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Pastores Fariseus em busca do seu voto.

Fariseus

No contexto dos Evangelhos, Jesus confrontou diretamente o comportamento das lideranças religiosas da época — em especial os fariseus e escribas — deixando ensinamentos claros que servem perfeitamente como um manual de discernimento contra o farisaísmo na vida pública.

1. O foco na aparência pública (Orar nas esquinas ou orações eloquentes na TV )

“E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.”
Mateus 6:5

2. O legalismo que ignora a justiça e a misericórdia

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, a saber: a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.”
Mateus 23:23

3. A contradição entre o discurso e a prática (Omissão de socorro aos necessitados)

“Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; e fazem todas as suas obras com o fim de serem vistos pelos homens.”
Mateus 23:4-5

4. O critério dos frutos para identificar o falso profeta/líder

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus.”
Mateus 7:15-17

O Alerta dos “Sepulcros Caiados”
Em Mateus 23:27, Jesus resume perfeitamente a estética do farisaísmo, algo muito visível em épocas de campanha: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.”

Esses textos mostram que a preocupação com a coerência ética de quem se apresenta como líder não é um debate moderno, mas uma advertência antiga sobre a importância de blindar a coletividade contra a manipulação da fé.

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O Grande Mandamento de Jesus Cristo!

1. O Diálogo de Jesus com os Fariseus

A passagem principal onde Jesus proclama esses dois mandamentos juntos está no Evangelho de Mateus:

Mateus 22:35-40
“E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

(Essa mesma conversa também é relatada com pequenos detalhes diferentes em Marcos 12:28-34 e em Lucas 10:25-28, onde a resposta introduz a famosa Parábola do Bom Samaritano).

2. As Raízes no Antigo Testamento

Jesus não inventou essas palavras do nada; ele citou duas passagens fundamentais da Lei de Moisés (a Torá) que os judeus conheciam muito bem, mas que estavam dispersas em livros diferentes:

  • O amor a Deus: Vem de Deuteronômio 6:5, que faz parte do Shema, a prece mais sagrada do judaísmo, rezada diariamente:
    “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”
  • O amor ao próximo: Vem de Levítico 19:18, um código de santidade e convivência social:
    “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.”

3. A Confirmação Prática (O Teste do Amor)

A outra passagem mencionada, que explica que o amor ao próximo é a prova visível do amor a Deus, pertence à primeira carta do apóstolo João:
1 João 4:20
“Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”

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A Diligência da Graça: Como Deus Busca o que Se Perdeu

A dracma perdida

O texto de Lucas 15:8-9 traz a famosa Parábola da Moeda Perdida (ou Dracma Perdida). Ela faz parte de uma trilogia de parábolas no mesmo capítulo (a Ovelha Perdida, a Moeda Perdida e o Filho Pródigo) que Jesus conta em resposta aos fariseus e escribas que o criticavam por acolher e comer com pecadores.
Abaixo, apresento um estudo bíblico detalhado, dividido em contexto, exegese, simbolismo e aplicações práticas.

📖 O Texto Bíblico (Lucas 15:8-9)

“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a encontrar? E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.”

🔍 Contexto Cultural e Histórico

Para entender a profundidade dessa parábola, precisamos olhar para o cenário da Palestina no primeiro século:

  • O Valor da Dracma: A dracma era uma moeda grega de prata que equivalia, aproximadamente, a um dia de salário de um trabalhador comum.
  • O Significado Cultural: Dez dracmas de prata costumavam fazer parte do enxoval de casamento de uma mulher (uma espécie de colar ou adorno chamado semedi). Perder uma dessas moedas não era apenas um prejuízo financeiro; era uma desonra familiar e a perda de uma lembrança matrimonial preciosa.
  • A Arquitetura da Época: As casas dos camponeses na Galileia eram escuras, geralmente tinham apenas uma pequena janela alta e o chão era de terra batida ou pedras irregulares, coberto por palha. Se uma moeda caísse ali, ela sumia facilmente na poeira.

🛠️ Exegese e Elementos Centrais

A parábola descreve uma busca intensiva que envolve três ações fundamentais da mulher:

1. “Acende a candeia” (Iluminação)

Como a casa era escura, a luz era indispensável. Espiritualmente, a luz representa a verdade, a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo que ilumina os cantos mais obscuros para revelar onde está o que foi perdido.

2. “Varre a casa” (Movimento e Limpeza)

Varrer o chão de terra ou pedras exigia esforço físico e gerava poeira. Significa remover os entulhos, as distrações e tudo o que está escondendo o que é precioso.

3. “Busca com diligência até a encontrar” (Persistência)

A mulher não estipulou um limite de tempo. Ela não disse: “Vou procurar por uma hora”. A busca só terminou quando o objetivo foi alcançado. Deus não desiste de buscar o ser humano.

📊 Comparativo: A Ovelha vs. A Moeda

Embora parecidas, as duas primeiras parábolas de Lucas 15 têm uma diferença crucial na forma como o “perdido” se perdeu:ElementoA Ovelha Perdida (Lc 15:4-7)A Moeda Perdida (Lc 15:8-9)Causa da perdaPerdeu-se por distração ou ignorância, pastando para longe.Perdeu-se por negligência alheia ou acidente, dentro de casa.LocalFora de casa (no deserto/campo).Dentro de casa (no ambiente familiar/religioso).O BuscadorO Pastor (representa o cuidado de Cristo).A Mulher (frequentemente associada à ação da Igreja ou do Espírito Santo).Insight Importante: A moeda não sabia que estava perdida e não podia fazer nada para se salvar, pois era um objeto inanimado. Isso ilustra o estado de total incapacidade espiritual do ser humano sem a iniciativa divina.

💡 Aplicações Práticas e Teológicas

1. O Valor do Indivíduo para Deus

Aos olhos do mundo, uma moeda a menos em dez pode parecer insignificante. Mas para o dono, cada uma tem um valor único. Deus não nos enxerga apenas como uma massa de pessoas; Ele conhece e busca o indivíduo.

2. Os “Perdidos” Dentro de Casa

Diferente da ovelha que fugiu, a moeda se perdeu dentro de casa. Isso nos alerta para a realidade de pessoas que estão fisicamente presentes na igreja ou na família, mas espiritualmente distantes, cobertas pela “poeira” da rotina, do orgulho ou da negligência emocional e espiritual.

3. A Alegria do Céu

O versículo seguinte (v. 10) fecha o pensamento: “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende”. A salvação de uma única vida gera uma festa no ambiente celestial. O coração de Deus bate pela redenção.

🏁 Conclusão

A Parábola da Moeda Perdida é um lembrete encorajador do amor diligente de Deus. Ele é o Deus que acende a luz, que revira o que for preciso e que procura incansavelmente até nos encontrar. Ela também desafia a Igreja a ter a mesma postura da mulher: acender a luz da verdade, varrer a negligência e buscar os que estão perdidos, inclusive aqueles que estão bem perto de nós, dentro das nossas próprias casas.

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