proclamou: “Cada Páscoa marca o renascimento da nossa fé. Marca a vitória do nosso Salvador ressuscitado sobre o suplício da cruz e da sepultura”. Com informações Christian Post e Christian Today.

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Magic Johnson, ex-astro da NBA, diz que é cristão, mas tolera filho gay e seu estilo de vida

Johnson relata que é difícil questionar a homossexualidade quando está dentro de sua família

PorLuciano Portela | Repórter do The Christian Post

Em um depoimento recente, Earvin Magic Johnson, ex-astro da liga NBA, relatou que ele é cristão, mas ainda assim procura abrir mão da doutrina da igreja para poder aceitar o fato de que seu filho, Earvin Johnson III, tenha escolhido ser homossexual e que tenha um outro estilo de vida.

  • Magic Johnson
    (Foto: Reuters)
    Magic Johnson, ex-astro da NBA.

Magic Johnson, aclamado pelos fãs de basquete por seus títulos no Los Angeles Lakers, teve uma conversa franca com o apresentador Anderson Cooper, com a intenção de abrir seu coração sobre a maneira que concilia sua vida na igreja ao mesmo tempo que possui um filho que passa por experiências não aceitas pela igreja.

Por meio de uma análise mais aprofundada, o ex-jogador destaca que é muito fácil estabelecer julgamentos ou discordar da maneira que pensa. No entanto, Johnson estabelece que é muito duro atacar e ter uma visão radical “quando uma situação destas atinge sua própria família”.

  • Para Magic Johnson, o fato de ter lutado tantos anos contra os preconceitos, diante de sua condição de portador do vírus HIV, também o levou a ter maior compreensão com a discriminação com o filho, sobretudo por ter trabalhado com homossexuais soropositivos.

O ex-jogador ainda expressa que o mais importante para ele seria que o filho se procupasse em levar uma conduta correta de caráter e de um ser humano bom, mas que o caminho ele só pôde intervir até o momento em que Earvin III era mais jovem, e que de agora em diante é com ele.

“Dê a ele as informações corretas. Ajude ele a crescer e ser um jovem bom. Mas daí em diante, são coisas que eu não posso falar a respeito, eu não tenho conhecimento, mas creio que eles podem se virar. Então é isso que eu quero”, afirmou.

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Earvin Johnson III assumiu sua homossexualidade desde o início de 2013. Por ser filho do ex-atleta, EJ III provocou grande repercussão, e muitos defensores da causa homossexual tem visto o rapaz como uma referência.

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Pontífice prega uma coisa e fez outra, afirma desafeto do papa

05/12/2013 – 03h22

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PEDRO IVO TOMÉ
DE SÃO PAULO

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“O cão.” Esse é o apelido do jornalista e colunista político argentino Horacio Verbitsky, 71, conhecido pela investigação sobre a ditadura militar em seu país (1976-83).

Na semana passada, o jornalista veio a São Paulo para participar de uma audiência da Comissão da Verdade.

Verbitsky também é autor de “O silêncio”, no qual afirma que o jesuíta Jorge Mario Bergoglio, hoje papa Francisco, foi cúmplice da ditadura argentina ao denunciar sacerdotes aos militares.

O papa e mesmo alguns ativistas de direitos humanos negam a acusação. À Folha o jornalista fez uma análise das propostas de mudança na igreja feitas pelo papa e questiona se serão profundas ou apenas “cosméticas”.

“No discurso de Bergoglio, tudo é maravilhoso e eu aplaudo com entusiasmo. Mas há uma contradição entre o que ele fez na Argentina e o que ele diz estar planejando hoje para a igreja”, afirma.

Para Verbitsky, há apenas uma mudança de tom nos discursos do principal representante da igreja, mas não uma pretensão real de alteração em seus fundamentos.

“No tema da abertura aos homossexuais, a doutrina da igreja é muito clara a respeito: há de ser compreensiva com os que buscam se aproximar de Deus. Mas, nos termos da igreja, isso significa deixar de ser homossexual.”

Quando se discutiu na Argentina a lei que permite aos homossexuais casar e adotar filhos, Bergoglio encabeçou a oposição à lei e escreveu uma carta a uma congregação religiosa instando-a a resistir, afirmando que essa lei era “parte do plano do diabo para destruir a igreja.”

No mês passado, o papa divulgou um documento escrito só por ele. “Não há mudança de doutrina. A posição da Igreja não muda a respeito do aborto e do celibato sacerdotal”, diz o jornalista, que também questiona a posição de Bergoglio nos casos de pedofilia envolvendo sacerdotes.

“Na Argentina, há o caso do sacerdote Julio César Grassi, condenado a 15 anos de prisão por pedofilia e preso em setembro. Bergoglio o defendeu permanentemente e contratou um dos juristas mais renomados do país para defendê-lo. Até agora, Grassi, mesmo preso, não perdeu o estado sacerdotal.”

Apoiador dos governos de Néstor Kirchner (2003-07) e de Cristina, atual presidente argentina, o jornalista diz acreditar que as políticas de combate à pobreza dos dois “implicaram no mesmo fenômeno de luta contra pobreza que o de Lula no Brasil”.

“Bergoglio questionava essas políticas, dizendo que eram clientelistas, questionava os modos autoritários de [Néstor] Kirchner, quando ele, Bergoglio, sempre foi autoritário em toda sua vida.”