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O preço da sua alma: como o cérebro decide vendê-la ou não

 

Pesquisa mostra que valores sagrados são processados de forma diferente

23 de janeiro de 2012 | 12h 17

estadao.com.br

A tomada de decisão sobre "valores sagrados" passa por um processo cognitivo diferente, mostra um estudo feito pela Universidade Emory.
O estudo usou exames de neuroimagem que mostram que valores que as pessoas se recusam a negar, mesmo diante de oferta de dinheiro, são processados de forma diferente no cérebro do que aqueles que as pessoas "vendem" de bom grado.
"Nossa experiência mostra que o reino do sagrado – seja uma forte crença religiosa, uma identidade nacional ou um código de ética – é um processo cognitivo diferente", diz Gregory Berns, autor do estudo.
Valores sagrados ativam de uma área no cérebro associada com regras e processos de certo-ou-errado em oposição às regiões associadas a processos de custo-benefício.
"Isso tem grandes implicações para compreender melhor o que influencia comportamentos humanos nos países e culturas", diz Berns. "Estamos vendo como valores culturais fundamentais são representados no cérebro", diz.
Os pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para gravar as respostas de 32 voluntários durante um teste. Na primeira fase, os participantes observavam afirmativas que variavam desde "você é um bebedor de chá" até "você apoia o casamento gay". Cada uma das 62 sentenças tinha uma frase contraditória. Os participantes precisavam escolher um deles.
No fim do teste, os participantes tiveram a opção de fazer uma espécie de leilão com suas sentenças, repudiando as escolhas anteriores em troca de dinheiro. Os participantes podiam ganhar U$ 100 dólares por sentença simplesmente concordando em assinar um documento declarando o oposto do que acreditavam. Eles puderam optar por deixar de fora as sentenças de alto valor para eles.
"Nós usamos o leilão como uma medida da integridade para afirmações específicas", explica Berns. "Se a pessoa recusa a ganhar dinheiro para mudar uma afirmação, então consideramos que o valor é sagrado para ele. Mas se eles ficam com o dinheiro, então consideramos que a pessoa tinha baixa integridade para aquela afirmação e que ela não era sagrada", diz.
Os dados das imagens cerebrais mostraram uma forte correlação entre valores sagrados e a ativação de sistemas neurais associados com avaliação do que é certo e do que é errado (a junção temporoparietal esquerda) e recuperação de regras semânticas (o córtex prefrontal ventrolateral direito), mas não com sistemas associados a recompensas.
"Grande parte das políticas públicas baseia-se em oferecer incentivos", diz Berns. "Nossa descoberta indica que não é razoável pensar que uma política baseada em análise de custo-benefício poderá influenciar o comportamento das pessoas quando se trata de valores sagrados, porque eles são processados em um sistema cerebral completamente diferente daquele dos incentivos", diz Berns.
Os participantes que tinham participação mais ativa em organizações, como igrejas, times esportivos e grupos musicais tinham uma atividade cerebral mais forte nas mesmas regiões relacionadas a valores sagrados. "Grupos organizados podem inculcar valores mais fortemente do que o uso de regras ou normas sociais", continua ele.
O teste também mostrou uma ativação na amígdala, região do cérebro associada com reações emocionais, mas somente quando os participantes recusaram dinheiro para trocar afirmações sobre o que eles acreditavam.
"À medida que a cultura muda, isso afeta nosso cérebro, e à medida que o cérebro muda, isso afeta a cultura. Você não pode separar os dois", diz Berns. "Agora temos o significado para compreender essa relação."

 
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Grupo islamita matou 935 na Nigéria desde 2009, diz relatório

 

DA REUTERS, EM ABUJA

A seita islamista nigeriana Boko Haram matou pelo menos 935 pessoas desde que promoveu um levante em 2009, incluindo mais de 250 somente nas primeiras semanas de 2012, disse nesta terça-feira o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

O Boko Haram –que tem como modelo o grupo extremista Taleban do Afeganistão– assumiu a responsabilidade por atentados contra igrejas, delegacias de polícia, instalações militares, bancos e bares na região norte, majoritariamente muçulmana.

