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Igrejas neopentecostais são como o Mcdonald’s, afirma sociólogo

 

Crítica à "McDonaldização" da fé Cristã

PorDaniel Hamer | Correspondente do The Christian Post

O sociólogo e escritor Eduardo Guilherme de Moura Paegle diz em entrevista a revista Carta Capitalque as igrejas neopentecostais se parecem com as redes de Fast Food, o que ele descreve como “McDonaldização da fé Cristã”.

  • drive thru universal

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Paegle foi um dos estudiosos escolhidos pela Carta Capital para compor a reportagem sobre “ a avalanche evangélica”, divulgada recentemente pelo IBGE e usou aIgreja Universal do Reino de Deus (IURD) para o seu exemplo.

Explicando sobre o que seria esse processo de “McDonaldização”, Moura Peagle diz que não importa em que cidade do mundo você está, se entrar em uma Igreja Universal do Reino de Deus vai receber os mesmos cultos e ensinamentos.

“É como pedir um lanche Big Mac”, disse ele que é doutorando pela Universidade Federal de Santa Catarina. Ele aponta ainda que, tanto os cultos quanto a estrutura administrativa da IURD é exatamente a mesma, com poucas variações.

Os horários de culto também são comparados com a facilidade do Mcdonald’s. “Se o fiel dispõe de pouco tempo, é possível dar ao menos uma passadinha no Drive-Thru da Oração,” comenta o sociólogo que se refere ao método existente em algumas cidades brasileiras, onde o fiel entra com seu carro em uma área específica no estacionamento da igreja e recebe uma oração instantânea.

Recentemente, o bispo Guaracy Santos, da IURD do Brás, também comparou o crescimento do ministério da IURD, da qual ele faz parte, com o Mcdonald’s, citando a quantidade de igrejas que a Igreja Universal possui ao redor do mundo com a quantidade de restaurantes do Mcdonald’s.

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“O Mcdonald’s está em 125 países, a Igreja Universal está em 190. Ou seja, a gente chegou aonde o Mcdonald’s não chegou”, disse ele durante um programa da IURD TV.

O sociólogo reflete no seu Blog “Livres Pensadores” sobre um modelo “slow food” da qual ele parece sugerir que deveria ser o estilo de vida cristã com maior interação entre as pessoas, passando maior tempo em comunhão.

Uma outra observação do autor com relação à esse tipo de igreja, seria que os fiéis estariam sendo afetados por um consumismo desenfreado.

Paegle também fez uma resenha do livro entitulado Jesus vai ao Mcdonald’s, que segue essa visão crítica da mcdonaldização da sociedade.

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Kit gay chega às escolas e cristãos se revoltam

 

PorAmanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

 

A família Bolsonaro denunciou nesta segunda-feira em seu site que o "kit gay" já chegou às escolas e alertou para o estímulo ao homossexualismo que contém o material. Trata-se do livro didático chamado “Menino Brinca de Boneca?” adotado pelo Ministério da Educação como referência para alfabetização das crianças até 6 anos de idade.

  • kit gay

    (Foto: http://familiabolsonaro.blogspot.com.br/)

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De acordo com o site da família, cujo líder Jair Bolsonaro é conhecido por sua oposição feroz às ações dos grupos LGBT na política, o livro já está sendo utilizado em algumas escolas particulares em São Paulo. O livro ainda deve expandir para todo o Brasil, segundo a orientação do Governo Federal.

“Caso seus filhos tenham este exemplar em suas mochilas, fiquem atentos pois certamente estão recebendo carga de informações estimulando o homossexualismo em suas cabeças”, alerta a família em seu blog.

O site também mostra fotografias do “Menino Brinca de Boneca?” onde a família expõe palavras obscenas num conteúdo para crianças como “vulva” e “pênis”, citadas na página 16 do livro. Além disso, a família Bolsonaro aponta para a contra-capa, onde diz-se que Frei Betto é incisivio ao dizer que a obra criada estimula o público infantil a decidir-se por si só sobre sua sexualidade.

