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Vós sois deuses-Salmo 82:6

O Salmo 82:6 é um dos versículos mais profundos e debatidos de toda a Bíblia, justamente por trazer uma afirmação impressionante sobre a natureza espiritual e o potencial humano.
O texto diz:

“Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.”

O Contexto e o Significado

Para entender essa passagem sem gerar confusões, é importante olhar tanto para o seu contexto original no Antigo Testamento quanto para a forma como ela foi resgatada mais tarde.

  • No Salmo 82: Este salmo é um clamor por justiça. Deus é representado presidindo uma espécie de “tribunal divino” ou assembleia, confrontando os juízes e governantes da Terra (chamados aqui de elohim, termo hebraico que pode significar Deus, deuses, seres celestiais ou magistrados). O versículo lembra a esses líderes que, embora eles tivessem recebido uma autoridade quase divina para julgar e proteger os fracos, eles falharam. Logo no versículo seguinte (Salmo 82:7), o texto derrama um balde de água fria: “Todavia, morrereis como homens…”. Ou seja, a “divindade” ali era uma posição de representação e responsabilidade, não de imortalidade ou igualdade com o Criador.
  • A centelha divina: Por outro lado, em uma leitura mais espiritual e filosófica, o versículo ressalta que a humanidade carrega em si a imagem e a semelhança do Criador. Ser chamado de “filho do Altíssimo” aponta para uma origem nobre, espiritual e pura, sugerindo que existe uma essência divina dentro de cada indivíduo que precisa ser lapidada e expressa através da retidão e do amor.

A Citação no Novo Testamento

Esse versículo ganhou ainda mais força quando o próprio Jesus o citou no Evangelho de João 10:34. Quando os líderes religiosos da época quiseram apedrejá-lo acusando-o de blasfêmia por dizer que era Filho de Deus, Jesus respondeu:
“Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses? Se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida…”
Jesus usou a própria Escritura deles para mostrar que se a palavra de Deus chamou de “deuses” aqueles que eram apenas mensageiros ou juízes humanos, não havia blasfêmia em Ele se declarar em unidade com o Pai.
Em última análise, o Salmo 82:6 funciona como um espelho e um lembrete: ele aponta para a nossa imensa responsabilidade moral na Terra e para a nossa conexão direta com a Luz maior, exortando-nos a agir de acordo com essa herança espiritual tão elevada.

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Pr. Ângelo Medrado

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Pastores Fariseus em busca do seu voto.

Fariseus

No contexto dos Evangelhos, Jesus confrontou diretamente o comportamento das lideranças religiosas da época — em especial os fariseus e escribas — deixando ensinamentos claros que servem perfeitamente como um manual de discernimento contra o farisaísmo na vida pública.

1. O foco na aparência pública (Orar nas esquinas ou orações eloquentes na TV )

“E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.”
Mateus 6:5

2. O legalismo que ignora a justiça e a misericórdia

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, a saber: a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.”
Mateus 23:23

3. A contradição entre o discurso e a prática (Omissão de socorro aos necessitados)

“Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; e fazem todas as suas obras com o fim de serem vistos pelos homens.”
Mateus 23:4-5

4. O critério dos frutos para identificar o falso profeta/líder

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus.”
Mateus 7:15-17

O Alerta dos “Sepulcros Caiados”
Em Mateus 23:27, Jesus resume perfeitamente a estética do farisaísmo, algo muito visível em épocas de campanha: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.”

Esses textos mostram que a preocupação com a coerência ética de quem se apresenta como líder não é um debate moderno, mas uma advertência antiga sobre a importância de blindar a coletividade contra a manipulação da fé.

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Pr.Ângelo Medrado

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O Grande Mandamento de Jesus Cristo!

1. O Diálogo de Jesus com os Fariseus

A passagem principal onde Jesus proclama esses dois mandamentos juntos está no Evangelho de Mateus:

Mateus 22:35-40
“E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

(Essa mesma conversa também é relatada com pequenos detalhes diferentes em Marcos 12:28-34 e em Lucas 10:25-28, onde a resposta introduz a famosa Parábola do Bom Samaritano).

2. As Raízes no Antigo Testamento

Jesus não inventou essas palavras do nada; ele citou duas passagens fundamentais da Lei de Moisés (a Torá) que os judeus conheciam muito bem, mas que estavam dispersas em livros diferentes:

  • O amor a Deus: Vem de Deuteronômio 6:5, que faz parte do Shema, a prece mais sagrada do judaísmo, rezada diariamente:
    “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”
  • O amor ao próximo: Vem de Levítico 19:18, um código de santidade e convivência social:
    “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.”

3. A Confirmação Prática (O Teste do Amor)

A outra passagem mencionada, que explica que o amor ao próximo é a prova visível do amor a Deus, pertence à primeira carta do apóstolo João:
1 João 4:20
“Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”

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