Atentados e confrontos com a polícia na cidade de Kano, a segunda maior da Nigéria, deixaram pelo menos 186 mortos em 20 de janeiro. Foi o pior ataque do Boko Haram até hoje.

Na manhã desta terça-feira houve tiroteios em Kano, segundo testemunhas.

O Boko Haram, cujo nome significa "a educação não islâmica é um pecado", luta para impor a Lei Islâmica (Sharia) na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e cristã no sul. O grupo, que já admitiu vínculos com a rede terrorista Al Qaeda, assumiu a autoria de vários ataques recentes no norte do país.

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El espectáculo de Dios

 

El espectáculo de Dios

Dios también ha puesto en escena su gran espectáculo.

23 DE ENERO DE 2012

Vivimos la época del espectáculo. Desde los grandes magos de la televisión, y las impresionantes escenas virtuales de las modernas películas, hasta la vida falsa que ofrece la nueva generación de telebasura, en forma de vivencias ajenas que hacen creer a los espectadores que son también suyas: ellos/as ríen y lloran, se pelean e insultan, mientras los ojos televidentes creen estar asistiendo a la vida real en estas escenas mitad pagadas y mitad superficiales.
Vida de salón para los grandes hermanos y los grandes primos que los contemplan. Vida fácil, de meros espectadores, que sólo tienen que apretar un botón o hacer una llamada, sin compromiso alguno, para decidir sobre la vida de quienes juegan el papel de fichas.
La propia crisis global ha sido un espectáculo de despilfarro y lujo en un escenario cuya trastienda y camerinos estaban llenos de telarañas.
La religión no es ajena a esta puesta en escena. Emociones y dinero son a veces, tristemente, el fin último de quienes se creen poseedores de una fe, pero en realidad asisten a las emociones que otros les fabrican y les cobran a precio de oro et laboro . Emociones que sólo viven de más emociones, derrumbándose ante las primeras contrariedades.
Frente a esta droga para evadirnos de nuestra propia superficialidad existencial y cómoda, nos llega la persecución reconocida en Nigeria, niños en países que no tienen acceso a su derecho a ser educados, porque sus padres son reos del terrible delito de su fe cristiana. Padres que pierden sus tierras, que son expulsados, a veces golpeados, en alguna ocasión asesinados. Nada que ver con el espectáculo, dura realidad.
Dijo el psiquiatra Rojas Marcos que hemos cambiado la Biblia por las revistas del corazón, y es cierto y mucho más. Hemos cambiado el amor por sexo, la responsabilidad por la huida hacia delante (o hacia atrás), el placer sencillo por la adicción al nirvana del bienestar social y existencial… También hemos cambiado las verdades de la Biblia por la religión del éxito, los tesoros en el cielo por el oro en los suelos, la fe del riesgo de creer en Dios por la dependencia segura de nuestras instituciones, la convicción por las simples ideas filosóficas o morales, el celo por las cosas de Dios por las discusiones palaciegas.
Los judíos pedían señales y los griegos sabiduría en los comienzos del cristianismo. El sumo espectáculo de los sentimientos y de la razón.
Pero la respuesta es la locura de la cruz y de la resurrección. Locura porque los sentimientos gimen con tal de lograr las metas que el alma sabe que ansía, aunque duelan. Locura porque hay recompensa y victoria para quien se atreve a soñar en Cristo, incluso más allá del poder de la muerte de cada día, y mirando más allá de la muerte eterna.
La cruz injusta, torturadora, simple y ruin, pero vacía, ese es el verdadero espectáculo de Dios.
En ese camino y esa meta caminamos. Ese espectáculo de Dios queremos.
Y no lo cambiamos por nada. Como dice el poema y canción andaluza: Una cubertería de plata/ tú me diste de regalo/ ¡Ay, qué feliz yo sería/ con la cuchara de palo/ de cuando tú me querías!

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