Um outro livro apontado no site foi o “Porta Aberta” de Geografia e História, que é voltado ao público do primeiro ano, e segundo os Bolsonaro também estimula o homossexualismo.

“A lição mostra uma brincadeira intitulada de “Gavião, na qual um homem adulto agarra uma criança, ambos nús, orientando que os meninos e meninas brinquem daquela maneira com seus amigos. Uma clara afronta que estimula a pedofilia”.

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Além disso, o livro possui na página 225, um jogo da memória formando famílias de pais homossexuais.

“Além das mensagens diretas, em ambos é nitidamente fácil constatar as mensagens subliminares envolvendo o homossexualismo e pedofilia, que são exploradas durante todas as tarefas ensinadas”, afirmam os Bolsonaro no site.

“A sanha dos ativistas homossexuais que desde o início mentem e dizem que o kit-gay não seria para o público infantil é desmascarada, e já tomou também as escolas privadas do Brasil. É isso que queremos para nossos filhos?”

O material vem depois que um outro material contra homofobia, conhecido como kit-gay e lançado pelo Ministério da Educação, foi vedado pela presidente Dilma Rousseff, após pressão da bancada evangélica.

O pedagogo Felipe Nery, que primeiro detectou a inclusão de livros com tal conteúdo nas escolas, levou a questão à Frente Parlamentar Evangélica no início do mês de julho. O pedagogo, que é membro do Instituto de Ensino Superior de São Paulo apresentou outros dois livros: “Porta Aberta”, voltado para alunos de seis anos, da autora Mirna Lima e editado pela FTD e “Aprendendo a Viver, Sexualidade”, voltado para alunos de 10 e 11 anos, das autoras Patricia Mata e Lydia R. e editados pela Ciranda Cultural.

Segundo Nery, a distribuição dos livros está sendo feita nas escolas que não possuem um projeto pedagógico. Ele também alerta que os pais devem acompanhar o material que é usado na educação dos filhos.

Explicações são esperadas do atual ministro da educação, Aloízio Mercadante (PT-SP) à pedido do deputado federal Filipe Pereira (PSC-RJ).

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50 cristãos queimados vivos na casa de um pastor na Nigéria

 

O país se transformou em um campo de extermínio; muçulmanos declaram “convertam-se ou morram”

Michael Carl

Cinquenta membros de uma igreja no norte da Nigéria foram queimados vivos na casa do pastor.

O ataque, realizado por homens armados, foi apenas o primeiro de uma onda de violência que se espalhou por 12 vilas e deixou mais de 100 mortos no estado nigeriano de Plateau, região que anteriormente estava fora da área de atuação do grupo islâmico terrorista Boko Haram e é a terra natal da etnia fula, majoritariamente islâmica.

Apesar disso, o Boko Haram assumiu responsabilidade pelos ataques e prometeu mais violência.

O porta-voz americano da Missão Portas Abertas, Jerry Dykstra, alerta que a recente onda de ataques está rapidamente se transformando em um funesto campo de batalha religioso, onde o Boko Haram declara que os cristãos devem se converter… ou morrer.

“A Nigéria está se transformando em um campo de extermínio para os cristãos. Centenas deles já foram brutalmente assassinados pelo Boko Haram, incluindo mulheres e crianças”, explica Dykstra. “Ainda esta semana o grupo afirmou que todos os cristãos deveriam buscar o islamismo ou ‘nunca teriam paz novamente’. O objetivo deles é transformar toda a Nigéria em um país governado e dominado pela lei islâmica da sharia”.

Os líderes da Igreja de Cristo da Nigéria relatam que todas as igrejas da denominação foram totalmente queimadas durante a destruição em 12 cidades.

O estado de Plateau é a terra natal dos fulas, grupo nômade e majoritariamente muçulmano, originalmente apontados pelas autoridades de segurança nigerianas como responsáveis pelo ataque.

Segundo uma reportagem local, o consultor criminal nigeriano Innocent Chukwuni teria dito que a logística sugere que o Boko Haram não poderia ter agido sozinho.

“Não acredito que o Boko Haram teria condições de atacar essas vilas tão de repente. Não conseguiriam sem apoio e cooperação local”, ponderou Chukwoma, segundo a reportagem.

O porta-voz dos fulas negou responsabilidade e não respondeu sobre a possível aliança com o Boko Haram.

A analista da Heritage Foundation na África, Morgan Roach, não acredita no envolvimento do Boko Haram devido ao histórico de violência dos fulas.

“Ataques a povoados cristãos não são novidade no estado de Plateau, uma vez que se sabe que os fulas já atacaram comunidades cristãs no passado”, sustenta Roach.

Ela afirma que, como o estado de Plateau é fora do território do Boko Haram, ela tende a concordar com as autoridades nigerianas. Ela também acredita que as queimas de igrejas são um desvio dos métodos do grupo terrorista, tipicamente mais avançados.

“Caso eles sejam responsáveis, isso seria um desvio das suas táticas anteriores, que tendem a ser mais sofisticadas”, questiona Roach.

“Acredito que convém fazer duas perguntas: O Boko Haram está tentando tirar vantagem da instabilidade de Plateau e se aliar aos fulas? Talvez, mas é preciso mais provas”, opina. “Se for confirmada a ligação do incidente ao Boko Haram, seria um caso preocupante para a segurança do país”.

Mas Michael Rubin, analista de Oriente Médio e Terrorismo do Instituto Empresarial Americano, diz acreditar que o Boko Haram é responsável pelos ataques.

“Ninguém iria se surpreender se o campo de ação do Boko Haram estiver se expandindo. Os jihadistas não podem ser aplacados; são expansionistas”, declara.

Roach teme pelas consequências caso o Boko Haram esteja realmente avançando sobre Plateau e sobre o território fula.

“Será que eles estão buscando expandir sua influência para outras partes do território? Provavelmente", constata Roach. “Certamente iria ao encontro do seu objetivo maior de criar um estado muçulmano”.

Dykstra acredita que a maior prioridade da Nigéria é proteger seus cidadãos cristãos e reforçar a segurança nacional.

“O governo nigeriano precisa se posicionar e proteger os fieis cristãos”, defende. “O Departamento de Estado Americano precisa reconhecer que o que está acontecendo na Nigéria não é apenas devido à pobreza e à injustiça”.

Dykstra estava se referindo a uma reportagem da Reuters de 11 de julho sobre um relatório sobre a Nigéria elaborado pelo Conselho Mundial das Igrejas.

“A pobreza, a desigualdade e a injustiça estão ameaçando desencadear um conflito sectário na Nigéria, explicou uma força-tarefa cristã-muçulmana na quarta-feira”, dizia a Reuters, citando o relatório. “O relatório identificou dezenas de problemas distintos, cuja resolução poderia contribuir para a paz de maneira geral”.

Ainda citando o relatório do CMI, a Reuters prosseguia: “A disparidade de riqueza entre os estados produtores de petróleo do sul e os países pobres em recursos do norte é um dos principais fatores para as tensões regionais, como são também as disputas por terra, como a falta de terra de pasto reconhecida para os pastores de gado do grupo nômade fula”.

O relatório também cita o príncipe Bola Ajibola, ex-ministro da justiça, dizendo, “Na Nigéria, três coisas são entrelaçadas: religião, política e etnia; e as três são ofuscadas pela corrupção, a pobreza e a insegurança”.

Dykstra questiona as conclusões do relatório, inclusive a afirmação que joga a culpa em “missionários bem financiados tanto do islamismo quanto do cristianismo” por aumentar as tensões.

“É ridículo”, critica.

Dykstra ressalta também que os cristãos precisam orar pelos seus irmãos e irmãs perseguidos.

Rubin alerta que terríveis consequências irão se seguir se o governo da Nigéria não colocar um fim na guerra civil auto-anunciada Boko Haram.

“Se não for contra-atacado e derrotado, o Boko Haram pode transformar a Nigéria no maior estado falido do mundo”, lamenta.

Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “50 Christians burned to death in pastor’s home

Fonte: www.juliosevero.com